quarta-feira, 6 de abril de 2011

momentaneamente

Na minha opinião, fato óbvio é que a vida é feita de momentos e, sejam eles bons ou ruins, são esses momentos que definem a tênue linha do que fomos, somos e seremos.

Fato é também que muitos momentos da minha vida me marcam coisas na lembrança e querendo ou não, sou o que sou por conta desses curtos e singulares segundos.

Tendo uma companhia para rodar e rodar na valsa das novas experiências, indagações e contentações, por muitas vezes; ou até mesmo naquele último vagão da madrugada quase que totalmente vazio a não ser por esta que vos escreve, o bêbado dormindo no banco preferencial, duas garotas idiotas voltando de algum lugar insignificante e um fone de ouvido me poupando do mundo à minha volta que tocava nas alturas Imogen Heap e tornou deste um momento único em potencial na minha memória.

São momentos importantíssimos também que acontecem em minutos decisivos que mudam toda a rotação do nosso mundinho particular. Como por exemplo, aquele dia em que conheci o amor da minha vida e também fiz a minha escolha.

Escolhas. Tudo acontece a partir daí. O arrependimento é consequência da falta de experiência com toda essa coisa de escolher... Minha sorte mesmo é nunca ter provado o gostinho amargo desse tal arrependimento.

Voltando aos momentos... Me dei conta de que em alguns dias um dos momentos mais importantes da minha vida vai acontecer - é engraçado ter consciência deste, pois na maioria das vezes são espontâneos e nada premeditados -, e a troca de olhar com o ser mais puro do meu mundo com certeza vai me paralisar o coração e a memória.

Já a tal da ansiedade, não é algo que se discuta seriamente por aqui, uma vez em que as últimas semanas tem me trazido barras de chocolate e insônia, por conta da mesma.


É a vida, e sim... Ela é bonita e graças aos meus momentos únicos, hoje sei o que sou e só eu mesma pra conhecer minhas metas e troféus. Que venham mais momentos únicos e incríveis, pois a vida está só começando.

sexta-feira, 25 de março de 2011

E se a vida é amarga, o pouco doce que me diz já me faz alguém feliz.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

repentinamente

Foi assim: eu simplesmente senti que a ponte não existia mais. É como se o mundo do outro lado tivesse virado pó, virando as costas para mim e o ser que abrigo.
Quem sabe foi pó que virou mesmo toda essa estupidez de os outros pra lá, os outros pra cá e vice-versa. Quem sabe se não fui eu mesma que queimei tudo? Só quero que tudo recomece - mas parece que quanto mais você anseia mudança, mais lenta ela acontece.
Parece que tudo está distante - o suficiente pra me fazer desistir e demasiado complicado de fazer valer.
Um sorriso, por exemplo, agora está a três vidas e pouco de se concluir.
Repentinamente eu convictamente sinto que tudo é uma mentira bem grande inventada por alguém que não tinha o que fazer, a não ser se divertir com a desgraça dos outros. É bem aquela coisa de solidão que eu sempre temi.
Mas librianos são assim mesmo... Nunca têm certeza de nada e desconfiam da própria sombra.
Preciso de paz, de sossego, de segurança.
Segurança talvez seja o problema. Num dia você tem, no outro você não sabe - uma semana depois se torna como encontrar uma agulha no palheiro, entende?
Repentinamente assim a convicção já se foi.
Redundância. Contrariedade. Incertezas. Insegurança.
O que fazer quando de repente, tudo ao seu redor sumiu e você têm a companhia de alguém que já não sabe mais quem? Um dia eu descubro e conto ao mundo.
Até lá, vivo de momentos e segundos que alteram toda a ordem dos fatos, que, poderiam apenas ser diferentes se dependessem não só de mim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

