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Meu relato concreto é que sou feliz no concreto em que vivo!
Então não me acusem por não estar na Amazônia ajudando a preservar o boto.
E também por ser brasileiro! Não me acusem!
Estou distante dos verdes que aprecio e me acostumei a viver em prédios.
Sinto a depressão que eternamente rodeia e por isso me habituei à utopia de estar feliz só por imaginar o próximo sorriso que darei.
Ele pode vir amarelo, mas eu não me importo… Vou continuar sorrindo!
Por que aqui, entre os edifícios, meu semblante é minha arma para que eu conquiste meu filho, meus inimigos, meus alimentos, e o sol da manhã seguinte!
