terça-feira, 29 de setembro de 2009

destrói

Sempre digo que não vou, mas não consigo evitar;
Sou assim, tem coisas que a gente não escolhe.

Os dias vão se arrastando. Eu até me esforcei, tentei ser comum e me manter sempre com um falso sorriso no rosto, mas não adianta. Prefiro mil vezes a miséria e o bem estar, do que hipocrisia em prol do falso bem estar. Simplesmente odeio esse tipo de coisa, e isso me persegue, como uma cruz que eu carrego na minhas costas.
Família é uma coisa extremamente delicada e alguns tem a sorte de possuir alguma coisa equilibrada - o que não é o meu caso.
Foda-se, é o que eu realmente quero dizer no momento.
Tô cansada dessa hipocrisia e lições de moral dadas por pessoas que não possuem 10% da dignidade que dizem ter. Cansei de adoradores de imagem e religião dizendo que a única coisa que salva é a porcaria dos seus deuses, afinal "não há nada além de tinta e sangue em tuas escrituras".
Peço o perdão pagão, mas tenho desejado coisas que prefiro não citar aqui e, não sei o que seria de mim sem o amor, do meu amor.

Falar sobre amor e sobre ódio, a maior contradição da minha vida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

eu chamo de "do it yourself"

Tô emperrada, presa, impossibilitada de escrever aqui, por vontade própria... Isso acontece às vezes e, por bem ou por mal, acabo me jogando nos livros e nas oportunidades.
Amanhã mais um capítulo dessa história começa; mais um capítulo da minha história.
Finalmente encontrei algo agradável e assim como já fiz anteriormente, vou mesmo é me entregar de coração e dar o meu melhor, desmerecendo o desdém desnecessário, de cabeça erguida, sempre com o apoio de quem mais amo e me faz feliz.

Boa sorte pra mim.
Ah, e quando a vontade vier, escrevo qualquer coisa - só por escrever mesmo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

sexta-feira, 11

Me pego pensando no futuro.
Chego a conclusões incitáveis.

Prefiro mesmo passar por tudo e começar do zero de verdade, a ser financiada por terceiros. Prefiro mesmo fazer o que gosto, o que me agrada, a ser induzida por sonhos que não são de meu interesse.

Afinal, a vida é minha e os planos por aqui são totalmente meus.
Já tenho em quem me inspirar no certo e no errado. Já sei o que faz bem e o que faz mal - embora adore o frio na barriga.
Amo o que sou.
Amo o que gosto.
Críticas construtivas são bem aceitas e nem todas vão para o lixo.

Meus desejos, meus planos, meus anseios.
Com a minha felicidade posso ser egoísta sim.

"eu cresci assim, genioso e impulsivo, e acho que gosto desse meu jeito"
E muitas vezes tiro minhas forças das músicas daquela banda que muita gente não gosta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Planeta Água

Acordei com a chuva batendo na janela.
Altos índices de lentidão e trânsito complicadíssimo na cidade, 118km às 13h, aproximadamente 47 pontos de alagamento distribuídos por toda a São Paulo, desabamentos, falta de eletrecidade e telefonia, ressaca do mar em Santos, deslizamentos nas estradas, e mais pessoas em regiões menos favorecidas perdem seus móveis, tapeçaria, eletrodomésticos e esperança ao ver o nível da água subir nas suas casas.
Crianças de rua se escondem debaixo dos viadutos e idosos vêem a doença se espalhar com a chuva, já acostumados com a cena. Cães e gatos se aconchegam em qualquer buraco menos úmido que encontram, e ratos e animais peçonhentos descobrem seus lugares pelos ralos e boeiros debaixo dos nossos pés.
Ao mesmo tempo que é uma "benção" em certos Estados, aqui a chuva é uma desgraça pra muita gente. O clima só faz ficar cada vez mais dificultoso para todos, um dia chove e no outro faz calor de 34º - digo literalmente, a cinco dias vejo esse zigue-zague climático.
Mas o que você tem a ver com tudo isso?
A pergunta certa é "o que todos nós temos a ver com tudo isso?". Qual a influência da raça humana na natureza? Qual o limite do nosso egocentrismo, racionais meros mortais que, ironicamente, sem pensar nas consequências, destruímos nosso lar?
É difícil pensar que ainda existam florestas, rios, e animais selvagens convivendo harmoniosamente com a natureza em qualquer canto isolado do mundo quando tudo isso acontece no nosso dia-a-dia. É uma difícil tarefa acreditar que tenhamos e soframos , de fato, influências nas mutações do planeta em que vivemos.
A calamidade natural acontece todos os dias e nós e nossas fórmulas científicas, somos os culpados.

Enquanto isso, pessoas que nem fazem idéia da culpa, sofrem e pensam que o desastre natural é obra do Diabo, e simplesmente rezam e pedem a salvação de seus lares fazendo promessas que nunca irão cumprir para um Deus que nunca salvaria metade de seus móveis.
A natureza tarda mas não falha.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

exatamente o contrário

Ontem li no arquivo da Rolling Stone do mês passado uma entrevista com o Woody Allen e, algo que ele disse me chamou a atenção: "Sou filho das ruas da cidade e me sinto em casa com os dois pés plantados no chão". A princípio não fez sentido, visto que o propósito dele era dizer que adora sua cidade agitada e se sente um peixe fora d'água em Connecticut.
A questão é todo aquele lenga-lenga que a maioria das adolescentes sonhadoras declara por ter visto em uma série de televisão onde a protagonista abraça a cidade mais louca do país e quer tudo ao mesmo tempo - Alice, série exibida ano passado pela HBO onde a personagem vinda de outro Estado, descobre nossa encantadora e arrasadora São Paulo -, não me lembro de já ter falado desse incomodo que eu sinto sempre que leio isso mas, é mais ou menos assim: "Mais vale uma Alice voando do que mil Alices com os pés no chão", e é sempre a mesma coisa, o mesmo blá blá blá de adolescência vivida ao máximo.
Entrei em contradição por cinco ou seis minutos depois de interpretar a frase do Woody da minha maneira e cheguei a seguinte conclusão: "Sou filha das ruas da cidade e me sinto em casa com os dois pés plantados no chão", porque sou assim. A verdade nunca foi posta em jogo, o real e irreal sempre foram coisas distintas e, para mim, fugir da realidade nunca foi uma boa opção, quer dizer, encarar os problemas dessa vida de cabeça erguida, buscando sempre o melhor estado de espírito sempre foi a melhor coisa a se fazer. Alienação e inconsequência não fazem parte da pessoa que sou.
Portanto, a coisa toda muda: "Mais vale uma Flávia com os pés no chão do que mil Flávias voando" afinal, é preciso manter a sanidade pra continuar vivendo nessa selva de pedra denominada realidade.
Depois de toda essa baboseira intelectual em que viajei, fechei a revista e fui assistir Law & Order - SVU.