terça-feira, 15 de dezembro de 2009

conjutivite ociosa

Conjutivite serve pra quê mesmo?
Serve pra dar atestado pra pessoas cansadas e torná-las desocupadas e ociosas;
Pessoas osiosas fazem absolutamente nada o dia inteiro. Dormem, comem, procuram idiotices na internet e assim por diante...
O detalhe é que logo eu fui pegar essa maldita conjutivite e tô aqui implorando pro atestado chegar ao final logo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eu só queria abrir a minha mente, mas junto com o ânimo se foi a vontade de escrever.

sábado, 28 de novembro de 2009

hey champs

Cansaço tá criando vida própria por aqui... Vida de gente grande infelizmente não é fácil, mas recompensa.
Responsabilidade gera independência e consequentemente, independência gera a felicidade da conquista.
Ah dezembrão tá chegando de novo...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ideologias falidas

A vida infelizmente não é um livro, que ao se desesperar com o desenrolar da estória ou tédio contínuo ao longo das páginas, você pode fechar e voltar a lê-lo somente quando tiver vontade.
Decisões importantes são tomadas a cada minuto onde, na verdade, o que mais interessa é o presente, que vai influenciar gerações no futuro.
A gente se retrai com toda essa constante mudança de comportamentos e atitudes, e cria nossso próprio estilo de vida, sempre tentando ir contra a maré... Eis o maior problema: ir contra a maré.
É um tanto quanto delicado pensar nesse tipo de coisa, declarar ideologias aos quatro ventos e, por conta da maré, não segui-las fielmente como prometido a si mesmo... Surge então a hipocrisia que tanto nos/me afligem. Mais complicado do que criar ideologias e não segui-las, é contaminar dezenas de pessoas a sua volta com o ideal utópico de alguma coisa melhor - sem querer é criado uma nação de pequenos infratores da boa conduta e honestidade consigo mesmos.
Por isso mesmo eu estou na maior vibe de desapego a idelogias propostas por outros... na vibe de pensar nas minhas próprias ideologias de vida e fazer acontecer do meu jeito; é o mais prático e menos prejudicial a minha saúde mental.
Quantas vezes li e reli coisas escritas por pessoas que convivem comigo no dia-a-dia e desacreditei em praticamente tudo escrito, eu sabia que nada do que estava proclamado ali era aplicado na vida real.
Pra algumas pessoas a vida existe só atrás do monitor, o mesmo acontece com as ideologias, e é justamente isso em que eu estava pensando até o CD parar de tocar e eu desistir de continuar isso aqui.

A coisa foi além do esperado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Carta ao Leitor

Bom, tem gente lendo demais isso aqui... Mais do que eu imaginava.
Gente que eu não gosto, não faço questão e pensa que devo alguma satisfação qualquer. Pois bem, a coisa não funciona bem assim, meus caros.
A coisa por aqui funciona do jeito que eu quiser que funcione, afinal, a vida é minha e sou bem capaz de tomar minhas decisões - principalmente se elas se tratam de vocês.
Tô bem cansada de gente que me diz que eu estou errada, quando na verdade eu não estou e os errados são eles.
Tô saturada de gente patética sem plano de vida me enchendo o saco por nada interessante.
Tô explodindo de raiva de gente fofoqueira e hipócrita que não olha pro próprio rabo e aponta o dedo aos demais.
Eu sinceramente quero é sumir da vida de toda essa gente medíocre que não acrescenta nada na minha vida e não se importa se estou viva ou morta, apenas se estou pecando.
Vocês não me fazem a mínima falta, não faço questão, não quero e não vou.
Não sou assim como vocês, sou bem diferente do que pensam - e isso felizmente me torna uma pessoa melhor a cada dia.
Tá dado o meu recado.

Do fundo do meu coração: esqueçam que existo, ou melhor, morram.


Com Carinho, Flávia ALVES - somente Alves.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

salgados ou não:

Eu estava aqui pensando com meus botões.
Pensei sobre os legumes do jantar, nas palavras do velho safado Bukowski e nas pirações da dona de casa angustiada Clarice Lispector. Tive altos e baixos e caí em profunda nostalgia depois de relembrar filmes que assisti cerca de dois anos atrás.
As vezes isso acontece mesmo, pro bem ou pro mal, sabe-se lá o por quê, sempre acontece comigo.
Uma amiga escreveu algo sobre ciclo vicioso, dizendo que estava cansada da rotina que levava à meses e que queria sossego; isso me fez lembrar de coisas que escrevi aqui meses atrás. Eu dizia que estava cansada da rotina, do trabalho, da escola e dos amigos - e quando saía dessa rotina, trocava de trabalho, escola, e amigos, me cansava da mesma forma. Eu sou assim, enjoo fácilmente das coisas óbvias e das pessoas chatas. Me apego ao verdadeiro, deixo claro, e o verdadeiro é eterno.
Rolou um momento de identificação com essa amiga, por causa desse texto, afinal, ela tem alguns pensamentos compatíveis aos meus... E me vi ali, na mesma situação que ela está agora, meses atrás - e foi esse o motivo do princípio da sessão nostalgia.
Fico feliz em me lembrar de tempos que se foram e de pessoas que ficaram lá, no passado... Algumas delas marcaram uma época da minha vida e todas as memórias são guardadas - com carinho ou não.
Sempre fui a mais velha do grupo, até o grupo em questão não ser mais suficiente, pensamentos não serem tão compatíveis assim e uma série de pisadas na bola por ambas as partes nos separarem. Mas tudo bem, a questão é que depois de toda essa confusão, sempre fui a caçula dos outros grupos - tanto que, me chamavam e chamam de "Flavinha", como demonstração de afeto e apreço por eu ser a mais nova.
Apelidos a parte, ser a mais nova nunca foi problema, afinal, sempre me trataram de igual pra igual e sempre se impressionaram com minha forma de pensar e agir. É disso que me orgulho: pessoas desconhecidas reconhecendo o desconhecido-óbvio, mas seja lá qual for o nome disso, eu sei o que é.
Tenho orgulho da pessoa que sou. Escrevo meus textos, tenho minhas falas, meus pensamentos, minha forma de agir e reagir, sou eu a pessoa por trás de todos os meus atos e todas as consequencias são minhas.
Tenho orgulho das minhas convicções e das conclusões que tiro sozinha. Tenho orgulho dos conselhos que distribuo por aí, e das pessoas que passam pela minha vida.
Afinal, a vida é um aprendizado, e esse meu ciclo vicioso não tem fim.
Depois de ter pensado em todas essas coisas, concluí que os legumes do jantar estavam salgados, que Charles Bukowski foi meu companheiro e suas palavras frias e sujas por muitas vezes serviram de escudos, e que Clarice Lispector me cansa mais do que qualquer outra coisa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

w o r d s

A frase que sempre me inspira a escrever alguma coisa aqui, desde que criei esse blog, é " openyour fuckin' mind" - o que muitas vezes deixo de fazer e acabo escrevendo qualquer merda.
Estava eu aqui pensando com meus botões: "É, eu devia mesmo abrir a minha mente e escrever sobre o que eu realmente queira, às vezes...", e infelizmente tenho um certo bloqueio com essas coisas de escrever o que sinto, acho limitado... Afinal, o que eu sinto, simplesmente sinto e não tenho o dever de ficar escrevendo e escrevendo até as palavras se esgotarem. É meio complicado.
Mas aí lá me ponho a me contradizer, aliás, dizer verdades que se opõem a outras verdades absolutas. Escrever faz bem pra pele, pros cabelos, pra vitalidade e pra mente. Escrever é mais do que apenas usar frases de efeito pra demonstrar um certo nível de (pseudo) intelectualidade.
Escrever, para mim, é sentir as palavras mais do que o próprio sentimento que elas tentam traduzir. Ah, se eu completasse todos os textos, com os quais passei horas e horas a fio; se eu continuasse com aquela série que comecei em 2007, ou se concluísse aquela página onde a bruxa velha encontrou um bezouro que lhe dizia e consentia sete desejos pecaminosos...
Palavras são mágicas e trágicas, para mim. Veja bem, com uma frase mal interpretada nos vemos em apuros e caímos no desespero sem mais olhar pra trás ou prestar atenção na frase dita posteriormente. Palavras quando ditas e escritas com honestidade, comigo tem a mais irredutível confiança - e o maior dom por aqui, é interpretá-las da maneira como devem ser feitas.
Textos, frases, palavras, rascunhos... Estórias e contos.
Existe magia e tragédia e, para mim, elas não estão em nenhum tipo de arte onde com meia lata de tinta óleo e um pincel, ou meio metro de cetim e uma máquina de costura, se resolvem.
Arte é a mais pura expressão do sentimento inexistente, incompleto, insatisfatório - palavras o fazem.

W O R D S
and it's all about them.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

TODOS IGUAIS

As revistas ditam como as meninas devem se vestir,
As novelas educam como os meninos devem agir

Todos iguais!

Tudo funciona perfeitamente no mundo do consumo,
E será que você é mesmo diferente de toda essa merda?

Todos iguais!

As mesmas tatuagens,
As mesmas frases feitas,
Os mesmos cortes de cabelo,
As mesmas bandas da moda,
O mesmo comportamento,
A mesma sede de consumo,
Mesmas vontades e julgamentos
E um comportamento único...

Todo iguais!


É a sempre a mesma merda
Com gente velha ou com gente nova, nos lugares velhos ou nos lugares novos
É sempre a mesma merda.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

destrói

Sempre digo que não vou, mas não consigo evitar;
Sou assim, tem coisas que a gente não escolhe.

Os dias vão se arrastando. Eu até me esforcei, tentei ser comum e me manter sempre com um falso sorriso no rosto, mas não adianta. Prefiro mil vezes a miséria e o bem estar, do que hipocrisia em prol do falso bem estar. Simplesmente odeio esse tipo de coisa, e isso me persegue, como uma cruz que eu carrego na minhas costas.
Família é uma coisa extremamente delicada e alguns tem a sorte de possuir alguma coisa equilibrada - o que não é o meu caso.
Foda-se, é o que eu realmente quero dizer no momento.
Tô cansada dessa hipocrisia e lições de moral dadas por pessoas que não possuem 10% da dignidade que dizem ter. Cansei de adoradores de imagem e religião dizendo que a única coisa que salva é a porcaria dos seus deuses, afinal "não há nada além de tinta e sangue em tuas escrituras".
Peço o perdão pagão, mas tenho desejado coisas que prefiro não citar aqui e, não sei o que seria de mim sem o amor, do meu amor.

Falar sobre amor e sobre ódio, a maior contradição da minha vida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

eu chamo de "do it yourself"

Tô emperrada, presa, impossibilitada de escrever aqui, por vontade própria... Isso acontece às vezes e, por bem ou por mal, acabo me jogando nos livros e nas oportunidades.
Amanhã mais um capítulo dessa história começa; mais um capítulo da minha história.
Finalmente encontrei algo agradável e assim como já fiz anteriormente, vou mesmo é me entregar de coração e dar o meu melhor, desmerecendo o desdém desnecessário, de cabeça erguida, sempre com o apoio de quem mais amo e me faz feliz.

