sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

importância altamente opcional

Basta ocupar-me por três dias consecutivos pra me desligar disto tudo aqui.
Tenho andado tão confusa que ninguém pode ousar querer saber me entender.
A vontade e voracidade com que as palavras saem em alguns momentos já não são tão satisfatórias como antes. Aprendi que as vezes as palavras são em vão, bem como outras raras vezes não são.
Você fala "respeito" mas não pode entender: eu seria qualquer coisa, mas não seria você.
Cansei de procurar respostas e me sentir uma idiota. Cansei de ficar cansada.

Você anda sozinho, ouve música e fuma um cigarro depois de um dia longo e cansativo do qual andou por ruas desconhecidas e vagões imoralmente pixados. Você só precisa de um tempo para você. Para você e ninguém mais.
Então você descobre que tudo tem seu momento, inclusive o precioso momento em que você pára e usufrui da sua própria companhia e depois de tudo isso, toma chuva por deslize, só para lavar a alma.
S o u A l g u é m.
Com pensamentos, ideias, críticas, sentimentos e ações compreensíveis.
Não sou do tipo "pé na porta e soco na cara" 24h do meu dia como me disseram. Não sou.
S o u A l g u é m.
Mesmo que desapareça e reapareça algumas semanas depois.
Continuo a mesma garota que um dia amou tanto.
Devo estar mesmo sob influência de um dos meus maiores orgulhos. Encher os pulmões e cantar alto; caminhar na chuva de propósito ou por deslize ou até mesmo olhar as luzes dos carros passarem tão devagar quanto imaginar.
Devo estar sob influência do concreto, da correria, do barulho.

Então cuida dos teus que a noite vem, vou cuidar dos meus.