segunda-feira, 30 de março de 2009

bad day

Tosse. Tontura. Falta de ar. Calafrios.
O cansaço e a indisposição transformam a paciência em resistência.
Descaso.
Desistência.
Tanto faz, às 16h da tarde.
Às 19h tudo piora. Sempre piora.
O andar devagar dispensa diagnósticos. Resolver ir de ônibus talvez fosse a melhor opção.
Foda-se. Quem liga pras opções? Até pegaria um táxi.
Mas não. Não é necessário.
Chegada. Espera. Febre.
Treze pacientes na espera e dois incompetentes no atendimento.
Os olhos lacrimejam sem querer água fervente.
Frente ao cérebro que quase explode a cada sopro contraditório, tossir é desconcertante.
Mais espera.
(...)
Um dia me chamam.
(...)
Tylenol. Desligo o aparelho de inalação, coisa inútil. Só faz barulho irritante.
(...)
Tira a chapa. Entrega o Raio-X ao "Doutor".
- Os piercings não saem mesmo.
- Tá.
(...)
- Acho que você tem bronquite...
- Você ACHA que tenho bronquite, ou eu realmente TENHO bronquite?
- É, você tem bronquite.
(...)
Três remédios que de nada servirão.
Indignação.
Dez da noite e o ônibus não passa.
Segunda-feira.

sexta-feira, 27 de março de 2009

válvula de escape

Hoje fiquei irritada na aula de Matemática.
Devo ter escrito três páginas de versos estagnados em minha própria loucura.
Acontece que me irrita o fato de velhas fracassadas darem aula em escolas onde ninguém cobra nada de ninguém, então ninguém faz absolutamente nada e engole o que lhes ordenam.
Velhas chatas que estão ali pra cumprir um horário escolar, como se estivessem a passeio e todos ali fossem micro-bactérias incondicionais e imorais seres desprovidos de massa cinzenta.
Hoje me desencantei com os numerais e me encantei mais com a poesia, a literatura, o falado, o audível e ensurdecedor. Me perdi em devaneios ao olhar uma folha de jornal bailar no ar e me desconcentrei com o reflexo da janela.
Mais do que nunca não sei o que quero pro meu futuro - além de uma família? -, mas sei o que não quero. Sei que teto de vidro não me agrada, usuários de máscaras não me agradam e defensores de falsa-imagem me agradam menos ainda.
Patética dialética falida. Niguém entende nada. Tudo é em vão.
Hoje declaro-me mais do que nunca, eterna defensora das palavras e suas incríveis possibilidades. Minha válvula de escape para todos os momentos da minha vida - minha e de milhares de pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

and you'll find

Muitas coisas acontecem por aqui.
Alguma coisa acontece no meu coração exatamente quando o abraço se conclui e um beijo começa. Interminável dependente de nós dois. Posso sentir a kilômetros de distância.
Amor é uma face sorrindo e dois corações batendo juntos, acelerando juntos, amando juntos; na mesma sintonia. Amor é a falta de fôlego por um simples respirar no ouvido e o bem querer de um conto de fadas de quem ama demais e quer ver e sentir seu bem querer, estar melhor do que qualquer outro em todo o planeta.
Quando amamos temos essa certeza e descobrimos a diferença de amar e se apaixonar por alguém. É bem simples: quando amamos, nos apaixonamos com a mesma intensidade a cada olhar e carinho, como se fosse o primeiro - ainda que se passem meses e você diz ser eterno com a mesma convicção que disse "sim" como resposta aquele pedido.
Amar é sentir no outro as alegrias e tristezas e sentir que pode e sempre vai fazer tudo mudar pra melhor. Amar é enxergar com seus próprios olhos o que ninguém jamais conseguiu ver e fazer o outro crer que todo esse sentimento é verdadeiro, mesmo quando os dois já estavam cansados demais pra continuar a acreditar em algo que jamais lhes pareceu real - uma vez que (in)completos por outros corações.
Amar e ter a recíproca é inexplicavelmente significante. Faz com que tudo tenha sentido e seja mais bonito. Faz a felicidade transbordar por boca, olhos e coração.
Frente a isso sou incapaz de traduzir qualquer mera explicação do que seja o amor, em palavras meramente inteligíveis. Apenas sinto enquanto o presente me permite.
Sinto e amo.

