quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Irritante






Uma das coisas mais irritantes para mim é ver toda essa gente chata e sem graça fingindo entender algo da vida. Passam a vida em busca de algo que não existe e declaram sua rebeldia sem razão para Deus e o mundo. Isso é irritante, sim.
Pessoas mimadas que sempre tiveram tudo porque os pais sempre fizeram de bom grado (talvez fosse para evitar isso aí que acontece a luz do dia), e quando chegam no limite, destroem tudo e fingem recomeçar quando na verdade só estão provando a si mesmas que não valem merda nenhuma.
Essas pessoas chatas, sem graça, mimadas e imediatistas me irritam.
Não sei o por quê, mas de certa forma me irrita ver essas crianças de duas décadas de idade fazendo birra, gritando, implorando por atenção quando o mais precioso que podem conseguir é pena e alguns trocados dos pais.
Se coloque no meu lugar: dezessete anos, alguns objetivos, uma independência incomum e ainda perco o tempo pensando em todas essas atitudes. Eu devia realmente repensar meus objetivos, talvez devesse virar terapeuta de adolescentes e colocar juízo na mente dessas crianças aí, mas juízo não se compra - também.
Nasci sim na década errada e isso me constrange na mesma proporção que me orgulha; é bom saber que não sou assim e que por mais idiota que tenha sido, hoje não sou assim, aos dezessete não sou mais assim.
Tenho pena e nada mais. Espero que a birra, os gritos, a melancolia e depressão imaginária se extraviem da mesma forma que a beleza, a sinceridade e a pureza se extraviaram.

Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Esse sorriso amarelo não esconde sua dúvida muito menos sua decepção.
Insiste no inútil, não? É, esse sorriso amarelo na cara não mente.

Tenha dó!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Deixa estar, sorrir faz bem.
Está tudo bem, obrigada.

Qual é o seu lugar?

São tolices, idéias falidas que nada dizem de bom.
Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Não tem nada aqui.

Olha pra esses homens sérios e seus futuros perfeitos, eles vivem e não vivem.
Olha pra esse povo todo com asas de cera se atirando dos prédios.

Toda essa gente correndo atrás de nada.
E olha pra você. Qual é o seu lugar?

A gente está na beira do abismo e pedem pra gente pular.
Mas aqui em cima tem grama, paz, comida, abrigo. Qual o seu lugar?

Todo esse mundo correndo sem rumo.
E olha pra você.Qual é o seu lugar?

Eu digo que a gente tem que estar com o coração, que estar feliz com a canção.
Tem que plantar e colher outros caminhos e não somente espinhos.
Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.

Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Qual é o seu lugar?
Qual o seu lugar?



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

get over it!

Vida Nova antes mesmo do Ano Novo. Não ligo, daqui pra frente vai ser tudo diferente.
Passei a acreditar no que faz bem e dispensar todo o esquisito, arrogante, mundano, estúpido, fútil e desnecessário.
Já disse que sou uma metamorfose ambulante.
Mas né, achei tão sem sal a última Rolling Stone do ano.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Brand New Start

Recomeço.
Distração tem reparo e hoje declaro que organizar e por tudo em prateleiras pode ser algo bom.
Que vá pros ares toda essa gente chata e sem graça! Recomeço.
Me disseram ontem: "Quando uma falha ocorre, há apenas o atraso, não a derrota. É um desvio temporário, não um beco sem saída."
Correção.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Tesouras





Foi mais ou menos assim: Uma pessoa estranha, um lugar estranho, uma frase estranha, um sorriso estranho e por fim, um abraço estranho. Inconsequência. Distração.
O mundo todo já ouviu e já sentiu. É diferente, inovador.
Insanidade ou normalidade.
A vontade que tenho é de pegar a linha desconhecida e andar sem direção. Tem algo de errado.
Estou falando daquele castelo de cartas... As coisas mudaram. O castelo desabou assim, sem mais nem menos. Não sei a palavra certa quiçá o sentimento certo.
Não sei, eu quero mesmo é que tudo vá para os ares, sem satisfação ou questão de ninguém. Bom, vou explicar: antes, eu fazia questão de algumas coisas; agora, não faço questão de quase nada. As pessoas me decepcionam constantemente.
Sabe, eu queria voltar a ser criança. Queria voltar a ser aquela menininha quieta e medrosa que ficava brincando com a chuva gotilhando na grade da janela da sala de estar. Queria muita coisa, mas o que mais me faz falta é a infância.
Na infância tudo é inocente. Não existe maldade, tudo se resolve dando os dedinhos ou então fingindo o "belém-belém-nunca-mais-tô-de-bem-até-o-ano-que-vem" e nada é assim, tão complicado e confuso.
Logo eu que sempre desejei tanto essa independência imbecil.
O mundo é meu! Meu mundo é meu e eu vou mesmo é levantar a cabeça e construir outro, já que ele sempre desaba junto com o meu castelo de cartas e sempre tenho de reconstruir tudo.
Tem algo de errado, eu sei que tem.
Essa nostalgia não é comum. Esse desgosto não é comum. Essa distração não era comum.
"Sonhos nos mantém nas horas difíceis", ouvi hoje antes de me perguntar pela centésima vez sobre o meu sonho e sobre o meu lugar e ouvir o eco responder.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Castelo de Cartas

"É engraçado como felicidade é um castelo de cartas. A gente parece ter tudo na mão, parece que as coisas estão todas no lugar certo, mas basta um ventinho de nada para embaralhar, colocar tudo de cabeça para baixo.Parece que abriu um buraco, um buraco enorme e eu nao estou sentindo o chão debaixo dos meus pés. Tô com a sensaçao de que eu estou caindo, caindo... eu não tenho a menor idéia de onde eu vou parar."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

importância altamente opcional

Basta ocupar-me por três dias consecutivos pra me desligar disto tudo aqui.
Tenho andado tão confusa que ninguém pode ousar querer saber me entender.
A vontade e voracidade com que as palavras saem em alguns momentos já não são tão satisfatórias como antes. Aprendi que as vezes as palavras são em vão, bem como outras raras vezes não são.
Você fala "respeito" mas não pode entender: eu seria qualquer coisa, mas não seria você.
Cansei de procurar respostas e me sentir uma idiota. Cansei de ficar cansada.

Você anda sozinho, ouve música e fuma um cigarro depois de um dia longo e cansativo do qual andou por ruas desconhecidas e vagões imoralmente pixados. Você só precisa de um tempo para você. Para você e ninguém mais.
Então você descobre que tudo tem seu momento, inclusive o precioso momento em que você pára e usufrui da sua própria companhia e depois de tudo isso, toma chuva por deslize, só para lavar a alma.
S o u A l g u é m.
Com pensamentos, ideias, críticas, sentimentos e ações compreensíveis.
Não sou do tipo "pé na porta e soco na cara" 24h do meu dia como me disseram. Não sou.
S o u A l g u é m.
Mesmo que desapareça e reapareça algumas semanas depois.
Continuo a mesma garota que um dia amou tanto.
Devo estar mesmo sob influência de um dos meus maiores orgulhos. Encher os pulmões e cantar alto; caminhar na chuva de propósito ou por deslize ou até mesmo olhar as luzes dos carros passarem tão devagar quanto imaginar.
Devo estar sob influência do concreto, da correria, do barulho.

Então cuida dos teus que a noite vem, vou cuidar dos meus.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

lugar estranho de valores confusos

As pessoas para mim depois de tanta conversa são uma decepção, nada mais que isso.
Acho que falar, falar e falar cada vez mais mostra o que você quer ser. Já o que você faz, é o que você é.
As pessoas pedem cada vez mais compreensão, me contam seus problemas, desabafam horas de individualidades mas infelizmente não sabem que são seres incompreensíveis de valores confusos. Eu jamais vou entender cada uma delas, porque eu simplesmente desisti de tentar.
Depende muito do momento, entende? As vezes posso dizer que entendo e realmente entender naquela hora, pois eu me coloco no lugar do idiota que está a minha frente, mas depois as atitudes da mesma pessoa provam o quão incompreensível e desprezível ela é. Não que o fato de desabafar mil individualidades a torne uma pessoa imbecil mas o fato de se contradizer em atitudes pós-desabafo me surpreendem tanto que chego até a pensar que a idiota aqui sou eu por ter acreditado em palavras por apenas algumas horas.
Ah! São tantas pessoas, tantas situações, tantos exemplos a citar.
Mas prefiro deixar as coisas assim no ar, pra que quando alguém vier apenas ver se escrevi algo, ficar com a pulga atrás da orelha e por terceiros, tirar a dúvida sobre pra quem realmente este ou aquele texto foi.


[Deixa estar. Faça o que julga certo.
Olhe, ande, sorria, teime, pense, brigue, defenda, cuspa, tenha orgulho, valorize, crie, feche os olhos, cante, grite, conscientize, utilize, chore, gargalhe, corra, pegue a direção contrária, idealize, purifique, erre, aceite, esqueça, espere, invente, repense, entenda, vá, suma, leia, lembre, dance, pule, ame e liberte-se. Viva sua vida.]

terça-feira, 25 de novembro de 2008

about something

E a crise operacional, existencial, mental... chegou.
Acontece com todo mundo, é verdade.
Bem quando você precisa escrever ou pensar, algo acontece, ou simplesmente nada acontece, e você fica com um vácuo na mente, um chumaço de algodão no lugar do cérebro e para de executar toda e qualquer tarefa que exija grande esforço da lógica, raciocínio, criatividade... whatever.
Agora estou em uma dessas crises. Mas, devo admitir que em todo o caso, essas crises sempre vem para o bem e logo após elas, vem uma avalanche de idéias e superação. Sempre vem.
É exatamente nesta hora que a ansiedade começa a agir: quando você sabe o que vem depois e aguarda tão esperançosamente que a ansiedade toma conta e você se esquece de vivenciar sua bela crise operacional, existencial e/ou mental.


Sim, estou pensando em começar a escrever algo sólido.
Algo diferente de textos pessoais. Alguma historinha da carochinha, ou não sei. Algo. Escrever algo (é claro que me falta habilidade mas estamos aqui para isso e, custe o que custar objetivos serão alcançados).
O projeto de algo foi postado recentemente "O Trem das Seis #1". Não garanto continuidade muito menos satisfação (como vê-se no título, é o primeiro).