Boa sorte pra mim.
Ah, e quando a vontade vier, escrevo qualquer coisa - só por escrever mesmo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

sexta-feira, 11

Me pego pensando no futuro.
Chego a conclusões incitáveis.

Prefiro mesmo passar por tudo e começar do zero de verdade, a ser financiada por terceiros. Prefiro mesmo fazer o que gosto, o que me agrada, a ser induzida por sonhos que não são de meu interesse.

Afinal, a vida é minha e os planos por aqui são totalmente meus.
Já tenho em quem me inspirar no certo e no errado. Já sei o que faz bem e o que faz mal - embora adore o frio na barriga.
Amo o que sou.
Amo o que gosto.
Críticas construtivas são bem aceitas e nem todas vão para o lixo.

Meus desejos, meus planos, meus anseios.
Com a minha felicidade posso ser egoísta sim.

"eu cresci assim, genioso e impulsivo, e acho que gosto desse meu jeito"
E muitas vezes tiro minhas forças das músicas daquela banda que muita gente não gosta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Planeta Água

Acordei com a chuva batendo na janela.
Altos índices de lentidão e trânsito complicadíssimo na cidade, 118km às 13h, aproximadamente 47 pontos de alagamento distribuídos por toda a São Paulo, desabamentos, falta de eletrecidade e telefonia, ressaca do mar em Santos, deslizamentos nas estradas, e mais pessoas em regiões menos favorecidas perdem seus móveis, tapeçaria, eletrodomésticos e esperança ao ver o nível da água subir nas suas casas.
Crianças de rua se escondem debaixo dos viadutos e idosos vêem a doença se espalhar com a chuva, já acostumados com a cena. Cães e gatos se aconchegam em qualquer buraco menos úmido que encontram, e ratos e animais peçonhentos descobrem seus lugares pelos ralos e boeiros debaixo dos nossos pés.
Ao mesmo tempo que é uma "benção" em certos Estados, aqui a chuva é uma desgraça pra muita gente. O clima só faz ficar cada vez mais dificultoso para todos, um dia chove e no outro faz calor de 34º - digo literalmente, a cinco dias vejo esse zigue-zague climático.
Mas o que você tem a ver com tudo isso?
A pergunta certa é "o que todos nós temos a ver com tudo isso?". Qual a influência da raça humana na natureza? Qual o limite do nosso egocentrismo, racionais meros mortais que, ironicamente, sem pensar nas consequências, destruímos nosso lar?
É difícil pensar que ainda existam florestas, rios, e animais selvagens convivendo harmoniosamente com a natureza em qualquer canto isolado do mundo quando tudo isso acontece no nosso dia-a-dia. É uma difícil tarefa acreditar que tenhamos e soframos , de fato, influências nas mutações do planeta em que vivemos.
A calamidade natural acontece todos os dias e nós e nossas fórmulas científicas, somos os culpados.

Enquanto isso, pessoas que nem fazem idéia da culpa, sofrem e pensam que o desastre natural é obra do Diabo, e simplesmente rezam e pedem a salvação de seus lares fazendo promessas que nunca irão cumprir para um Deus que nunca salvaria metade de seus móveis.
A natureza tarda mas não falha.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

exatamente o contrário

Ontem li no arquivo da Rolling Stone do mês passado uma entrevista com o Woody Allen e, algo que ele disse me chamou a atenção: "Sou filho das ruas da cidade e me sinto em casa com os dois pés plantados no chão". A princípio não fez sentido, visto que o propósito dele era dizer que adora sua cidade agitada e se sente um peixe fora d'água em Connecticut.
A questão é todo aquele lenga-lenga que a maioria das adolescentes sonhadoras declara por ter visto em uma série de televisão onde a protagonista abraça a cidade mais louca do país e quer tudo ao mesmo tempo - Alice, série exibida ano passado pela HBO onde a personagem vinda de outro Estado, descobre nossa encantadora e arrasadora São Paulo -, não me lembro de já ter falado desse incomodo que eu sinto sempre que leio isso mas, é mais ou menos assim: "Mais vale uma Alice voando do que mil Alices com os pés no chão", e é sempre a mesma coisa, o mesmo blá blá blá de adolescência vivida ao máximo.
Entrei em contradição por cinco ou seis minutos depois de interpretar a frase do Woody da minha maneira e cheguei a seguinte conclusão: "Sou filha das ruas da cidade e me sinto em casa com os dois pés plantados no chão", porque sou assim. A verdade nunca foi posta em jogo, o real e irreal sempre foram coisas distintas e, para mim, fugir da realidade nunca foi uma boa opção, quer dizer, encarar os problemas dessa vida de cabeça erguida, buscando sempre o melhor estado de espírito sempre foi a melhor coisa a se fazer. Alienação e inconsequência não fazem parte da pessoa que sou.
Portanto, a coisa toda muda: "Mais vale uma Flávia com os pés no chão do que mil Flávias voando" afinal, é preciso manter a sanidade pra continuar vivendo nessa selva de pedra denominada realidade.
Depois de toda essa baboseira intelectual em que viajei, fechei a revista e fui assistir Law & Order - SVU.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

run

Quanta gente sem nada pra fazer.
Quanta gente sem nada pra pensar.
Quanta gente incerta de tanta coisa.
Estupidez, insensatez, impulsos e chuva.
Garoa faz a dor de cabeça triplicar no dia seguinte... Bando de filho da puta sem objetivos.
Não tenho nada a ver com essa auto-destruição maldita em que centenas de idiotas acreditam e desanimador mesmo é ver o diabo acontecer do seu lado.

run my baby, run my baby, run

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

i'm still alive

Acordei no sábado feliz demais pra ver o dia ser jogado fora - aquele beijo de bom dia e o carinho no rosto carimbaram o início de um ótimo final de semana.
O relógio marcava 08h05 e a minha mente já estava a mil. O que fazer? O que decidir? O que eu realmente queria pra mim? Foi exatamente aí que eu decidi que trabalhar em loja fashionista pra pessoas megalomaníacas, definitivamente não era pra mim - não entendi ainda a razão de ter insistido, trabalho é uma coisa séria e tenho sérios problemas com chefes: ou eles são humanos, ou não; e dona da loja não era lá tão humana assim -, e que eu estava me demitindo de toda essa bobagem.
A retórica era verdadeira, aquele não era o meu mundo. Gosto de gente humilde que admite os próprios erros, que não passa por cima de ninguém por dinheiro e não abusa da pouca autoridade que lhe é designada. Gosto de pessoas simples e inteligentes o suficiente pra que façam suas próprias escolhas, que não são escravas do espelho e da moda.
Aquele não era o meu mundo e, por isso, nesse sábado ensolarado, enquanto um alguém brincava com meus cabelos, simplesmente me dizia que enquanto tivéssemos escolhas, poderíamos escolher.
A minha escolha no momento não é fazer tudo o que quero, mas sim não fazer tudo o que não quero. Respeitar o próximo, amar e ser feliz; ser livre pra escolher.

Por que não tirar mais um cochilo? A manhã estava linda e tudo o que mais me importava estava bem ali do meu lado.
O sábado foi ótimo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

asco



Hoje eu declaro a todos vocês, parasitas que se apoderaram da minha voz, da minha opinião, da minha personalidade; que espero que suas consciências morram afogadas nos seus respectivos julgamentos.
Não fazem diferença alguma na minha vida, até o momento que começam a incomodar, e a falta de senso, de todos vocês, esta me incomodando profundamente.
Nunca pensei que fosse dizer isso, mas hoje descobri que esconder de todos o que se pensa, ainda que seja pra evitar a discórdia, não é um ato de nobreza. As vezes vale a pena tirar o peso das costas e confessar tudo o que te desagrada, sem medir palavras ou consequencias.
Sabe, já conheci esse mundo em que vocês todos vivem e nada nele me agradou. Achei fútil, ignorante, estúpido; non sense. Por exemplo, fumar maconha com o dinheiro da mesada é deplorável, coloca em jogo toda a liberdade declarada aos quatro ventos; ver a vida passar pelos seus olhos e se sentir de mãos atadas simplesmente por ter complexos demais, é deprimente.
Mas sabe mesmo o pior de tudo? Julgar os que não fazem parte desse mundo sem nada a oferecer.
Eu simplesmente desejo que um dia se coloquem no seus lugares, e enxerguem com seus proprios olhos, que existem coisas mais importantes na vida do que classificar desconhecidos, sem conhece-los; sem saber o que escutam, o que pensam, do que gostam.
E quer saber? É por isso que eu evito pessoas assim como vocês, não vale a pena o tempo perdido ao desenvolver uma conversa onde o assunto é somente um: bandas de fotolog, festivais independentes do ABC que ninguém nunca vai conhecer, ou sobre qualquer outra droga que os satisfazem.
Eu evito vocês porque não valem a pena; são prematuros demais no pensamento - e velhos demais biologicamente - pra qualquer outra coisa que não esteja relacionada ao mundo podre onde vivem.
Não sou a dona da verdade, não nasci sabendo de tudo; também não aponto o dedo pra todos e não saio por ai julgando todos que não conheço, não sou hipócrita e respeito quem me respeita. Essa não é a lei numero um por ai?
Um dia é preciso crescer e correr atrás dos seus sonhos. Você precisa seguir seu próprio caminho pelos seus passos, o primeiro deles, é começar a colocar o cérebro pra funcionar e prestar mais atenção no que se diz e no que se faz.
Ser coerente, antes de tudo.


ME RELACIONAR COM VOCÊ SÓ ATRASA A MINHA VIDA.

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos Pais

Mais uma data sem sentido pra mim, criada pra vender carteiras, camisas e meias.
Incrível mas tudo se repete cada ano que passa.
No Dia dos Pais, tudo é alegria e amizade paternal e dois dias depois, as coisas voltam ao normal e junto com a rotina, voltam os desentendimentos.
Nada disso faz sentido para mim - como se um único dia fosse mudar tudo o que ficou... Como se um presente fosse, ainda que simbolicamente, apagar o que foi deixado pra trás.
O pouco que me fazia acreditar nessa bobeira, também foi deixado pra trás e agora só me resta pensar que arrisquei, pelo menos eu tentei.