"Você, meu motivo pra sorrir/caminho certo pra seguir/saibas que é só teu, o meu verdadeiro amor"

terça-feira, 24 de março de 2009

what again

Não vou saber dizer o que há. Eu não vou poder jamais explicar.
Dias que pensei ter respostas para tudo, fingindo ser forte, e negar que eu nem sei se eu quero saber se amanhã vai ser igual, porque me assusta tanto não ter histórias pra te ouvir contar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

tudo misturado

As vezes algumas coisas se contradizem e se perdem no ar como se nada tivesse importância, ou não fosse tão corriqueiro a ponto de nos fazer deixar pra lá.
Deixar pra lá cansa menos.
Agora a pouco por exemplo, me disseram que só sei escrever quando estou decepcionada com algum fato passado, presente ou com alguma possível consequência. Não sei se é verdade, mas me fez pensar um pouco.
Acho que também sei dar valor as coisas belas da vida. Eu tento com honestidade.
Honestidade é coisa rara. Tão rara quanto um sorriso humilde e um abraço sincero. Mas, bem como a honestidade, a sinceridade e a humildade não estão nos olhos de quem vê, mas sim no coração de quem sente e na cabeça de quem pensa.
"Algumas pessoas tem a mania de confundir 'boa' com 'boba' ", li a alguns dias atrás e me acabei. Algumas pessoas ainda pensam que "a moda é o cérebro por fora". Pensamento primitivo é uma coisa em estado bruto - mas não pode ser comparado a um diamante em estado bruto ou a qualquer outra coisa, é somente um pensamento atrasado.
Sempre gostei de gente que valorizasse as coisas simples da vida. Eis que hoje estava conversando com uma colega de trabalho e meus olhos cintilaram quando ela começou a falar sobre as coisas simples da vida que admira, com a maior honestidade visível a olhos mortais. Aquilo mudou algumas coisas em mim, mesmo.
Hoje vi que a esperança não deve morrer nunca. Existem pessoas boas; honestas, sinceras e humildes, por aí. A todo momento um sorriso se perde no ar, um abraço se confunde no tempo e a integridade se mostra ativa.
As coisas simples da vida são as mais valiosas.
Existe uma tênue diferença entre gente de verdade e gente de mentira. Quem é de verdade sabe quem é de mentira e por aí vai.
A esperança não morre, não morre.
Felicidade existe e está presente na nossa vida a todo o momento. Felicidade é consequência de generosidade, respeito, educação, igualdade; simplicidade. A vida é um eco.
Quando não estou bem, costumo escrever negativamente e meio mundo elogia; quando estou bem, escrevo igual todo mundo. O presente é uma coisa engraçada demais, brinca com a gente e nos faz escrever sobre o nosso estado de espírito, transmitindo coisas boas ou ruins.
Vai ver devo olhar pra frente e parar de me preocupar com o que não me diz respeito. Vai ver é por isso que me incomodo tanto com as pessoas, porque me preocupo demais com elas.
Aprendi com os erros de alguém e tenho como exemplo a maneira que lida com os problemas e situações.
Com os livros é quase a mesma coisa... Me transporto para a Turquia, Alemanha, Londres ou Minas Gerais. Conheço o mundo em duzentas páginas.
Minha vida é meio bagunçada assim mesmo. As coisas se confundem, se perdem por aí e eu ainda gosto.
Amo todos os meus problemas e consigo rir de mim mesma. Ou não, ou sim.
Nunca sei o que quero mas gosto da minha indecisão.
Nunca me importei muito com a visão alheia sobre algumas coisas, mas sempre me deixei levar por atitudes que dizem mais que um milhão de palavras.
Sabe, eu gosto bastante de Fanta Uva, bastante mesmo; gosto do docinho do suco artificial e do sono que me dá. Gosto dos sinos da igreja badalando ao meio dia e da luz verde neon que cintila debaixo da árvore daquele restaurante aqui na avenida, de noite. Gosto de diamantes desenhados na pele e de ursos panda protagonistas de filme da Sessão da Tarde, em uma quinta feira.
Gosto de algumas coisas singelas que fazem toda a diferença. Gosto quando alguém percebe isso e mim e torna realidade meus pensamentos sobre qualquer coisa.
Sei gostar de algumas coisas boas como sei odiar outras - a diferença é que as palavras fluem com mais facilidade quando falo de coisas ruins -, mas não é por isso que sou tudo aquilo negativo, rancoroso, maldoso. Sou um mix contemporâneo de bossa nova e rock'n roll, como diria Cazuza.
Sou um monte de coisas e nada, tudo ao mesmo tempo.
Ainda que seja toda essa confusão, ainda tenho meus valores... Minha própria definição de variação indefinida. Ainda tenho um cérebro, um coração e tarefas a cumprir.
Muitas vezes o que lemos é reflexo do que precisamos. Por isso temos sono ao ler um livro de filosofia e nos empolgamos com um livro de ficção sobre vampiros. Somos o que pensamos ser.
Penso que sou uma mistura louca de muitas coisas e acredito que um dia essas coisas vão se organizar e eu vou poder olhar pra trás e concluir: valeu a pena.