Boa Noite

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Trem das Seis (#1)

"Foi uma fria tarde sem sol, nem chuva, onde tudo começou. A garota que havia selado horas com seu tédio, estava mais cansada que nunca. Cansada dos mesmos cigarros, das mesmas pessoas, cansada dos mesmos carros. 
Não passava das cinco da tarde quando resolveu dar uma volta pelas redondezas. Em trinta minutos já estava cansada daquele lugar, resolveu então, pegar o trem e descer na última parada.
Foi uma longa viagem, ela só queria fugir para bem longe por algumas horas, poder pensar em sua vida em paz. Ela só queria fugir de 'seus próprios demônios'.
Um de seus passatempos preferidos era observar as pessoas. Para sua má sorte, haviam apenas oito passageiros naquele vagão. Destes oito, apenas três lhe chamaram realmente a atenção.
O primeiro era um cara branco com a barba mal-feita e roupas tão neutras e interessantes que aparentava ter seus vinte e três anos de vivência, talvez se não fosse por seus óculos de aro preto e o charme com que folheava a revista, a garota jamais teria reparado nele. Seu nome era Jack, ou John - foi o que suspeitei quando vi iniciais J em seu... Enfim.
Os outros dois passageiros eram uma garota que aparentava estar na casa dos vinte e um, era bastante branca e trajava roupas peculiares - um salto alto vermelho, mini-saia jeans e um casaco preto que ia até seus joelhos. Se não fosse por seus profundos olhos verdes e cabelo longo negro, a garota jamais teria reparado nela, seu nome era Vic, de Victória; e um velho homem pardo e calvo que trajava roupas típicas de um idoso, e uma boina preta... Mas carregava consigo um diário e aparentava ter muitas histórias para contar, histórias de sua época dourada. Seu nome era Charlie, e se não fosse pelo olhar de velho atrevido que Charlie lançou quando a garota passou, ela mesma jamais teria percebido que ele estava naquele remoto vagão.
Os três passageiros despertaram imenso interesse na garota de olhar cansado, interesse que rompeu suas barreiras e seus próprios limites. Ela indiscretamente não parava de olhar para o cara aparentemente interessante, a garota triste de salto alto e o velho safado.
A solidão destes passageiros lhe fez companhia por boa parte da viagem."
(continua)


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Congresso Internacional do Medo

"Provisoriamente não cantaremos o amor
 que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
 Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
 não cantaremos o ódio porque esse não existe,
 existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
 o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
 o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
 cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
 cantaremos o medo da morte e o medo depois da morte,
 depois morreremos de medo
 e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas"

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Conselho

Você acorda todos os dias com uma espectativa, com algo em mente. Acorda esperando a hora de ir dormir e pensar no que aconteceu o dia inteiro de tão interessante, mas no final do dia você está cansado demais para sequer pensar e acaba simplesmente morrendo lá na cama.
Você acorda todos os dias e se olha no espelho. Você pensa: caralho, que cara cansada. Então você simplesmente lava o rosto, dá uma olhada a sua volta, se espreguiça, coloca a roupa do dia e sai de casa às pressas depois de tomar meia xícara de café.
No ônibus, no carro ou simplesmente na caminhada que faz até suas obrigações, você vai pensando na merda de vida que você tem, mas pensa no dinheiro que precisa no final do mês; pensa no décimo terceiro e no seu IPTU. Você pensa nas contas, nas obrigações, pensa na rotina que escolheu para a vida inteira.
Quando o final de semana chega, seu primeiro pensamento é: bom, agora vou dormir até tarde e no final do dia eu saio com alguém. Então você liga para o primeiro amigo que encontra na agenda do celular e os dois combinam de ir beber em um bar ali no centro. Seu dia termina depois de seis ou sete garrafas e você volta para a casa satisfeito com o sábado que teve.
O domingo serve apenas para você se lamentar sobre a segunda-feira que está por vir.
E esta é a sua incrível rotina. Esta é a incrível rotina de milhões de pessoas no mundo inteiro durante anos. Isto é o que você escolheu para a sua vida.
Você escolheu que no começo e final de cada dia, é somente você que vai olhar para o espelho e pensar as coisas que só você pensa mas tem medo de falar.
No final das contas você é ímpar e convive consigo mesmo a vida inteira. No final de toda essa merda é só você quem te suporta e só você quem te entende.
Depois de tudo isso, você vai se lamentar o resto da sua vida por não ter aproveitado o que devia ter aproveitado. Vai se lamentar por não ter feito amizades e por ter sido tão egocêntrico. Você vai se culpar até o final, vai culpar você e o seu dinheiro. Vai culpar o tempo que não teve. Vai se arrepender de não ter bebido muito, não ter dado risada, não ter conversado com qualquer um, não ter pego a contra-mão de toda essa gente. Vai se arrepender de  simplesmente ter seguido o fluxo e engolido metade do que ele pede.
Sua vida vai ser uma grande merda e você vai agradecer por esse conselho: as vezes é bom olhar pro céu, pensar um pouco e decidir dar um novo rumo na sua vida, escolher algo diferente, escolher ser alguém diferente, escolher falar não para algumas coisas.
As vezes é bom ligar o foda-se.
Em algum momento da sua vida você vai pensar nisso. Esse momento vai chegar quando você começar a preferir pensar em qualquer outra porcaria que não seja a sua vida.
Depois de algumas perguntas, você vai se sentir satisfeito em recomeçar.
Um recomeço requer coragem... um recomeço requer coragem e determinação. Requer enfrentar todos os rostos cansados e insatisfeitos.

acorda, agora

Acordem que o tempo é curto demais.

Sábado um pouco inusitado.
Mas falae: "na vida a gente ganha, se perde, faz parte".
Independente de algumas coisas, eu acho que valeu a pena. Só preciso selecionar mais quem vou levar.
Mas deixa pra lá! Não estou boa com as palavras, muito menos com atitudes (o domingo também foi inusitado).

Na verdade a minha vida inteira está bastante inusitada... Ah, deixa, deixa, deixa...

domingo, 16 de novembro de 2008

boring [963487]

i'm bored of cheap and cheerful
i want expend some sadness
hospital bills, parole
open doors to madness

i want you to be crazy
'cause you're boring baby when your straight
i want you to be crazy
'cause you're stupid baby when your sane.

sábado, 15 de novembro de 2008

Bagunça!

Eu não sei da bagunça que estou ou estão fazendo na minha vida.
Sei que está tudo meio bagunçado e que poderiam haver soluções imediatas (ou apelas para as soluções drásticas: comeu demais? Vomita. Cansou do trabalho? Larga. Cansou de alguém? mata.)
O mundo poderia ser regido por regras que nós mesmos criamos... Hoje parei e comecei a pensar sobre isso.
Quer dizer, é como me falaram "Não é uma religião, cada um paga pelos seus próprios atos. Todo mundo já é bem crescido", e as coisas são descomplicadas assim.
Ultimamente tenho feito uma quantidade excessiva de horas extras, o que desencadeia uma série de consequências. A falta de alguém, a saudade de alguém, o cansaço e a falta de tempo - ainda que fazer as horas extras tenham seu lado bom e agradável, quer dizer, é bastante agradável ficar lá até a meia noite.
Não sei dessa bagunça, mas preciso de uma solução. A solução que ninguém propõe.
Hoje é sábado e eu não vou passar o sábado aqui, esperando um sinal.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O Capitão Saiu Para o Almoço

"Não há nada a lamentar sobre a morte, assim como não há nada a lamentar sobre o crescimento de uma flor. O que é terrível não é a morte, mas as vidas que as pessoas levam ou não levam até a sua morte. Não reverenciam suas próprias vidas, mijam em suas vidas. As pessoas as cagam. Idiotas fodidos. Concentram-se demais em foder, cinema, dinheiro, família, foder. Suas mentes estão cheias de algodão. Engolem Deus sem pensar, engolem o país sem pensar. Esquecem logo como pensar, deixam que os outros pensem por elas. Seus cérebros estão entupidos de algodão. São feios, falam feio, caminham feio. Toque para elas a maior música de todos os tempos e elas não conseguem ouvi-la. A maioria das mortes das pessoas é uma empulhação. Não sobra nada para morrer."


12/09/1991 23:19
Charles Bukowski.

domingo, 9 de novembro de 2008

i know no words to fix my killing

É tanta porcaria para falar, comentar, discutir.
São tantas idiotices para dissertar que eu nem sei por onde começar. É tanta besteira, tanta perda de tempo que parece tudo planejado... Quer dizer, sempre é meio planejado.
Estou cansada. Estou cansada de andar, cansada de falar, cansada de debater.
Cansei de ser eu mesma, sendo assim, posso no mínimo voltar a ser quem eu era, ou pensei que fosse. Talvez eu não fosse nada. Talvez eu fosse só mais um átomo que merecia morrer afogado no próprio plasma de tanto egoísmo.
Talvez fosse tudo besteira e eu sou uma inatingível muralha egoísta.
Egoísmo é tudo o que vejo aqui, e eu quero tanto mudar. Mudar apenas, não garanto que será positivo.
Estou meio desnorteada, meio perdida. Não sei o que vou fazer em dois anos, não sei o que vou fazer na semana que vem. Tenho certeza de poucas coisas mas as vezes isso também me testa. A vida é quase um teste.
Matar a sede com cerveja ou apenas brincar de esconde-esconde às 01h30 da manhã.
A vida é uma caixinha de surpresas? Não, não. Você tem de planejar tudo para que tudo saia nos conformes, você não pode correr riscos muito menos se surpreender.
Estou me desacostumando com as surpresas também... Não é mais tão comum. Coisas sobre alguém ou sobre eu mesma, objetos ou filmes.
As vezes parece tudo um grande plano, que eu criei e executo todos os dias.
Tanto faz, amanhã já vou estar pensando de outra forma mesmo.

Acho que isso se chama rotina, ou cansaço.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Praticidade

Muros, pilastras, pontes. Escadas rolantes, elevadores, saídas de emergência. Tubulação, fios elétricos, canos de esgoto.
Paredes pintadas com avisos de "cuidado" e "entrada e saída de veículos". Portões automáticos, botões, alarmes. O conforto, o inventado, o fabricado.
O ser humano se acostumou com o conforto. Utiliza escadas rolantes, elevadores, carros, portões que abrem com um clique... Depois vai para a academia queimar mil calorias. Concordo plenamente sobre algo que li esses dias: "o homem está ficando cada vez mais preguiçoso, daqui há mil anos vai se arrastar sobre a bunda pois suas pernas não terão mais utilidade e vai acabar igual os dinossauros: comeram uns aos outros e o único que sobrou morreu de fome".
Uma coisa que ainda vai acabar com o orgulho humano é a sua própria futilidade, sua própria necessidade de usufruir cada vez mais do que inventa. São objetos completamente inúteis e sem valor que tentam superar as próprias capacidades humanas.
Hoje vi um comercial sobre uma esponja que massageia em movimentos circulares o corpo, a princípio me pareceu um objeto engenhoso, depois descobri que o desconforto que aquilo deve causar... deve ser no mínimo suportável apenas pelo fato de ter sido super inventado para facilitar a vida. E para facilitar a vida, o ser humano sempre está aberto a sugestões e invenções.
É assim que os homens evoluem, coisificando a vida, deixando pra lá seus mecanismos, suas origens, seus valores. Sempre esquecendo-se que pra ser algo é preciso fazer algo, pensar algo.
Cérebros preguiçosos estão ligados a corpos preguiçosos, e estes levam um ser humano a ociosidade facilmente. É preciso apenas estar disposto e aberto à novas experiências, novos horizontes, novas espectativas - sem se esquecer que é um indivíduo único e capaz de aceitar outras opiniões e ter suas próprias utilidades e crenças.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

crash and burn (girl)

you sould have a sticker on you
saying warning keep out

crash and burn girl, going down
you don't mind the fall untill
your face hits the ground.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Idiota e Meio

Sempre que me deparo com a visão extraordinária de qualquer ser humano se passando pelo ridículo, não contenho a risada. Eu não sei se isto é bom ou ruim, mas sei que a risada é inevitável.
As pessoas que costumavam ser idiotas, hoje se passam por fortes e experientes, afirmando coisas absurdas como se as experiências patéticas delas as tivessem mostrado uma nova perspectiva de vida. Claro, isso é bem possível, visto que alguns não tinham perspectiva de vida alguma...
Quando uso o termo idiota, quero dizer patético, ridículo, falso ou forçado. Idiota é aquele que tenta impressionar alguém com as roupas ou com performance sexual, da mesma maneira que aquele que surpreende com o limite do cartão de crédito ou com um celular iPhone 3G, também é.
Ter cérebro grande nessas horas também não é de muita valhia, quer dizer, você pode ter um crânio enorme mas se seu cérebro é meio inativo, meu caro... desiste.

