terça-feira, 8 de abril de 2008

arriscar sozinha?

Eis que me encontro aqui. Não escrevendo sobre os repentinos acontecimentos em minha vida, mas sim sobre os antigos sentimentos em minha vida.
Vejamos como uma história bem escrita, por linhas tortas.
Mas, não tenho reumatismo, certo?
Escrevo e faço o que quero. Quer dizer, eu faço as escolhas. Na minha vida, sou livre para fazer a bagunça que quiser.
Então, estou nessa bagunça porque eu quero? De certo modo, sim.
Sempre gostei da bagunça não aparente e da falsa confusão ilustrada em meu rosto. Sempre.
Digo que jamais faltei com a verdade, afinal, tudo é muito momentâneo.
O que pouco acontece, é intenso. O que acontece com frequência, é enjoativo, nauseante.
Sempre tive as escolhas e não me orgulho (embora tenha que assumir que, fazer escolhas é melhor que ser a escolha), apenas me desmotivo.
Agora, as escolhas não são mais minhas e eu me pego em flagrante olhando pro nada, pensando no que fazer e em coisas banais para me ocupar (fichários, sinopses, fotos 3x4, listas, filmes, etc.). Tudo com o objetivo de não ficar pensando em como seria se eu tivesse feito qualquer coisa diferente (embora faria tudo, ou quase tudo igual).
Caso seja necessário, relato com precisão e em português claro o que queria. Mas isto é irrelevante.
Mas bem sei eu que, as coisas estão sempre em constante mudança. Um dia é seu cabelo, outro dia seu rosto. Na outra semana são suas roupas, no mês seguinte seus amigos e por que não, em dois meses, suas relações afetivas? Bem sei eu que relações afetivas são relações afetivas. Algo real é diferente, é bem diferente disso.
Tá faltando a auto-confiança. O medo de tropeçar tem que desaparecer e aquele papo de arriscar tem que ser posto em prática. Afinal, não quero me tornar uma hipócrita. Não é mesmo?


Mas como arriscar sozinha?
itsallbullshit