quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

i said

Nunca passou pela minha cabeça que a minha vida fosse dar todas essas voltas.
Tinha me acostumado com as paredes camomila, a janela de madeira, as escadas, o salão com vista pro incrível bairro parado, a sala de estar e as grades. Me acostumei com tudo isso a minha volta e de repente, as coisas não são mais como costumavam ser. O fato não é que eu me importo com esses detalhes, mas a questão é: será que me acostumo ao novo lugar?
O mais incrível de tudo isso é que essa mudança toda veio na hora certa.
Não sei pra onde vou, nem sei o que vai acontecer daqui pra frente mas uma coisa é certa: a mudança é positiva.
A mudança por mais drástica que seja, sempre é positiva.

What's done is done.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

open your fuckin' mind

domingo, 25 de janeiro de 2009

Não Estou Lá





Hoje assisti I'm Not There, baseado na vida do ícone que mais admiro: Bob Dylan.
Todd Haynes fez um mosaico com a história e repercussão desta lenda. O Dylan jovem admirador de Woody Guthrie, no auge do sucesso como cantor folk, o "traidor" ao colocar guitarras elétricas em suas músicas, o mulherengo com problemas familiares, o cristão e o Dylan mais velho.
Robert Allan Zimmerman foi brilhantemente descrito (salvo as frases ao longo do filme), a sinceridade nas interpretações, a maneira como o diretor lida com a ordem cronológica dos fatos. A discussão com o repórter e a apresentação em Londres na qual foi vaiado e chamado de Judas por um fã, foi o auge para mim. Ah, a cena com os Beatles foi engraçadinha e o aparecimento de Edie Sedgwick foi um tanto quanto repentino.
A maneira como influenciou e influencia gerações com sua música camaleônica - como li em algum lugar - é clara e objetiva, para aqueles que ousam entender o incompreensível; Dylan é posto como o audacioso que não tem medo de mudanças e desafia a sociedade, mas culpando-se e punindo-se por ter criado algo.
O mais incrível é o cuidado que o diretor teve com a personalidade da lenda, Bob Dylan continua sendo o mesmo que era antes do filme: um mistério.
Sem sombra de dúvidas é um daqueles filmes que por mais que eu me esforce, não vou conseguir transparecer através das palavras a satisfação de tê-lo visto - o fato de ser do meu favorito, ajuda um pouco.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

0800-Bons-Sonhos

Eu disse que ia dormir, mas eu não fui.
Obviamente só tenho vontade de escrever algo a essas horas e até que acho normal.
Acabei de ler "Eclipse" - qual a diferença se é modinha, ou não? - e gostei bastante do que li.
Devorar livros as vezes é uma boa saída. Escapar do tédio, do ócio.
Esses dias eu tive um desses sopros de imaginação que queria ter enquanto estivesse aqui, sentada na frente do computador esperando o tempo passar. Sabe, essa de sentar na frente do computador e esperar o tempo passar é uma furada.
Tem gente que passa o dia inteiro na frente do computador esperando a vida passar e quando se dão conta, tudo se perdeu no tempo. Também sou assim, talvez seja esse o ponto negativo do meu trabalho.
Bom, voltando ao sopro de imaginação... Pensei ter visto um telefone andar, ou escutado um cachorro falar. Calma, calma, não estou ficando louca. O problema é que o sopro de imaginação vem quando estou dormindo! Taí o porquê de tanto bloqueio.
Ultimamente meus sonhos tem sido um tanto quanto esquisitos... Ontem mesmo sonhei que estava em um estacionamento de caminhões na beira do mar no qual existiam mundos diferentes dentro de cada caminhão (em um deles, por exemplo, existia todo o interior de uma pirâmide e no outro, existia todo o Império Romano). Anteontem mesmo eu sonhei que estava perdida em um lago que tinha saída para uma trilha que finalmente passava por um campo da Idade Média onde, no final, tinha botes de passeio marítimo que suportavam até três pessoas e o meu amado por sinal era o garoto mais Joselito que eu já tinha visto. Antes de anteontem eu sonhei com cavalos, bruxas, 0800 e muitos chaveiros...
Ah, eu só sei que as vezes as idéias se extraviam da minha cabeça como uma carta pode se extraviar no meio de um milhão de cartas. Talvez, no momento, esta seja a coisa que mais está me deixando frustrada: ter algo para escrever mas não conseguir fazê-lo.
Bons Sonhos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Filosofia Circular