A questão é exatamente onde isso vai parar e quando isso tudo vai terminar.
O problema (dessa vez), é esse meu ceticismo que só faz crescer e infelizmente - ou felizmente - deixar as coisas mais claras aos meus olhos.
O fato é que o pouco em que acredito, o faço com todas as certezas e é inteiramente real e verdadeiro para mim.
O óbvio é o que ninguém quer ver - não por incapacidade, mas por comodidade.


terça-feira, 21 de julho de 2009

avaliação - julho de 2009

Não concorda com críticas desconstrutivas, não aceita opinião desformulada, não atua ativamente na política da boa vizinhança.
Muitas coisas não estão alinhadas e tudo o que lhe é desconhecido, é mais instigante. Às vezes muda, sai, anda, mas sempre volta. Definitivamente gente que é gente lhe atrai, evitando, assim, todas as pessoas de mente fechada ao seu redor. Bate a porta na cara de quem não respeita o cotidiano alheio.
O mundo lhe parece um mistério e não existe meio termo. Entre tropeços aprendeu o valor de certas coisas como amizade e amor, tão cedo.
Nunca aceita que lhe digam o que deve fazer, desconfia da própria sombra e acha maravilhoso o fato de confiar sua vida, de olhos fechados, a uma única pessoa. Provas são provas e este único ser sempre lhe prova o quanto a vida valhe a pena.
Já declarou irmãos em outros Estados, amigos que não valhiam um centavo e amores fúteis e tolos. Não se arrepende, mas não acha que tenha valido o esforço.
Encontra nos momentos simples a calmaria que precisa pra continuar. Uma nuvem bonita, um raio de sol que enche os olhos de luz, uma gotícula de chuva ou o aroma de uma flor campestre; coisas da terra fazem seu espírito brilhar.
Simplicidade nas coisas simples. Não acredita que felicidade está em roupas, trabalho, dinheiro e festas; toda essa bobagem é consequência desnecessária pro dia-a-dia.
Conversa com todos, assim como seu pai lhe ensinou: todos são iguais. Não admite falsidade, egoísmo e hipocrisia. Preconceito lhe causa repulsa.
Com o tempo, concluiu que sem o amor caminhando ao seu lado, a vida não pode ser bem contemplada.
Sonha novos sonhos: uma linda família, dois cachoros de porte médio, uma estante cheia de livros literários; uma vida cercada de "sorrisos que transparecem a felicidade da alma".

Abolindo outros detalhes incitáveis, o meu resumo momentâneo de mim.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ser e Crescer


Verbo Ser

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.


Carlos Drummond de Andrade




Esse poema do Drummond - assim como vários outros dele - me fez pensar um pouco.
Há quem diga que para ser, basta ser um número entre as percentagens, ter uma Carteira de Identidade. Há quem diga que para ser, é necessário ter o mínimo de racionalidade e capacidade de julgar o desconhecido.
Hoje, na minha opinião, antes de tudo isso, para Ser, é preciso sentir.
Sentir a brisa leve no rosto, sentir o frio que deixa a boca ressecada, sentir a pele queimando sob o Sol de 38º e saber que está vivo.
Sentir o coração batendo forte no peito, sentir dores de cabeça depois de uma situação de tensão, sentir o ar puro encher os pulmões e saber que está vivo.
Ser e sentir as coisas da vida. Se comover com um momento ímpar, embalar a vida com uma música verdadeira e acreditar que certas coisas neste mundo são surreais de tão satisfatórias e, idealizar incorrigivelmente uma vida melhor - a utopia é um direito? deveria.
Ser, sentir e saber que é humano.
Mas e crescer? Crescer é uma outra conversa.
Brevemente, crescer pode ser muitas coisas e nada. Crescer é aprender com as experiências vividas, com os tropeços inevitáveis e fazer tudo diferente, para que os erros não se repitam. Crescer pode ser o resultado de sentir e saber que é humano.

Vivo sem tantas cobranças.
Ser, sentir e crescer sempre sem me esquecer jamais do que fui e do que me tornei.
A vida é uma possibilidade de muitas probabilidades.
A vida é um aprendizado incrível e desconcertante.

au revoir

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Estar

Ninguém disse que seria fácil tampouco rápido.
A vida é um emaranhado de situações e complicações, muitas vezes embaraçosas e decisivas. Tomar a melhor decisão talvez seja o que mais nos aflinge na maioria dessas situações, por pensar que será o veredicto final. Não, nunca é o veredicto final. Nunca está totalmente terminado.
Nossas pernas ficam fracas, o coração dispara, a cabeça quase explode e o sangue esquenta - não necessariamente nesta ordem -. Até então, começarmos a tomar atitudes impulsivamente.
Ninguém disse que seria fácil, rápido e que estaria sozinho. Ninguém.
Pra qualquer situação, decisão e efeito, você tem alguém do seu lado. Alguém que te faz continuar e independente de como as coisas giram, está do seu lado - e sempre estará.
Ninguém disse que seria descomplicado.
Apoio, estima, respeito, confiança.
Valores, crenças, origem, auto-estima.

Você não está sozinho e se depender de mim, nunca vai estar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

greve

É, eu tô de greve disso aqui.
Acontece que escrevi um milhão e meio de textos e apaguei tudo, de novo e de novo.


Cansei!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Diluviando

Se querem mesmo saber o que me deixa sem ação, saibam que não é a tiazinha que passeia com seu cachorro vira-lata na Av. São João às cinco da manhã, tampouco uma louca dando cervejada na cara da outra. O que me deixa sem ação e reação é o momento pré, durante e pós chuva, no centro da cidade. De verdade - a chuva e o que as pessoas podem fazer quando ela vem.

Hoje lá estava eu, depois de ter pedido saída no trabalho para ir ao dentista, quando olho para o céu e vejo o Apocalipse se iniciando lá em cima. O que me deixou encafifada pra valer, foi a atitude das pessoas antes da chuva.

Vou explicar desde o começo: meu trabalho fica quase no centro e o consultório fica no final da principal rua-comércio do centro da cidade. Portanto, tive de andar um bom trecho do percurso - prefiro andar do que pegar ônibus cheio de gente fedida e feia cheirosa e bonita, para ir ali do lado - e foi nesse percurso que eu vi um pouco da atual situação da raça humana.

O céu ia ficando cada minuto mais escuro, começou um vendaval inquietante e os raios e trovões não cessavam nunca. Eu não me desesperei porque nesse planeta Terra desregulado em que vivemos, isso é absolutamente normal e a qualquer hora do dia você tem que estar preparado com a sua arca, para um dilúvio. Bom, o clima foi fechando e as pessoas começaram a ficar desorientadas feito baratas tontas.

Abre o guarda-chuva, põe e capa-de-chuva, se preocupa, segura o cabelo. Solta, prende, puxa, sacode a droga do cabelo enquanto do outro lado da rua outra pessoa corre, grita, se preocupa, abre o guarda-chuva, corre mais e prende a droga do cabelo - na ordem cronológica. Taí, outra coisa inquietante é a preocupação com a cabeleira em meio a um dilúvio. Estranho mesmo é uma pessoa se preocupar com o cabelo que vai enrolar depois da chuva ao invés de se preocupar com a casa que vai encher de água depois da chuva.

Bobeira.

Enfim, as pessoas estavam ficando estéricas e eu já não sabia se segurava a risada ao ver duas senhoras dançando com o guarda-chuva ou se parava e brincava com o cachorrinho da praça da Igreja... Ele estava meio sozinho ali, fiquei com pena - dele e de mim, por estarmos presenciando aquilo.

A chuva foi ficando mais e mais evidente e as pessoas cada vez mais loucas. Juro por Deus, parecia que o mundo ia cair, igualzinho naquele filme lá, "O dia depois de amanhã" - a diferença é que no Brasil ao invés de neve, as pessoas fritam no Sol. Era uma chuva forte, histórica.

Depois de conter os risos e resistir a dar atenção ao cachorrinho, decidi que precisava andar um pouco mais depressa - a menos que quisesse tomar um banho de chuva no meio da rua mais insuportável e cheia de gente feia movimentada e bem frequentada da cidade. Andei depressa, peguei a sombrinha emprestada, olhei no relógio. Três e quarenta e cinco da tarde, eu tinha apenas dez minutos para chegar ao extremo do centro da cidade e estava lá, sem reação frente a toda aquela bizarrice. De verdade, pensei que fosse acabar ali (o mundo, pensei que o mundo fosse acabar ali). Cheguei em oito minutos ao consultório - quase morta.

A dentista disse que eu tenho uma cárie e me deu um atestado de uma hora... Desci as escadas do prédio preocupada com a chuva... Devia estar tudo inundado e aquela altura do campeonato devia no mínimo ter botes e crianças brincando na leptospirose. O mundo já teria desabado. Mas não... Não foi isso o que aconteceu.

Na verdade eu quase caí de costas quando vi que não tinha chovido nem uma gota e que naquele momento, o céu estava azul com um incrível sombreado de final de tarde.

"Maldito aquecimento global", foi o que consegui pensar - cinco minutos depois eu me lembrei que ia acontecer de novo na próxima ameaça de chuva, afinal, isso sempre acontece nas grandes cidades. As pessoas são meio loucas por aqui.




Postado por esta que vos fala, ou escreve... dia 10/03/2009, no curto (e ótimo) período que passei no http://www.proibidoler.com que aliás, recomendo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Desenferrujando 1

Tudo muda, fato.
É estranho ler e reler coisas que escrevi em 2007, parece que uma eternidade inteira se passou e muita coisa aconteceu.
Tá certo, muita coisa aconteceu mesmo... Nada previsto.
Há cinco anos atrás, eu ficava imaginando como seria a minha vida neste período... E não imaginei nada disso que aconteceu; não imaginei que ia trabalhar durante um ano inteiro em uma empresa megalomaníaca, tampouco que encontraria amigas de verdade nesta empresa e sair dela antes dos dezoito; não passou pela minha cabeça que encontraria o amor da minha vida tão cedo, muito menos que veria valores sendo fragmentados pela própria família, da maneira que vi. Citar tudo é bobagem, quem sabe um dia eu não escreva um livro?
A verdade é que a gente sempre faz planos pro futuro sem ter certeza dele e, sempre que faz planos, acontece tudo diferente do planejado. Um amigo me disse uma vez que a solução era não fazer planos e se jogar nas oportunidades, sem plano B, já que o mesmo acontecia com ele e sempre se decepcionou com o resultado - ele só se esqueceu que o conselho estava sendo direcionado pra mim e, querendo ou não, isso muda uma série de fatores possíveis e impossíveis.
A desvantagem de não trabalhar é exatamente essa: ficar horas pensando no passado e misturando os fatos e probabilidades. Minha avó dizia que cabeça vazia era oficina do diabo, vai ver isso é verdade mesmo, e cada vez que ficamos desocupados, com a companhia do ócio, descobrimos coisas demais sobre nós mesmos antes do tempo.
Não que ficar desocupada só traga desvantagem, afinal, quem mais veria o pôr-do-sol do centro da cidade, em plena segunda-feira, daqui do terceiro andar, a não ser eu? Quem veria sessão da tarde em uma quarta-feira e ouviria os CD's preferidos a toda altura, em um dia chuvoso de inverno, a não ser eu? Depois de tudo o que aconteceu, no meu caso, estes são privilégios do seguro-desemprego apenas... Mas não posso discordar: descansar depois de todo esse tempo é recompensador.
Não pensei em um plano B, fiz um pacto com a felicidade.
Também não estou de mãos atadas, tampouco vencida pelo cansaço. Tenho chances e momentos certos e aproveitá-los é tudo o que posso fazer no momento.

sábado, 4 de julho de 2009

paz

quinta-feira, 2 de julho de 2009

GET BACK

Voltei pra civiliação (internet de volta).
O LBC voltou.



