domingo, 28 de outubro de 2007

presenças e ausências



As vezes é cansativo oferecer um ombro amigo, oferecer colo, prontidão e extrema paciência a todo o momento, para com quem se gosta e quer bem. É cansativo ter que estar ali, sempre ali, pra ouvir problemas alheios, e ajudar quando preciso. É cansativo porém recompensador, afinal, tudo tem seu lado bom.
Acho que as pessoas esquecem que eu também tenho os meus problemas, esquecem que eu tenho uma vida como qualquer outra, e talvez, até mais probmemas que qualquer outro. Esquecem que aqui, vive uma pessoa com sentimentos suficientemente capacitados pra mandar tudo pros infernos, quando a hora chegar.
Lembram-se de que eu sempre estarei aqui, mais se esquecem de que as vezes o que eu mais preciso é de um colo, um ombro, e principalmente paciência...muita paciência, por sinal.
Manter as aparências, é fácil, muito fácil. Posso estar morrendo por dentro, ninguém jamais vai saber.
Uma pessoa, só uma única pessoa sabia o momento certo de me dar um bom puxão de orelha, e perceber como eu estava, só com uma troca de olhar. O lamentável, é que essa pessoa sumiu da minha vida, se esqueceu do valor d composto: melhor amiga.
Whatever, é fácil e prático estar ali sempre pra ajudar. Na minha situação, é complicadíssimo ser ajudada.
Problemas são problemas, cada um com os seus.
Dividir problemas faz parte da amizade, da sinceridade.
E, nem sempre preocupação com sentimentos inexistentes, é fundamental.
Há mais com o que se preocupar, quando palavras que passam despercebidas, são lembradas e seguidas e interpretadas ao pé-da-letra, isso sempre foi besteira pra mim.
Meu problema é ser objetiva e sincera demais, insisto nisso. Talvez, até faça parte do meu problema esconder o que se passa, me camuflar, pensar nos outros antes de eu mesma.
Ao meu ver, faz parte de um todo ajudar e ser ajudado, falar e ouvir, brincar e dar risada, calar e silenciar. E, quando tudo isso desanda, as coisas começam a ficar bizarras.
Não vou mentir, é cansativo sim estar sempre ali, mais é recompensador quando tem alguém ali por você.
Acho que o que eu mais preciso/precisava, era de um colo amigo.
Só uma presença.
Uma presença ausente.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

fugir do assunto

Não importa o que aconteça, não importa como aconteça, não vou mudar.
Não me interessa se estou sendo simpática ou não. Não me interessa se a sua simpatia é verdadeira. Não me interessa a sua vida, aliás, nada vindo de você me interessa.
Tem gente que é literalmente uma metamorfose ambulante, e isso me deixa indignada. Aliás, não sei se fico indignada com isso, ou, se fico feliz comigo mesma, por não ser assim.
Sou a mesma Flávia que era há 4 anos atrás, e serei a mesma Flávia daqui há 4 anos. E assim por diante.
Não consigo enxergar a vantagem de mudar em função de outros. De fato, não há vantagem nisso mesmo.
Você pode ser a pessoa mais amada por mim, ou até mesmo a mais odiada. Mais uma coisa é certa: por você, eu não mudo. Mesmo não te conhecendo.
Olhe a sua volta, e tome como exemplo o mundo. Pois quando você perde o seu tempo, tentando impressionar todos a sua volta, eu perco o meu tempo rindo e sentindo pena de você.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

sexta-feira

Será reamente possível que todos estão se rendendo a micareta, baladjenhas e piercing no umbigo? Nãão ein.


Ah, as aulas de filosofia andam me deixando intrigada. Como se não bastasse, agora preciso saber tudo de Hare Krishna e Confucionismo (ironico?)
Vai entender né...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

segunda-feira ociosa?

O dia tá feio. Não tá calor nem tá frio. Não tem nada de bom passando na televisão. Não tem nada de bom pra fazer na internet. Moro no bairro mais chato de toda São Bernardo do Campo. Pra completar, ninguém que mora aqui perto tá perdendo tempo no computador.
E cá estou eu novamente, pensando no que fazer em plena segunda-feira sem aula.
Jeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesus christ, não importa o que aconteça, minha segunda-feira não será ociosa!

vai saber né.

interrogação

Não vou mentir que sinto falta de algumas coisas. Coisas que, há 1 ano atrás, eu prezava mais que tudo.
Sinto falta daquelas tardes lá, rindo das palhaçadas de alguém ae.
Não vou dizer que foi passageiro, só me sinto idiota por ter sido passageiro somente comigo. É como se todas as fotos, todas as lembranças, todas as cartas de anos atrás, tivessem sido encontradas hoje, agora. E aquele momento nostalgia vem.
Não vou mentir que sinto falta de todos aqueles maços que um dia dividiram comigo. Não vou mentir que sinto falta daquela vaquinha pra comprar goró. Não vou mentir que sinto saudade daqueles dias inúteis conversando depois da aula da Profª Anele, lá na pracinha, discutindo sobre o por que do céu ser azul, ou da cor que quiséssemos.
As coisas passam com uma velocidade tão surreal, que nem tempo de lembrar de tudo eu tenho. Ou será que a vontade de evitar pensar naquilo tudo é mais prático mesmo? Tanto faz, são coisas que se passaram há anos, e vão ficar guardadas na memória. Simplesmente como boas lembranças de bons tempos, ou não.
Só me resta aproveitar bem esses tempos, porque quando a gente menos espera, ele passa.
E você fica com um ponto de interrogação enorme na cara, sem saber o que dizer, fazer ou pensar.

sábado, 6 de outubro de 2007

como assim?

Não é falta do que escrever, é a preguiça mesmo. To muito afim de ler uns livros abandonados há meses aqui, de ouvir música boa e de ficar a tarde inteirinha vendo novela e filme. Pois acredite que, até disso eu to com preguiça. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauei sei lá o que tá acontecendo, mais to bem sem escrever textos quilométricos quando, disposta a isto. Entendeu? Nem eu meu caro, nem eu.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

alo alo

Acorda,
que tem algo te esperando lá fora
acorda,
que tem algo que você não imagina em uma proporção incalculável
acorda,
que nada é como queríamos que fosse
acorda,
que a vida não se faz de felicidade por si só
acorda,
que você pode e deve fazer algo
acorda,
antes que o sono te pegue desprevenido e seja tarde demais.