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Meu relato concreto é que sou feliz no concreto em que vivo!
Então não me acusem por não estar na Amazônia ajudando a preservar o boto.
E também por ser brasileiro! Não me acusem!
Estou distante dos verdes que aprecio e me acostumei a viver em prédios.
Sinto a depressão que eternamente rodeia e por isso me habituei à utopia de estar feliz só por imaginar o próximo sorriso que darei.
Ele pode vir amarelo, mas eu não me importo… Vou continuar sorrindo!
Por que aqui, entre os edifícios, meu semblante é minha arma para que eu conquiste meu filho, meus inimigos, meus alimentos, e o sol da manhã seguinte!
quinta-feira, 18 de março de 2010
SobreViver
quarta-feira, 10 de março de 2010
desabafo
Dor nas costas, exaustão, dor de cabeça.
Nos últimos dias não senti vontade de rir, nem de chorar; não senti fome, nem me senti realmente satisfeita. Não tive entusiasmo pra ter um livro nem folhear aquela Vogue; não tive pesadelos angustiantes, tampouco sonhos onde as nuvens são fluorescentes, apenas dormi e acordei no outro dia dez minutos depois. Pessoas não me despertaram interesse nem o mínimo desprezo, pessoas são apenas pessoas; apressadas, esbaforidas, mal-cheirosas, descabeladas e mal-vestidas, são apenas pessoas como quaisquer outras.
Não consegui ver sequer um filme inteiro, me irritei com a apresentadora melosa da MtvBrasil. Não senti raiva, nem alegrias incontáveis; senti a mais profunda decepção com sabe-se-lá o quê. Não tive vontade de levantar da cama, embora isso fosse inevitável, eu poderia não ter acordado nos últimos dias.
Convivência é uma coisa estranha, uma vez que ela é limitada.
Não senti prazer nenhum em escrever, editar fotos, xeretar blogs e mais blogs; não senti cheiro de nada, nem da humanidade acabando, nem de nenhum aroma estonteante, senti apenas o ar entrando seco por meus pulmões.
Com certeza 99,9% das minhas vontades foram neutras, nulas, insignificantes.
A única vontade que tive foi de receber alguns carinhos e cuidados.
Nos últimos dias não senti vontade de rir, nem de chorar; não senti fome, nem me senti realmente satisfeita. Não tive entusiasmo pra ter um livro nem folhear aquela Vogue; não tive pesadelos angustiantes, tampouco sonhos onde as nuvens são fluorescentes, apenas dormi e acordei no outro dia dez minutos depois. Pessoas não me despertaram interesse nem o mínimo desprezo, pessoas são apenas pessoas; apressadas, esbaforidas, mal-cheirosas, descabeladas e mal-vestidas, são apenas pessoas como quaisquer outras.
Não consegui ver sequer um filme inteiro, me irritei com a apresentadora melosa da MtvBrasil. Não senti raiva, nem alegrias incontáveis; senti a mais profunda decepção com sabe-se-lá o quê. Não tive vontade de levantar da cama, embora isso fosse inevitável, eu poderia não ter acordado nos últimos dias.
Convivência é uma coisa estranha, uma vez que ela é limitada.
Não senti prazer nenhum em escrever, editar fotos, xeretar blogs e mais blogs; não senti cheiro de nada, nem da humanidade acabando, nem de nenhum aroma estonteante, senti apenas o ar entrando seco por meus pulmões.
Com certeza 99,9% das minhas vontades foram neutras, nulas, insignificantes.
A única vontade que tive foi de receber alguns carinhos e cuidados.
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