Aqui jaz uma sede imensa de palavras!

WAKE UP

Qualquer tipo de mudança real leva mais tempo e dá mais trabalho do que mudar os canais de sua TV.

A galera tá viajando nessa de ser livre. Todo mundo ansiando uma coisa que existe para poucos.
Liberta-te de ti mesmo, antes de tudo.
Sempre fui a favor de defender aquilo que quero, com unhas e dentes; sempre defendi um objetivo mais do que coleguismos (amizade existe para poucos, também). O que nunca me agradou foi a criançada crescida cagando e andando pro que acontece no mundo, sem consciência e ética, se atirando na vida sem refletir sobre nada além de seu egocentrismo.
Falso moralismo e ideais sem sentido compatíveis, mostram o quão estúpida essa juventude está sendo e a velocidade com que as coisas se afundam.
Ninguém liga pra mais nada.
E a mudança?


Ps.: vale lembrar que este é um blog pessoal.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ansiedade repentina.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

É tão difícil perceber?





Engolir a palavras não faz bem, mas neste momento até parece o mais sensato a se fazer.
(des)motivação.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O ciclo vicioso faz com que mudanças aconteçam, e no meu caso elas são positivas. Descobri que fases são apenas fases e, ainda que atitudes e conceitos se complementem, nada do passado se altera na memória.
Respeitar o diferenciado não é desafio nenhum por aqui.
Hipocrisia nunca me agradou e a evolução parte de cada um.




Sinto falta de escrever. Montar portifólio ou criar pastas cheias de textos no computador não substitui o velho hábito de escrever aqui de madrugada quando der vontade... Ô complicação.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Continuo não gostando de quando isso aqui se torna o jornal da manhã de alguns.
Algumas coisas continuam me desagradando, assim como era.
Atitudes mudam; conceitos, não.
Espero que nada se altere e se torne desnecessário.
Gente chata e sem graça ainda me desinteressa.
Tem coisas que a gente simplesmente não faz questão e não muda.


Sumida, bem.
Adiós.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Depende

As vezes sinto saudades daqui, as vezes não sinto.



É muito relativo.
Escrever sobre detalhes da mente faz com que algumas coisas aconteçam - e na maioria das vezes, elas não são tão desejadas assim.



Ampliar horizontes em função do bem estar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

reconstruir?

Tudo aqui é tão meu que nem sei dizer. Aquilo que me sufocou, prendeu, angustiou, confrontou e desfibrilou, se perde no espaço/tempo que fica entre um adeus e outro.
As paredes camomila não falam. O guarda-roupas de mogno não fala. O espelho velho não mente: consta um emaranhado de incertezas e decisões no reflexo, mil vezes por dia.
Em breve serão apenas lembranças que também se perderão no tempo.
Destruir e reconstruir paredes.
Renovar uma vida e transformar em vinho toda essa água suja a minha volta.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

250 postagens

Tantas frases sem fim, filosofia circular ♪

Em 2007 fiz esse Blog com o intuito de escrever para mim. Única e exclusivamente.
Incrível que funciona.
Lê quem quer. Reclama quem quer.
Elogia quem acha que deve.

Ninguém aqui é forçado a nada.
Escrevo porque me faz bem - e porque não faz sentido pensar tanto e não me expressar.
Expresso minha raiva, angústia, decepção, alegria, amor.
Expresso meus pensamentos e sentimentos em palavras nem sempre publicadas aqui.
Palavras são para sempre.


(não é grande coisa mas pra quem duvidou que o primeiro texto seria único, é algo significante)

Viva La (...) ?

Aceitamos. Nos rendemos. Fingimos que nos faz bem viver em um mundo que não nos pertence.
Não.
Não aceito e não me rendo. Parece que o Sol gira em torno da Terra. As coisas se complicam e ninguém faz nada.
Alguns nascem com a mesma frequência que outros morrem, e o Sol ainda parece girar em perfeita sintonia com a Terra.
Descobriu-se então que a Terra nada mais era que um entre nove planetas a girar em torno do Sol.
Existe algo mais e ninguém parece ver. Não falo de religião ou política, falo de realidade. Pés no chão.
É preciso fazer a diferença em alguns momentos e por incrível que pareça, a maioria não sabe diferenciar uma coisa da outra e, ainda é como se a Terra fosse o centro do Universo

segunda-feira, 30 de março de 2009

bad day

Tosse. Tontura. Falta de ar. Calafrios.
O cansaço e a indisposição transformam a paciência em resistência.
Descaso.
Desistência.
Tanto faz, às 16h da tarde.
Às 19h tudo piora. Sempre piora.
O andar devagar dispensa diagnósticos. Resolver ir de ônibus talvez fosse a melhor opção.
Foda-se. Quem liga pras opções? Até pegaria um táxi.
Mas não. Não é necessário.
Chegada. Espera. Febre.
Treze pacientes na espera e dois incompetentes no atendimento.
Os olhos lacrimejam sem querer água fervente.
Frente ao cérebro que quase explode a cada sopro contraditório, tossir é desconcertante.
Mais espera.
(...)
Um dia me chamam.
(...)
Tylenol. Desligo o aparelho de inalação, coisa inútil. Só faz barulho irritante.
(...)
Tira a chapa. Entrega o Raio-X ao "Doutor".
- Os piercings não saem mesmo.
- Tá.
(...)
- Acho que você tem bronquite...
- Você ACHA que tenho bronquite, ou eu realmente TENHO bronquite?
- É, você tem bronquite.
(...)
Três remédios que de nada servirão.
Indignação.
Dez da noite e o ônibus não passa.
Segunda-feira.

sexta-feira, 27 de março de 2009

válvula de escape

Hoje fiquei irritada na aula de Matemática.
Devo ter escrito três páginas de versos estagnados em minha própria loucura.
Acontece que me irrita o fato de velhas fracassadas darem aula em escolas onde ninguém cobra nada de ninguém, então ninguém faz absolutamente nada e engole o que lhes ordenam.
Velhas chatas que estão ali pra cumprir um horário escolar, como se estivessem a passeio e todos ali fossem micro-bactérias incondicionais e imorais seres desprovidos de massa cinzenta.
Hoje me desencantei com os numerais e me encantei mais com a poesia, a literatura, o falado, o audível e ensurdecedor. Me perdi em devaneios ao olhar uma folha de jornal bailar no ar e me desconcentrei com o reflexo da janela.
Mais do que nunca não sei o que quero pro meu futuro - além de uma família? -, mas sei o que não quero. Sei que teto de vidro não me agrada, usuários de máscaras não me agradam e defensores de falsa-imagem me agradam menos ainda.
Patética dialética falida. Niguém entende nada. Tudo é em vão.
Hoje declaro-me mais do que nunca, eterna defensora das palavras e suas incríveis possibilidades. Minha válvula de escape para todos os momentos da minha vida - minha e de milhares de pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

and you'll find

Muitas coisas acontecem por aqui.
Alguma coisa acontece no meu coração exatamente quando o abraço se conclui e um beijo começa. Interminável dependente de nós dois. Posso sentir a kilômetros de distância.
Amor é uma face sorrindo e dois corações batendo juntos, acelerando juntos, amando juntos; na mesma sintonia. Amor é a falta de fôlego por um simples respirar no ouvido e o bem querer de um conto de fadas de quem ama demais e quer ver e sentir seu bem querer, estar melhor do que qualquer outro em todo o planeta.
Quando amamos temos essa certeza e descobrimos a diferença de amar e se apaixonar por alguém. É bem simples: quando amamos, nos apaixonamos com a mesma intensidade a cada olhar e carinho, como se fosse o primeiro - ainda que se passem meses e você diz ser eterno com a mesma convicção que disse "sim" como resposta aquele pedido.
Amar é sentir no outro as alegrias e tristezas e sentir que pode e sempre vai fazer tudo mudar pra melhor. Amar é enxergar com seus próprios olhos o que ninguém jamais conseguiu ver e fazer o outro crer que todo esse sentimento é verdadeiro, mesmo quando os dois já estavam cansados demais pra continuar a acreditar em algo que jamais lhes pareceu real - uma vez que (in)completos por outros corações.
Amar e ter a recíproca é inexplicavelmente significante. Faz com que tudo tenha sentido e seja mais bonito. Faz a felicidade transbordar por boca, olhos e coração.
Frente a isso sou incapaz de traduzir qualquer mera explicação do que seja o amor, em palavras meramente inteligíveis. Apenas sinto enquanto o presente me permite.
Sinto e amo.

"Você, meu motivo pra sorrir/caminho certo pra seguir/saibas que é só teu, o meu verdadeiro amor"

terça-feira, 24 de março de 2009

what again

Não vou saber dizer o que há. Eu não vou poder jamais explicar.
Dias que pensei ter respostas para tudo, fingindo ser forte, e negar que eu nem sei se eu quero saber se amanhã vai ser igual, porque me assusta tanto não ter histórias pra te ouvir contar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

