Achei "Fúria de Titãs" tão vago... Mas ninguém liga pra história quando os efeitos especiais são bons, tem toda aquela coisa de uma coisa compensa a outra... Oras! Quando o filme acabou, meu fiel companheiro de cinemas (e em todas as outras coisas também) apenas comentou:
- É, mas filmes assim não tem graça. Sabe por quê? Porque naquela época obviamente todos os homens eram cabeludos... Não existia maquininha de raspar o cabelo, e justo o protagonista é carequinha com a costeleta bem feita. Esse tipo de coisa que faz o filme ficar sem graça.
E tenho como dito.
Agora com licença, vou ver qualquer coisa que esteja passando na TCM, porque amanhã vou ficar na loja das 10h às 22h, e depois tem a festa da empresa na Barra Funda, pra comparecer e ficar linda e alegre até as 03h da madrugada. Mereço? Ainda bem que na festa terão globais e Dj's badalados... Mereço sim.
É por essas e outras que tenho vinte mil vidas diferentes.
Muack!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Dez Verdades do Final de Semana
1- Librianos são complicados.
2- Moda é um negócio estranho pra cacete, ou você tem grana+metade de um cérebro+tempo disponível pra tudo+uma mamãe pra bancar e se dá bem, ou fica indignada com o desenrolar de algumas histórias.
3- David Bowie é o cara mais incrível que a música já conheceu.
4- Gosto mais de livros e de filmes do que qualquer outra coisa.
5- Um best-seller que não despertou interesse até o final do primeiro capítulo deve ser lido mesmo assim, afinal, o problema tem que estar em você, não no god damn book.
6- A Livraria Saraiva engole o meu salário quinzenalmente - acho que quero trabalhar lá.
7- Estou falando mais de livros do que da minha própria vida, o que é um bom sinal, visto que as coisas andam cansativas pro meu lado e nada melhor que um livro (vulgo assunto extra) pra animar os ares.
8- O cachorro é o melhor amigo do homem - eu já sabia dessa.
9- Joy Division + Starbucks + dia chuvoso+trabalhar em um shopping de gente com dinheiro = erro de cálculo, resultado negativo.
10- Amanhã estou de folga, portanto farei aquilo que mais gosto - mas não vou citar, porque preciso de um leque de opções antes de que eu faça realmente, do jeito que a minha sorte anda... Ainda bem que meu pai é igual a filha e desligou a campainha, é um risco a menos que eu corro na hora de acordar.
2- Moda é um negócio estranho pra cacete, ou você tem grana+metade de um cérebro+tempo disponível pra tudo+uma mamãe pra bancar e se dá bem, ou fica indignada com o desenrolar de algumas histórias.
3- David Bowie é o cara mais incrível que a música já conheceu.
4- Gosto mais de livros e de filmes do que qualquer outra coisa.
5- Um best-seller que não despertou interesse até o final do primeiro capítulo deve ser lido mesmo assim, afinal, o problema tem que estar em você, não no god damn book.
6- A Livraria Saraiva engole o meu salário quinzenalmente - acho que quero trabalhar lá.
7- Estou falando mais de livros do que da minha própria vida, o que é um bom sinal, visto que as coisas andam cansativas pro meu lado e nada melhor que um livro (vulgo assunto extra) pra animar os ares.
8- O cachorro é o melhor amigo do homem - eu já sabia dessa.
9- Joy Division + Starbucks + dia chuvoso+trabalhar em um shopping de gente com dinheiro = erro de cálculo, resultado negativo.
10- Amanhã estou de folga, portanto farei aquilo que mais gosto - mas não vou citar, porque preciso de um leque de opções antes de que eu faça realmente, do jeito que a minha sorte anda... Ainda bem que meu pai é igual a filha e desligou a campainha, é um risco a menos que eu corro na hora de acordar.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
mudar o diretor
A vida é uma loucura mesmo.
Na verdade, eu vejo a vida como um filme de suspense do Hitchcock. Você nunca sabe quando as escadarias terminam, ou quem realmente matou Harry, a única coisa certa é o suspense e os olhares desesperados e ansiosos dos atores.
Na verdade, eu vejo a vida como um filme de suspense do Hitchcock. Você nunca sabe quando as escadarias terminam, ou quem realmente matou Harry, a única coisa certa é o suspense e os olhares desesperados e ansiosos dos atores.
