Então o inverno está mesmo no fim.
Entre algumas músicas dos Stones me vem a vontade de escrever. Vai ver eu devia seguir os conselhos de alguns amigos e escrever mais.
Eu sempre fico pensando nos nomes das cores de esmalte.
Absinto, Picolé, Záz, Fitilho, Hippie Chic, Jasmim.
Absinto, Picolé, Záz, Fitilho, Hippie Chic, Jasmim.
Alguém tem que inventar esses nomes. Alguém é pago pra isso.Vai ver é por isso sou um pouquinho Clementine.
Mas o que os Stones tem haver com isso? Nada, jovem. Os Stones não tem nada a ver com as cores dos esmaltes ou quem diabos os inventa.
Muitas coisas não fazem sentido. O ferrugem, a prática, a insistência, a perfeição e a bobagem disso tudo; mas ultimamente o que tem me prendido a atenção são os detalhes mesmo.
Vai ver é a ausência de emoção, ou coisa parecida.
O que resta mesmo é se atentar a cada pequeno detalhe e cada nome de esmalte que se destaca, em meio a tantos outros iguais.
O nome do esmalte interessa, tanto quanto não deixar a tampa da acetona aberta.
Porque ela evapora, e sem ela colega, não dá pra tirar qualquer cor insuportável da sua vida.
E de metáforas estúpidas a gente vai vivendo e vai levando.
