Tudo muda, fato.
É estranho ler e reler coisas que escrevi em 2007, parece que uma eternidade inteira se passou e muita coisa aconteceu.
Tá certo, muita coisa aconteceu mesmo... Nada previsto.
Há cinco anos atrás, eu ficava imaginando como seria a minha vida neste período... E não imaginei nada disso que aconteceu; não imaginei que ia trabalhar durante um ano inteiro em uma empresa megalomaníaca, tampouco que encontraria amigas de verdade nesta empresa e sair dela antes dos dezoito; não passou pela minha cabeça que encontraria o amor da minha vida tão cedo, muito menos que veria valores sendo fragmentados pela própria família, da maneira que vi. Citar tudo é bobagem, quem sabe um dia eu não escreva um livro?
A verdade é que a gente sempre faz planos pro futuro sem ter certeza dele e, sempre que faz planos, acontece tudo diferente do planejado. Um amigo me disse uma vez que a solução era não fazer planos e se jogar nas oportunidades, sem plano B, já que o mesmo acontecia com ele e sempre se decepcionou com o resultado - ele só se esqueceu que o conselho estava sendo direcionado pra mim e, querendo ou não, isso muda uma série de fatores possíveis e impossíveis.
A desvantagem de não trabalhar é exatamente essa: ficar horas pensando no passado e misturando os fatos e probabilidades. Minha avó dizia que cabeça vazia era oficina do diabo, vai ver isso é verdade mesmo, e cada vez que ficamos desocupados, com a companhia do ócio, descobrimos coisas demais sobre nós mesmos antes do tempo.
Não que ficar desocupada só traga desvantagem, afinal, quem mais veria o pôr-do-sol do centro da cidade, em plena segunda-feira, daqui do terceiro andar, a não ser eu? Quem veria sessão da tarde em uma quarta-feira e ouviria os CD's preferidos a toda altura, em um dia chuvoso de inverno, a não ser eu? Depois de tudo o que aconteceu, no meu caso, estes são privilégios do seguro-desemprego apenas... Mas não posso discordar: descansar depois de todo esse tempo é recompensador.
Não pensei em um plano B, fiz um pacto com a felicidade.
Também não estou de mãos atadas, tampouco vencida pelo cansaço. Tenho chances e momentos certos e aproveitá-los é tudo o que posso fazer no momento.
É estranho ler e reler coisas que escrevi em 2007, parece que uma eternidade inteira se passou e muita coisa aconteceu.
Tá certo, muita coisa aconteceu mesmo... Nada previsto.
Há cinco anos atrás, eu ficava imaginando como seria a minha vida neste período... E não imaginei nada disso que aconteceu; não imaginei que ia trabalhar durante um ano inteiro em uma empresa megalomaníaca, tampouco que encontraria amigas de verdade nesta empresa e sair dela antes dos dezoito; não passou pela minha cabeça que encontraria o amor da minha vida tão cedo, muito menos que veria valores sendo fragmentados pela própria família, da maneira que vi. Citar tudo é bobagem, quem sabe um dia eu não escreva um livro?
A verdade é que a gente sempre faz planos pro futuro sem ter certeza dele e, sempre que faz planos, acontece tudo diferente do planejado. Um amigo me disse uma vez que a solução era não fazer planos e se jogar nas oportunidades, sem plano B, já que o mesmo acontecia com ele e sempre se decepcionou com o resultado - ele só se esqueceu que o conselho estava sendo direcionado pra mim e, querendo ou não, isso muda uma série de fatores possíveis e impossíveis.
A desvantagem de não trabalhar é exatamente essa: ficar horas pensando no passado e misturando os fatos e probabilidades. Minha avó dizia que cabeça vazia era oficina do diabo, vai ver isso é verdade mesmo, e cada vez que ficamos desocupados, com a companhia do ócio, descobrimos coisas demais sobre nós mesmos antes do tempo.
Não que ficar desocupada só traga desvantagem, afinal, quem mais veria o pôr-do-sol do centro da cidade, em plena segunda-feira, daqui do terceiro andar, a não ser eu? Quem veria sessão da tarde em uma quarta-feira e ouviria os CD's preferidos a toda altura, em um dia chuvoso de inverno, a não ser eu? Depois de tudo o que aconteceu, no meu caso, estes são privilégios do seguro-desemprego apenas... Mas não posso discordar: descansar depois de todo esse tempo é recompensador.
Não pensei em um plano B, fiz um pacto com a felicidade.
Também não estou de mãos atadas, tampouco vencida pelo cansaço. Tenho chances e momentos certos e aproveitá-los é tudo o que posso fazer no momento.