As coisas sempre mudam e o suspense na vida é a metamorfose que ela é por dentro e por fora, um dia você é o simples telespectador de Sessão da Tarde, noutro você é o ator, às vezes o dublê, outras vezes o crítico exigente... Mas nada paga a sensação de ser o diretor de sua própria vida. Sabe, ser o diretor não é a mesma coisa que ser o sonoplasta, o figurinista, o operador das câmeras; ser roteirista nem se compara a ser diretor, até porque o roteiro fica no papel e o diretor é que decide como aquilo tudo vai ser.
Esses dias assisti Pulp Fiction pela milésima vez. Eu adoro quando Mia Wallace conversa com Vincent na lanchonete e menciona "os silêncios desconcertantes".
- "Por que temos que falar idiotices para nos sentirmos bem? Isso é quando você sabe que encontrou alguém realmente especial. Quando pode calar a boca por um minuto e sentir-se à vontade em silêncio." - Ela sempre me faz suspirar quando vejo essa cena.
- "Por que temos que falar idiotices para nos sentirmos bem? Isso é quando você sabe que encontrou alguém realmente especial. Quando pode calar a boca por um minuto e sentir-se à vontade em silêncio." - Ela sempre me faz suspirar quando vejo essa cena.
Sabe de uma coisa, não acredito que Guerra ao Terror tenha merecido toda essa atenção, muito menos Avatar. Parece briga de marido e mulher... Acho que falta realmente alguma coisa que exploda o coração dos amantes de cinema. Alguma pérola que não seja tão previsível como tudo o que tem aparecido.
Um documentário sobre musicais que passou na TCM essa semana me fez brilhar de esperança. Todo mundo sabe que ela era dublada, mas mesmo assim, será que algum dia surgirá alguma Rita Hayworth ou algum Gene Kelly? Sem ser pretenciosa, eu apenas queria o brilho do bom cinema de volta.
A vida é dura demais, às vezes precisamos de duas horas de magia para fugir das selvas ao nosso redor. A vida é como um filme de suspense, mas eu só queria alguns romances e musicais pra me sentir bem.
Acho que nasci na época errada.
Acho que nasci na época errada.



terça-feira, 6 de abril de 2010
e como escritor?
"E como escritor... Será que sou um? Bem. Como escritor, é difícil ler o que os outros escrevem. Não me bate. Pra começar, não sabem como colocar uma linha, um parágrafo. Só de olhar o texto impresso a distância parece chato. E quando você realmente lê, é pior que chato. Não tem ritmo. Não tem nada de emocionante ou novo. Não tem jogo, fogo, gás. O que estão fazendo? Parece ser trabalho pesado. Não se admira que a maioria dos escritores diga que escrever é doloroso. Eu entendo isso.
Algumas vezes com meu texto, quando não foi extraordinário, tentei outras coisas. Derramei vinho nas páginas, acendi um fósforo e queimei buracos nelas. "O que você está FAZENDO aí? Sinto cheiro de fumaça!"
"Tudo bem, querida, está tudo bem..."
Algumas vezes com meu texto, quando não foi extraordinário, tentei outras coisas. Derramei vinho nas páginas, acendi um fósforo e queimei buracos nelas. "O que você está FAZENDO aí? Sinto cheiro de fumaça!"
"Tudo bem, querida, está tudo bem..."
O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio
Bukowski, Charles.
Bukowski, Charles.
quinta-feira, 18 de março de 2010
SobreViver
-
Meu relato concreto é que sou feliz no concreto em que vivo!
Então não me acusem por não estar na Amazônia ajudando a preservar o boto.
E também por ser brasileiro! Não me acusem!
Estou distante dos verdes que aprecio e me acostumei a viver em prédios.
Sinto a depressão que eternamente rodeia e por isso me habituei à utopia de estar feliz só por imaginar o próximo sorriso que darei.
Ele pode vir amarelo, mas eu não me importo… Vou continuar sorrindo!
Por que aqui, entre os edifícios, meu semblante é minha arma para que eu conquiste meu filho, meus inimigos, meus alimentos, e o sol da manhã seguinte!
quarta-feira, 10 de março de 2010
desabafo
Dor nas costas, exaustão, dor de cabeça.