Eu realmente acho que ser um imbecil ou não, de forma alguma está ligado ao fato de pessoas próximas também serem imbecis, ou não. De forma alguma a criação influencia em atitudes falhas e em estilo de vida. Cada um é cada um. Cada um é um indivíduo capaz de pensar sozinho e tirar suas próprias conclusões sozinho, sem se deixar influenciar por seres a sua volta, independente de ter sido criado ou estar rodeado por imbecis.
A vida é explêndida aos olhos de cada um. Mas fazer o quê se para alguns felicidade é ter em mãos um cartão de crédito, um iPhone 3G ou impressionar com roupas e performance sexual, ao invés de impressionar com performance intelectual, não é mesmo?


Eu vou ficar louquinha um dia de tanto me intrigar com a espécie humana.
Nessas horas, cães são mais fiéis e confiáveis e lontras são mais inteligentes. Fazer o quê, não é mesmo?

(É, eu voltei. Eu sempre volto)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Flávia, a estranha.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Verdade Individual

41 - Perante nós mesmo devemos prestar contas para demonstrar que nascemos para a independência e para o comando. E devemos fazê-lo em tempo. A essas provas não devemos fugir, conquanto sejam talvez o jogo mais perigoso que se pode jogar e embora sejam apenas provas de que somos únicas testemunhas e de que mais ninguém é juiz. Para não se ficar preso a uma pessoa, mesmo que seja a mais amada, pois toda pessoa é uma prisão e também um recanto. Jamais ficar preso a uma pátria, mesmo que se trate da mais sofredora e da mais carente de ajuda. Pois é mais fácil desligar o coração de uma pátria vitoriosa. Não se ficar preso a um sentimento de piedade, mesmo que ele se dirija a homens superiores, cujo martírio e desamparo o acaso nos deixou observar. Não se ficar preso a uma ciência, por mais sedutora que se nos apresente, com achados preciosos que parecem reservados precisamente para nós. Não se ficar preso ao próprio desprendimento, a essa distância e alheamento voluptuosos da ave que foge sempre mais alto, para poder vislumbrar sob si um panorama cada vez maior. Cuidado com perigo do que voa. Não se ficar preso às próprias virtudes e ser vítima, por completo, de uma das nossas singularidades, como da nossa "hospitalidade". Assim é o perigo dos perigos nas almas nobres e ricas que se dissipam com prodigalidade e quase com indiferença, e desenvolvem até ao vício a virtude da liberalidade. Necessário é saber reservar-se. A prova mais forte da independência é exatamente esta.


Para Além do Bem e do Mal, prelúdio a uma filosofia do futuro
Friedrich Nietzsche

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Em Breve

É, foi isso. Perdi o tesão que tinha em escrever (ainda que fosse qualquer baboseira clichê).
Eu simplesmente perdi o tesão pelo blog e por essas coisas.
Não tenho inspiração, cara. Não tenho mesmo.
A gente só consegue escrever quando se sente mal, precisa colocar a razão em ordem e então tem muita, muita inspiração. Muito, muito sobre o que escrever.
Eu até procuro, lá no fundo do fundo do fundo da coragem mas eu páro e penso: não, não vou escrever sobre isso. Então eu deixo pra lá.
Deixando pra lá e vivendo bem.
Vivendo bem entre uma cerveja e outra, uma discussão infundada e outra, um filme e outro.
Estou bem, até.
Talvez o atraso esteja aqui, na minha mente. Talvez não haja atraso algum, deve ser tudo psicológico mesmo... Tanto faz. Não importa.
Não devia importar mas... Eu sei que importa.
Acho que estou dedicando mais do meu tempo para mim. 
Sendo esta a maldita chave para a solução do meu atraso, lá vou eu e, desta vez, afirmo que só preciso deste blog quando estou sem palavras, sem ação ou reação e preciso me expressar de alguma forma (não acho interessante falar sobre meu dia-a-dia, a coisa toda fica entediante).
Tanto faz mesmo... Tanto faz.
Volto em breve, esses momentos sempre voltam mesmo.
Até lá, cretinos.



Atenciosamente,
Diamond G.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cansada demais pra discussões utópicas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

i need a freak

É, é disso que eu preciso.
Preciso ser menos responsável, menos chata, menos velha. Preciso fazer mais coisas sem pensar, preciso fazer mais amigos bebendo, preciso de uns lugares estranhos, preciso de algo novo.
Talvez eu realmente deva ser menos responsável, quer dizer, tenho minhas coisas, tenho meu trabalho, tenho a escola mas... parece que não tenho dezessete anos, parece que tenho trinta e sete. Me sinto velha às vezes. Talvez seja o momento... mas, pensando bem, um momento de seis meses é meio longo...
Não sei, preciso de um momento de loucura. Talvez precise mesmo perder as estribeiras, perder a noção, perder a razão.
É a tal teoria do caos¹ e, preciso de uma total destruição agora.
Pessoas, situações, esquecimento. Esqueço que tenho dezessete anos, oitenta por cento do meu tempo. Ainda falta tempo pra decidir o que eu quero da vida, falta tempo pra assumir algumas responsabilidades e, eu devia aproveitar enquanto posso.
Me sentir velha por dentro não é legal. Ser responsável as vezes é legal mas... ser responsável o tempo inteiro é chato.
Preciso de mais irresponsabilidade... ninguém entende (as vezes até pensam que tenho mais que dezessete, mas eu não quero isso sempre), absolutamente ninguém.
E nem vai entender.
Deixa pra lá.
I need a freak every day and every night.
¹; há ordem na desordem e desordem na ordem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dezessete

Pois é, sou obrigada a concordar que parece que foi ontem que estavam me dando uma festa surpresa e eu super feliz por fazer dezesseis anos.
Eis que o dia 8 de Outubro até já se foi e estou aqui, com dezessete anos nas costas (vamos fingir que é um peso incomparável e inconfundível de quem tem dezessete anos).
Os dias passam rápido demais, os meses passam rápido demais e quando percebo, mais um ano se passou e frente à isso, de mãos atadas, não posso fazer absolutamente nada. Apenas assistir.
É como diz aquela propaganda de um tal veículo aí: "O tempo é igual para todos, o que importa é o que você faz com ele", e veja então uma das grandes verdades.
Todos nós temos o poder de decidir o que vamos fazer com nosso tempo. São nossas únicas e exclusivas escolhas, podendo assim, optar por ocupar o tempo com algo que nos agrade, ou enganar todos à nossa volta fingindo que somos ocupados o suficiente para que não sobre tempo vago quando na verdade, não sabemos o que fazer com tanto tempo e acabamos por fazer tudo ao mesmo tempo.
O tempo é igual para todos. Os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses e os anos são únicos e imutáveis. Torná-los inesquecíveis ou indiferentes depende única e exclusivamente de nós.
O meu tempo? Mal vi dois mil e sete acabar, mal vi dois mil e oito passar e cá estou novamente, falando sobre minha velhice precoce e já sentindo falta do que está por vir.

Dezessete, agora faltam 364 dias e logo menos estou aqui novamente, contando sobre como será ter dezoito anos em dois mil e nove... ah, os dezoito.

domingo, 5 de outubro de 2008

Rain

Talvez seja apenas um conjunto de belas palavras somadas com a suposta convicção e certeza da ordem dos fatos.
Talvez não seja nada. Talvez não seja.
Talvez seja hora de esquecer as somas de belas palavras e relevar a convicção, visto que a certeza dos fatos não existe.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

VMB

Pra ser o artista mais requisitado do ano e ganhar mais prêmios aqui, deve-se ser emo e estar em uma banda de moleques. 
Nada de reconhecimento por uma banda que tem boas influências (além dos Beatles, o grande clichê), nada de glória para uma garota que toca gaita e violão (ainda que ela não seja lá essa coisa toda, vamos combinar que é mais agradável que uma banda de emos moleques) e nada de troféu pra tiazinha gordinha mega sem graça do Bonde do Rolê (heheheh).
Sobre a bandinha do  Junior,  das duas uma: ou eles arrumam um vocalista de verdade,  ou o Junior pode voltar a cantar "Splish Splash" com a Sandy porque essa sim, é mais rebelde.
Hoje em dia, acredite se quiser mas, o show de uma banda de emos gaúchos com uma dupla sertaneja consegue ser mais incrível que o show de uma banda gringa super requisitada da qual, o vocalista cai do palco e o show é regado à muitas vaias e playback.
A parte do show da bandinha de eletro-funk-alternativo-rock-pop-clash-disco-cariocation-falsification-whatever, a gente pula  (é a tal da vergonha alheia).
Convenhamos que por incrível que pareça, uma cantora de rock baiana realmente provou que tempo faz diferença, quer dizer, ela que antes usava calças largas e cinto de rebite hoje, usa mini-saia e fez tatuagem de uma quase cinta-liga... ou sei lá.
Mas o mais interessante são as piadas combinadas do apresentador e o gran finalle: a Mtv sugando furfles feelings até o final, na voz dos mesmos artistas de todos os anos.

Se bem que o Adnet representou legal... ah, não sei.
Ainda estou pasma...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fim

"Mas o mais fantástico era a nossa pedreira de gipsita. Um buraco gigantesco no meio da mata. Quase um quilômetro de comprimento por 200 metros de largura e cerca de 100 metros de profundidade. Paredes verticais. Em baixo, no fundo, era agradável, não havia vento. E nasciam plantas que não víamos em nenhum outro lugar. Esse vale das maravilhas era cortado por riachos cristalinos, cascatas brotavam da muralha. A água escura enferrujava as rochas brancas. O chão estava coberto de pedaços de pedra branca que pareciam ossos de animais pré-históricos... se não fossem de fato ossos de mamute. Escavadoras gigantes e os tratores que durante toda a semana faziam uma confusão geral pareciam, no domingo, imóveis e silenciosos há séculos. A gipsita os vestira de branco.
Ficávamos absolutamente isolados. Separados do mundo externo por abruptas muralhas brancas. Nenhum som chegava até nós. Não ouvíamos nenhum barulho a não ser o das cascatas.
Decidimos comprar a pedreira no dia em que ela não estivesse mais sendo explorada. Nós nos instalaríamos no fundo. Construiríamos cabanas, plantaríamos um imenso jardim, criaríamos animais. E dinamitaríamos o único caminho que leva à superfície.

De qualquer forma, não tínhamos nenhuma vontade de voltar lá para cima."