FREEDOM

quarta-feira, 18 de março de 2009

- como a mantícora aprendeu a voar

(e estive preso no espelho por tanto tempo que nem sei bem, e
mais cem anos, seis meses, três dias, tudo bem... tanto faz).

Aprendi a amar teu sorriso como se aprende a amar quem sempre diz que no final todos tem a justiça e o sentido, e todos são amigos.
Quem diria “eu amigo”... Quem diria... Eu sei...
Vou voar agora que me destes asas.
Devoro exércitos, devoro exércitos. Canto para os pássaros, corro nos desertos, nem a vontade de mil conselhos pode me deter.
Devoro exércitos, devoro exércitos. O sangue negro feito petróleo da boca escorre e me deixa mais forte. Nem São Jorge irá te proteger.
Vou chegar as crateras da lua e me tornar um deus.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Liberdade Criativa?
País louco.

sexta-feira, 13 de março de 2009

-

Eu percebi tenho existido; isso não basta, agora eu quero viver.
Apenas respirar sobre a pressão posta por falsos... Não quero isso pra mim, não da mais pra aguentar a babilônia liderada pelo mal.
Correr atrás do vento não é pra mim.

"VAIDADE É MISÉRIA, POIS DA TERRA NADA SE LEVA. O SENTIMENTO VALE MAIS QUE A MATÉRIA, AO PASSO QUE O MATERIALISTA REALIZADO SENTE A FELICIDADE. ENTÃO, QUAL O LIMITE DO SENTIMENTO? QUAl O LIMITE DO RACIONAL?"

Porque tem que ser sempre assim, ir mas voltar.
Essa é minha forma... Minhas escolhas.

Correr atrás!

Life To Live - Hastes

terça-feira, 10 de março de 2009

holden?

- Êi, Sally - falei.
- O que é? - ela perguntou. Estava olhando para uma garota do outro lado da sala.
- Você já se sentiu alguma vez cheia de tudo? - perguntei. - Quer dizer, você alguma vez na vida já ficou com medo de que tudo vai dar errado, a menos que você faça alguma coisa? Quer dizer, você gosta do colégio e desse negócio todo?
- É uma chatura.
- Quer dizer, você detesta o colégio? Sei que é uma chatura, mas estou perguntando se você detesta mesmo.
- Bem, detestar mesmo, não detesto. Você vive sempre...
- Bom, eu odeio a escola. Poxa, como detesto o troço - falei. - E não é só isso. É tudo. Detesto viver em Nova York e tudo. Táxis, ônibus da Avenida Madison, com os motoristas gritando sempre para a gente sair pela porta de trás, e ser apresentado a uns cretinos que chamam os Lunts de anjos, e subir e descer em elevadores quando a gente só quer sair, e os sujeitos ajustando as roupas da gente nas lojas, e as pessoas sempre...
- Não grita, por favor - Sally falou. O que era muito engraçado, porque eu nem estava gritando.
- Os carros, por exemplo - eu disse. E falei numa voz muito calma. - A maioria das pessoas são todas malucas por carros. Ficam preocupadas com um arranhãozinho neles, e estão sempre falando de quantos quilômetros fazem com um litro de gasolina e, mal acabam de comprar um carro novo, já estão pensando em trocar por outro mais novo ainda. Eu não gosto nem de carros velhos. Quer dizer, nem me interesso por eles. Eu preferia ter uma droga dum cavalo. Pelo menos o cavalo é humano, poxa. Pelo menos, o cavalo você pode...
- Não sei nem de que é que você está falando. Você pula de uma coisa...
- Sabe de um troço? - perguntei. - Só estou agora aqui em Nova York por tua causa. Se você não estivesse por aqui, eu provavelmente estaria numa porcaria dum lugar qualquer, lá pro fim do mundo. No mato ou em qualquer outra droga de lugar. Praticamente só estou aqui por tua causa.
- Você é um amor - ela disse. Mas via-se que ela estava querendo que eu mudasse de assunto.


O Apanhador No Campo de Centeio

segunda-feira, 9 de março de 2009

bleh

Cuspir no prato que comeu é uma coisa esquisita. Por isso que eu não minto nem omito meu passado.
Tudo aquilo que ouvi e cantei faz parte do que sou hoje... É bem por aí. Cuspir no prato que comi não é do meu feitio.
A gente percebe quando não é sincero e, o sincero do não-sincero é notável.
Tipo "quem é de verdade sabe quem é de mentira", ou sei lá.
Assumo o que fui e o que gosto. Gosto mesmo, com o maior orgulho.
Pra cada um tem um significado e pra mim é talvez um dos mais importantes.
Fale o que quiser, pense o que bem entender e faça cara feia quantas vezes tiver vontade. É assim, sou assim - e se pudesse escolher, seria exatamente como sou (talvez um composto de versos que fazem sentido pra quem gosta).
Repito: sinto orgulho, orgulho!