Nos últimos dias não senti vontade de rir, nem de chorar; não senti fome, nem me senti realmente satisfeita. Não tive entusiasmo pra ter um livro nem folhear aquela Vogue; não tive pesadelos angustiantes, tampouco sonhos onde as nuvens são fluorescentes, apenas dormi e acordei no outro dia dez minutos depois. Pessoas não me despertaram interesse nem o mínimo desprezo, pessoas são apenas pessoas; apressadas, esbaforidas, mal-cheirosas, descabeladas e mal-vestidas, são apenas pessoas como quaisquer outras.
Não consegui ver sequer um filme inteiro, me irritei com a apresentadora melosa da MtvBrasil. Não senti raiva, nem alegrias incontáveis; senti a mais profunda decepção com sabe-se-lá o quê. Não tive vontade de levantar da cama, embora isso fosse inevitável, eu poderia não ter acordado nos últimos dias.
Convivência é uma coisa estranha, uma vez que ela é limitada.
Não senti prazer nenhum em escrever, editar fotos, xeretar blogs e mais blogs; não senti cheiro de nada, nem da humanidade acabando, nem de nenhum aroma estonteante, senti apenas o ar entrando seco por meus pulmões.
Com certeza 99,9% das minhas vontades foram neutras, nulas, insignificantes.
A única vontade que tive foi de receber alguns carinhos e cuidados.
Nos últimos dias não senti vontade de rir, nem de chorar; não senti fome, nem me senti realmente satisfeita. Não tive entusiasmo pra ter um livro nem folhear aquela Vogue; não tive pesadelos angustiantes, tampouco sonhos onde as nuvens são fluorescentes, apenas dormi e acordei no outro dia dez minutos depois. Pessoas não me despertaram interesse nem o mínimo desprezo, pessoas são apenas pessoas; apressadas, esbaforidas, mal-cheirosas, descabeladas e mal-vestidas, são apenas pessoas como quaisquer outras.
Não consegui ver sequer um filme inteiro, me irritei com a apresentadora melosa da MtvBrasil. Não senti raiva, nem alegrias incontáveis; senti a mais profunda decepção com sabe-se-lá o quê. Não tive vontade de levantar da cama, embora isso fosse inevitável, eu poderia não ter acordado nos últimos dias.
Convivência é uma coisa estranha, uma vez que ela é limitada.
Não senti prazer nenhum em escrever, editar fotos, xeretar blogs e mais blogs; não senti cheiro de nada, nem da humanidade acabando, nem de nenhum aroma estonteante, senti apenas o ar entrando seco por meus pulmões.
Com certeza 99,9% das minhas vontades foram neutras, nulas, insignificantes.
A única vontade que tive foi de receber alguns carinhos e cuidados.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
gaga uh lala
- O McQueen se matou, OMFG!
- E agora, a Lady Gaga vai vestir o quê?!
gagagagaga
Depois dos temporais em São Paulo, da garota estúpida da minha classe que diz não ter condições de gastar R$ 700,00 em uma revista mas acha digno pagar R$ 2.000,00 em um lencinho, do Alexander McQueen - um dos mais brilhantes, na minha opinião - ter se matado, e eu não ter mais paciência pra acordar tarde e abrir os olhos involuntariamente às 07h da manhã, acredito ser impossível esperar algo normal desse mês. Afinal, tenho ficado tão sem tempo que acabei por me esquecer daqui.
Tudo gira em torno dessas mudanças, e é preciso se desapegar de um monte de coisas e pessoas pra seguir em frente, conseguir traçar um rumo e focar nele.
Acho estupendo mesmo viver e ver o dia ser vivido sem frases de efeito ou moralismo, aliás, essa juventude tá precisando disso mesmo, essa arte de libertar está por aí como se significasse algo além de curtir a mesada por aí... Tá bem a mais isso.
Hoje é sábado e o Carnaval infelizmente já começou, e pelo milésimo ano consecutivo neste blog, eu preciso dizer o quanto eu odeio isso.
Mas isso eu deixo pra depois, o dia até que está agradável hoje.
- E agora, a Lady Gaga vai vestir o quê?!
gagagagaga
Depois dos temporais em São Paulo, da garota estúpida da minha classe que diz não ter condições de gastar R$ 700,00 em uma revista mas acha digno pagar R$ 2.000,00 em um lencinho, do Alexander McQueen - um dos mais brilhantes, na minha opinião - ter se matado, e eu não ter mais paciência pra acordar tarde e abrir os olhos involuntariamente às 07h da manhã, acredito ser impossível esperar algo normal desse mês. Afinal, tenho ficado tão sem tempo que acabei por me esquecer daqui.