Quantos dentes tem sua honestidade?
Confusão. Alusão. Desperdício. Perdição. Desordem.
Confusão.
Quantos dentes tem sua mentira?
A maioria das vezes o motivo da confusão é a liberdade (ou a falta dela). Alguns momentos são tomados pelos minutos decisivos do qual você é obrigado a participar. Sua liberdade é posta em jogo. São nesses momentos que você pode ter a opção de dizer sim ou não, de calar ou silenciar.
Eu acho que já falei algo aqui sobre calar ou silenciar, bom, não sei, são tantos textos inúteis, mal-escritos e sem sentido algum.
A verdade é que algo aqui sente falta dos carros, do movimento, das pessoas, da música alta, da exaustão. Ultimamente as coisas andam bem ociosas. Creio eu que é a minha alma que sente falta de tudo isso mas, pensando bem, vender uma alma livre em troca da liberdade soa meio hipócrita... Olha o foco.
Talvez seja isso mesmo, sinto falta da liberdade. Tal liberdade que tinha quando contrariava algumas opções impostas por alguém que tinha e não tinha o direito de fazer isso.
A vontade é de sair por aí, sem rumo. Andar pelas ruas, pensar na vida. Pensar no que eu perdi, no que eu desperdicei ou até mesmo no que eu dispensei.
Hoje voltando do lugar - que por acaso tenho suportado tão bem quanto a vontade de pedir as contas - que adoro, senti o ar entrando em meus pulmões junto com o aroma de asfalto molhado que me trouxe um momento inconfundível de nostalgia. O verão sempre me é nostálgico.
Lembranças de verão me fazem estremecer por alguns minutos, me trazem algo de bom e ruim. Me lembro daquelas tardes e das músicas, principalmente das músicas. Me lembro bem de como foi bom o início do ano - é uma pena que todo o resto tenha sido meio catastrófico - e todo o resto.
Talvez meu problema seja o mesmo que um amigo apontou uma vez: sou imediatista; quando quero algo, quero tudo de uma vez, a qualquer custo. Mas pensando bem, isso não é um problema, pensando bem, um dia vou me orgulhar dessa mente imunda pois vai ser ela o molde pro meu futuro. Sei bem que com ela vou muito além, sei bem que não me resta nada a perder e que ainda que eu seja persistente, a solução é começar algumas coisas do zero, do jeito que estou fazendo.
Esse ano, eu quero muitas coisas novas. Esse ano eu quero cair muito e aprender de verdade com isso. Esse ano eu quero a felicidade de verdade.
Quero sair dessa filosofia circular, frases sem fim, essa distração sem sentido.
Confusão. Aleatoriedade. Caminhar. Renovar.
Confusão.
Opção de mudar. Opção de ser e fazer algo.
Quantos dentes tem sua mentira?

São muitos planos (...)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

verão 2009



Olha, eu até entendo que a galera gosta de praia, piscina, sorvete, cerveja gelada, verão; mas este calor de início de ano está uma loucura.
Por que será que São Paulo sempre sofre primeiro? Ok, eu sei que é por causa da tal poluição mas poxa, assim não dá.
No ônibus, nas ruas, no trabalho, e até mesmo em casa a situação é apreensiva. Ventilador e ar-condicionado ligados no máximo pra amenizar essa onda de calor.
Enquanto lá no Sul a coisa fica molhada, aqui a coisa fica derretida.
Todos reclamam. As pessoas derretem só de ficar no ponto de ônibus, as crianças estão em casa com preguiça do Sol, os homens da casa vão pro bar apreciar a cervejinha enquanto as mulheres vão fofocar com as vizinhas enquanto colocam a roupa no sol - por tempo controlado é claro, estão correndo o risco das roupas ficarem duras como concreto se ficarem por mais de 1h no sol -, e os jornais anunciam mais chuvas e mais calor, dizendo que o problema seria solucionado se tivessem mais árvores na grande metrópole; faça-me o favor!
Tenho pena dos meus cachorros, deitados no chão gelado na esperança frustrada de um breve refresco. Eu imagino como seria se fôssemos como os cães... pensando bem, não, não imagino (ao menos se fôssemos como nossos companheiros, o governo ia pensar duas vezes antes de desmatar uma grande área em região manancial pra construir um rodoanel sem sentido).
Por isso eu recomendo protetor solar, água, um ventilador portátil e muito, mas muito repelente.
Por isso eu prefiro a primavera ao verão.


PS: dear friends, o bloqueio mental está me matando.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

manuscritos?

Ultimamente estou com aquele tal bloqueio mental - não que eu realmente escreva algo quando não estou com ele mas, sabe como é, né?
As vezes quando estamos 99% bem acontece isso, é o que dizem. Escrevemos bem quando não estamos bem. Que isso me traga um sopro de imaginação, então.
Vai ver estou precisando trabalhar isso aí mesmo: a imaginação.
Coelhos brancos, varinhas de condão, carruagens de abóbora, unicórnios, vampiros, animais que falam, bruxas, doendes, super-heróis, o sombra, histórias que acontecem e tudo o mais. Ah, se a vida fosse um conto de fadas.
Bom, com certeza se a vida fosse um conto de fadas as coisas seriam bem diferentes.
Eu não quero entrar em detalhes. Não quero dissertar sobre o meu bloqueio mental nem mostrar o quão decepcionada eu fico quando o sopro de imaginação vem quando ando na rua, me perco nos meus próprios pensamentos e até chegar em casa e passar tudo pro papel a coisa se perde no ar. Não quero isso.
Mas quero continuar bem. Isso eu quero.

domingo, 4 de janeiro de 2009

breathe

friso em: coração quase saltou para fora/sorriu/mais claro do que nunca/aprendeu/recomeçou.

"meu coração acelerou e desacelerou em um compasso desenfreado
sorri.
tudo mais claro do que nunca em questão de segundos
pensei, senti, recomecei junto"
ou algo assim?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Happy New Year!

É, 2008 já se foi.
Muita coisa aconteceu em 2008, mas vou guardar as lembranças e aprendizados pra mim.
Em 2009, espero que algumas coisas sejam diferentes e outras total e completamente novas. Espero que os planos dêem certo e que eu passe no vestibular, tire a CNH, faça novas amizades, escreva algo, conheça novos lugares e seja muito, muito feliz. Sou ambiciosa e isso aí é um doze avos do que eu espero.
Ano Novo, Vida Nova.
A propósito, meu Ano Novo foi calmo, precioso.