Simplesmente não entendo essa gente. Eu tento, tento, tento mas não entendo.
A moda agora é ser loira e se decidir entre o indie e o hype (ou whatever).
A moda agora é muita coisa ao mesmo tempo mas nada está me agradando, n-a-d-a.
Esse pessoal indeciso entre o caro e o comum, e o inútil e desagradável. Ou qualquer controvérsia que esteja a seus alcances... Não entendo a intenção dessa moda toda.
Conversando com alguém concluí que isso tem nome: "pós-emo" - nada contra pós-punk ou pós-qualquer coisa, é só o pós-emo -. E o tal pós-emo atinge 80% dos emos que um dia foram emos mas que agora dividem-se em 40% new-rave, 15% The Strokes 4ever, 10% indies alternativos, 10% agora são do psy e 5% adoram um bom metal from hell (os 20% restantes continuam emos).
Vale frisar que não me incluo na porcentagem emo nem pós-emo (ainda que meu passado me condene), pois não sou devota do new rave, strokes, superalternatividade, psy e muito menos metal from hell. Estou sossegada com meu Bob Dylan e minha Chan Marshall e até o momento não conheço nenhum emo que goste.
Daí eu continuo não entendendo essas criaturas... Tem menina de 13 anos achando que encontrou o amor de sua vida - uma outra menina.
Tem também os garotos que enchem a cara com uma dose de Contine todo final de semana e os que bebem uma cerveja e jogam sinuca pra pagar de machão.
Sem esquecer as junkies j-rock né (parece até que são mesmo desbocadas), tanta disposição e tanta grana pra gastar com uma marca meia-boca de roupas gringas (como se ninguém soubesse que a disposição toda pro rolê entra por seus narizes).
Talvez o propósito seja esse mesmo, um pular no pescoço do outro e disputar quem é melhor (os critérios de avaliação são roupas, piercings, cor e beleza).
Essa juventude da qual infelizmente faço parte me envergonha. É sério.
Tell me what you're thinking now, don't be shy.
