sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

camomila distrativa

Estou desempregada, no vermelho, dura, fodida e mau paga... E o lado bom da história?
O lado bom é que eu posso dormir até tarde, olhar a chuva da janela, ver filmes às 15h e ir até a padaria comprar pães no final do dia.
Foi em uma dessas idas à padaria que eu senti o cheiro de camomila vindo dos cabelos molhados de uma mulher que passou por mim - o que me deixou profundamente irritada, não gosto desse cheiro de camomila nos cabelos que não sejam dos meus.
No segundo quarteirão passei por rostos conhecidos que fingi não reconhecer e mergulhei em um mar de nostalgia ao ver o logo daquela empresa em que trabalhei durante um ano da minha vida.
Também olhei para o céu e vi que entre as nuvens, o sol insistia em aparecer pelo primeiro minuto dentre horas que passou escondido por culpa da chuva que só fez chover nos últimos dias. Tropecei graças a distração e cheguei à padaria, pedi seis pães, paguei e saí de volta pra casa; um caminho que, repentinamente me fez lembrar de milhares de coisas: de chocolates com gostinho de amor, até o cheiro de camomila que, ao passar pelo mesmo lugar onde minutos mais cedo eu o havia sentido, todo o odor que restara vinha da gasolina de um Monza 85 dando partida para ir embora.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

change to changes

Mu.dar vt. Tomar outra forma; alterar; modificar; pôr em outro lugar; deslocar; desviar; trocar; variar.
Sinto que é um bom momento para mudanças, de todos os tipos. Ciclos se encerram e recomeçam de uma forma completamente diferente do que qualquer um pode esperar... Mas a graça é essa, a timidez do inesperado.
Muitas vezes eu mudei e desmudei e, enjoada do mesmo, mudei novamente.
Tem gente que me conheceu de um jeito e disse adeus, pra sempre afinal, eu mudei e definitivamente não sou a mesma.
Com o tempo você aprende a ver as coisas de uma outra perspectiva e espera tanto que às vezes já não sabe se quer esperar, continuar, parar ou apenas ficar.
O interessante de todas essas mudanças são as pessoas e paisagens que circulam por nossas vidas como uma figura única da qual jamais vamos nos esquecer.
Hoje sou ruiva, tatuada, faço Moda e leio Bukowski e livros de cinema nas horas vagas. Gosto de coisas inusitadas e ofereço uma carona no guarda-chuva para estranhos sem nada nos braços, quando está chovendo. Ouço New Order, Smiths, Cure... Tudo tem seu momento - embora esteja apaixonada pelo novo trabalho do 30 Seconds To Mars.
Continuo odiando filmes nacionais e admirando aquelas produções européias sem sentido algum - algumas coisas não mudam mesmo.
Tenho um amor, uma segunda família e fiz amigos sinceros - alguns de momento, outros para a vida inteira. Ainda tenho uma cadelinha chamada Fadinha, e minha coleção de Melissas só faz aumentar.
Todo esse glamour não me interessa muito... Na verdade tenho planos futuros que tem 80% de chances de darem certo e fazer muita gente engolir a língua.
Mudei conceitos, opiniões e meu jeito de falar e me expressar.
Blábláblá, essa sou eu que provavelmente vai mudar daqui um tempo mas, a essencia é sempre a mesma, e isso, só quem conheceu sabe do seu valor.

Tanto faz, é como dizem, todo tipo de mudança é positiva, seja ela boa ou ruim.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

assistindo de camarote

Nos últimos dias eu estive bem inspirada pra escrever sobre dezenas de coisas que aconteceram e me deixaram com vontade de fazê-lo.
Uma delas é a hipocrisia de um bando de pastores que prega a boa conduta sobre uma determinada coisa, mas cai em contradição em outra.
Pra quê usar roupas e tênis de marca, por exemplo, por puro modismo, quando se defende toda a política do simples e livre de exploração? Caso ninguém saiba (o que eu acho difícil), existe uma exploração bem grande tratando-se de marcas globalizadas e caras - e a exploração nem precisa ser animal pra que exista.
Todo esse policiamento se resume em uma festinha para amigos onde não existem convidados além dos que a frequentam por mais de meses/anos, que propõe músicas que tratam das mesmas coisas de sempre. Mas a questão é: pra quê diabos fazer músicas e cantá-las como um hino, se tudo cai por terra quando, no dia-a-dia a colaboração pra máquina funcionar é mútua? Cada um participa do sistema porque precisa dele, e a negação desse fato é cantada e exposta da forma mais crua e patética que eu jamais imaginei ver.
Sou fã do faça você mesmo, quando ele realmente acontece... E não falo de hinos tampouco de militância. Falo da vida real que cada um leva fora dessa merda toda, e é nessas horas que eu entendo quem não faz parte disso.
Como expectadora, infelizmente, é só isso que eu tenho assistido - o que contribui pra minha crença de que cada um deve ter sua própria conduta, tal que, deve ser consequência do livre arbítrio que o ser humano possui, e parar com hábitos ruins por decisão própria, pra ser uma pessoa melhor e permanentemente; não por amigos, pra impressionar e passar a imagem de algo que não é, temporariamente.

Tudo tem sua exceção, e por mais que existam pessoas motivadas de verdade, a bandeira se queima por conta da falsa moral de alguns.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

trabalhador brasileiro

Juro que queria escrever muito aqui e usufruir um pouquinho desse cérebro que eu tenho mas, outras coisas devem ser priorizadas.
Um breve resumo? Ok.
- O ano de 2009 terminou muito bem, obrigada - a vida sempre é um aprendizado e cada ano que ganhamos serve de lição para o próximo que está por vir, é um ciclo vicioso, não tem jeito -; 2010 começou ao lado do meu amor mais uma vez, ou seja, começou muito bem - faculdade, emprego melhor que gera salário melhor... Também faz parte do ciclo vicioso de alguns seres humanos e infelizmente, estou incluída nessa classe desfavorecida da sociedade.
Meus planos para 2010 são meus, a promessa do blog é tentar escrever com mais frequencia e deixar de lado essa desculpa de não ter tempo e consequentemente ler mais também.
Mas vamo lá... Que o ano já começou e eu bem queria ter uma vida boa e curtir as férias de janeiro, mas eu me fodi e acordo cedo amanhã.