quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Irritante






Uma das coisas mais irritantes para mim é ver toda essa gente chata e sem graça fingindo entender algo da vida. Passam a vida em busca de algo que não existe e declaram sua rebeldia sem razão para Deus e o mundo. Isso é irritante, sim.
Pessoas mimadas que sempre tiveram tudo porque os pais sempre fizeram de bom grado (talvez fosse para evitar isso aí que acontece a luz do dia), e quando chegam no limite, destroem tudo e fingem recomeçar quando na verdade só estão provando a si mesmas que não valem merda nenhuma.
Essas pessoas chatas, sem graça, mimadas e imediatistas me irritam.
Não sei o por quê, mas de certa forma me irrita ver essas crianças de duas décadas de idade fazendo birra, gritando, implorando por atenção quando o mais precioso que podem conseguir é pena e alguns trocados dos pais.
Se coloque no meu lugar: dezessete anos, alguns objetivos, uma independência incomum e ainda perco o tempo pensando em todas essas atitudes. Eu devia realmente repensar meus objetivos, talvez devesse virar terapeuta de adolescentes e colocar juízo na mente dessas crianças aí, mas juízo não se compra - também.
Nasci sim na década errada e isso me constrange na mesma proporção que me orgulha; é bom saber que não sou assim e que por mais idiota que tenha sido, hoje não sou assim, aos dezessete não sou mais assim.
Tenho pena e nada mais. Espero que a birra, os gritos, a melancolia e depressão imaginária se extraviem da mesma forma que a beleza, a sinceridade e a pureza se extraviaram.

Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Esse sorriso amarelo não esconde sua dúvida muito menos sua decepção.
Insiste no inútil, não? É, esse sorriso amarelo na cara não mente.

Tenha dó!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Deixa estar, sorrir faz bem.
Está tudo bem, obrigada.

Qual é o seu lugar?

São tolices, idéias falidas que nada dizem de bom.
Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Não tem nada aqui.

Olha pra esses homens sérios e seus futuros perfeitos, eles vivem e não vivem.
Olha pra esse povo todo com asas de cera se atirando dos prédios.

Toda essa gente correndo atrás de nada.
E olha pra você. Qual é o seu lugar?

A gente está na beira do abismo e pedem pra gente pular.
Mas aqui em cima tem grama, paz, comida, abrigo. Qual o seu lugar?

Todo esse mundo correndo sem rumo.
E olha pra você.Qual é o seu lugar?

Eu digo que a gente tem que estar com o coração, que estar feliz com a canção.
Tem que plantar e colher outros caminhos e não somente espinhos.
Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.

Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Qual é o seu lugar?
Qual o seu lugar?



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

get over it!

Vida Nova antes mesmo do Ano Novo. Não ligo, daqui pra frente vai ser tudo diferente.
Passei a acreditar no que faz bem e dispensar todo o esquisito, arrogante, mundano, estúpido, fútil e desnecessário.
Já disse que sou uma metamorfose ambulante.
Mas né, achei tão sem sal a última Rolling Stone do ano.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Brand New Start

Recomeço.
Distração tem reparo e hoje declaro que organizar e por tudo em prateleiras pode ser algo bom.
Que vá pros ares toda essa gente chata e sem graça! Recomeço.
Me disseram ontem: "Quando uma falha ocorre, há apenas o atraso, não a derrota. É um desvio temporário, não um beco sem saída."
Correção.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Tesouras





Foi mais ou menos assim: Uma pessoa estranha, um lugar estranho, uma frase estranha, um sorriso estranho e por fim, um abraço estranho. Inconsequência. Distração.
O mundo todo já ouviu e já sentiu. É diferente, inovador.
Insanidade ou normalidade.
A vontade que tenho é de pegar a linha desconhecida e andar sem direção. Tem algo de errado.
Estou falando daquele castelo de cartas... As coisas mudaram. O castelo desabou assim, sem mais nem menos. Não sei a palavra certa quiçá o sentimento certo.
Não sei, eu quero mesmo é que tudo vá para os ares, sem satisfação ou questão de ninguém. Bom, vou explicar: antes, eu fazia questão de algumas coisas; agora, não faço questão de quase nada. As pessoas me decepcionam constantemente.
Sabe, eu queria voltar a ser criança. Queria voltar a ser aquela menininha quieta e medrosa que ficava brincando com a chuva gotilhando na grade da janela da sala de estar. Queria muita coisa, mas o que mais me faz falta é a infância.
Na infância tudo é inocente. Não existe maldade, tudo se resolve dando os dedinhos ou então fingindo o "belém-belém-nunca-mais-tô-de-bem-até-o-ano-que-vem" e nada é assim, tão complicado e confuso.
Logo eu que sempre desejei tanto essa independência imbecil.
O mundo é meu! Meu mundo é meu e eu vou mesmo é levantar a cabeça e construir outro, já que ele sempre desaba junto com o meu castelo de cartas e sempre tenho de reconstruir tudo.
Tem algo de errado, eu sei que tem.
Essa nostalgia não é comum. Esse desgosto não é comum. Essa distração não era comum.
"Sonhos nos mantém nas horas difíceis", ouvi hoje antes de me perguntar pela centésima vez sobre o meu sonho e sobre o meu lugar e ouvir o eco responder.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Castelo de Cartas