tudo misturado

As vezes algumas coisas se contradizem e se perdem no ar como se nada tivesse importância, ou não fosse tão corriqueiro a ponto de nos fazer deixar pra lá.
Deixar pra lá cansa menos.
Agora a pouco por exemplo, me disseram que só sei escrever quando estou decepcionada com algum fato passado, presente ou com alguma possível consequência. Não sei se é verdade, mas me fez pensar um pouco.
Acho que também sei dar valor as coisas belas da vida. Eu tento com honestidade.
Honestidade é coisa rara. Tão rara quanto um sorriso humilde e um abraço sincero. Mas, bem como a honestidade, a sinceridade e a humildade não estão nos olhos de quem vê, mas sim no coração de quem sente e na cabeça de quem pensa.
"Algumas pessoas tem a mania de confundir 'boa' com 'boba' ", li a alguns dias atrás e me acabei. Algumas pessoas ainda pensam que "a moda é o cérebro por fora". Pensamento primitivo é uma coisa em estado bruto - mas não pode ser comparado a um diamante em estado bruto ou a qualquer outra coisa, é somente um pensamento atrasado.
Sempre gostei de gente que valorizasse as coisas simples da vida. Eis que hoje estava conversando com uma colega de trabalho e meus olhos cintilaram quando ela começou a falar sobre as coisas simples da vida que admira, com a maior honestidade visível a olhos mortais. Aquilo mudou algumas coisas em mim, mesmo.
Hoje vi que a esperança não deve morrer nunca. Existem pessoas boas; honestas, sinceras e humildes, por aí. A todo momento um sorriso se perde no ar, um abraço se confunde no tempo e a integridade se mostra ativa.
As coisas simples da vida são as mais valiosas.
Existe uma tênue diferença entre gente de verdade e gente de mentira. Quem é de verdade sabe quem é de mentira e por aí vai.
A esperança não morre, não morre.
Felicidade existe e está presente na nossa vida a todo o momento. Felicidade é consequência de generosidade, respeito, educação, igualdade; simplicidade. A vida é um eco.
Quando não estou bem, costumo escrever negativamente e meio mundo elogia; quando estou bem, escrevo igual todo mundo. O presente é uma coisa engraçada demais, brinca com a gente e nos faz escrever sobre o nosso estado de espírito, transmitindo coisas boas ou ruins.
Vai ver devo olhar pra frente e parar de me preocupar com o que não me diz respeito. Vai ver é por isso que me incomodo tanto com as pessoas, porque me preocupo demais com elas.
Aprendi com os erros de alguém e tenho como exemplo a maneira que lida com os problemas e situações.
Com os livros é quase a mesma coisa... Me transporto para a Turquia, Alemanha, Londres ou Minas Gerais. Conheço o mundo em duzentas páginas.
Minha vida é meio bagunçada assim mesmo. As coisas se confundem, se perdem por aí e eu ainda gosto.
Amo todos os meus problemas e consigo rir de mim mesma. Ou não, ou sim.
Nunca sei o que quero mas gosto da minha indecisão.
Nunca me importei muito com a visão alheia sobre algumas coisas, mas sempre me deixei levar por atitudes que dizem mais que um milhão de palavras.
Sabe, eu gosto bastante de Fanta Uva, bastante mesmo; gosto do docinho do suco artificial e do sono que me dá. Gosto dos sinos da igreja badalando ao meio dia e da luz verde neon que cintila debaixo da árvore daquele restaurante aqui na avenida, de noite. Gosto de diamantes desenhados na pele e de ursos panda protagonistas de filme da Sessão da Tarde, em uma quinta feira.
Gosto de algumas coisas singelas que fazem toda a diferença. Gosto quando alguém percebe isso e mim e torna realidade meus pensamentos sobre qualquer coisa.
Sei gostar de algumas coisas boas como sei odiar outras - a diferença é que as palavras fluem com mais facilidade quando falo de coisas ruins -, mas não é por isso que sou tudo aquilo negativo, rancoroso, maldoso. Sou um mix contemporâneo de bossa nova e rock'n roll, como diria Cazuza.
Sou um monte de coisas e nada, tudo ao mesmo tempo.
Ainda que seja toda essa confusão, ainda tenho meus valores... Minha própria definição de variação indefinida. Ainda tenho um cérebro, um coração e tarefas a cumprir.
Muitas vezes o que lemos é reflexo do que precisamos. Por isso temos sono ao ler um livro de filosofia e nos empolgamos com um livro de ficção sobre vampiros. Somos o que pensamos ser.
Penso que sou uma mistura louca de muitas coisas e acredito que um dia essas coisas vão se organizar e eu vou poder olhar pra trás e concluir: valeu a pena.

FREEDOM

quarta-feira, 18 de março de 2009

- como a mantícora aprendeu a voar

(e estive preso no espelho por tanto tempo que nem sei bem, e
mais cem anos, seis meses, três dias, tudo bem... tanto faz).

Aprendi a amar teu sorriso como se aprende a amar quem sempre diz que no final todos tem a justiça e o sentido, e todos são amigos.
Quem diria “eu amigo”... Quem diria... Eu sei...
Vou voar agora que me destes asas.
Devoro exércitos, devoro exércitos. Canto para os pássaros, corro nos desertos, nem a vontade de mil conselhos pode me deter.
Devoro exércitos, devoro exércitos. O sangue negro feito petróleo da boca escorre e me deixa mais forte. Nem São Jorge irá te proteger.
Vou chegar as crateras da lua e me tornar um deus.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Liberdade Criativa?
País louco.

sexta-feira, 13 de março de 2009

-

Eu percebi tenho existido; isso não basta, agora eu quero viver.
Apenas respirar sobre a pressão posta por falsos... Não quero isso pra mim, não da mais pra aguentar a babilônia liderada pelo mal.
Correr atrás do vento não é pra mim.

"VAIDADE É MISÉRIA, POIS DA TERRA NADA SE LEVA. O SENTIMENTO VALE MAIS QUE A MATÉRIA, AO PASSO QUE O MATERIALISTA REALIZADO SENTE A FELICIDADE. ENTÃO, QUAL O LIMITE DO SENTIMENTO? QUAl O LIMITE DO RACIONAL?"

Porque tem que ser sempre assim, ir mas voltar.
Essa é minha forma... Minhas escolhas.

Correr atrás!

Life To Live - Hastes

terça-feira, 10 de março de 2009

holden?

- Êi, Sally - falei.
- O que é? - ela perguntou. Estava olhando para uma garota do outro lado da sala.
- Você já se sentiu alguma vez cheia de tudo? - perguntei. - Quer dizer, você alguma vez na vida já ficou com medo de que tudo vai dar errado, a menos que você faça alguma coisa? Quer dizer, você gosta do colégio e desse negócio todo?
- É uma chatura.
- Quer dizer, você detesta o colégio? Sei que é uma chatura, mas estou perguntando se você detesta mesmo.
- Bem, detestar mesmo, não detesto. Você vive sempre...
- Bom, eu odeio a escola. Poxa, como detesto o troço - falei. - E não é só isso. É tudo. Detesto viver em Nova York e tudo. Táxis, ônibus da Avenida Madison, com os motoristas gritando sempre para a gente sair pela porta de trás, e ser apresentado a uns cretinos que chamam os Lunts de anjos, e subir e descer em elevadores quando a gente só quer sair, e os sujeitos ajustando as roupas da gente nas lojas, e as pessoas sempre...
- Não grita, por favor - Sally falou. O que era muito engraçado, porque eu nem estava gritando.
- Os carros, por exemplo - eu disse. E falei numa voz muito calma. - A maioria das pessoas são todas malucas por carros. Ficam preocupadas com um arranhãozinho neles, e estão sempre falando de quantos quilômetros fazem com um litro de gasolina e, mal acabam de comprar um carro novo, já estão pensando em trocar por outro mais novo ainda. Eu não gosto nem de carros velhos. Quer dizer, nem me interesso por eles. Eu preferia ter uma droga dum cavalo. Pelo menos o cavalo é humano, poxa. Pelo menos, o cavalo você pode...
- Não sei nem de que é que você está falando. Você pula de uma coisa...
- Sabe de um troço? - perguntei. - Só estou agora aqui em Nova York por tua causa. Se você não estivesse por aqui, eu provavelmente estaria numa porcaria dum lugar qualquer, lá pro fim do mundo. No mato ou em qualquer outra droga de lugar. Praticamente só estou aqui por tua causa.
- Você é um amor - ela disse. Mas via-se que ela estava querendo que eu mudasse de assunto.


O Apanhador No Campo de Centeio

segunda-feira, 9 de março de 2009

bleh

Cuspir no prato que comeu é uma coisa esquisita. Por isso que eu não minto nem omito meu passado.
Tudo aquilo que ouvi e cantei faz parte do que sou hoje... É bem por aí. Cuspir no prato que comi não é do meu feitio.
A gente percebe quando não é sincero e, o sincero do não-sincero é notável.
Tipo "quem é de verdade sabe quem é de mentira", ou sei lá.
Assumo o que fui e o que gosto. Gosto mesmo, com o maior orgulho.
Pra cada um tem um significado e pra mim é talvez um dos mais importantes.
Fale o que quiser, pense o que bem entender e faça cara feia quantas vezes tiver vontade. É assim, sou assim - e se pudesse escolher, seria exatamente como sou (talvez um composto de versos que fazem sentido pra quem gosta).
Repito: sinto orgulho, orgulho!


"Ah, tenta não ligar pra essa gente chata e sem graça.
São tolos demais
esses mortos, cegos e adultos.

Ah, deixa isso pra lá, que esse mundo é todo errado."

sábado, 7 de março de 2009

Fraqueza

É incrível como um texto pode acabar com o meu humor e a minha paciência. Uma droga de um texto escrito por alguém em algum canto da Terra. Isso acaba com meu dia, de verdade.
Gente pobre de espírito e cérebro, alegando ter uma alma pra lavar. Alma? Que alma? A vitalidade dessa gente toda vem lá do bolso dos pais.
Não sei o que acontece mas é assim, acontece. Me decepciono facilmente. Meia dúzia de palavras são mais do que suficientes pra uma simples compreensão da presente situação.
Talvez seja em vão. Talvez o texto tenha sido em vão.
Espero que os fantasmas do passado não assombrem mais ninguém por aqui ou por ali. Na verdade eu espero que alguém um dia te olhe nos olhos e veja que seus castelos são de areia, daqueles que desmancham com a primeira onda e se misturam com tantos outros castelos idiotas.
Felizmente ainda me resta a percepção dos fatos - que eu muitas vezes desejei não ter - e minha própria definição de bom ou mal, correto ou atrevido - verdades impostas por alguém sempre são chatas. Felizmente ou infelizmente.
Me resta também o que sou, hoje.
Sempre acredito no que leio, e embora tenha acabado com meu humor, nao acreditei no que li hoje.
Gente fraca me enoja.
Gente pobre de espírito me provoca nojo, me prova o quão diferente as coisas são e desperta o pior sentimento a se sentir por alguém: pena.



A mudança vem de cada um e a tendência é que a pessoa podre que cada um tem sido, continue sendo podre - a menos que cada um comece a olhar pro próprio umbigo antes de declarar verdades ao mundo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

bloguxospot?

Se existe uma coisa engraçada, é ver todas as meninas de 14 anos com um blogspot cor de rosa e lilás. As cores e as confissões pré-adolescentes. Ah, o blogspot pré-adolescente.
Ok. Escrevo sobre qualquer coisa não-interessante aqui - o primeiro passo é assumir a ignorância, não? - , mas esses blogs alheios me parecem um tanto quanto bizarros divertidos.
A começar pela concordância e terminar pelas confissões do tipo: "Sabe, eu queria mesmo que as coisas fossem pros seus lugares mais a gente nao pode manda no coraçao, sabe? Agente se decepsiona dimais com as pessoas e elas provao que so tem cabeça pra penssar em coisas de futilidade..."
Levando em consideração que a maioria está na oitava série... Ah, não. Mentira.
Infelizmente me deparo com bloguxos de gente grande o tempo todo. É verdade.
Então, eu paro e penso: Oras, se eu até falei com um dos maiores corruptos de Brasília no telefone - emprego maldito - por quê não parar pra ler essas coisas? Resposta: razões óbvias.

Um dia invento um Gossip Girl brasileiro... Com as novidades quentíssimas vindas direto das Escolas Estaduais do Estado de São Paulo - com muito orgulho.
Vai ferver no mundo bloguxístico, juro muito.

Ps.: Apenas detalho a parte em que ele se apresentou "Meu nome é xxxxxx xxxxxxxxx, não-sei-o-que-lá da Câmara Federal, de Brasília, pois não?" e em seguida a parte que saiu um balãozinho da minha cabeça, tipo: "E DAÍ?"
Ps.²: O littlebitclementine vai criar teias de aranha, nos próximos dias - não que eu me importe com isso.

au revoir

segunda-feira, 2 de março de 2009

pft

Cara, eu tô cansada demais pra escrever ou sequer reclamar de alguma coisa.

dorme

Preciso acordar daqui 4h27 e cá estou insone, ouvindo Bob Marley e vendo meu cachorro dormir.

domingo, 1 de março de 2009


Mimimi.

