sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Parte I

Nas últimas semanas venho dedicado certo tempo dos meus dias para fazer algo que sinto um absoluto interesse: observar o comportamento humano.
Na escola, no ponto de ônibus, nas ruas, no trânsito, no trabalho, na volta para a casa, em casa e no mundo virtual.
Dentre centenas de pessoas - entre professores, diretores, motoristas, crianças, adolescentes e idosos -, descobri que todas têm algo em comum, algo que ao longo da vida sacrificamos em prol de algo diferente: a inocência pela tolerância.
Pessoas apressadas e compactadas em suas vidas interessantes demais para olhar ao redor e dizer o que pensam. São pessoas diferentes com um mesmo interesse: felicidade a qualquer custo.
Um único objetivo não resume uma vida, quando concluído. Um mesmo interesse não resume um objetivo a ser realizado a qualquer preço e vontade.
Intensidade não justifica vontade. Necessidade não justifica intensidade. Ansiedade justifica intensidade.
As pessoas são impacientes e isto, meu caro leitor, foi apenas uma das coisas que notei em comum entre elas.