"É engraçado como felicidade é um castelo de cartas. A gente parece ter tudo na mão, parece que as coisas estão todas no lugar certo, mas basta um ventinho de nada para embaralhar, colocar tudo de cabeça para baixo.Parece que abriu um buraco, um buraco enorme e eu nao estou sentindo o chão debaixo dos meus pés. Tô com a sensaçao de que eu estou caindo, caindo... eu não tenho a menor idéia de onde eu vou parar."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

importância altamente opcional

Basta ocupar-me por três dias consecutivos pra me desligar disto tudo aqui.
Tenho andado tão confusa que ninguém pode ousar querer saber me entender.
A vontade e voracidade com que as palavras saem em alguns momentos já não são tão satisfatórias como antes. Aprendi que as vezes as palavras são em vão, bem como outras raras vezes não são.
Você fala "respeito" mas não pode entender: eu seria qualquer coisa, mas não seria você.
Cansei de procurar respostas e me sentir uma idiota. Cansei de ficar cansada.

Você anda sozinho, ouve música e fuma um cigarro depois de um dia longo e cansativo do qual andou por ruas desconhecidas e vagões imoralmente pixados. Você só precisa de um tempo para você. Para você e ninguém mais.
Então você descobre que tudo tem seu momento, inclusive o precioso momento em que você pára e usufrui da sua própria companhia e depois de tudo isso, toma chuva por deslize, só para lavar a alma.
S o u A l g u é m.
Com pensamentos, ideias, críticas, sentimentos e ações compreensíveis.
Não sou do tipo "pé na porta e soco na cara" 24h do meu dia como me disseram. Não sou.
S o u A l g u é m.
Mesmo que desapareça e reapareça algumas semanas depois.
Continuo a mesma garota que um dia amou tanto.
Devo estar mesmo sob influência de um dos meus maiores orgulhos. Encher os pulmões e cantar alto; caminhar na chuva de propósito ou por deslize ou até mesmo olhar as luzes dos carros passarem tão devagar quanto imaginar.
Devo estar sob influência do concreto, da correria, do barulho.

Então cuida dos teus que a noite vem, vou cuidar dos meus.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

lugar estranho de valores confusos

As pessoas para mim depois de tanta conversa são uma decepção, nada mais que isso.
Acho que falar, falar e falar cada vez mais mostra o que você quer ser. Já o que você faz, é o que você é.
As pessoas pedem cada vez mais compreensão, me contam seus problemas, desabafam horas de individualidades mas infelizmente não sabem que são seres incompreensíveis de valores confusos. Eu jamais vou entender cada uma delas, porque eu simplesmente desisti de tentar.
Depende muito do momento, entende? As vezes posso dizer que entendo e realmente entender naquela hora, pois eu me coloco no lugar do idiota que está a minha frente, mas depois as atitudes da mesma pessoa provam o quão incompreensível e desprezível ela é. Não que o fato de desabafar mil individualidades a torne uma pessoa imbecil mas o fato de se contradizer em atitudes pós-desabafo me surpreendem tanto que chego até a pensar que a idiota aqui sou eu por ter acreditado em palavras por apenas algumas horas.
Ah! São tantas pessoas, tantas situações, tantos exemplos a citar.
Mas prefiro deixar as coisas assim no ar, pra que quando alguém vier apenas ver se escrevi algo, ficar com a pulga atrás da orelha e por terceiros, tirar a dúvida sobre pra quem realmente este ou aquele texto foi.


[Deixa estar. Faça o que julga certo.
Olhe, ande, sorria, teime, pense, brigue, defenda, cuspa, tenha orgulho, valorize, crie, feche os olhos, cante, grite, conscientize, utilize, chore, gargalhe, corra, pegue a direção contrária, idealize, purifique, erre, aceite, esqueça, espere, invente, repense, entenda, vá, suma, leia, lembre, dance, pule, ame e liberte-se. Viva sua vida.]