Passou

Defina seu sábado: it sucks.

1º Menina de Ouro
2º Kong Fu Panda
3º overdose de Friends

Conclusão: nunca mais passo o sábado em casa.
Tudo passa, até uva passa.

Espectativa para o domingo: menos pior.
Espectativa para a segunda feira: escola nova, de volta ao trabalho.
Não é fácil, não.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

GIVE UP

Cansei de gente querendo meu bem, dizendo palavras bonitas que não fazem sentido algum.
Ninguém sabe o quão cansativo é essa droga toda.
Queria mesmo ir pra Lua. Ao menos lá ninguém vai me incomodar com conselhos e palavras de afeto sem nexo.
Como se tudo isso fosse muito fácil - ninguém disse que era fácil, mas sozinha é mais complicado.
Não dá pra fazer isso. Não dá pra falar dos problemas desse jeito e procurar uma solução. A solução nunca vem quando é esperada - ainda mais quando esperamos sozinhos.
Mas deixa estar, deixa que o tempo passa e altera a configuração desse filme. Um dia a coisa toda muda e eu quero só ver.
"Mas nem puxe a arma se não for atirar."
Eu quero que tudo vá pros ares, agora.
Voltar a ser o que era de vez em quando - até lá eu espero sem ar.

Rancor, dor. Consciência, impaciência da consciência. Distração, maldição.
Jutiça e injustiça.
Aqui reina um império de insatisfação. Prazer, Coração.
Beleza, impureza. Alegria, alergia da alegria. Correto, discreto.
Bem e desdém.
Aqui jaz uma infinidade de (des)afeição. Prazer, Coração.


Odeio sábado.
Odeio muito tudo isso.

Negociações Falhas

Silêncio, afinal.
Ninguém ouve.
Ninguém aparece.
Ninguém é capaz de fazer algo por alguém.
Maldito mundo egoísta, estúpido e desnecessário.
Talvez se interferisse na vida de alguém, esse alguém se importaria.
Se importaria de verdade.
(...)
Hipótese.
É assim, a vida é assim.
Vida onde crianças lutam em guerras.
Vida onde o pai mata a família.
Vida maravilhosa onde ladrão rouba ladrão.
Vida explêndida e cheia de natureza e saúde, onde animais morrem sem razão.
Onde pessoas morrem sem razão.
(...)
Ah, a beleza das cidades grandes.
Cidades onde as flores dão lugar a fumaça cinza.
Cidades onde ônibus superlotados são apenas detalhes nas avenidas congestionadas.
Arranha céus.
Modernidade.
É o futuro.
O futuro é agora.
(...)
Alguém se importa?
Talvez se o futuro fosse alterado, alguém se importaria.
Maldito futuro egoísta, estúpido e desnecessário.
Ninguém pode ser capaz de fazer algo por alguém.
Ninguém pode aparecer.
Ninguém pode ouvir.
Silêncio, enfim.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval 2009

Carnaval = Promiscuidade + Pornografia + Bêbados + Brasileiros + Dinheiro Sujo - Dignidade
Etecéteras. Etecéteras. Etecéteras. A equação nunca termina.
Eu nem me lembro do que falei no ano passado sobre o Carnaval - me lembro que foi algo negativo... como qualquer brasileiro que antipatiza com essa festa toda. Lembro que concluí que Carnaval é coisa de gente estúpida e que eu não faço parte disso nem que eu receba algo em troca.
Este ano, mantenho a palavra.
Ano passado, não lembro o que fiz no final de semana de Carnaval.
Este ano, passei o final de semana de Carnaval no sofá com o namorado vendo filme.

Na ordem cronológica:
O Pianista - ótimo;
Shine A Light - bom;
A Liga da Injustiça - péssimo;
El Orfanato - razoável;

Eu ia fazer uma enorme resenha do meu final de semana mas, como sempre, prefiro deixar na nossa memória. Intocável pelo tempo.
Conclusão: Carnaval é coisa de gente estúpida e eu não faço parte disso nem que receba algo em troca - se é que isso é imaginável -, detesto comédias escrachadas americanas, ser polonês e tocar piano na 2ª Guerra Mundial era de grande valhia e meu amado namorado é a melhor companhia pra filmes ótimos, bons, péssimos ou razoáveis; nesta data tão idolatrada por nós dois.

Ah, o Carnaval...Justificar

Boa Noite.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Amigas?

As amizades entre garotas se resumem mais ou menos assim: quem tem o cabelo mais legal, as roupas mais legais, o sapatos mais legais e os amigos mais bonitos. De verdade mesmo, é quase isso.
Não estou dizendo que não existam amizades verdadeiras mas o mais comum hoje em dia é o citado acima.
Começa uma eterna disputa ideológica sobre qual banda é melhor ou sobre qual vocalista é mais bonito - e qual vai ser a primeira a arrancar um suspiro do vocalista, guitarrista, baixista ou até mesmo o baterista de uma banda qualquer.
Então é chegada a hora das compras. Afinal, quem melhor que a melhor amiga pra acompanhar nesta tarefa indecisa? Circulam pelo shopping inteiro até uma delas encontrar uma peça que gostou e a amiga dizer: "Não, você ficou gordinha com essa. Deixa ela aí", e o mais divertido é que a amiga crítica vai buscar a mesma peça no shopping dois dias depois - pra ela usar.
Existem muitos tipos de amigas. Amigas de copo, suponhamos que essas sejam as melhores pois quando bebem, ficam sinceras. Amigas de compras, afirmaremos aqui que estas são egoístas. Amigas de colégio ou faculdade, obviamente essas são as mais perigosas - e nem me perguntae o por quê.
Tanto faz, o que ocorreu comigo foi que começou uma incrível discussão sobre o Pete Doherty. É, aquele drogado esquisito do já acabado Libertines e também terminado e esquecido Babyshambles e sabe-se lá quais bandas mais.
A questão, meus caros é que isso se torna tão frequente que nos acostumamos e, quando isso ocorre percebemos que amizades de pré-escola e primário ficaram lá, perdidas no tempo e que nessa vida vence a mais bonita, popular e rica.
Me assumo ignorante e mal-agradecida mas que atire a primeira pedra aquela que nunca teve uma amiga dessas.

Ps.: E se por ventura você nunca teve uma amiga dessas, segue o conselho: olhe pras pessoas a sua volta.
Ps.²: Se você nunca teve uma amiga dessas, olhou a sua volta e ainda assim não viu nada, prepare-se pois elas sempre aparecem.
Ps.³: Caso você tenha discordado do fato que um dia elas vão aparecer, me desculpe mas você nunca terá amigas de verdade pois essas, acredite ou não, são as melhores.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Interiormente Falando

A parte que eu falo que gosto do silêncio? Sim, bastante.
Gosto do silêncio pra escrever, principalmente. Talvez eu já tenha dito aqui que tenho mil coisas vagando pela mente enquanto as outras mil coisas se esvaem, saem por aí, sem dono ou objetivo, até que o primeiro perdido as encontre e faça bom proveito.
Eu gosto mesmo do silêncio, da paz que ele passa.
Não gosto do escuro, tenho medo de escuro. Escuro sozinha, é claro.
Silêncio passa impressão de quietude, simplicidade. Simplicidade sem aquela baboseira de quem fala mais ou quem tem mais histórias para contar.
Escuro passa impressão de solidão, cumplicidade. Cumplicidade entre você, o escuro e a sua mente.
Eu nunca falei sobre a confusão toda e a cumplicidade após, entre a minha mente e o meu escuro. Meu escuro que ninguém conhece tão bem quanto eu.
Escuro pessoal. Escuro pessoal que todo mundo tem. Inclusive você, o deputado e o gari.
Uma Brahma. Duas, três, quatro. O copo nunca está vazio com elas. O assunto nunca acaba e com um olhar a gente se entende e dá risada por dentro.
Ah, as risadas interiores tão comuns e presentes feito o ar, nas nossas conversas de bar.
Me deixa insatisfeita um cara ouvindo Iggy Pop vir puxar assunto no Messenger porque me viu no bar e me achou bonitinha desde a última vez. Isso me deixa insatisfeita. Quase como naquela música do Cachorro Grande "Insatisfeito eu fico, insatisfeito eu vivo, eu sou impaciente. O que eu vou fazer?"
Hoje ouvi Adriana Calcanhoto - aquela música do Buchecha sem Claudinho. Não gostei do que ouvi. Ouvi também The Strokes. Comum.
Hoje vimos um prototipo do Axl Rose. Rimos.
Certas coisas não mudam, não é mesmo? A vida é dele, se pra ele fez sentido... Não me resta o que fazer.
Andei, andei, andei e voltei para o mesmo lugar.
São coisas tão patéticas e poéticas que se confundem meio a tanta indiscrição. Soberbo frente a tanta igualdade.
Voltando aos escuros e aos silêncios interiores... Bom, esqueci o que ia dizer. Acho que não era importante.


A cria que se crie, a dona que se dane
Os insetos interiores proliferam-se assim
Na morte e na merda
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago
Uma sensação de...
... o quê mesmo que se passa?
Um certo estado de conformação conformado.

PROIBINDO

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sigo o coração.

Se for pra ver você me dar um sorriso eu fico horas na chuva. Por mim tudo bem, não importa.
Não sei o correto e já não sou tão certo. Sigo o coração que diz que não sabe - mas é segredo.