Christiane Vera F.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

all you need is

2) Falar. 3) Calar. 1) Ser. 6) Deixar. 4) Silenciar. 5) Gritar. 
Deixar de ser.
Deixar de falar.
Deixar de calar.
Deixar de silenciar.
Deixar de gritar.
Deixar pra lá.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lunática? Que Se Dane!

Apesar de achar que sites de relacionamento são tão estúpidos quanto as pessoas que os frequentam, sou uma frequentadora assumidamente ativa.
Nunca fui de gostar de orkut e suas ferramentas esquisitas que tentam nos prender mais a atenção mas, tenho de admitir que o bem mais valioso que mata algo que nos mata, é proveitoso.
A privacidade em prol da curiosidade. 
Não importa, mas as pessoas adoram divulgar histórias idiotas sobre o dia em que pegou fulano ou quase pegou ciclana, e sempre vão adorar. Independente do quanto elas concordem comigo, ou não. Independente do quão hipócritas elas vêm sendo, concordando com tudo o que digo, ou não.
Tanto faz, tanto faz, tanto faz... nunca fiz questão de explicações e, além do mais, essas coisas me fazem rir.
As pessoas pensam que eu não sei das coisas e quando acham que sei, acham que sei tudo devido o tal site de relacionamentos, tsc.
Deixa estar, uma hora o jogo vira. 

"Lunático, que se dane!
Sou eu que tô pagando.
Lunático, que se dane!
Sou eu que tô virando."

Captain of my life, i guess so...

Libertade Contratada

Pessoas são livres. 
Frente à isso apenas posso declarar minha insatisfação em ter virado mais uma escrava de algo que tenho perdido a admiração, o trabalho.
São regras e regulamentos absurdos dos quais eu jamais concordaria e agora, devido uma série de benefícios que deveriam ser entregues à todos com ou sem autorização prévia de empresa alguma, me vejo presa em algo que odeio.
Quero a solução. Mas eu quero rápido.

Tanto faz, não estou razoavelmente boa com as palavras hoje.

domingo, 28 de setembro de 2008

Perda de Tempo

Achei bem interessante a discussão que tive com meu namorado hoje sobre o quanto textos descritivos acrescentam na vida das pessoas: nada.
O indivíduo x pode contar todo o seu dia, passo-a-passo desde o primeiro ato mas, ele, de fato, nunca vai mudar algo na vida de alguém contando sobre como fez sua caminhada diária ou sobre como olhou fixamente para os olhos de seu chefe após dizer que estava satisfeito com o trabalho.
São coisas óbvias que chegam a ser sem sentido que, em um conjunto de palavras bonitas se tornam somente um pouco menos óbvias - apenas por requerer uma certa atenção redobrada na interpretação deste - e desinteressantes.
Algumas pessoas gostam de se enganar com o que escrevem e outras gostam de se enganar com o que lêem, ficando assim, igualmente satisfeitas por achar que estão dando utilidade à seus cérebros.
Não sei mas, creio eu que as coisas estão bem acomodadas.
Indivíduo x propõe algo aparentemente brilhante para indivíduo y e, este, aceita suas idéias, apenas pelo conforto de que aparentemente a idéia é brilhante (devido a utilização de um conjunto de palavras bonitas), sem pensar que na prática ela pode ser totalmente falha.
Visto que não é necessário ser completamente redundante para impressionar, concluo que fui totalmente redundante neste texto e que, ser sempre assim pra impressionar alguém, deve ser, além de tedioso, cansativo.
Resumindo: ser um idiota para impressionar outros idiotas, é perda de tempo.
E por aí vai.
Mas é como minha avó dizia: o que importa é ter saúde...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ação e Reação

Sobre as coisas que me chamam a atenção, eu não tenho nada a dizer.
As coisas estão meio repetitivas. Tudo se repete. 
Músicas, filmes, roupas, atitudes e até mesmo conceitos. É sobre aquela velha história de se espelhar ou inspirar em alguém. Para uma velha desculpa, até que funciona bem.
Quer dizer, hoje em dia, falar sobre algo idiota vale mais que o próprio silêncio. As pessoas precisam quebrar o gelo sempre, pra que no final das contas não se sintam como realmente são (a necessidade de usar adjetivos pejorativos sobre as pessoas foi aniquilada, só por hoje). 
Inovar, reinventar e ser alguém hoje em dia, é complicado. Das duas, uma: ou você é idiota por se interessar por todo e qualquer assunto oposto ao da maioria, ou você é um idiota porque obviamente, sempre vai existir alguém melhor ou alguém pra fazer você se sentir apenas um peso na Terra e nada mais.
Creio eu que tudo isso depende do ponto de vista. 
Depende da maneira que você reage ao mundo.
Das duas, uma: ou você é um idiota por ainda discutir com pessoas que se opõem ao seu interesse, ou você é um idiota porque sabe que ainda que existam pessoas relativamente mais bem sucedidas intelectualmente, você tem seu jeito ímpar de fazer alguma diferença na Terra  (e na sua vida, visto que a opinião de que mais vale, referente a isso, é a sua própria opinião) e nada mais.
Paradoxos são mera coincidência hoje em dia.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um Brinde à Vocês

O interesse pelo meu passado despertou quando me lembraram do fotolog e de suas fotos antigas, hoje.
Eu era esquisita... tá, não literalmente esquisita... só esquisita.
Jeitinho hipócrita de quem reclama demais sem motivo e de quem dá muito valor ao que tem, quer dizer, expor o que se tem para o mundo não é de grande valhia.
Eu usava bastante o adjetivo "podre". Durante bons meses fiquei inconformada com a sociedade e era o adjetivo mais sincero que eu podia usar.
Dependendo do momento, em um post eu estava feliz e no outro mandava todo mundo tomar em seus respectivos orifícios anais. Heh.
Dependendo da foto eu estava estupidamente linda ou estupidamente horrível, ou podre.
Outra coisa que notei, foi o grande valor que eu dava às pessoas, sem me importar com reciprocidade ou whateverwhat. Eu adorava que todos soubessem quem eram os melhores amigos e quando eu tinha um inimigo (se é que é possível ter inimigos com 15 anos).
Bom, ao menos houve um progresso notável. Ainda que eu seja taxada de chata e autoritária algumas vezes, por pessoas estúpidas e nada mais nada menos que podres, houve um progresso incrivelmente significativo.

Assumo: Fui esquisita e hipócrita. Hoje,me julgo uma pessoa melhor. Ter seus próprios conceitos e ter segurança do que se está falando - tratando-se de seus próprios conceitos -, é encantador.
Isso tudo depende do momento, quer dizer, quem diria que eu, há um ano e meio atrás ia gostar tanto de filmes? Ninguém. 
E quem diria que depois de muitas voltas e revoltas, de me perder e encontrar umas vinte e cinco vezes, eu realmente iria me encontrar? Ninguém.
Mas quem diria que eu sabia o que estava dizendo e apenas não soube me expressar? Eu, eu diria isso. Não me arrependo da maioria das coisas.
Arrependimentos são sobre coisas ditas apenas, não feitas. 
O pra sempre, sempre acaba.


Cretinos, por quê diabos vocês fazem tanta falta em 2008?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Help

Cara, acelerador de partículas? Vamos todos morrer, é sério.
Os caras vão descobrir a origem de tudo mas depois serão engolidos por um buraco negro junto com todo o resto do mundo.
Estou alarmada, é sério demais isso.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"no one no idea no one"

Pensei em mais de mil assuntos. Pensei em mais de mil coisas para contar ou dissertar sobre.
Ultimamente tenho pensado demais e chegado a lugar algum. Consequências? A perda de tempo, oras.
Tempo hoje em dia é precioso demais. Pessoas passam o tempo se dedicando as coisas fúteis da vida.
Estudo, trabalho, felicidade? Não, ninguém aqui falou de felicidade.
As pessoas estão despreocupadas com a felicidade. Focadas em seus próprios objetivos fúteis e egoístas, se esquecem do principal gerador do egoísmo: a própria felicidade.
Ainda que seja o adjetivo mais egoísta que alguém pode usar - e deixa a explicação da ligação egoísmo/felicidade para um outro dia -, ser feliz não é muito comum hoje em dia. 
Se organizar dá trabalho, cumprir promessas por obrigação é entediante e sorrir por interesse é estressante. Trabalho, obrigação e interesse: una-os e obtenha a chave para alcançar o egoísmo e seus incríveis resultados em seu cotidiano.
Não sei, está tarde demais pra contrariar o meu cotidiano.

Pensei, pensei, pensei e novamente cheguei a lugar algum. Dissertar sobre o meu dia, fazer uma conclusão sobre e tirar um incrível aprendizado dele não é muito comum por aqui. Sou egoísta e os detalhes e aprendizados são meus, ainda que eu não os mantenha intactos por mais de dez minutos.
Só eu sei o que se passa aqui. Só eu.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Falsidade Ideológica

Hoje em dia vemos de tudo: pais esquartejando filhos, filhas matando os pais, namorados árabes  esquartejando namoradas inglesas, chineses modernos, ex-cantores de forró virando políticos, ladrão roubando ladrão, etc. O que não nos perguntamos é o motivo de tanta bizarrice.
O cúmulo das coisas bizarras acontece no nosso dia-a-dia e quase não nos damos conta disso.
Gente esquisita criticando gente esquisita, sem o mínimo senso de autocrítica.
Me deparo com pessoas assim quase toda hora e estou quase  me acostumando, visto que, ainda que eu me negue a participar desta brincadeira e seja desfavorecida pelo puxa-saquismo, me oferece boas gargalhadas. 
Mas nem tudo é um mar de rosas e nem todos os momentos são gargalhadas. Tem horas que parece não dar para suportar mas, pela amizade forçada pela situação/oportunidade a gente aguenta.
Uma das coisas mais estranhas sobre conviver com pessoas interesseiras é a atitude de alguns indivíduos em relação à outros: é a mesma.
Pessoas começam a falar de pessoas gerando uma igualdade forçada pela realidade.
Aprenda e entenda que a única realidade é a sua e a única verdade é a sua mente longe de mentes que gostam de divulgar suas críticas.
Línguas afiadas demais tendem a depravação e espontaniedade exagerada tende à falsidade ideológica, compreende? Ninguém veio aqui  à passeio e existem pessoas dispostas à ir ao inferno pra conseguir o que querem. 
Porque meu caro, de boas intenções o inferno está cheio.

Mas eu tenho certeza que um dia escrevo textos razoavelmente menos chatos sobre a crise agropecuária ou sobre a economia externa. Enquanto isso vou me virando com o Blogspot no anonimato, quebrando um galho (provisoriamente) pro 2º ano do Ensino Médio.

sábado, 6 de setembro de 2008

objeto-objetivo

Você precisa ter um objetivo. Um sonho a se realizar.
Não pode perder o foco naquilo que se almeja, tudo é possível.
A força-de-vontade é a ponte para alcançar um objetivo, só é preciso adaptar-se à ela.
Depende da visão de cada um, mas o objetivo na maioria das vezes é o mesmo: realizar um sonho.
Um sonho tão distante quanto a possibilidade de realizá-lo? Depende.
É preciso correr o risco. Objetivos entregues mastigados - sem a precisão, sem o próprio esforço, sem os próprios princípios - são objetivos falidos, sem graça, sem importância.
Não importa o quão distante esteja, é preciso correr o risco de matar suas vontades, cumprir seus objetivos e realizar seus sonhos.

