Este lápis e whatevermore no olho dessa garota...são reais? Se são, o que você vê atrás deles? Ouvi dizer que são pra afastar quem não quiser vê-la feliz.
Mas, e a transparência do olhar dela? Com um olhar, é possível entender e captar em uma fração de segundo o que se passa na alma daquela garota.
Ah, a transparência do olhar! Como adoro isso nela! Como é raro isso hoje em dia!
De onde vem?
Também gostaria de saber de onde vem essa energia, determinação, necessidade de ser compreendida por qualquer ser vivo...com o olhar. Essa certeza de tudo, e o ato de ser impulsiva quanto as coisas simples.
Se soubesse o quanto é difícil para ela falar, explicar as coisas como deveriam. Pobre garota, se soubesse o quanto já tentou explicar as coisas, explicar o que se passa dentro dela, todo esse turbilhão de sentimentos mixados e resultantes em conclusões precipitadas em que, ela decide que precisa ser calculista. Decide que sempre precisa repensar seus conceitos. As coisas nunca estão boas.
Ah, a necessidade de ser complexa e simples ao mesmo tempo. A necessidade de explicar isso apenas com o olhar... Ah, o olhar daquela garota.
Poucos realmente sabem quem ela é. Conta-se nos dedos aqueles que compreendem o olhar daquela garota.
Olhar de criança pedindo atenção. Olhar de idosa pedindo pra ser deixada ali, na varanda, sozinha com suas memórias e esperanças. Olhar nato de vitória. Olhar de quem perdeu e aprendeu muitas vezes. Olhar de cão-sem-dono pedindo abrigo, talvez. Olhar de uma vilã mexicana, com sua taça de vinho na mão direita e o testamento do ex-marido na mão esquerda. Olhar de ingenuidade, de pecado. Olhar de quem não sabe de nada e sabe de tudo ao mesmo tempo. Olhar de quem pede pouco, mas só se contenta com muito. Olhar de quem pede "pelo amor de Deus, me deixa sozinha, por dois minutos". Olhar de quem gosta de companhia no silêncio, mas que gosta de falar asneiras pra passar o tempo. Olhar de quem só deseja um olhar, assim como o seu.
Ah, aquele olhar.
De onde vem essa transparência de quem gosta de cores mortas?
De onde vem essa tranquilidade de quem adora uma discussão sem sentido?
De onde vem essa paz de quem vive em guerra?
De onde vem esse desejo de decifrar, e esse medo de ser decifrada?
Quem me dera decifrá-lo...o olhar.
Quem me dera saber a fonte inesgotável de olhares incompreendidos...porque, essa minha necessidade de perfeição em conhecê-la me irrita. Tenho pressa, tenho pressa, tenho muita pressa!
E de monólogos e monólogos eu vou vivendo, ciente de que a vida não é feita de monólogos mas, eles são essenciais nas nossas descobertas e incertezas. Nossas dúvidas e filosofias.
Assim vou vivendo, com a esperança de um dia descobrir a fonte desses olhares tão mau compreendidos. Motivo de tanto mal-entendido.
Mas, e a transparência do olhar dela? Com um olhar, é possível entender e captar em uma fração de segundo o que se passa na alma daquela garota.
Ah, a transparência do olhar! Como adoro isso nela! Como é raro isso hoje em dia!
De onde vem?
Também gostaria de saber de onde vem essa energia, determinação, necessidade de ser compreendida por qualquer ser vivo...com o olhar. Essa certeza de tudo, e o ato de ser impulsiva quanto as coisas simples.
Se soubesse o quanto é difícil para ela falar, explicar as coisas como deveriam. Pobre garota, se soubesse o quanto já tentou explicar as coisas, explicar o que se passa dentro dela, todo esse turbilhão de sentimentos mixados e resultantes em conclusões precipitadas em que, ela decide que precisa ser calculista. Decide que sempre precisa repensar seus conceitos. As coisas nunca estão boas.
Ah, a necessidade de ser complexa e simples ao mesmo tempo. A necessidade de explicar isso apenas com o olhar... Ah, o olhar daquela garota.
Poucos realmente sabem quem ela é. Conta-se nos dedos aqueles que compreendem o olhar daquela garota.
Olhar de criança pedindo atenção. Olhar de idosa pedindo pra ser deixada ali, na varanda, sozinha com suas memórias e esperanças. Olhar nato de vitória. Olhar de quem perdeu e aprendeu muitas vezes. Olhar de cão-sem-dono pedindo abrigo, talvez. Olhar de uma vilã mexicana, com sua taça de vinho na mão direita e o testamento do ex-marido na mão esquerda. Olhar de ingenuidade, de pecado. Olhar de quem não sabe de nada e sabe de tudo ao mesmo tempo. Olhar de quem pede pouco, mas só se contenta com muito. Olhar de quem pede "pelo amor de Deus, me deixa sozinha, por dois minutos". Olhar de quem gosta de companhia no silêncio, mas que gosta de falar asneiras pra passar o tempo. Olhar de quem só deseja um olhar, assim como o seu.
Ah, aquele olhar.
De onde vem essa transparência de quem gosta de cores mortas?
De onde vem essa tranquilidade de quem adora uma discussão sem sentido?
De onde vem essa paz de quem vive em guerra?
De onde vem esse desejo de decifrar, e esse medo de ser decifrada?
Quem me dera decifrá-lo...o olhar.
Quem me dera saber a fonte inesgotável de olhares incompreendidos...porque, essa minha necessidade de perfeição em conhecê-la me irrita. Tenho pressa, tenho pressa, tenho muita pressa!
E de monólogos e monólogos eu vou vivendo, ciente de que a vida não é feita de monólogos mas, eles são essenciais nas nossas descobertas e incertezas. Nossas dúvidas e filosofias.
Assim vou vivendo, com a esperança de um dia descobrir a fonte desses olhares tão mau compreendidos. Motivo de tanto mal-entendido.