{Faz a vida ser bela a infinita e diz que não somos grandes demais pra pensar que tudo foi perdido, que nada é como antes. E como já foi dito, toda criança sensível saberá o que estou dizendo.}

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Avaliando

Eu avalio o que você é pelo que você come. Eu avalio o que você é pelo que você escuta.
Eu avalio o que você é, olhando pras pessoas que você anda.
Hoje estava voltando para casa - trólebus lotado pra variar um pouco - entretida com meu próprio tédio - ouvindo pela 5º vez a mesma música de sempre - quando me perdi em devaneios e cá estou, escrevendo sobre isso depois de ler o lembrete em um papel de chiclete que encontrei na bolsa. Estava escrito: a gente avalia.
Tem gente que se satisfaz com de sempre: enche a cara de jurupinga com a mesada da mãe, faz ceninha na frente da galera descolada e depois pensa com os músculos. Sabe, uma coisa que eu sempre achei engraçada foi essa de ver as pessoas pensando com os músculos. Parecem um bando de babuínos brigando por uma causa falida. Se chutam, se socam, se rasgam, se fodem juntos. Acho isso uma grande idiotice.
Então eu escutei alguém me dizer: "Nossa, fazia tempo que eu não vinha aqui. Obrigado por me trazer e me fazer lembrar o porquê que eu não venho mais, heh". Pensei por dois minutos depois continuei a olhar. Eu acho isso uma grande idiotice.
Adolescentes primatas idiotas. Filhos da puta sem destino, rumo ou direção.
Eu dou risada disso... Até me inspiro - também me orgulho por não fazer parte dessa merda toda - e me comovo. Sim, fico com pena da mãe de cada garota ali. Devia estar assistindo O Fantástico achando que a filha tinha ido ao cinema com as amigas. Coitadas das mães.
A sensação de abandono é meio evidente - mas que se foda. O que me irritou de verdade foram aquelas bixas no trólebus cantando e dançando algo inaudível para mim - devia ser Cher ou qualquer outra coisa GLS que os fizessem pensar que eram um teen group -, aquilo me irritou de verdade. Sabe, eu não tenho nada contra esse pessoal, até conheço alguns do tipo, mas quando exigem a atenção alheia, exibindo algo que não existe, eu fico irritada. Porcos imundos - e purpurinados. Por quê diabos eles sempre querem a atenção toda para eles? Independente de onde estejam, eles sempre chegam fazendo isso: cantando, dançando e gesticulando coisas desagradáveis. Eu até me disponibilizo a jogar uma moeda de cinquenta centavos pra ver se eles se atiram ao chão (onde deviam estar). Eu fico irritada com essa gente.
Fico irritada com muitas coisas. Ultimamente com mais coisas que o normal (normal?).
Uma das coisas mais desconcertantes é quando o bruta montes te mede dos pés a cabeça. Isso me tira do sério. Odeio essa palhaçada de tratar mulher - inclusive a alheia - como pedaço de carne. Acho que ninguém gosta - mas quem é que vai ser o corajoso e falar isso pro filho da puta?
Tem vezes que a gente é paciente e até tenta ser diferente mas não dá. Essa de ser sempre a paciente irrita bastante também. Eu é que não vou gastar saliva explicando tudo para as palavras entrarem por um ouvido e sairem pelo outro.
Hoje eu acordei com vontade de voltar pra março de 2008. Me lembro que todas as terças e quintas eram destinadas a algo que me fazia um bem danado. Hoje em dia a coisa toda mudou.
Enquanto eu escrevo essa porcaria tento matar os bichinhos que ficam andando na tela do monitor. Não sei se acontece só comigo, mas sempre tem uns mosquitinhos andando na tela do meu monitor.
Ah, a sensação de abandono é meio repentina. Parece insignificante - tanto que ninguém percebe - mas acontece as vezes. Me vem aquela sensação de saudade de algo que não existe, pego o celular pra me distrair e na agenda encontro três pessoas. As três distintas e qualificadas pra ocupar o melhor lugar no podium mas, nenhuma respondeu a mensagem. Afinal, quem vai responder mensagens as 2h da manhã?
Uma tarde inteira na frente do computador, escutando velhas fofoqueiras falarem até sobre a roupa da nova funcionária pode ser esmagadora. Mais esmagadora ainda quando você está morrendo de vontade de ler um livro e não consegue se concentrar porque as vadias estão falando sem parar. Falam, falam, falam e nunca se cansam de falar. Isso também me irrita, mulheres que falam demais e nunca se cansam de falar, nunca sabem a hora certa de calar a boca por um minuto que seja.
E eu fico pensando no silêncio aqui de casa, enquanto martelo no teclado. Tá um silêncio dos infernos aqui. Eu gosto do silêncio mas ao meu ver, silêncio e escuro não é uma combinação muito interessante. Existem coisas que me assombram quando estes dois estão juntos. Eu não gosto disso.
Esses bichinhos estão me irritando de verdade.
Um dia eu quero escrever tudo que estiver na minha cabeça. Tudinho de verdade mesmo.
Um dia vou escrever sobre todas as avaliações, filhos da puta, bichinhos, cigarros, becos, trólebus, direções, rumos, assombrações, medos, abandonos e destinos. Sim, destinos.
Um dia vou escrever o livro de toda a minha vida, e trocarei os manuscritos por beijos e carinhos pagos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

yeah yeah yeah

Sabe quando você está no modo "soluções drásticas" online? Estou assim.
Tô sem saco pra novela, filme de comédia e Beatles - principalmente os Beatles.
Que mané She Loves You yeah yeah yeah que nada! Hoje tô afim de ouvir qualquer coisa que expresse algo mais agressivo que isso.
Na verdade, eu não estou com raiva, estou só angustiada e, quando me sinto assim, essas coisas e sorrisos falsos e frases pré-fabricadas só pioram a situação.
"Tantos passos que já nem lembramos mais a cor do asfalto"
Ontem mesmo ao voltar pra casa, vi que tinha chovido bastante - essas chuvas de verão que a essa altura do aquecimento todo só servem pra alagar a cidade - e pensei três vezes até completar a frase: "Nossa! Que dia bonito! Que cheiro de chuva... E asfalto molhado". Daí eu percebi que sentia falta dos verões que passei na casa da minha avó, no interior.
A gente sempre sente falta de algo fora do padrão - nossos malditos padrões - e o interior é algo fora do padrão pra qualquer paulistano que viva no meio desse trânsito, dessa poluição, desse caos maldito. O paulistano pode até falar: adoro asfalto, correria, barulho mas aposto que assim como eu, não dispensa férias no interior.
Me lembro como ontem que nas férias de verão ficava até tarde brincando de pega-pega, mãe-da-rua, esconde-esconde, amarelinha - essas brincadeiras de criança - na rua e essa de violência nem era existente no interior do interior. As coisas eram perfeitas demais. Na verdade quando somos crianças tudo é perfeito demais, crianças não vêem maldade ou falhas em nada e talvez seja por isso que a preocupação seja desnecessária.
Voltando a parte em que eu estou de saco cheio de Beatles, é verdade.
Veja bem, você sintoniza a televisão em um canal de música e tudo o que escuta é decorrente de algo que já passou. Os Beatles por exemplo. Estava vendo aquele programa tosco "Lobão ao Mar" com o Cachorro Grande e a Mallu Magalhães - um dia falo algo sobre essa menina, não esperem todas as positive vibrations - e tudo o que ouvi foi Beatles, Lennon e Dylan. O que não era propriamente isso, foi decorrente disso. Daí eu ainda tenho que ouvir algo do tipo: "É cara, tô louco pra ouvir aquela música 'nova' deles, na verdade o cara soltou esses dias por aí... Uma relíquia do Peppers... Daquela época psicodélica dos Beatles. Bom, tudo o que fizerem relativo a isso vai ser bom, pode passar o tempo que passar". Tá! Eu entendo que milhões de pessoas dariam a vida por isso e não nego que pra essas pessoas vai continuar a ser bom, mas eu acho insignificante demais, cara.
Tá certo que quando tudo era cinza, os Beatles apareceram mas isso não quer dizer que eles são eternamente os caras mais fodas do Universo. Isso só quer dizer que foi uma banda - fabricada, perdoem-me - que deixou músicas bonitinhas (grande parte) e uma legião de fãs. Afinal quando tinha uma porrada de idiotice acontecendo no planeta eles estavam cantando "Ela te ama, yeah yeah yeah". E isso não quer dizer que não tenha existido, existe ou venha a existir banda melhor ou coisa que o valha.
Não vivi aquela época. Estou bem em 2009, obrigada. Desculpem minha ignorância mas quando se está angustiado, Beatles não muda droga nenhuma.
Música é isso: quando é boa, altera até o estado de espírito de qualquer mortal e se não tem efeito nenhum, só me resta publicar em um blog pessoal (que fique bem claro) minha insatisfação.

Vou lá ouvir qualquer coisa gritada/berrada/agitada, que passe qualquer sentimento sincero.


Justificar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Três do Dois

Tá certo. Juro que queria escrever sobre algo aqui e que estava animada com a idéia de chegar em casa e escrever mas, mas, mas... Meu namorado me ligou e passaram-se cinquenta minutos desde então. Portanto, acho que agora é mais ou menos impossível escrever sobre qualquer baboseira que não se trate de nós dois.
Há alguns meses atrás chamou minha atenção até que eu, descaradamente puxei assunto:"Ei, você que é o Rafael que olha meu Orkut todos os dias?", "Sou". Parece até pequeno, mas desde esse dia, vem chamando a minha atenção minuto após minuto, ato após ato, olhar após olhar, abraço após abraço... Enfim, desde então vem conquistando de uma maneira única aos poucos, algo inconquistável desde sempre: meu coração.
Sabe, nós sempre esperamos alguém que nos complete e corresponda a todas as nossas expectativas e nos decepcionamos quando um certo tempo se passa e esse alguém não aparece. Então, nos desiludimos com toda essa idiotice de amor e nos tornamos muralhas inatingíveis.
Eu que nunca pensei que fosse encontrar alguém que realmente me completasse e correspondesse a todas as minhas expectativas, hoje declaro: isso é incrivelmente possível. Este alguém existe e está bem ao meu lado para todos os efeitos.
Essa coisa toda de amor é meio esquisita... Crescemos com a imagem da coisa toda perfeita projetada na mente...
Sim, me sinto assim: completamente apaixonada e confiante de que tudo isso é real.
Eu me rendo.
Há um mês atrás eu disse sim, e tenho certeza que o sorriso e a felicidade serão constantes por um longo tempo na mesma intensidade/proporção que estão sendo.

"Eu que nunca pensei em nada, hoje te dou meu coração. E te prometo estar sempre por aqui"
{}

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Plenos Pulmões

Se tem algo que me enche satisfação mais que ver um filme esperado e aclamado, é faltar no trabalho para ir a um show e voltar dele com as energias revigoradas. Isso só acontece nesse show, em específico.
Tudo bem que sempre tem a galerinha super duper cool chamando a atenção no bar, cantando músicas ridículas fingindo uma embriaguez - que apesar de tudo nos rendem boas risadas (chupa e engole, chupa e engole, chupa e engole). Tudo bem que esconder uma cerveja no pé-da-mesa aliviou a conta e existe uma tênue diferença entre a Premium e a Pilsen. Também não interessa muito quantas vezes o cinzeiro foi esvaziado nem quantas pessoas iguais eu vi ali. Não importa.
Por mais que existam pessoas aparentemente iguais... Ali, na hora da banda tocar, essas tolices são postas de lado e todos viram um só, com um único propósito: deixar de lado toda essa babaquice da atualidade e acordar - já que o mundo ainda não escuta suas vozes.
É exatamente nesse momento que eu pulo, grito, me descabelo, derreto. É bem nessa hora que eu e mais uma porção de desconhecidos viramos um só. É a paixão pela sinceridade contida ali, naquelas letras, que torna tudo um belo mix de vozes e olhares deslumbrados. Quando a banda que toca e a galera que assiste também se tornam um.
Uma coisa complementa a outra e é nessa hora que esse mundo já bastante bagunçado vira do avesso e dispara alarmes que só nós podemos ouvir.

Uma estação de trem pode te trazer muitas lembranças ou simplesmente te fazer pensar em qualquer outra coisa que traga distração... Um filme, talvez.
Pessoas movidas pela paixão de escrever e redescobrindo um ideal também podem ser bem interessantes. Um mundo inteiro de possibilidades ao alcance de cada um e o querer-fazer-acontecer motivando e enchendo os pulmões a cada trago.

