
Acho que as pessoas esquecem que eu também tenho os meus problemas, esquecem que eu tenho uma vida como qualquer outra, e talvez, até mais probmemas que qualquer outro. Esquecem que aqui, vive uma pessoa com sentimentos suficientemente capacitados pra mandar tudo pros infernos, quando a hora chegar.
Lembram-se de que eu sempre estarei aqui, mais se esquecem de que as vezes o que eu mais preciso é de um colo, um ombro, e principalmente paciência...muita paciência, por sinal.
Manter as aparências, é fácil, muito fácil. Posso estar morrendo por dentro, ninguém jamais vai saber.
Uma pessoa, só uma única pessoa sabia o momento certo de me dar um bom puxão de orelha, e perceber como eu estava, só com uma troca de olhar. O lamentável, é que essa pessoa sumiu da minha vida, se esqueceu do valor d composto: melhor amiga.
Whatever, é fácil e prático estar ali sempre pra ajudar. Na minha situação, é complicadíssimo ser ajudada.
Problemas são problemas, cada um com os seus.
Dividir problemas faz parte da amizade, da sinceridade.
E, nem sempre preocupação com sentimentos inexistentes, é fundamental.
Há mais com o que se preocupar, quando palavras que passam despercebidas, são lembradas e seguidas e interpretadas ao pé-da-letra, isso sempre foi besteira pra mim.
Meu problema é ser objetiva e sincera demais, insisto nisso. Talvez, até faça parte do meu problema esconder o que se passa, me camuflar, pensar nos outros antes de eu mesma.
Ao meu ver, faz parte de um todo ajudar e ser ajudado, falar e ouvir, brincar e dar risada, calar e silenciar. E, quando tudo isso desanda, as coisas começam a ficar bizarras.
Não vou mentir, é cansativo sim estar sempre ali, mais é recompensador quando tem alguém ali por você.
Acho que o que eu mais preciso/precisava, era de um colo amigo.
Só uma presença.
Uma presença ausente.