"Conquistas sem riscos são sonhos sem méritos."

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pra Não Dizer Que Não Disse Nada

Esse blog tá uma merda.

  • E Crush Crush Crush é o caralho.
Essa pivetada adora uma música estúpida com letras sobre fracassados estúpidos com uma cantora estúpida que consegue ter o cabelo mais estúpido que ela, né? Modinha ridícula das calças vermelhas e amarelas e dos cabelos super-produzidos à base de chapinha e no mínimo um bom Kolene de R$2,85.
Vão todos à merda com o Paramore. Espero que morram carecas, gordos e com lepra. Todos vocês.
  • No meu tempo rolê de pré-adolescente era passar a tarde vendo filme com os amigos. Hoje, rolê de pré-adolescente é passar a tarde ouvindo psy e fumando narguile e maconha, com os amigos.
Porra, o mundo está se degenerando cada vez mais e as crianças brincam de ser malandras destruindo os poucos neurônios que têm.
Vão todos à merda com o narguile. Espero que morram de tuberculose, surdos e com lepra. Todos vocês.
  • Um dia eu cheguei a pensar que ter título de eleitor era algo interessante, mas isso faz muito tempo. Hoje, me decepciono cada vez mais - com o horário político e com o fato de ter o tal título. Onde já se viu, ex-cantor de forró, político?
Tá, tem O cara aqui da cidade que está me atormentando com sua música da campanha eleitoral deste ano... É, melhor eu parar por aqui...
Vão todos à merda com a política, vou terminar o Ensino Médio pra não correr o risco de virar presidente do Brasil. Espero que todos os políticos morram pobres, morando em conjuntos habitacionais e com lepra. Todos eles.
  • Deixa pra lá, eu ia escrever mais uns 156 parágrafos de pura crítica sem conteúdo mas também estou na merda, igual você e esse país de gente podre e leprosa.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Parte I

Nas últimas semanas venho dedicado certo tempo dos meus dias para fazer algo que sinto um absoluto interesse: observar o comportamento humano.
Na escola, no ponto de ônibus, nas ruas, no trânsito, no trabalho, na volta para a casa, em casa e no mundo virtual.
Dentre centenas de pessoas - entre professores, diretores, motoristas, crianças, adolescentes e idosos -, descobri que todas têm algo em comum, algo que ao longo da vida sacrificamos em prol de algo diferente: a inocência pela tolerância.
Pessoas apressadas e compactadas em suas vidas interessantes demais para olhar ao redor e dizer o que pensam. São pessoas diferentes com um mesmo interesse: felicidade a qualquer custo.
Um único objetivo não resume uma vida, quando concluído. Um mesmo interesse não resume um objetivo a ser realizado a qualquer preço e vontade.
Intensidade não justifica vontade. Necessidade não justifica intensidade. Ansiedade justifica intensidade.
As pessoas são impacientes e isto, meu caro leitor, foi apenas uma das coisas que notei em comum entre elas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

it's fact

E hoje nada mais importa, sei que vou ficar bem.
Hoje tenho certeza que tudo vai ficar bem, que tenho tudo que um dia sonhei e que sou feliz.
É estranho... É quando escuto uma música que me lembre algum momento, quando leio algo que me lembre algo, quando vou dormir e tenho bons sonhos e então já acordo bem.
Quando o coração não acelera mas se acalma com a minha felicidade.
É inexplicável, um dia eu sei que vou poder escrever tudo mas hoje é inexplicável. É muito complexo, muito bonito pra singelas - porém sinceras - palavras.
Hoje eu sei que encontrei minha metade e sei que tudo que sinto é recíproco, desde o primeiro olhar.
E hoje nada mais importa, sei que vou ficar bem.
Porque tenho alguém aqui comigo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Tão Fora De Moda

Vem meu bem, deixa que o inverno vai passar.
Tudo é tão sem querer, e é tão fora de moda ficar mal.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Resumo Semanal

Obrigações cumpridas: estudei, trabalhei, estudei, trabalhei e estudei.
Evento da semana: o momento em que eu chamei uma garota de hipócrita e ela não sabia o que significado.
Fustração da semana: minha tentativa de terminar de ler Christiane F, e minhas faltas na escola.
Orgulho da semana: sei lá, aprendi a matéria de Química e tirei 10 na prova de Literatura.
Momento desabafo: porra, tem gente que não se toca mesmo, néam.
Conclusão: Tem muita coisa, não dá pra resumir tudo. Eu queria mas estou cansada.

Até o próximo mês, se der tempo.

sábado, 9 de agosto de 2008

Wisky Para Um Condenado

Rápido garçom me traga o seu melhor Wisky, esse seu amigo aqui só tem mais meia hora.
Até que o diabo descubra que eu morri, e venha me levar embora.
Nada eu levo na vida, o que eu tenho é o que há no meu carro.
Meus vinte melhores amigos estão num maço de cigarros.

They Tell Me

maybe if i pray to the lord above,
i'll get some sleep,
but the lord don't give a shit about me.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Viva La Vida



Como a revista sempre me convence de algo, desta vez a Rolling Stone e a entrevista de Chris Martin me convenceram a baixar o novo álbum do Coldplay (Viva La Vida Or Death And All His Friends).
Totalmente diferente do que eu esperava.
Eu esperava um álbum tão entediante quanto o X&Y mas não, desta vez o álbum ficou memorável, um tanto quanto otimista. Sério, mesmo.
A melodia apaixonante de "Lost" e "Death And All His Friends" me hipnotizou, de fato.
E sobre as letras, eu estava conformada com a idéia de que não poderia esperar nada de tão interessante. Pois bem, me enganei novamente e as letras encaixam perfeitamente com cada detalhe de cada melodia.
Ainda que tenha me lembrado muito The Magic Numbers (já já descubro o por quê), e o óbvio Radiohead, me parece que cada música passa uma sensação diferente. Cada música corresponde à uma expectativa diferente.
Acho que é especialmente o tipo de CD que eu até faço questão de comprar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Juventude

Simplesmente não entendo essa gente. Eu tento, tento, tento mas não entendo.
A moda agora é ser loira e se decidir entre o indie e o hype (ou whatever).
A moda agora é muita coisa ao mesmo tempo mas nada está me agradando, n-a-d-a.
Esse pessoal indeciso entre o caro e o comum, e o inútil e desagradável. Ou qualquer controvérsia que esteja a seus alcances... Não entendo a intenção dessa moda toda.
Conversando com alguém concluí que isso tem nome: "pós-emo" - nada contra pós-punk ou pós-qualquer coisa, é só o pós-emo -. E o tal pós-emo atinge 80% dos emos que um dia foram emos mas que agora dividem-se em 40% new-rave, 15% The Strokes 4ever, 10% indies alternativos, 10% agora são do psy e 5% adoram um bom metal from hell (os 20% restantes continuam emos).
Vale frisar que não me incluo na porcentagem emo nem pós-emo (ainda que meu passado me condene), pois não sou devota do new rave, strokes, superalternatividade, psy e muito menos metal from hell. Estou sossegada com meu Bob Dylan e minha Chan Marshall e até o momento não conheço nenhum emo que goste.
Daí eu continuo não entendendo essas criaturas... Tem menina de 13 anos achando que encontrou o amor de sua vida - uma outra menina. 
Tem também os garotos que enchem a cara com uma dose de Contine todo final de semana e os que bebem uma cerveja e jogam sinuca pra pagar de machão.
Sem esquecer as junkies j-rock né (parece até que são mesmo desbocadas), tanta disposição e tanta grana pra gastar com uma marca meia-boca de roupas gringas (como se ninguém soubesse  que a disposição toda pro rolê entra por seus narizes).
Talvez o propósito seja esse mesmo, um pular no pescoço do outro e disputar quem é melhor (os critérios de avaliação são roupas, piercings, cor e beleza).
Essa juventude da qual infelizmente faço parte me envergonha. É sério.



 
Tell me what you're thinking now, don't be shy.

sábado, 2 de agosto de 2008

A Falta da Falta

E tu devia deixar de ser tão prepotente.
Ninguém tem certeza absoluta de nada.

Preciso escrever. Mas preciso escrever relativamente bem, só escrever não resolve o problema.
O fato é que nos últimos três dias tenho lido demais e consequentemente levado em consideração o fato de que preciso escrever um pouco melhor.
O que me mata é a falta de assunto - não que realmente queira dizer que falta assunto mas, falta  um começo - e o mau planejamento que deveria incluir um propósito baseado em minhas opiniões.
Creio eu ter chegado à um estágio em que somente falar resulta em incompreensão. Devo eu escrever mais o que penso?
Não. Visto que este é o terceiro texto que escrevo e penso em apagar... Definitivamente não.

Viver em constante mudança.
Mudar para viver constantemente melhor.
Melhorar para ser feliz.
Ser feliz para... Whatever.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Caraio, cê é boy ein.

TO RINDO! TO RINDO! TO RINDO!

terça-feira, 29 de julho de 2008

the end my friend

E este é o seu final.
Logo você, garota sortuda que teve e já viu de tudo. 
Acho maravilhoso, assim você aprende a dar valor ao que nunca teve de verdade.

F.O.D

Shirley Manson


Ah, como ouvir minha diva cantar me clareia as idéias.

If you can do it

what's your opinion of the dire situation?
In our land here, our guest here
of course you'll be nice here
how do you feel about God and religion?
are you good people, bad people?
(guess it doesn't matter people)





it's too fake man!
(we don't give a fucking damn)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cerveja Grátis

Eu não tinha nem a intenção de escrever depois da festa mas, o que eu vi não dá para deixar passar.
Eis que ontem (sexta-feira) foi a final da Copa que a empresa onde trabalho patrocinou (evento com o propósito de entretenimento para os funcionários, foram feitos times masculinos e femininos e o time de minhas companheiras de trabalho foi para a final), e foi cerveja assim de grátis pra todo mundo - no começo tinha uma lista com duas latas para cada um devido a Lei Seca mas, depois acho que saiu um pouco do controle -, e isso foi o mais divertido. A cerveja grátis.
É bem como minha amiga disse: nesses tipos de festas, a galera fica louca, solta a franga etal.
Descobri que trabalho com a insanidade e que, metade dela finge que está bêbada, heh.
O melhor foi comentar sobre a festa com a minha amiga na volta para casa.
Quero só ver a festa de final de ano, essa sim promete.

