segunda-feira, 17 de agosto de 2009

i'm still alive

Acordei no sábado feliz demais pra ver o dia ser jogado fora - aquele beijo de bom dia e o carinho no rosto carimbaram o início de um ótimo final de semana.
O relógio marcava 08h05 e a minha mente já estava a mil. O que fazer? O que decidir? O que eu realmente queria pra mim? Foi exatamente aí que eu decidi que trabalhar em loja fashionista pra pessoas megalomaníacas, definitivamente não era pra mim - não entendi ainda a razão de ter insistido, trabalho é uma coisa séria e tenho sérios problemas com chefes: ou eles são humanos, ou não; e dona da loja não era lá tão humana assim -, e que eu estava me demitindo de toda essa bobagem.
A retórica era verdadeira, aquele não era o meu mundo. Gosto de gente humilde que admite os próprios erros, que não passa por cima de ninguém por dinheiro e não abusa da pouca autoridade que lhe é designada. Gosto de pessoas simples e inteligentes o suficiente pra que façam suas próprias escolhas, que não são escravas do espelho e da moda.
Aquele não era o meu mundo e, por isso, nesse sábado ensolarado, enquanto um alguém brincava com meus cabelos, simplesmente me dizia que enquanto tivéssemos escolhas, poderíamos escolher.
A minha escolha no momento não é fazer tudo o que quero, mas sim não fazer tudo o que não quero. Respeitar o próximo, amar e ser feliz; ser livre pra escolher.

Por que não tirar mais um cochilo? A manhã estava linda e tudo o que mais me importava estava bem ali do meu lado.
O sábado foi ótimo.