Hoje fiquei irritada na aula de Matemática.
Devo ter escrito três páginas de versos estagnados em minha própria loucura.
Acontece que me irrita o fato de velhas fracassadas darem aula em escolas onde ninguém cobra nada de ninguém, então ninguém faz absolutamente nada e engole o que lhes ordenam.
Velhas chatas que estão ali pra cumprir um horário escolar, como se estivessem a passeio e todos ali fossem micro-bactérias incondicionais e imorais seres desprovidos de massa cinzenta.
Hoje me desencantei com os numerais e me encantei mais com a poesia, a literatura, o falado, o audível e ensurdecedor. Me perdi em devaneios ao olhar uma folha de jornal bailar no ar e me desconcentrei com o reflexo da janela.
Mais do que nunca não sei o que quero pro meu futuro - além de uma família? -, mas sei o que não quero. Sei que teto de vidro não me agrada, usuários de máscaras não me agradam e defensores de falsa-imagem me agradam menos ainda.
Patética dialética falida. Niguém entende nada. Tudo é em vão.
Hoje declaro-me mais do que nunca, eterna defensora das palavras e suas incríveis possibilidades. Minha válvula de escape para todos os momentos da minha vida - minha e de milhares de pessoas.
Devo ter escrito três páginas de versos estagnados em minha própria loucura.
Acontece que me irrita o fato de velhas fracassadas darem aula em escolas onde ninguém cobra nada de ninguém, então ninguém faz absolutamente nada e engole o que lhes ordenam.
Velhas chatas que estão ali pra cumprir um horário escolar, como se estivessem a passeio e todos ali fossem micro-bactérias incondicionais e imorais seres desprovidos de massa cinzenta.
Hoje me desencantei com os numerais e me encantei mais com a poesia, a literatura, o falado, o audível e ensurdecedor. Me perdi em devaneios ao olhar uma folha de jornal bailar no ar e me desconcentrei com o reflexo da janela.
Mais do que nunca não sei o que quero pro meu futuro - além de uma família? -, mas sei o que não quero. Sei que teto de vidro não me agrada, usuários de máscaras não me agradam e defensores de falsa-imagem me agradam menos ainda.
Patética dialética falida. Niguém entende nada. Tudo é em vão.
Hoje declaro-me mais do que nunca, eterna defensora das palavras e suas incríveis possibilidades. Minha válvula de escape para todos os momentos da minha vida - minha e de milhares de pessoas.