E ah, perdi meu celular moderníssimo - que por acaso, já era fruto de um furto da minha mamãezinha porque esta que vos fala, já havia quebrado o seu celular que era um pouco mais moderníssimo que este.
Obs: post atrasado, mas consumado.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Mesmisse


Resolvi que precisava ler todo o blog, desde o primeiro texto, ao invés de ver filme.
Concluí muitas coisas depois de ler todos os textos.
Eu era a mesma de hoje, apenas acho que usava vírgulas demais e era repetitiva em alguns textos, heh. Imagino que deveria escrever melhor, levando em consideração o fato de que estou no 2º ano do Ensino Médio... Mas ao menos houve progresso.
Me lembrei de todas as coisas das quais eu escrevi sobre, e reafirmei a certeza de cada frase.
Continuo sendo a mesma, um pouco diferente mas sempre a mesma.
A parte do "Metal Heart, you're not worth a thing" era bem verdade e, hoje é insignificante.
As declarações que fiz foram precipitadas, porém sinceras.
Os momentos em que o blog serviu como válvula de escape e escrevi textos que falavam sobre o quando eu desprezava alguém, ajudaram, e muito.Apesar de ter enfatizado demais  a palavra "Amizade", não me arrependo tanto de tê-la utilizado sem significado.Obviamente eu evoluí neste meio tempo e até sinto saudade das segundas-feiras ociosas.
Embora tenha sido infantil e descrente em alguns textos, cheguei a sentir orgulho do ser que habita este corpo aqui. Orgulho.
Continuo egocêntrica e reservada. Fútil e intrigada com o sistema. Fria e amável. Calculista e impulsiva. Continuo sendo uma antítese ambulante. O oposto e o certo ao mesmo tempo.
Mantenho alguns pensamentos, inflamo velhos conceitos e chego a conclusão que quando se tem certeza de algo, você apenas tem e não precisa de nenhum sinal do outro mundo para perceber.
É preciso acreditar em si mesmo e apostar tudo o que tiver no que se acredita, uma hora isso funciona.
Funcionou para mim.
Funciona para qualquer um que quiser. Basta querer.

Pretendo também ser menos repetitiva tratando-se de certos assuntos, falar sobre coisas mais variadas e parar de usar o blog como válvula de escape para dizer o que sinto. Isso apenas trouxe conversas desnecessárias. Perca de tempo.

Agora eu vou dormir, o filme fica para amanhã mesmo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ataque Cinéfilo

Hoje por intervenção divina tomei vergonha na cara e fui à locadora mais supercult do bairro (meu ex-trabalho por sinal) e aluguei seis filmes. Seis.
Eis que entro na locadora, começo a busca por um incrível lançamento que me surpreendesse e saio de lá com seis clássicos. É, foi isso mesmo que aconteceu.
Quero vê-los com calma no decorrer da semana e realmente espero poder escrever sobre cada um aqui. 
Creio eu que seja uma bela maneira de encerrar as férias frustradas, visto que não viajei. Apenas trabalhei e não tive tempo suficiente para sequer ligar para alguns amigos. Preciso parar de prometer algumas coisas... enfim, as férias foram frustradas e a menos que algo extraordinário as salve, continuarão sendo frustradas. Férias de Julho do ano de 2008 eternamente frustradas por não ter viajado para Minas Gerais (não que nada tenha acontecido).
Prefiro não pensar a respeito.

Eis a lista:

  • Amor Sublime Amor 
  • A Noviça Rebelde 
  • Muito Além do Jardim
  • O Terceiro Tiro
  • O Jovem Frankenstein
  • Gilda

Ponto óbvio em comum: são clássicos, todos.
Pretendo começar hoje à meia noite.
Espero não dormir antes do final...

and I guess that i just don't know

but you look so different right now

Então eu penso em escrever sobre coisas agradáveis. Sobre dias agradáveis, o quanto eu os espero e o quanto eles valhem a espera. 
Eu deveria contar detalhes, mas penso bem e prefiro os guardar. Os detalhes são nossos.

"Sobre meus dias, horas, minutos... sobre a minha vida que vem mudando depois de você. É uma mudança nítida. Mudança que ninguém conseguiu sequer motivar, antes de tudo.
Mudança daquelas que todos notam e perguntam a razão de tanta diferença.
A razão é óbvia: o amor. A diferença também é óbvia: a felicidade.
Una os dois e tenha o incrível resultado de uma garota mudada, ou melhor, a mesma porém um pouco diferente... Não sei.
Sei que as coisas estão bem assim e não quero alterá-las a menos que seja para a melhoria, é claro.
E ah, o óbvio para quem quiser ver, está no verde dos meus olhos e na sinceridade do meu sorriso. "

Apatia

Você é seca, fria, vazia. Você é assim, um poço de inteligência e um precipício de insegurança. Tudo o que você faz é baseado no quanto você quer impressionar alguém. Você não impressiona ninguém com esse seu jeito efusivo e apático às coisas simples e baratas.  
Você me lembra um animal preso em uma jaula. Você me lembra muitas coisas sem importância  que deixam de ser importantes no momento em que me lembro.
É ridícula a sua maneira de se auto-intitular esperta demais. Pobre coitada.
Deveria guardar sua preciosa tática na gaveta, visto que nunca ganhou nada usando-a. Você não é impressionante ou estupidamente intimidadora. Você não é incrível. Você é um átomo que deveria morrer afogado no próprio plasma.
Você não é nada.
Trata-se de sentir vergonha alheia. E, tratando-se de tipos como você, sou até especialista.
Não é a primeira, tampouco a última.

Morra.

domingo, 20 de julho de 2008

- Não é como se nós mostrássemos, retirando os móveis, que renunciamos a qualquer esperança de melhora e o abandonamos a própria sorte, sem nenhuma consideração? Creio que o melhor seria tentarmos conservar o quarto exatamente no mesmo estado em que estava antes, a fim de que Gregor, ao voltar outra vez para nós, encontre tudo como era e possa desse modo esquecer mais facilmente o que aconteceu no meio tempo.

A Metamorfose, Franz Kafka.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

10 MILÍMETROS MANO! MINHA ORELHA TÁ DOENDO, BEIJÃO.

sábado, 12 de julho de 2008

início

Gosto porque somos parecidos.
Gosto porque me atrapalho na hora de achar uma livraria e você fica reclamando por quase três horas. Gosto porque você é mal acostumado e não sabe andar em São Paulo. Gosto pela cerveja. Gosto das risadas que você me arranca. Gosto pelos detalhes.
Gosto porque você é você. É o que procurei em outros corpos mas não havia encontrado.
E sinto que é o início de algo que vai durar por um bom tempo.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Não sei mas o planeta me parece girar em perfeita sintonia com o Universo.

it's called Love.

sábado, 5 de julho de 2008

pecado incabível de origem infundada

As vezes penso se você tem mesmo todo esse cérebro que finge ter.
O que te faz ser alguém de verdade não é seu perfil em um site de relacionamento, muito menos as comunidades que você entra para impressionar os idiotas que acreditam no que veem.
Ninguém precisa saber quantos livros você já leu. Ninguém precisa saber que você gosta de Arte Moderna ou se gosta de caras inteligentes. Isso não atrai caras inteligentes.
Na verdade, ninguém precisa saber nada a seu respeito. Nem mesmo os próximos (até porque raramente sabem algo considerável). Ninguém precisa saber que você é um ser humano extremamente carente de atenção e respeito.
As pessoas não precisam se impressionar com seu goddamnfuckingorkut, porque afinal, ele não mostra realmente o quão inteligente você é ou o quanto você inspira sua originalidade em uma pessoa que não existe realmente.
Suas opiniões baseadas no nada, sua vida baseada no ócio e seu compromisso com pessoas que não se importam, só mostram que sua necessidade de provar o quão você é (pseudo)cult para todos é grande. É relativamente grande para você, incabível pecado de origem duvidosa.
Eu tenho pena de você. Pena.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nictofobia

E tipo NOSSA! Eu já falei que sou nictofóbica? Pois bem, sou nictofóbica.
Daquelas que se ficar mais de 20segundos no escuro, tropeça, cai e chora. Mas assim, chora de medo.
Hoje lá estava eu descendo as escadas pra ir embora (tudo isso porque o elevador demora demais), quando chego no 1º andar, lá pertinho da saída, a luz apagou.
1º imagine a escadaria mais escura que você puder imaginar
2º agora calcule o meu medo
A princípio, fiquei paralisada. Depois me agarrei no corrimão e desci pisando em ovos.
Não rolei as escadas por sorte.
Foi terrível.
Ninguém acredita que sou nictofóbica... ninguém.



Nictofobia: Consiste no medo do escuro ou da noite. Comum em crianças, um pouco mais raro em adultos, geralmente é causado pelo fato de que a pessoa não pode ver no escuro e ela teme o que não pode ver. E, em lugares mal iluminados, as coisas parecem ser o que não são. Mesmo a ciência afirmando que o medo é irracional e o que se teme não é real, não alivia o pânico.

tia da limpeza

Cinco dias por semana eu bato cartão no quinto andar daquele prédio.
Todos os cinco dias, passo ao lado de pessoas que acabam se tornando íntimas apenas pela convivência. Mas elas não sabem. Elas não sabem que eu sei.
Uma vez me disseram que passei do lado de uma garota, e não cumprimentei-a. Mas ok, aquelas pessoas que encontro todos os dias também não o fazem.
São pessoas de todos os estilos, gostos, nomes, olhos, roupas e trabalhos. O que me interessa é teorizar suas vidas, hipotetizar suas escolhas e sintetizá-las para alguém (vamos fingir que eu sintetizo tudo para alguém).
As pessoas me chamam muito a atenção. Talvez eu as entenda em dois segundos. Talvez eu esteja completamente errada e esteja em uma bela de uma viagem cósmica ao invés disso que costumo chamar de vida.
O pretérito, o presente e o futuro sempre me interessaram muito. Demasiadamente, eu diria.
Mas o que mais me chama a atenção é de fato a tiazinha da limpeza. Ela sim merece a minha atenção.
Cinco dias por semana. Três vezes ao dia (no período de seis horas que eu passo confinada naquele prédio espelhado), ela entra no Depto. de Carro Reserva, e passa despercebida aos olhos de todos os Analistas que estão ali, concentrados demais para um Bom Dia.
E eu ainda imagino o que ela pensa de tudo isso.

terça-feira, 1 de julho de 2008

"what the hell is happening
i can't think of everything
i don't know what day it is
or who i'm talking to

but i know that i'm ok
'cause you're here with me today
i haven't got a single problem
now that i'm with you"

domingo, 29 de junho de 2008

A propósito... agora tenho 8mm na orelha direita.
Boa Noite

Sábadásso.

O alargador. O piercing. A caminhada. As risadas. As conversas. O encontro. O código de encontro (rs). A primeira conversa. O bombom. O bilhete do cinema. A pipoca extra GG. A entrada dos filmes. Os traillers. O filme. Os sustos do filme. O ar-condicionado pós-filme. A cerveja. O Dreher com mel. As risadas. Os pontos de vista. A conversa. As conclusões compatíveis. A batata do Mc. O olhar.
(?) Meu sábado.

Quem lê assim pensa que não foi muita coisa. Mas enfim, foi um bom sábado.
Sua infantilidade, meu desprezo. Seu rolê, minha cerveja. Seus traumas, minhas alegrias. Sua chantagem e mania de opressão, minha inteligência e percepção dos fatos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

novidades

Tá tudo tão legal. Tudo é tão novo.
E você ainda insiste em pensar que meu mundo gira em torno do seu, não é assim. Na verdade nunca foi e eu não me importo realmente.
Sinto que o rumo está mudando, e isso é bom.

Friozinho me dá preguiça de escrever (mentira, na verdade é só uma desculpa nova já que a de que não tenho tempo ficou repetitiva).