"Ah, tenta não ligar pra essa gente chata e sem graça.
São tolos demais
esses mortos, cegos e adultos.

Ah, deixa isso pra lá, que esse mundo é todo errado."

sábado, 7 de março de 2009

Fraqueza

É incrível como um texto pode acabar com o meu humor e a minha paciência. Uma droga de um texto escrito por alguém em algum canto da Terra. Isso acaba com meu dia, de verdade.
Gente pobre de espírito e cérebro, alegando ter uma alma pra lavar. Alma? Que alma? A vitalidade dessa gente toda vem lá do bolso dos pais.
Não sei o que acontece mas é assim, acontece. Me decepciono facilmente. Meia dúzia de palavras são mais do que suficientes pra uma simples compreensão da presente situação.
Talvez seja em vão. Talvez o texto tenha sido em vão.
Espero que os fantasmas do passado não assombrem mais ninguém por aqui ou por ali. Na verdade eu espero que alguém um dia te olhe nos olhos e veja que seus castelos são de areia, daqueles que desmancham com a primeira onda e se misturam com tantos outros castelos idiotas.
Felizmente ainda me resta a percepção dos fatos - que eu muitas vezes desejei não ter - e minha própria definição de bom ou mal, correto ou atrevido - verdades impostas por alguém sempre são chatas. Felizmente ou infelizmente.
Me resta também o que sou, hoje.
Sempre acredito no que leio, e embora tenha acabado com meu humor, nao acreditei no que li hoje.
Gente fraca me enoja.
Gente pobre de espírito me provoca nojo, me prova o quão diferente as coisas são e desperta o pior sentimento a se sentir por alguém: pena.



A mudança vem de cada um e a tendência é que a pessoa podre que cada um tem sido, continue sendo podre - a menos que cada um comece a olhar pro próprio umbigo antes de declarar verdades ao mundo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

bloguxospot?

Se existe uma coisa engraçada, é ver todas as meninas de 14 anos com um blogspot cor de rosa e lilás. As cores e as confissões pré-adolescentes. Ah, o blogspot pré-adolescente.
Ok. Escrevo sobre qualquer coisa não-interessante aqui - o primeiro passo é assumir a ignorância, não? - , mas esses blogs alheios me parecem um tanto quanto bizarros divertidos.
A começar pela concordância e terminar pelas confissões do tipo: "Sabe, eu queria mesmo que as coisas fossem pros seus lugares mais a gente nao pode manda no coraçao, sabe? Agente se decepsiona dimais com as pessoas e elas provao que so tem cabeça pra penssar em coisas de futilidade..."
Levando em consideração que a maioria está na oitava série... Ah, não. Mentira.
Infelizmente me deparo com bloguxos de gente grande o tempo todo. É verdade.
Então, eu paro e penso: Oras, se eu até falei com um dos maiores corruptos de Brasília no telefone - emprego maldito - por quê não parar pra ler essas coisas? Resposta: razões óbvias.

Um dia invento um Gossip Girl brasileiro... Com as novidades quentíssimas vindas direto das Escolas Estaduais do Estado de São Paulo - com muito orgulho.
Vai ferver no mundo bloguxístico, juro muito.

Ps.: Apenas detalho a parte em que ele se apresentou "Meu nome é xxxxxx xxxxxxxxx, não-sei-o-que-lá da Câmara Federal, de Brasília, pois não?" e em seguida a parte que saiu um balãozinho da minha cabeça, tipo: "E DAÍ?"
Ps.²: O littlebitclementine vai criar teias de aranha, nos próximos dias - não que eu me importe com isso.

au revoir

segunda-feira, 2 de março de 2009

pft

Cara, eu tô cansada demais pra escrever ou sequer reclamar de alguma coisa.

dorme

Preciso acordar daqui 4h27 e cá estou insone, ouvindo Bob Marley e vendo meu cachorro dormir.

domingo, 1 de março de 2009


Mimimi.

Passou

Defina seu sábado: it sucks.

1º Menina de Ouro
2º Kong Fu Panda
3º overdose de Friends

Conclusão: nunca mais passo o sábado em casa.
Tudo passa, até uva passa.

Espectativa para o domingo: menos pior.
Espectativa para a segunda feira: escola nova, de volta ao trabalho.
Não é fácil, não.