quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dezessete

Pois é, sou obrigada a concordar que parece que foi ontem que estavam me dando uma festa surpresa e eu super feliz por fazer dezesseis anos.
Eis que o dia 8 de Outubro até já se foi e estou aqui, com dezessete anos nas costas (vamos fingir que é um peso incomparável e inconfundível de quem tem dezessete anos).
Os dias passam rápido demais, os meses passam rápido demais e quando percebo, mais um ano se passou e frente à isso, de mãos atadas, não posso fazer absolutamente nada. Apenas assistir.
É como diz aquela propaganda de um tal veículo aí: "O tempo é igual para todos, o que importa é o que você faz com ele", e veja então uma das grandes verdades.
Todos nós temos o poder de decidir o que vamos fazer com nosso tempo. São nossas únicas e exclusivas escolhas, podendo assim, optar por ocupar o tempo com algo que nos agrade, ou enganar todos à nossa volta fingindo que somos ocupados o suficiente para que não sobre tempo vago quando na verdade, não sabemos o que fazer com tanto tempo e acabamos por fazer tudo ao mesmo tempo.
O tempo é igual para todos. Os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses e os anos são únicos e imutáveis. Torná-los inesquecíveis ou indiferentes depende única e exclusivamente de nós.
O meu tempo? Mal vi dois mil e sete acabar, mal vi dois mil e oito passar e cá estou novamente, falando sobre minha velhice precoce e já sentindo falta do que está por vir.

Dezessete, agora faltam 364 dias e logo menos estou aqui novamente, contando sobre como será ter dezoito anos em dois mil e nove... ah, os dezoito.