Depois dois de novo; e assim, quando me dei conta, éramos um. Mas não no sentido de sermos um só, estava mais pra cada um por si e nenhum pelo outro.
Me deixava louca por saber que não estava mais onde a pouco eu reinava, como num salão: beijava-me a mão, e éramos dois a rodar. Como sempre fizemos.
Me acendia a vida como ninguém mais fez.
Dizem que a vida é assim, tem gente que marca feito tatuagem e não sai nunca mais.
Éramos nós dessa vez.
Sempre tem gente pra chamar de nós
Sejam milhares, centenas ou dois
Ficam no tempo os torneios da voz
Não foi só ontem, é hoje e depois
São momentos lá dentro de nós
São outros ventos que vêm do pulmão
E ganham cores na altura da voz
E os que viverem verão.
(por que nós? - Marcelo Jeneci)
Sejam milhares, centenas ou dois
Ficam no tempo os torneios da voz
Não foi só ontem, é hoje e depois
São momentos lá dentro de nós
São outros ventos que vêm do pulmão
E ganham cores na altura da voz
E os que viverem verão.
(por que nós? - Marcelo Jeneci)