é um mito

É mais que uma música repetida de anos atrás, ou uma lembrança de algo que se perdeu no fio do tempo faz tempo.
É bem mais do que qualquer texto ou conto que valha a paciência dedicada e minuciosamente vivenciada.
É realmente algo que não se compare a uma sexta-feira intensa e descontrolada sem a menor preocupação.
Hoje eu vejo que toda Bossa é Nova e eu não dou mesmo a mínima se é usada - e pra quê debater a razão do nome da rosa ser rosa?
A inquietação me leva a crer que é tudo real e a influência já não pode mais ser sofrida; as coisas são como elas são e acontecem exatamente como devem acontecer. Quem sabe se não é esse mesmo o meu destino?
Agora tudo o que eu posso fazer é esperar o verão acabar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Deixa que o tempo vai,

Tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo.
Antecipadamente um sonho se torna realidade: ser mãe.
Um ano e meio compartilhando o mesmo travesseiro com o amor resultou na coisa mais incrível que jamais acontecera.
Enquanto isso, a mente voa a mil por hora, com mil planos e mil vontades - acompanhadas de mil enjoos. O que faz com que me falte a inspiração. E é exatamente isso. Parece que eu desaprendi a escrever, ou estou tão enferrujada que não consigo sair daqui.
Então, deixa que o tempo vai cicatrizar.

Agora os planos mudaram, e os papais estão too busy to do that piece of shit - vulgo acompanhar blogs e internet. Afinal de contas, eu continuo sendo... Eu mesma, mas agora acompanhada de um pouquinho de nós dois.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O tempo não pára, não.

Minha ausência neste blog é tão notável quando apareço... É que ultimamente não tem acontecido coisas ruins por aqui, e sabe como é, a inspiração vem quando o espírito está inquieto.
Calmaria rege o meu mundo.
Nada me tira o fôlego como o DVD do Bowie e me dá mais prazer que passar noites quentinhas abraçando o meu amor.
A vida vai bem. Dinheiro é detalhe e as rebeliões são repentinas, juro.
Só passei por aqui hoje pra escrever sobre a data. Bom, o meu relógio já marca 00h20 do dia 2 de agosto.
Isso me deixou perplexa.


Sem mais.

domingo, 4 de julho de 2010

verdades (in)confundíveis

Essa bobagem de Justin Bieber pra cá, Justin Bieber pra lá tá tão irritante quanto aquela outra bobagem de um ano sem Michael Jackson pra cá, um ano sem Michael Jackson pra lá.
Crianças ricas também são um saco.
Sabe, no lugar onde eu trabalho infelizmente tem bastante disso. Eles vão passear no shopping com cento e cinquenta reais no bolso... Vamos combinar que é só o essencial, né?
Pra mim, a Copa foi vendida pela FIFA e é claro que estava nos planos o Brasil e a Argentina serem eliminados. Afinal, deixa o clássico pra 2014 - sou brasileira e gosto de pensar assim, com um tom de orgulho por bosta nenhuma na voz.
Tá todo mundo indo ver Eclipse. É Jacob pra cá, é Jacob pra lá. Eu acho esse menino bem sem graça... Mas tá na moda.
O must da semana é aquela camisa jeans que eu vi na vitrine... Consumismo gritando alto por atenção. Fazer o quê, sou mulher né?
Resumos se vão e se perdem no inferno, ops, inverno; pista de patinação no gelo: quinze minutos por trinta reais, a galera gosta.
Me revolta esse sacolejo, esse vai e vem, vem e vai. Esse diz que me disse. Esse tal de "passa no cartão de crédito em quatro vezes, por favor". Me desgosta essa juventude vendida e essa falta de questionar.
Pra mim, no momento, existem três verdades (in)questionáveis: Justin Bieber é Eunuco desde (mais) criança, por isso tem aquela voz, Michael Jackson também não morreu, e: "Perder é humano, mas perder de 4 é HERMANO" - que não torna o Dunga menos burro.
Seria trágico se não fosse cômico. Quer dizer, cômico se não fosse trágico. Bem, tanto faz.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Não sei.
Estou aqui ouvindo Joy Division, o shopping está começando a ficar cheio de engravatados que não se destacam na multidão. Rostos compenetrados e concentrados nas planilhas que deixaram no escritório que fica ali naquele prédio espelhado igual àquele outro ao lado.
Começou a tocar "Love Will Tear Us Apart". Adoro essa música.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

