quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

repentinamente

Foi assim: eu simplesmente senti que a ponte não existia mais. É como se o mundo do outro lado tivesse virado pó, virando as costas para mim e o ser que abrigo.
Quem sabe foi pó que virou mesmo toda essa estupidez de os outros pra lá, os outros pra cá e vice-versa. Quem sabe se não fui eu mesma que queimei tudo? Só quero que tudo recomece - mas parece que quanto mais você anseia mudança, mais lenta ela acontece.
Parece que tudo está distante - o suficiente pra me fazer desistir e demasiado complicado de fazer valer.
Um sorriso, por exemplo, agora está a três vidas e pouco de se concluir.
Repentinamente eu convictamente sinto que tudo é uma mentira bem grande inventada por alguém que não tinha o que fazer, a não ser se divertir com a desgraça dos outros. É bem aquela coisa de solidão que eu sempre temi.
Mas librianos são assim mesmo... Nunca têm certeza de nada e desconfiam da própria sombra.
Preciso de paz, de sossego, de segurança.
Segurança talvez seja o problema. Num dia você tem, no outro você não sabe - uma semana depois se torna como encontrar uma agulha no palheiro, entende?
Repentinamente assim a convicção já se foi.
Redundância. Contrariedade. Incertezas. Insegurança.
O que fazer quando de repente, tudo ao seu redor sumiu e você têm a companhia de alguém que já não sabe mais quem? Um dia eu descubro e conto ao mundo.
Até lá, vivo de momentos e segundos que alteram toda a ordem dos fatos, que, poderiam apenas ser diferentes se dependessem não só de mim.