sábado, 10 de setembro de 2011

no satisfaction

Então o inverno está mesmo no fim.
Entre algumas músicas dos Stones me vem a vontade de escrever. Vai ver eu devia seguir os conselhos de alguns amigos e escrever mais.
Eu sempre fico pensando nos nomes das cores de esmalte.
Absinto, Picolé, Záz, Fitilho, Hippie Chic, Jasmim.
Alguém tem que inventar esses nomes. Alguém é pago pra isso.Vai ver é por isso sou um pouquinho Clementine.
Mas o que os Stones tem haver com isso? Nada, jovem. Os Stones não tem nada a ver com as cores dos esmaltes ou quem diabos os inventa.
Muitas coisas não fazem sentido. O ferrugem, a prática, a insistência, a perfeição e a bobagem disso tudo; mas ultimamente o que tem me prendido a atenção são os detalhes mesmo.
Vai ver é a ausência de emoção, ou coisa parecida.
O que resta mesmo é se atentar a cada pequeno detalhe e cada nome de esmalte que se destaca, em meio a tantos outros iguais.
O nome do esmalte interessa, tanto quanto não deixar a tampa da acetona aberta.
Porque ela evapora, e sem ela colega, não dá pra tirar qualquer cor insuportável da sua vida.
E de metáforas estúpidas a gente vai vivendo e vai levando.