fer sure 2nd

Achei "Fúria de Titãs" tão vago... Mas ninguém liga pra história quando os efeitos especiais são bons, tem toda aquela coisa de uma coisa compensa a outra... Oras! Quando o filme acabou, meu fiel companheiro de cinemas (e em todas as outras coisas também) apenas comentou:
- É, mas filmes assim não tem graça. Sabe por quê? Porque naquela época obviamente todos os homens eram cabeludos... Não existia maquininha de raspar o cabelo, e justo o protagonista é carequinha com a costeleta bem feita. Esse tipo de coisa que faz o filme ficar sem graça.
E tenho como dito.
Agora com licença, vou ver qualquer coisa que esteja passando na TCM, porque amanhã vou ficar na loja das 10h às 22h, e depois tem a festa da empresa na Barra Funda, pra comparecer e ficar linda e alegre até as 03h da madrugada. Mereço? Ainda bem que na festa terão globais e Dj's badalados... Mereço sim.
É por essas e outras que tenho vinte mil vidas diferentes.

Muack!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dez Verdades do Final de Semana

1- Librianos são complicados.
2- Moda é um negócio estranho pra cacete, ou você tem grana+metade de um cérebro+tempo disponível pra tudo+uma mamãe pra bancar e se dá bem, ou fica indignada com o desenrolar de algumas histórias.
3- David Bowie é o cara mais incrível que a música já conheceu.
4- Gosto mais de livros e de filmes do que qualquer outra coisa.
5- Um best-seller que não despertou interesse até o final do primeiro capítulo deve ser lido mesmo assim, afinal, o problema tem que estar em você, não no god damn book.
6- A Livraria Saraiva engole o meu salário quinzenalmente - acho que quero trabalhar lá.
7- Estou falando mais de livros do que da minha própria vida, o que é um bom sinal, visto que as coisas andam cansativas pro meu lado e nada melhor que um livro (vulgo assunto extra) pra animar os ares.
8- O cachorro é o melhor amigo do homem - eu já sabia dessa.
9- Joy Division + Starbucks + dia chuvoso+trabalhar em um shopping de gente com dinheiro = erro de cálculo, resultado negativo.
10- Amanhã estou de folga, portanto farei aquilo que mais gosto - mas não vou citar, porque preciso de um leque de opções antes de que eu faça realmente, do jeito que a minha sorte anda... Ainda bem que meu pai é igual a filha e desligou a campainha, é um risco a menos que eu corro na hora de acordar.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

mudar o diretor

A vida é uma loucura mesmo.
Na verdade, eu vejo a vida como um filme de suspense do Hitchcock. Você nunca sabe quando as escadarias terminam, ou quem realmente matou Harry, a única coisa certa é o suspense e os olhares desesperados e ansiosos dos atores.
As coisas sempre mudam e o suspense na vida é a metamorfose que ela é por dentro e por fora, um dia você é o simples telespectador de Sessão da Tarde, noutro você é o ator, às vezes o dublê, outras vezes o crítico exigente... Mas nada paga a sensação de ser o diretor de sua própria vida. Sabe, ser o diretor não é a mesma coisa que ser o sonoplasta, o figurinista, o operador das câmeras; ser roteirista nem se compara a ser diretor, até porque o roteiro fica no papel e o diretor é que decide como aquilo tudo vai ser.

Esses dias assisti Pulp Fiction pela milésima vez. Eu adoro quando Mia Wallace conversa com Vincent na lanchonete e menciona "os silêncios desconcertantes".
- "Por que temos que falar idiotices para nos sentirmos bem? Isso é quando você sabe que encontrou alguém realmente especial. Quando pode calar a boca por um minuto e sentir-se à vontade em silêncio." - Ela sempre me faz suspirar quando vejo essa cena.