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Preguiça

Eu tenho tanto sobre o que escrever. Contar meu final de semana, talvez.
Mas se tem algo que me deixa mais injuriada que ver o que não quero, é ouvir o que não quero.
Tem gente que se sente a última bolacha do pacote, e isso me irrita demais.

Outra coisa que me irrita é saber que eu posso escrever incrivelmente bem e, devido minhas companhias ou lugares que frequento, não escrevo.
Talvez seja preguiça mesmo.
Preguiça de usar o cérebro.
Preguiça do mundo.

domingo, 22 de junho de 2008

Oi

é, oi

o trampo ta dahora
vida ta dahora
ta tudo dahora e eu to bem loca só pode...preciso dormir

beijos

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Alfinetadas mal planejadas?

Acho incrível a quantidade de pessoas cuidando da minha vida.
Mais incrível ainda é o fato de conhecerem todos os detalhes. Como se impor uma verdade a torna realmente verdade comprovada, entende?
Ouvi dizer que para uma hipótese virar teoria, ela deve ser provada.
Alguém provou?
Mas este assunto eu deixo pra mais tarde.
Da minha vida cuido eu, estou indo trabalhar.

Boa Tarde.

sábado, 14 de junho de 2008

presente/futuro

A nossa relação com o futuro é que devemos viver nosso presente pois, o que somos no futuro é resultado do que fomos no presente. Entende?
Hoje o garoto compreensivo dos conselhos delicados mas impactantes, me disse isso pela vigésima vez.
Hoje percebi o quanto devo viver meu presente. O quanto devo fazer as coisas acontecerem. O quanto nós não precisamos, nós apenas devemos fazer sem esperar demais.
Hoje talvez eu tenha entendido essa relação.
Hoje vou dormir mais tarde pensando nisto.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

"Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care
For the people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves

This is our last dance
This is ourselves."

truth lies

Blog entregue as moscas. O que é uma pena, é claro.
Para os interessados, a minha vida está um tanto quanto interessante. Pessoas novas, lugares novos, aprendizados novos, tudo novo! Tá... nem tudo.
Hoje é Dia dos Namorados e eu volto a afirmar que até o presente momento, esta data nunca me trouxe nada demais. Não sou tão seca... ok. Mas sou sincera, e preciso dizer que esta data nunca me foi vista com bons olhos.
Eu até tento me distrair, mas fico a pensar em como seria meu Dia dos Namorados caso eu tivesse um. Ok, eu calo a boca e não falo mais de namorado.
Eu sou assim, é quase um defeito.
Pois bem, cá estou a refletir sobre o verdadeiro Dia dos Namorados, junto com minhas paredes camomila, minhas cortinas verde-petróleo e o porta-trecos da Marilyn Monroe. O verdadeiro Dia dos Namorados que ninguém mais vê. Parece que hoje em dia é tudo comercial...
Durante todo o dia, apenas ouvi comentários sobre presentes e preços. Não se fala mais em carinho, ou qualquer outro sentimento afetivo (que já seria um belo de um presente, hah). As pessoas vão a fast foods comemorar a data e vão ao cinema ver filmes de ação.
Ah, o romantismo.
Ah, o verdadeiro Dia dos Namorados.
Essas pessoas tem muito o que aprender e eu com certeza sou a última pessoa do mundo com qualificação para ensiná-los.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

saudade

Ao ouvir as músicas que ouvíamos antigamente, sinto saudade.
Sinto saudade das risadas, das conversas, das brincadeiras e da confiança que cada um depositou no outro. Sinto falta dos roles, e sinto falta da amizade. Foi uma boa época.
Hoje, cada um foi para um lado.
Está sendo exatamente como diriam que seria.
Um casalzinho continua sua vida caseira e entediante, dois melhores amigos continuam com a falsidade, uma ótima companhia seguiu um caminho que naqueles tempos jamais seguiria, um companheiro de copo virou um junkie. E aquele que já estava presente na minha vida como o protagonista há cinco anos, continuou do meu lado.
O que é de verdade não acaba. Nem tira folga e etecéteras etal.
Hoje eu vejo o quão boa foi aquela época, aquele final de ano. Hoje sinto saudades.

Diamond Girl.
"i came here to make you dance tonight
i don't care about my guilty pleasure for you
shut up, cause we won't stop
we're getting down till the suns coming up"

domingo, 1 de junho de 2008

helps me breathe

Isso me ajuda a respirar.
Meu jeito mais sincero me ajuda a respirar.
As vezes eu desejo não deduzir as coisas, talvez assim eu me sinta menos pior, menos traiçoeira.
Será que eu sou mesmo traiçoeira?
As pessoas se acostumam a falar umas das outras e acabam se esquecendo da própria vida. Se esquecem que são tão miseráveis quanto o tempo que perdem cuidando do que não é de seus respectivos endereços.
Mas eu não me importo. Ao menos gosto de dizer não me importar... já devo ter dito isto aqui.
Agora as coisas serão bem diferentes, meu bem.

sábado, 31 de maio de 2008

reviravoltas

Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa. Pena que nada disso importa.


NADA disso importa.
N-A-D-A.

Me desculpa mas acontece que minha vida dá muitas reviravoltas e eu nunca sou a mesma.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

no alarms and no surprises

Nada me surpreende mais.
O que me tira o fôlego é minuciosamente contável e praticamente inalcançável a todo momento.
O cotidiano me deixa disposta e me faz sentir um pouco mais esperta que o normal.
Sabe, as pessoas são ignorantes, burras e estúpidas, as novas e até mesmo as velhas.
Me deparo com pessoas deste tipo a todo o momento e me sinto tão feliz com os olhares de subestimação que me lançam, pois sei que comparações agora são basicamente ridículas né, hih. Mas isto não vem ao caso.
O que vem ao caso é o fato de nada me tirar o fôlego e as respostas serem sempre instantâneas.
Eu não sei o que isso significa, sei que acabei de descobrir que existem os "danos futuros" e ainda procuro a relação de respostas instantâneas com danos futuros.
Quando encontrá-la, dou um alô aqui.

domingo, 25 de maio de 2008

Luke


Hoje foi primeiro dia do Luke aqui em casa.
Já estou acostumando o bichinho a dormir ouvindo Bob Dylan e é isso ae!

Feliz, feliz, feliz...

sábado, 24 de maio de 2008

metal heart, you're not worth a thing

Alguém pode fazer algo contra sua própria vontade? Tenho mesmo influência nas escolhas de outras pessoas? Se tenho, então todos me devem respeito e admiração por este feito. Afinal, não é nada fácil convencer alguém a fazer algo que não lhe agrade, algo que lhe seja estúpido demais para realizar ou praticar diariamente.
Tenho sido quase um Deus, então. Mas espere aí... Deus deu livre arbítrio a todos ou estou enganada? Bem, não quero me colocar no lugar de ninguém. Anulemos a hipótese.
Vamos lá. Certo dia estava eu a influenciar um qualquer sem opinião própria a fazer algo que este mesmo recriminava e ele simplesmente fez? Não! Mas é óbvio que não! Não sou tão ignorante assim.
Mas então, que tipo de cúmplice eu tenho? Do tipo que joga a culpa no outro? Do tipo que sai por aí falando tudo desmerecendo a confiança? Não sei. Não sei o tipo de cúmplice que eu arrumei.
Influenciar é fácil. O difícil é obter sucesso nesta tarefa e pelo que estou vendo, obtive um belo sucesso.
Palmas para a manipuladora de mentes aqui. Pois agora meus caros, além de rude, seca, anti-sentimentalista, sou também manipuladora de mentes fracas. Manipuladora daquele tipo que sempre tem sucesso no que deseja.
Sou a manipuladora que consegue tudo o que quer e sempre pensa em si mesma, além de tudo e todos.
Espero que o ser mal-resolvido que lhe encubiu de salvar vidas opostas lhe dê também o perdão para o mesmo.

O que ultimamente tenho dedicado frente a todas estas pessoas é meu mais sincero desdém. O que sinto agora é inatingível pelas mais belas palavras.
Sede de vingança nunca me resolveu mesmo.

[Coração de Metal, você não vale nada]

piloto russo

"O que eu lamento é ter que explicar como foi que eu cheguei a ser seguido pela multidão. Não é algo que se explique de imediato. Quando percebi eu era um Deus Suskir.
Mas o que eu fiz pra ser exemplo pra tanta gente? Alguém pode me dizer onde estou? Pode me mostrar o Chefe? Que eu tenho algo a dizer.
Eu sou piloto da força aérea russa. Eu caí aqui abatido pelo céu azul, mas eu não vim do céu.
Isso é um para-quedas não é um gambito. Eu caí aqui abatido por caças turcos. Mas eu não vim do céu.
Eu nem tenho um Deus pra adorar, como foi que eu virei Deus aqui? Me diz que contradição... não é algo que se explique de imediato. Quando dei por mim eu era um Deus Suskir.
Mas nada que eu fiz vai ser exemplo pra muita gente... Alguém pode me dizer onde estou? Pode me mostrar o Chefe? Que eu tenho algo a dizer. "

Violins - Piloto Russo Na Aldeia Suskir


sexta-feira, 23 de maio de 2008

"- Você mudou. Tá mais crescida... mais culta. Seu sarcasmo não mudou nada, mas você tá mais seca. E mais fuck'em all... manja?"

imutável

Eu deveria priorizar alguma coisa nessa minha vida.
Deveria me empenhar em algo, me dedicar de corpo e alma a algo que me faça bem - bom, não precisa inteiramente fazer bem, apenas prender a minha atenção.
Eu deveria me concentrar naquela praça mal iluminada, de grama suja, bancos espalhados por toda a parte que davam a sensação de serem insuficientes. Devia me concentrar nos carros que passavam distantes, no movimento incessante destes e do silencio que me fazia lembrar o quão longe eu estava destes mesmos carros.
Eu poderia me prender as lembranças de um sonho. Sim, era tudo um sonho. Eu poderia fazer isto por horas e horas contínuas que não acabassem nunca e ainda assim, me sentir satisfeita.
Eu poderia talvez me esquecer de tudo isto. Me esquecer das pessoas que me completaram por instantes eternos e das pessoas que eu não cheguei a conhecer mas estavam lá, sentindo o mesmo que eu.
Talvez eu devesse apenas me concentrar naquela praça e em todo o surrealismo dela. A praça era surreal. Era um sonho surreal. Tudo de inexistente, planejado por um desconhecido - ou desconhecida, nunca se sabe.
Na verdade eu deveria ouvir as musicas que embalam as minhas madrugadas de quinta para sexta. Afinal, música sincera e boa é tão difícil de se encontrar... toda música sincera possui uma história que vai além da realidade escondida em seus refrões... é raro alguém notar.
É, músicas influenciam. E agora estou em um momento imutável acompanhado por Ok Computer e The Covers Record, dá pra imaginar o momento?
Assim a gente vai levando, conversando e refletindo sobre semanas de agitações em um texto inexplicável até aos olhos do maior entendedor deste ser estranho aqui.
" ligo o rádio e ouço um chato que me gita nos ouvidos
coisas que eu nem quero saber "

sábado, 17 de maio de 2008

Pega leve. Só quero ficar sozinha.
Relaxa! Quero que você vá pro inferno.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

tempo-cansaço/cansaço-tempo

Quero meu blog de volta. Quero o meu tempo de volta!
Por que será que todo mundo quando começa a trabalhar começa a dar desculpas de que está sem tempo? Eu não estou.
Acho que a falta de tempo é só uma desculpa para esconder o cansaço, ninguém gosta de assumir que está cansado.
Pois eu adoro assumir que estou cansada... significa que tenho algo para fazer.

domingo, 11 de maio de 2008

who cares?