Tudo gira em torno dessas mudanças, e é preciso se desapegar de um monte de coisas e pessoas pra seguir em frente, conseguir traçar um rumo e focar nele.
Acho estupendo mesmo viver e ver o dia ser vivido sem frases de efeito ou moralismo, aliás, essa juventude tá precisando disso mesmo, essa arte de libertar está por aí como se significasse algo além de curtir a mesada por aí... Tá bem a mais isso.
Hoje é sábado e o Carnaval infelizmente já começou, e pelo milésimo ano consecutivo neste blog, eu preciso dizer o quanto eu odeio isso.
Mas isso eu deixo pra depois, o dia até que está agradável hoje.
break it fix it trash it change it
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
camomila distrativa
Estou desempregada, no vermelho, dura, fodida e mau paga... E o lado bom da história?
O lado bom é que eu posso dormir até tarde, olhar a chuva da janela, ver filmes às 15h e ir até a padaria comprar pães no final do dia.
Foi em uma dessas idas à padaria que eu senti o cheiro de camomila vindo dos cabelos molhados de uma mulher que passou por mim - o que me deixou profundamente irritada, não gosto desse cheiro de camomila nos cabelos que não sejam dos meus.
No segundo quarteirão passei por rostos conhecidos que fingi não reconhecer e mergulhei em um mar de nostalgia ao ver o logo daquela empresa em que trabalhei durante um ano da minha vida.
Também olhei para o céu e vi que entre as nuvens, o sol insistia em aparecer pelo primeiro minuto dentre horas que passou escondido por culpa da chuva que só fez chover nos últimos dias. Tropecei graças a distração e cheguei à padaria, pedi seis pães, paguei e saí de volta pra casa; um caminho que, repentinamente me fez lembrar de milhares de coisas: de chocolates com gostinho de amor, até o cheiro de camomila que, ao passar pelo mesmo lugar onde minutos mais cedo eu o havia sentido, todo o odor que restara vinha da gasolina de um Monza 85 dando partida para ir embora.
O lado bom é que eu posso dormir até tarde, olhar a chuva da janela, ver filmes às 15h e ir até a padaria comprar pães no final do dia.
Foi em uma dessas idas à padaria que eu senti o cheiro de camomila vindo dos cabelos molhados de uma mulher que passou por mim - o que me deixou profundamente irritada, não gosto desse cheiro de camomila nos cabelos que não sejam dos meus.
No segundo quarteirão passei por rostos conhecidos que fingi não reconhecer e mergulhei em um mar de nostalgia ao ver o logo daquela empresa em que trabalhei durante um ano da minha vida.
Também olhei para o céu e vi que entre as nuvens, o sol insistia em aparecer pelo primeiro minuto dentre horas que passou escondido por culpa da chuva que só fez chover nos últimos dias. Tropecei graças a distração e cheguei à padaria, pedi seis pães, paguei e saí de volta pra casa; um caminho que, repentinamente me fez lembrar de milhares de coisas: de chocolates com gostinho de amor, até o cheiro de camomila que, ao passar pelo mesmo lugar onde minutos mais cedo eu o havia sentido, todo o odor que restara vinha da gasolina de um Monza 85 dando partida para ir embora.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
change to changes
Mu.dar vt. Tomar outra forma; alterar; modificar; pôr em outro lugar; deslocar; desviar; trocar; variar.
Sinto que é um bom momento para mudanças, de todos os tipos. Ciclos se encerram e recomeçam de uma forma completamente diferente do que qualquer um pode esperar... Mas a graça é essa, a timidez do inesperado.
Muitas vezes eu mudei e desmudei e, enjoada do mesmo, mudei novamente.
Tem gente que me conheceu de um jeito e disse adeus, pra sempre afinal, eu mudei e definitivamente não sou a mesma.
Com o tempo você aprende a ver as coisas de uma outra perspectiva e espera tanto que às vezes já não sabe se quer esperar, continuar, parar ou apenas ficar.
O interessante de todas essas mudanças são as pessoas e paisagens que circulam por nossas vidas como uma figura única da qual jamais vamos nos esquecer.