Sabe de uma coisa, não acredito que Guerra ao Terror tenha merecido toda essa atenção, muito menos Avatar. Parece briga de marido e mulher... Acho que falta realmente alguma coisa que exploda o coração dos amantes de cinema. Alguma pérola que não seja tão previsível como tudo o que tem aparecido.

Um documentário sobre musicais que passou na TCM essa semana me fez brilhar de esperança. Todo mundo sabe que ela era dublada, mas mesmo assim, será que algum dia surgirá alguma Rita Hayworth ou algum Gene Kelly? Sem ser pretenciosa, eu apenas queria o brilho do bom cinema de volta.

A vida é dura demais, às vezes precisamos de duas horas de magia para fugir das selvas ao nosso redor. A vida é como um filme de suspense, mas eu só queria alguns romances e musicais pra me sentir bem.
Acho que nasci na época errada.






terça-feira, 6 de abril de 2010

e como escritor?

"E como escritor... Será que sou um? Bem. Como escritor, é difícil ler o que os outros escrevem. Não me bate. Pra começar, não sabem como colocar uma linha, um parágrafo. Só de olhar o texto impresso a distância parece chato. E quando você realmente lê, é pior que chato. Não tem ritmo. Não tem nada de emocionante ou novo. Não tem jogo, fogo, gás. O que estão fazendo? Parece ser trabalho pesado. Não se admira que a maioria dos escritores diga que escrever é doloroso. Eu entendo isso.
Algumas vezes com meu texto, quando não foi extraordinário, tentei outras coisas. Derramei vinho nas páginas, acendi um fósforo e queimei buracos nelas. "O que você está FAZENDO aí? Sinto cheiro de fumaça!"
"Tudo bem, querida, está tudo bem..."


O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio
Bukowski, Charles.

quinta-feira, 18 de março de 2010

SobreViver


Meu relato concreto é que sou feliz no concreto em que vivo!
Então não me acusem por não estar na Amazônia ajudando a preservar o boto.
E também por ser brasileiro! Não me acusem!
Estou distante dos verdes que aprecio e me acostumei a viver em prédios.
Sinto a depressão que eternamente rodeia e por isso me habituei à utopia de estar feliz só por imaginar o próximo sorriso que darei.
Ele pode vir amarelo, mas eu não me importo… Vou continuar sorrindo!
Por que aqui, entre os edifícios, meu semblante é minha arma para que eu conquiste meu filho, meus inimigos, meus alimentos, e o sol da manhã seguinte!




dandy art

quarta-feira, 10 de março de 2010

desabafo

Dor nas costas, exaustão, dor de cabeça.
Nos últimos dias não senti vontade de rir, nem de chorar; não senti fome, nem me senti realmente satisfeita. Não tive entusiasmo pra ter um livro nem folhear aquela Vogue; não tive pesadelos angustiantes, tampouco sonhos onde as nuvens são fluorescentes, apenas dormi e acordei no outro dia dez minutos depois. Pessoas não me despertaram interesse nem o mínimo desprezo, pessoas são apenas pessoas; apressadas, esbaforidas, mal-cheirosas, descabeladas e mal-vestidas, são apenas pessoas como quaisquer outras.
Não consegui ver sequer um filme inteiro, me irritei com a apresentadora melosa da MtvBrasil. Não senti raiva, nem alegrias incontáveis; senti a mais profunda decepção com sabe-se-lá o quê. Não tive vontade de levantar da cama, embora isso fosse inevitável, eu poderia não ter acordado nos últimos dias.
Convivência é uma coisa estranha, uma vez que ela é limitada.
Não senti prazer nenhum em escrever, editar fotos, xeretar blogs e mais blogs; não senti cheiro de nada, nem da humanidade acabando, nem de nenhum aroma estonteante, senti apenas o ar entrando seco por meus pulmões.
Com certeza 99,9% das minhas vontades foram neutras, nulas, insignificantes.
A única vontade que tive foi de receber alguns carinhos e cuidados.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

gaga uh lala

- O McQueen se matou, OMFG!
- E agora, a Lady Gaga vai vestir o quê?!

