sábado, 14 de fevereiro de 2009

Interiormente Falando

A parte que eu falo que gosto do silêncio? Sim, bastante.
Gosto do silêncio pra escrever, principalmente. Talvez eu já tenha dito aqui que tenho mil coisas vagando pela mente enquanto as outras mil coisas se esvaem, saem por aí, sem dono ou objetivo, até que o primeiro perdido as encontre e faça bom proveito.
Eu gosto mesmo do silêncio, da paz que ele passa.
Não gosto do escuro, tenho medo de escuro. Escuro sozinha, é claro.
Silêncio passa impressão de quietude, simplicidade. Simplicidade sem aquela baboseira de quem fala mais ou quem tem mais histórias para contar.
Escuro passa impressão de solidão, cumplicidade. Cumplicidade entre você, o escuro e a sua mente.
Eu nunca falei sobre a confusão toda e a cumplicidade após, entre a minha mente e o meu escuro. Meu escuro que ninguém conhece tão bem quanto eu.
Escuro pessoal. Escuro pessoal que todo mundo tem. Inclusive você, o deputado e o gari.
Uma Brahma. Duas, três, quatro. O copo nunca está vazio com elas. O assunto nunca acaba e com um olhar a gente se entende e dá risada por dentro.
Ah, as risadas interiores tão comuns e presentes feito o ar, nas nossas conversas de bar.
Me deixa insatisfeita um cara ouvindo Iggy Pop vir puxar assunto no Messenger porque me viu no bar e me achou bonitinha desde a última vez. Isso me deixa insatisfeita. Quase como naquela música do Cachorro Grande "Insatisfeito eu fico, insatisfeito eu vivo, eu sou impaciente. O que eu vou fazer?"
Hoje ouvi Adriana Calcanhoto - aquela música do Buchecha sem Claudinho. Não gostei do que ouvi. Ouvi também The Strokes. Comum.
Hoje vimos um prototipo do Axl Rose. Rimos.
Certas coisas não mudam, não é mesmo? A vida é dele, se pra ele fez sentido... Não me resta o que fazer.
Andei, andei, andei e voltei para o mesmo lugar.
São coisas tão patéticas e poéticas que se confundem meio a tanta indiscrição. Soberbo frente a tanta igualdade.
Voltando aos escuros e aos silêncios interiores... Bom, esqueci o que ia dizer. Acho que não era importante.


A cria que se crie, a dona que se dane
Os insetos interiores proliferam-se assim
Na morte e na merda
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago
Uma sensação de...
... o quê mesmo que se passa?
Um certo estado de conformação conformado.