Hoje sou ruiva, tatuada, faço Moda e leio Bukowski e livros de cinema nas horas vagas. Gosto de coisas inusitadas e ofereço uma carona no guarda-chuva para estranhos sem nada nos braços, quando está chovendo. Ouço New Order, Smiths, Cure... Tudo tem seu momento - embora esteja apaixonada pelo novo trabalho do 30 Seconds To Mars.
Continuo odiando filmes nacionais e admirando aquelas produções européias sem sentido algum - algumas coisas não mudam mesmo.
Tenho um amor, uma segunda família e fiz amigos sinceros - alguns de momento, outros para a vida inteira. Ainda tenho uma cadelinha chamada Fadinha, e minha coleção de Melissas só faz aumentar.
Todo esse glamour não me interessa muito... Na verdade tenho planos futuros que tem 80% de chances de darem certo e fazer muita gente engolir a língua.
Mudei conceitos, opiniões e meu jeito de falar e me expressar.
Blábláblá, essa sou eu que provavelmente vai mudar daqui um tempo mas, a essencia é sempre a mesma, e isso, só quem conheceu sabe do seu valor.
Tanto faz, é como dizem, todo tipo de mudança é positiva, seja ela boa ou ruim.
Sinto que é um bom momento para mudanças, de todos os tipos. Ciclos se encerram e recomeçam de uma forma completamente diferente do que qualquer um pode esperar... Mas a graça é essa, a timidez do inesperado.
Muitas vezes eu mudei e desmudei e, enjoada do mesmo, mudei novamente.
Tem gente que me conheceu de um jeito e disse adeus, pra sempre afinal, eu mudei e definitivamente não sou a mesma.
Com o tempo você aprende a ver as coisas de uma outra perspectiva e espera tanto que às vezes já não sabe se quer esperar, continuar, parar ou apenas ficar.
O interessante de todas essas mudanças são as pessoas e paisagens que circulam por nossas vidas como uma figura única da qual jamais vamos nos esquecer.
Hoje sou ruiva, tatuada, faço Moda e leio Bukowski e livros de cinema nas horas vagas. Gosto de coisas inusitadas e ofereço uma carona no guarda-chuva para estranhos sem nada nos braços, quando está chovendo. Ouço New Order, Smiths, Cure... Tudo tem seu momento - embora esteja apaixonada pelo novo trabalho do 30 Seconds To Mars.
Continuo odiando filmes nacionais e admirando aquelas produções européias sem sentido algum - algumas coisas não mudam mesmo.
Tenho um amor, uma segunda família e fiz amigos sinceros - alguns de momento, outros para a vida inteira. Ainda tenho uma cadelinha chamada Fadinha, e minha coleção de Melissas só faz aumentar.
Todo esse glamour não me interessa muito... Na verdade tenho planos futuros que tem 80% de chances de darem certo e fazer muita gente engolir a língua.
Mudei conceitos, opiniões e meu jeito de falar e me expressar.
Blábláblá, essa sou eu que provavelmente vai mudar daqui um tempo mas, a essencia é sempre a mesma, e isso, só quem conheceu sabe do seu valor.
Tanto faz, é como dizem, todo tipo de mudança é positiva, seja ela boa ou ruim.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
assistindo de camarote
Nos últimos dias eu estive bem inspirada pra escrever sobre dezenas de coisas que aconteceram e me deixaram com vontade de fazê-lo.
Uma delas é a hipocrisia de um bando de pastores que prega a boa conduta sobre uma determinada coisa, mas cai em contradição em outra.
Pra quê usar roupas e tênis de marca, por exemplo, por puro modismo, quando se defende toda a política do simples e livre de exploração? Caso ninguém saiba (o que eu acho difícil), existe uma exploração bem grande tratando-se de marcas globalizadas e caras - e a exploração nem precisa ser animal pra que exista.
Todo esse policiamento se resume em uma festinha para amigos onde não existem convidados além dos que a frequentam por mais de meses/anos, que propõe músicas que tratam das mesmas coisas de sempre. Mas a questão é: pra quê diabos fazer músicas e cantá-las como um hino, se tudo cai por terra quando, no dia-a-dia a colaboração pra máquina funcionar é mútua? Cada um participa do sistema porque precisa dele, e a negação desse fato é cantada e exposta da forma mais crua e patética que eu jamais imaginei ver.