gagagagaga


Depois dos temporais em São Paulo, da garota estúpida da minha classe que diz não ter condições de gastar R$ 700,00 em uma revista mas acha digno pagar R$ 2.000,00 em um lencinho, do Alexander McQueen - um dos mais brilhantes, na minha opinião - ter se matado, e eu não ter mais paciência pra acordar tarde e abrir os olhos involuntariamente às 07h da manhã, acredito ser impossível esperar algo normal desse mês. Afinal, tenho ficado tão sem tempo que acabei por me esquecer daqui.
Tudo gira em torno dessas mudanças, e é preciso se desapegar de um monte de coisas e pessoas pra seguir em frente, conseguir traçar um rumo e focar nele.
Acho estupendo mesmo viver e ver o dia ser vivido sem frases de efeito ou moralismo, aliás, essa juventude tá precisando disso mesmo, essa arte de libertar está por aí como se significasse algo além de curtir a mesada por aí... Tá bem a mais isso.
Hoje é sábado e o Carnaval infelizmente já começou, e pelo milésimo ano consecutivo neste blog, eu preciso dizer o quanto eu odeio isso.
Mas isso eu deixo pra depois, o dia até que está agradável hoje.


break it fix it trash it change it

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

camomila distrativa

Estou desempregada, no vermelho, dura, fodida e mau paga... E o lado bom da história?
O lado bom é que eu posso dormir até tarde, olhar a chuva da janela, ver filmes às 15h e ir até a padaria comprar pães no final do dia.
Foi em uma dessas idas à padaria que eu senti o cheiro de camomila vindo dos cabelos molhados de uma mulher que passou por mim - o que me deixou profundamente irritada, não gosto desse cheiro de camomila nos cabelos que não sejam dos meus.
No segundo quarteirão passei por rostos conhecidos que fingi não reconhecer e mergulhei em um mar de nostalgia ao ver o logo daquela empresa em que trabalhei durante um ano da minha vida.
Também olhei para o céu e vi que entre as nuvens, o sol insistia em aparecer pelo primeiro minuto dentre horas que passou escondido por culpa da chuva que só fez chover nos últimos dias. Tropecei graças a distração e cheguei à padaria, pedi seis pães, paguei e saí de volta pra casa; um caminho que, repentinamente me fez lembrar de milhares de coisas: de chocolates com gostinho de amor, até o cheiro de camomila que, ao passar pelo mesmo lugar onde minutos mais cedo eu o havia sentido, todo o odor que restara vinha da gasolina de um Monza 85 dando partida para ir embora.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

change to changes

Mu.dar vt. Tomar outra forma; alterar; modificar; pôr em outro lugar; deslocar; desviar; trocar; variar.
Sinto que é um bom momento para mudanças, de todos os tipos. Ciclos se encerram e recomeçam de uma forma completamente diferente do que qualquer um pode esperar... Mas a graça é essa, a timidez do inesperado.
Muitas vezes eu mudei e desmudei e, enjoada do mesmo, mudei novamente.
Tem gente que me conheceu de um jeito e disse adeus, pra sempre afinal, eu mudei e definitivamente não sou a mesma.
Com o tempo você aprende a ver as coisas de uma outra perspectiva e espera tanto que às vezes já não sabe se quer esperar, continuar, parar ou apenas ficar.
O interessante de todas essas mudanças são as pessoas e paisagens que circulam por nossas vidas como uma figura única da qual jamais vamos nos esquecer.
Hoje sou ruiva, tatuada, faço Moda e leio Bukowski e livros de cinema nas horas vagas. Gosto de coisas inusitadas e ofereço uma carona no guarda-chuva para estranhos sem nada nos braços, quando está chovendo. Ouço New Order, Smiths, Cure... Tudo tem seu momento - embora esteja apaixonada pelo novo trabalho do 30 Seconds To Mars.
Continuo odiando filmes nacionais e admirando aquelas produções européias sem sentido algum - algumas coisas não mudam mesmo.
Tenho um amor, uma segunda família e fiz amigos sinceros - alguns de momento, outros para a vida inteira. Ainda tenho uma cadelinha chamada Fadinha, e minha coleção de Melissas só faz aumentar.
Todo esse glamour não me interessa muito... Na verdade tenho planos futuros que tem 80% de chances de darem certo e fazer muita gente engolir a língua.
Mudei conceitos, opiniões e meu jeito de falar e me expressar.
Blábláblá, essa sou eu que provavelmente vai mudar daqui um tempo mas, a essencia é sempre a mesma, e isso, só quem conheceu sabe do seu valor.

