Esse céu cinza chega a dar uma dor de estômago deveras merecida de tanto passado que carrega.
Saudade mesmo das épocas em que as maiores preocupações eram as notas de química e física.
Sempre fui irremediável com cálculos e essas bobagens. Até hoje não apliquei uma fórmula sequer na vida real - e é óbvio que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo; só um alienado duvidaria disso.
Números não falam da alma; são frios e cheios de si.
Prefiro mais aquela sensação que a gente sente quando o âmago encontra o âmago e finalmente, declara alguma coisa sincera. Talvez isso justificasse a minha habilidade de enrolar os professores naquela época.
Época em que toda adolescente é um pouco manipulável e declara infelicidade por coisa pouca.
Mas voltando ao céu cinza... Bem.
Tanto faz.