São essas coisas e mais um infinito de detalhes que marcam um dia na memória da gente.
Essa é a Dança dos Dias enchendo nossos pulmões - não a cada trago, mas sim a cada verso cantado.Justificar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

i said

Nunca passou pela minha cabeça que a minha vida fosse dar todas essas voltas.
Tinha me acostumado com as paredes camomila, a janela de madeira, as escadas, o salão com vista pro incrível bairro parado, a sala de estar e as grades. Me acostumei com tudo isso a minha volta e de repente, as coisas não são mais como costumavam ser. O fato não é que eu me importo com esses detalhes, mas a questão é: será que me acostumo ao novo lugar?
O mais incrível de tudo isso é que essa mudança toda veio na hora certa.
Não sei pra onde vou, nem sei o que vai acontecer daqui pra frente mas uma coisa é certa: a mudança é positiva.
A mudança por mais drástica que seja, sempre é positiva.

What's done is done.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

open your fuckin' mind

domingo, 25 de janeiro de 2009

Não Estou Lá





Hoje assisti I'm Not There, baseado na vida do ícone que mais admiro: Bob Dylan.
Todd Haynes fez um mosaico com a história e repercussão desta lenda. O Dylan jovem admirador de Woody Guthrie, no auge do sucesso como cantor folk, o "traidor" ao colocar guitarras elétricas em suas músicas, o mulherengo com problemas familiares, o cristão e o Dylan mais velho.
Robert Allan Zimmerman foi brilhantemente descrito (salvo as frases ao longo do filme), a sinceridade nas interpretações, a maneira como o diretor lida com a ordem cronológica dos fatos. A discussão com o repórter e a apresentação em Londres na qual foi vaiado e chamado de Judas por um fã, foi o auge para mim. Ah, a cena com os Beatles foi engraçadinha e o aparecimento de Edie Sedgwick foi um tanto quanto repentino.
A maneira como influenciou e influencia gerações com sua música camaleônica - como li em algum lugar - é clara e objetiva, para aqueles que ousam entender o incompreensível; Dylan é posto como o audacioso que não tem medo de mudanças e desafia a sociedade, mas culpando-se e punindo-se por ter criado algo.
O mais incrível é o cuidado que o diretor teve com a personalidade da lenda, Bob Dylan continua sendo o mesmo que era antes do filme: um mistério.
Sem sombra de dúvidas é um daqueles filmes que por mais que eu me esforce, não vou conseguir transparecer através das palavras a satisfação de tê-lo visto - o fato de ser do meu favorito, ajuda um pouco.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

0800-Bons-Sonhos

Eu disse que ia dormir, mas eu não fui.
Obviamente só tenho vontade de escrever algo a essas horas e até que acho normal.
Acabei de ler "Eclipse" - qual a diferença se é modinha, ou não? - e gostei bastante do que li.
Devorar livros as vezes é uma boa saída. Escapar do tédio, do ócio.
Esses dias eu tive um desses sopros de imaginação que queria ter enquanto estivesse aqui, sentada na frente do computador esperando o tempo passar. Sabe, essa de sentar na frente do computador e esperar o tempo passar é uma furada.
Tem gente que passa o dia inteiro na frente do computador esperando a vida passar e quando se dão conta, tudo se perdeu no tempo. Também sou assim, talvez seja esse o ponto negativo do meu trabalho.
Bom, voltando ao sopro de imaginação... Pensei ter visto um telefone andar, ou escutado um cachorro falar. Calma, calma, não estou ficando louca. O problema é que o sopro de imaginação vem quando estou dormindo! Taí o porquê de tanto bloqueio.
Ultimamente meus sonhos tem sido um tanto quanto esquisitos... Ontem mesmo sonhei que estava em um estacionamento de caminhões na beira do mar no qual existiam mundos diferentes dentro de cada caminhão (em um deles, por exemplo, existia todo o interior de uma pirâmide e no outro, existia todo o Império Romano). Anteontem mesmo eu sonhei que estava perdida em um lago que tinha saída para uma trilha que finalmente passava por um campo da Idade Média onde, no final, tinha botes de passeio marítimo que suportavam até três pessoas e o meu amado por sinal era o garoto mais Joselito que eu já tinha visto. Antes de anteontem eu sonhei com cavalos, bruxas, 0800 e muitos chaveiros...
Ah, eu só sei que as vezes as idéias se extraviam da minha cabeça como uma carta pode se extraviar no meio de um milhão de cartas. Talvez, no momento, esta seja a coisa que mais está me deixando frustrada: ter algo para escrever mas não conseguir fazê-lo.
Bons Sonhos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Filosofia Circular

Quantos dentes tem sua honestidade?
Confusão. Alusão. Desperdício. Perdição. Desordem.
Confusão.
Quantos dentes tem sua mentira?
A maioria das vezes o motivo da confusão é a liberdade (ou a falta dela). Alguns momentos são tomados pelos minutos decisivos do qual você é obrigado a participar. Sua liberdade é posta em jogo. São nesses momentos que você pode ter a opção de dizer sim ou não, de calar ou silenciar.
Eu acho que já falei algo aqui sobre calar ou silenciar, bom, não sei, são tantos textos inúteis, mal-escritos e sem sentido algum.
A verdade é que algo aqui sente falta dos carros, do movimento, das pessoas, da música alta, da exaustão. Ultimamente as coisas andam bem ociosas. Creio eu que é a minha alma que sente falta de tudo isso mas, pensando bem, vender uma alma livre em troca da liberdade soa meio hipócrita... Olha o foco.
Talvez seja isso mesmo, sinto falta da liberdade. Tal liberdade que tinha quando contrariava algumas opções impostas por alguém que tinha e não tinha o direito de fazer isso.
A vontade é de sair por aí, sem rumo. Andar pelas ruas, pensar na vida. Pensar no que eu perdi, no que eu desperdicei ou até mesmo no que eu dispensei.
Hoje voltando do lugar - que por acaso tenho suportado tão bem quanto a vontade de pedir as contas - que adoro, senti o ar entrando em meus pulmões junto com o aroma de asfalto molhado que me trouxe um momento inconfundível de nostalgia. O verão sempre me é nostálgico.
Lembranças de verão me fazem estremecer por alguns minutos, me trazem algo de bom e ruim. Me lembro daquelas tardes e das músicas, principalmente das músicas. Me lembro bem de como foi bom o início do ano - é uma pena que todo o resto tenha sido meio catastrófico - e todo o resto.
Talvez meu problema seja o mesmo que um amigo apontou uma vez: sou imediatista; quando quero algo, quero tudo de uma vez, a qualquer custo. Mas pensando bem, isso não é um problema, pensando bem, um dia vou me orgulhar dessa mente imunda pois vai ser ela o molde pro meu futuro. Sei bem que com ela vou muito além, sei bem que não me resta nada a perder e que ainda que eu seja persistente, a solução é começar algumas coisas do zero, do jeito que estou fazendo.
Esse ano, eu quero muitas coisas novas. Esse ano eu quero cair muito e aprender de verdade com isso. Esse ano eu quero a felicidade de verdade.
Quero sair dessa filosofia circular, frases sem fim, essa distração sem sentido.
Confusão. Aleatoriedade. Caminhar. Renovar.
Confusão.
Opção de mudar. Opção de ser e fazer algo.
Quantos dentes tem sua mentira?

São muitos planos (...)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

verão 2009



Olha, eu até entendo que a galera gosta de praia, piscina, sorvete, cerveja gelada, verão; mas este calor de início de ano está uma loucura.
Por que será que São Paulo sempre sofre primeiro? Ok, eu sei que é por causa da tal poluição mas poxa, assim não dá.
No ônibus, nas ruas, no trabalho, e até mesmo em casa a situação é apreensiva. Ventilador e ar-condicionado ligados no máximo pra amenizar essa onda de calor.
Enquanto lá no Sul a coisa fica molhada, aqui a coisa fica derretida.
Todos reclamam. As pessoas derretem só de ficar no ponto de ônibus, as crianças estão em casa com preguiça do Sol, os homens da casa vão pro bar apreciar a cervejinha enquanto as mulheres vão fofocar com as vizinhas enquanto colocam a roupa no sol - por tempo controlado é claro, estão correndo o risco das roupas ficarem duras como concreto se ficarem por mais de 1h no sol -, e os jornais anunciam mais chuvas e mais calor, dizendo que o problema seria solucionado se tivessem mais árvores na grande metrópole; faça-me o favor!
Tenho pena dos meus cachorros, deitados no chão gelado na esperança frustrada de um breve refresco. Eu imagino como seria se fôssemos como os cães... pensando bem, não, não imagino (ao menos se fôssemos como nossos companheiros, o governo ia pensar duas vezes antes de desmatar uma grande área em região manancial pra construir um rodoanel sem sentido).
Por isso eu recomendo protetor solar, água, um ventilador portátil e muito, mas muito repelente.
Por isso eu prefiro a primavera ao verão.


PS: dear friends, o bloqueio mental está me matando.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

manuscritos?

Ultimamente estou com aquele tal bloqueio mental - não que eu realmente escreva algo quando não estou com ele mas, sabe como é, né?
As vezes quando estamos 99% bem acontece isso, é o que dizem. Escrevemos bem quando não estamos bem. Que isso me traga um sopro de imaginação, então.
Vai ver estou precisando trabalhar isso aí mesmo: a imaginação.
Coelhos brancos, varinhas de condão, carruagens de abóbora, unicórnios, vampiros, animais que falam, bruxas, doendes, super-heróis, o sombra, histórias que acontecem e tudo o mais. Ah, se a vida fosse um conto de fadas.
Bom, com certeza se a vida fosse um conto de fadas as coisas seriam bem diferentes.
Eu não quero entrar em detalhes. Não quero dissertar sobre o meu bloqueio mental nem mostrar o quão decepcionada eu fico quando o sopro de imaginação vem quando ando na rua, me perco nos meus próprios pensamentos e até chegar em casa e passar tudo pro papel a coisa se perde no ar. Não quero isso.
Mas quero continuar bem. Isso eu quero.

domingo, 4 de janeiro de 2009

breathe

friso em: coração quase saltou para fora/sorriu/mais claro do que nunca/aprendeu/recomeçou.

"meu coração acelerou e desacelerou em um compasso desenfreado
sorri.
tudo mais claro do que nunca em questão de segundos
pensei, senti, recomecei junto"
ou algo assim?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Happy New Year!

É, 2008 já se foi.
Muita coisa aconteceu em 2008, mas vou guardar as lembranças e aprendizados pra mim.
Em 2009, espero que algumas coisas sejam diferentes e outras total e completamente novas. Espero que os planos dêem certo e que eu passe no vestibular, tire a CNH, faça novas amizades, escreva algo, conheça novos lugares e seja muito, muito feliz. Sou ambiciosa e isso aí é um doze avos do que eu espero.
Ano Novo, Vida Nova.
A propósito, meu Ano Novo foi calmo, precioso.