Tanto faz, é como dizem, todo tipo de mudança é positiva, seja ela boa ou ruim.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

assistindo de camarote

Nos últimos dias eu estive bem inspirada pra escrever sobre dezenas de coisas que aconteceram e me deixaram com vontade de fazê-lo.
Uma delas é a hipocrisia de um bando de pastores que prega a boa conduta sobre uma determinada coisa, mas cai em contradição em outra.
Pra quê usar roupas e tênis de marca, por exemplo, por puro modismo, quando se defende toda a política do simples e livre de exploração? Caso ninguém saiba (o que eu acho difícil), existe uma exploração bem grande tratando-se de marcas globalizadas e caras - e a exploração nem precisa ser animal pra que exista.
Todo esse policiamento se resume em uma festinha para amigos onde não existem convidados além dos que a frequentam por mais de meses/anos, que propõe músicas que tratam das mesmas coisas de sempre. Mas a questão é: pra quê diabos fazer músicas e cantá-las como um hino, se tudo cai por terra quando, no dia-a-dia a colaboração pra máquina funcionar é mútua? Cada um participa do sistema porque precisa dele, e a negação desse fato é cantada e exposta da forma mais crua e patética que eu jamais imaginei ver.
Sou fã do faça você mesmo, quando ele realmente acontece... E não falo de hinos tampouco de militância. Falo da vida real que cada um leva fora dessa merda toda, e é nessas horas que eu entendo quem não faz parte disso.
Como expectadora, infelizmente, é só isso que eu tenho assistido - o que contribui pra minha crença de que cada um deve ter sua própria conduta, tal que, deve ser consequência do livre arbítrio que o ser humano possui, e parar com hábitos ruins por decisão própria, pra ser uma pessoa melhor e permanentemente; não por amigos, pra impressionar e passar a imagem de algo que não é, temporariamente.

Tudo tem sua exceção, e por mais que existam pessoas motivadas de verdade, a bandeira se queima por conta da falsa moral de alguns.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

trabalhador brasileiro

Juro que queria escrever muito aqui e usufruir um pouquinho desse cérebro que eu tenho mas, outras coisas devem ser priorizadas.
Um breve resumo? Ok.
- O ano de 2009 terminou muito bem, obrigada - a vida sempre é um aprendizado e cada ano que ganhamos serve de lição para o próximo que está por vir, é um ciclo vicioso, não tem jeito -; 2010 começou ao lado do meu amor mais uma vez, ou seja, começou muito bem - faculdade, emprego melhor que gera salário melhor... Também faz parte do ciclo vicioso de alguns seres humanos e infelizmente, estou incluída nessa classe desfavorecida da sociedade.
Meus planos para 2010 são meus, a promessa do blog é tentar escrever com mais frequencia e deixar de lado essa desculpa de não ter tempo e consequentemente ler mais também.
Mas vamo lá... Que o ano já começou e eu bem queria ter uma vida boa e curtir as férias de janeiro, mas eu me fodi e acordo cedo amanhã.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

conjutivite ociosa

Conjutivite serve pra quê mesmo?
Serve pra dar atestado pra pessoas cansadas e torná-las desocupadas e ociosas;
Pessoas osiosas fazem absolutamente nada o dia inteiro. Dormem, comem, procuram idiotices na internet e assim por diante...
O detalhe é que logo eu fui pegar essa maldita conjutivite e tô aqui implorando pro atestado chegar ao final logo.