Acho ridícula essa futilidade, essa idéia de vida invejada, vazia e odiosa, da qual você consegue tornar perfeita aos seus olhos cegos.
Acho tão chata essa vida que você leva, ou admira. Tão chata.
Mas pensando bem...sou tão insignificante. Quem sou eu pra te julgar, não é mesmo?
Mas aí eu páro e penso que um dia até tentaram me ensinar, que quando eu acho algo errado...e me sinto no direito de abrir os olhos de quem eu quero bem, eu tinha esse direito. Bem, não funcionou.
Até hoje guardo tudo pra mim. Tudinho.
Guardo um comentário, uma observação, uma advertência e até mesmo um sorriso. Guardo pra mim a minha raiva, e a minha alegria eu declaro de pouco em pouco. Quando a sensação de individualidade vem, eu a guardo pra mim e até aprendo com isso. Quando sinto um vazio aqui, eu guardo-o pra mim, mesmo não tendo muitas coisas boas pra guardar. As lágrimas? Guardo-as todas comigo. Nem vejo tanta necessidade de mostrá-las pra alguém...acharão drama demais, sem motivos convincentes a seus olhos.
Guardo as coisas boas que poderia falar para alguém, e o que de bom eu poderia perguntar. Sei que tenho coisas boas...isso eu sei. Sei que podia me esforçar um pouquinho mais pra mostrar isso a todos mas, aí eu me lembro que quase ninguém merece me descobrir. Egoísmo mas, acho desperdício de tempo e paciência qualquer demonstração de virtude, destinada a qualquer pessoa indiferente a essa virtude. Mas bem sei eu que, um dia essa hora vai chegar.
Os sorrisos. Perdi as contas de sorrisos que deixei de dar, e dos efeitos que este poderia ter causado. Me esqueço do poder dos sorrisos que já me deram, me esqueço de retribuí-los. Me acho ingrata. Ingrata e egoísta.
É dessa alma ingrata e egoísta que eu gosto, era desse meu jeito que eu não abria mão.
Tento mudar, tento quebrar esse meu silêncio com gritos, e ecos.
Gritos de ninguém, para ninguém. Gritos em um abismo onde só os surdos são capazes de ouví-los.
"Janelas abertas, pra ninguém esquecer a sombra em meu quarto e me ouvir dizer que passei a vida correndo contra os carrinhos da montanha-russa."
Acho tão chata essa vida que você leva, ou admira. Tão chata.
Mas pensando bem...sou tão insignificante. Quem sou eu pra te julgar, não é mesmo?
Mas aí eu páro e penso que um dia até tentaram me ensinar, que quando eu acho algo errado...e me sinto no direito de abrir os olhos de quem eu quero bem, eu tinha esse direito. Bem, não funcionou.
Até hoje guardo tudo pra mim. Tudinho.
Guardo um comentário, uma observação, uma advertência e até mesmo um sorriso. Guardo pra mim a minha raiva, e a minha alegria eu declaro de pouco em pouco. Quando a sensação de individualidade vem, eu a guardo pra mim e até aprendo com isso. Quando sinto um vazio aqui, eu guardo-o pra mim, mesmo não tendo muitas coisas boas pra guardar. As lágrimas? Guardo-as todas comigo. Nem vejo tanta necessidade de mostrá-las pra alguém...acharão drama demais, sem motivos convincentes a seus olhos.
Guardo as coisas boas que poderia falar para alguém, e o que de bom eu poderia perguntar. Sei que tenho coisas boas...isso eu sei. Sei que podia me esforçar um pouquinho mais pra mostrar isso a todos mas, aí eu me lembro que quase ninguém merece me descobrir. Egoísmo mas, acho desperdício de tempo e paciência qualquer demonstração de virtude, destinada a qualquer pessoa indiferente a essa virtude. Mas bem sei eu que, um dia essa hora vai chegar.
Os sorrisos. Perdi as contas de sorrisos que deixei de dar, e dos efeitos que este poderia ter causado. Me esqueço do poder dos sorrisos que já me deram, me esqueço de retribuí-los. Me acho ingrata. Ingrata e egoísta.
É dessa alma ingrata e egoísta que eu gosto, era desse meu jeito que eu não abria mão.
Tento mudar, tento quebrar esse meu silêncio com gritos, e ecos.
Gritos de ninguém, para ninguém. Gritos em um abismo onde só os surdos são capazes de ouví-los.
"Janelas abertas, pra ninguém esquecer a sombra em meu quarto e me ouvir dizer que passei a vida correndo contra os carrinhos da montanha-russa."