Meus dias tem sido bons. Mencionei que sou uma garota devidamente empregada e remunerada merecidamente? Creio eu que não. Pois bem, agora sou uma garota devidamente empregada e remunerada merecidamente, sim. E estou adorando, embora seja um tanto quando complicado e delicado. Okay, vou assumir que está muito difícil decorar todas aquelas cláusulas... mas isso eu supero.
Desde segunda-feira estou sem tempo algum, faltando com frequência na escola e devendo notas importantes. Minha prioridade agora é o trabalho e a escola.
Junto com um trabalho, vem as responsabilidades e junto com as responsabilidades a preocupação, a dor de cabeça, o stress. Tudo bem, tanto faz. Eu não ligo realmente.
A responsabilidade vem e o tempo para amigos e tudo o mais, vai. Estou sem saída. Não vejo opção positiva nem resposta paciente em relação ao problema. Uma vez me disseram que iriam até o fim pra me ter junto, mas não é isso que estou vendo. Eu não ligo realmente.
Mas então, para quê eu realmente ligo? Eu ligo para o que me faz bem. Eu ligo para as coisas eternamente importantes ou momentâneas porém importantíssimas. Eu ligo pro meu bem estar. Eu ligo para um ambiente sutil e agradável. É para isso que eu ligo.
E não me importo com desaprovações e desagrados. Não me importo com pessoas burras e ignorantes. Não me importo com incompreensão. Eu não me importo realmente.

domingo, 4 de maio de 2008

ódio do óbvio

Eu sei que sou o que você sempre quis. Sei bem que quando precisa de alguém, pensa logo em mim mas logo se desaponta com o resultado que obteve. Eu entendo que você precisa de alguém, uma companhia, um ombro amigo, uma pessoa para dividir intimidades e, sei que a pessoa mais desejada pra cumprir estas tarefas sou eu.
Sei que muito tempo passou e que a nossa música nunca mais tocou mas, para você continua tudo igual e inacabado.
Quando precisa de um abraço, deseja o meu. Quando sente falta de alguém para conversar, almeja minha companhia mais que a própria morte. Quando vê qualquer beijo de novela, lembra dos meus. E assim você vai se afundando neste vício doentio. Esta necessidade de provar para o mundo que, vive bem sem e que agora o que interessa são suas vontades e alegrias.
E bem sei eu que, sem mim você não possui alegria alguma. É por isso que faço questão.
A vida continua e as vezes é preciso abandonar velhos sonhos para realizar os novos.
Minha indiferença é tão óbvia que só você não notou.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

a culpa é igual

No que tange esta tarde chuvosa, concluo que a Lei Principal de todas as pessoas é a falsidade (como diria uma amiga minha).
Devo ser muito inocente por sempre esperar mais das pessoas e subestimar aqueles infelizes em matéria de esperteza.
Hoje percebi que cada um só pensa em si mesmo. Não que isto não seja algo bom, só sou a única que não ganha com isso.
Mas não gosto de sentir pena de situações deste tipo, não gosto de deixar as coisas passarem despercebidas. E não é do interesse de ninguém saber do que gosto e do que desgosto.
Eu nem sei o motivo deste texto - mentira, eu sei sim.
Só sei que ando confusa e desorientada.
Sei também que nenhum vale o outro, mas a culpa é igual.
Foi bem do jeito que me avisaram. Igualzinho.
Foi igual da última fez, e aposto que a próxima não será tão diferente assim.
É o nosso ciclo vicioso, faz parte disso que chamamos de sociedade. E eu, sempre me decepcionando e perdendo o tempo com o que não devo. Acho que a partir de agora eu preciso dar valor merecido as pessoas que realmente não possuem valor algum.

Vamos começar a contar nos dedos de uma mão os poucos que não estão incluídos acima...
Estou tão desencantada com a Internet.
Não sei, de repente eu não tenho mais tempo algum para blog, fotolog ou orkut.
De repente eu estou toda feliz porque arrumei um emprego descente e estou mais interessada em sair com os amigos, conhecer pessoas novas, fazer algo diferente além de ficar no computador.
Acho que estou crescendo - como se isso fosse algo relativamente bom, para mim - e aprendendo que existem coisas mais importantes.
Não consigo ser tão egocêntrica, vai.
Vamos falar das pessoas ao meu redor também.
Acho que a minha vida está uma loucura, cada dia aparece algo diferente e eu sempre me surpreendo com as pessoas que brotam na minha vida assim, do nada.
Mas até que gosto, porque na maioria das vezes aparecem boas pessoas, inclusive, e até aonde eu sei, isso é bom.

Hoje teve Mtv na rua, aqui na pista de skate de SBC.
Casquei o bico com as peças que apareceram lá. A massa ignorante de São Bernardo resolveu dar as caras para a televisão. Fiasco! Amo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

É do seu jeito patético de se sentir superior a tudo que tenho nojo.
Deveria saber que não é superior a tudo e bem como todas as outras pessoas, também tem defeitos e precisa assumi-los sem ser hipócrita.


Me irrito facilmente com situações do cotidiano.
Tenho paciência em excesso com quem merece.

domingo, 27 de abril de 2008

Ah, eu concluí agora que todos os seres humanos que se relacionam afetivamente - com exceção de mim porque sabe como é né, eu to sempre certa e não falho nunca -, são idiotas. São todos daquele tipo que fazem de tudo pra que a vida pareça de fato com um filme, uma ficção, mas ultrapassam o limite da trapalhada e extrapolam nas aventuras pelo Universo imbecil e se perdem nelas.
Poxa, será que é necessário ser tão complicado assim? Se gosta, gosta. Se não gosta, legal! Toca a vida.
Mas aí tem gente que tem demais e não merece, é exatamente nesse ponto que eu fico nervosa com a regressão humana porque, as coisas não evoluem! É impressionante! As pessoas não se esforçam pra se relacionar bem com outras e existem alguns que tem demais, tem o que não merecem, e justamente o que querem é o que não presta.
É um ciclo vicioso.
Sempre tive sorte nesse ciclo e, não falo necessariamente de mim quando venho reclamar sobre certas atitudes pois, esse blog é o único recurso com exceção daquele skatista aqui que sempre tá me ouvindo, entendendo, guardando os segredos quando preciso de alguém.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Eu ia escrever sobre algo importantíssimo... mas esqueci.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Acho que este é o Abril mais longo da minha vida.
Dúvidas e mais dúvidas.
Só queria fugir um pouco desse mundinho e de quebra percebi que duas ou tres pessoas me entenderam (não que isso faça diferença, mas torna o problema mais confortável).
Meus gostos mudando, minhas atitudes mudando.
Pela primeira fez me interesso por coisas interessantes para mim e que me agradam. Mas não vejo respeito algum, de nenhum lado.
Lado de cá pras bandas de lá. Me parece que o Universo resolveu conspirar contra essa certeza toda.
Mas eu gosto do que tenho e anseio pelo desconhecido.
Só não gosto dessa maneira desrespeitável das pessoas julgarem meu modo de viver sem conhece-lo. Sou outra pessoa e de fato, gosto disso.
Atitudes e opiniões precipitadas daqueles que não me conhecem ainda, denunciam sua falta de tato com os problemas alheios.
Cada um com seus problemas.
Cada um com suas dúvidas.
o seu balançado é mais que um poema
é a coisa mais linda que eu já vi passar

ah se ela soubesse que quando ela passa
o mundo inteirinho se enche de graça
e fica mais lindo por causa do amor.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Hoje é dia quinze de Abril.




Apesar de tudo espero que sempre esteja a meu alcance te desejar felicidades pelos próximos cinquenta anos.
Parabéns.
O futuro tá aí.
Onde está sua autenticidade, minha cara? Foi pra debaixo da sua cama? Deve ter se escondido com medo de você mesma.
E olha que eu não esperava isso de ti.
Sempre pensei que fosse autêntica e tivesse opinião própria em relação a vida. Pensei que fosse uma só, ao invés de fragmentos de diversas pessoas em diversos momentos, criados apenas para agradar.
Pensei que você soubesse distinguir o real, o falso, o dinheiro, o prometido, o dito e cumprido.
Te idealizei como alguém que sabia o que estava dizendo e me perdi em meus conceitos.
Agora são só decepções e a angustia de ver você se tornar alguém que não me agrada. Se tornar tão fraca e falsa, se tornar alguém que nunca foi e nunca vai ser, apenas para agradar em vão.
Não me agrada. Não me surpreende.
Foi pega em flagrante, no salto, com a faca em uma mão e o queijo na outra... ah, eu poderia dizer mil ditados populares. Poderia dizer mil frases e lhe dar mil conselhos que de nada serviriam.
Mas lhe dou apenas meu desdém. Então, minha piedade.
Pessoas como você costumam ser salvas por piedade. Salvas por pena do que se tornaram.
E de você não espero mais nada. Apenas o tédio, o vazio...o imaturo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

arriscar sozinha?

Eis que me encontro aqui. Não escrevendo sobre os repentinos acontecimentos em minha vida, mas sim sobre os antigos sentimentos em minha vida.
Vejamos como uma história bem escrita, por linhas tortas.
Mas, não tenho reumatismo, certo?
Escrevo e faço o que quero. Quer dizer, eu faço as escolhas. Na minha vida, sou livre para fazer a bagunça que quiser.
Então, estou nessa bagunça porque eu quero? De certo modo, sim.
Sempre gostei da bagunça não aparente e da falsa confusão ilustrada em meu rosto. Sempre.
Digo que jamais faltei com a verdade, afinal, tudo é muito momentâneo.
O que pouco acontece, é intenso. O que acontece com frequência, é enjoativo, nauseante.
Sempre tive as escolhas e não me orgulho (embora tenha que assumir que, fazer escolhas é melhor que ser a escolha), apenas me desmotivo.
Agora, as escolhas não são mais minhas e eu me pego em flagrante olhando pro nada, pensando no que fazer e em coisas banais para me ocupar (fichários, sinopses, fotos 3x4, listas, filmes, etc.). Tudo com o objetivo de não ficar pensando em como seria se eu tivesse feito qualquer coisa diferente (embora faria tudo, ou quase tudo igual).
Caso seja necessário, relato com precisão e em português claro o que queria. Mas isto é irrelevante.
Mas bem sei eu que, as coisas estão sempre em constante mudança. Um dia é seu cabelo, outro dia seu rosto. Na outra semana são suas roupas, no mês seguinte seus amigos e por que não, em dois meses, suas relações afetivas? Bem sei eu que relações afetivas são relações afetivas. Algo real é diferente, é bem diferente disso.
Tá faltando a auto-confiança. O medo de tropeçar tem que desaparecer e aquele papo de arriscar tem que ser posto em prática. Afinal, não quero me tornar uma hipócrita. Não é mesmo?


Mas como arriscar sozinha?
itsallbullshit