Sou fã do faça você mesmo, quando ele realmente acontece... E não falo de hinos tampouco de militância. Falo da vida real que cada um leva fora dessa merda toda, e é nessas horas que eu entendo quem não faz parte disso.
Como expectadora, infelizmente, é só isso que eu tenho assistido - o que contribui pra minha crença de que cada um deve ter sua própria conduta, tal que, deve ser consequência do livre arbítrio que o ser humano possui, e parar com hábitos ruins por decisão própria, pra ser uma pessoa melhor e permanentemente; não por amigos, pra impressionar e passar a imagem de algo que não é, temporariamente.
Tudo tem sua exceção, e por mais que existam pessoas motivadas de verdade, a bandeira se queima por conta da falsa moral de alguns.
Uma delas é a hipocrisia de um bando de pastores que prega a boa conduta sobre uma determinada coisa, mas cai em contradição em outra.
Pra quê usar roupas e tênis de marca, por exemplo, por puro modismo, quando se defende toda a política do simples e livre de exploração? Caso ninguém saiba (o que eu acho difícil), existe uma exploração bem grande tratando-se de marcas globalizadas e caras - e a exploração nem precisa ser animal pra que exista.
Todo esse policiamento se resume em uma festinha para amigos onde não existem convidados além dos que a frequentam por mais de meses/anos, que propõe músicas que tratam das mesmas coisas de sempre. Mas a questão é: pra quê diabos fazer músicas e cantá-las como um hino, se tudo cai por terra quando, no dia-a-dia a colaboração pra máquina funcionar é mútua? Cada um participa do sistema porque precisa dele, e a negação desse fato é cantada e exposta da forma mais crua e patética que eu jamais imaginei ver.
Sou fã do faça você mesmo, quando ele realmente acontece... E não falo de hinos tampouco de militância. Falo da vida real que cada um leva fora dessa merda toda, e é nessas horas que eu entendo quem não faz parte disso.
Como expectadora, infelizmente, é só isso que eu tenho assistido - o que contribui pra minha crença de que cada um deve ter sua própria conduta, tal que, deve ser consequência do livre arbítrio que o ser humano possui, e parar com hábitos ruins por decisão própria, pra ser uma pessoa melhor e permanentemente; não por amigos, pra impressionar e passar a imagem de algo que não é, temporariamente.
Tudo tem sua exceção, e por mais que existam pessoas motivadas de verdade, a bandeira se queima por conta da falsa moral de alguns.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
trabalhador brasileiro
Juro que queria escrever muito aqui e usufruir um pouquinho desse cérebro que eu tenho mas, outras coisas devem ser priorizadas.
Um breve resumo? Ok.
- O ano de 2009 terminou muito bem, obrigada - a vida sempre é um aprendizado e cada ano que ganhamos serve de lição para o próximo que está por vir, é um ciclo vicioso, não tem jeito -; 2010 começou ao lado do meu amor mais uma vez, ou seja, começou muito bem - faculdade, emprego melhor que gera salário melhor... Também faz parte do ciclo vicioso de alguns seres humanos e infelizmente, estou incluída nessa classe desfavorecida da sociedade.
Meus planos para 2010 são meus, a promessa do blog é tentar escrever com mais frequencia e deixar de lado essa desculpa de não ter tempo e consequentemente ler mais também.
Mas vamo lá... Que o ano já começou e eu bem queria ter uma vida boa e curtir as férias de janeiro, mas eu me fodi e acordo cedo amanhã.
Um breve resumo? Ok.
- O ano de 2009 terminou muito bem, obrigada - a vida sempre é um aprendizado e cada ano que ganhamos serve de lição para o próximo que está por vir, é um ciclo vicioso, não tem jeito -; 2010 começou ao lado do meu amor mais uma vez, ou seja, começou muito bem - faculdade, emprego melhor que gera salário melhor... Também faz parte do ciclo vicioso de alguns seres humanos e infelizmente, estou incluída nessa classe desfavorecida da sociedade.
Meus planos para 2010 são meus, a promessa do blog é tentar escrever com mais frequencia e deixar de lado essa desculpa de não ter tempo e consequentemente ler mais também.
Mas vamo lá... Que o ano já começou e eu bem queria ter uma vida boa e curtir as férias de janeiro, mas eu me fodi e acordo cedo amanhã.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
conjutivite ociosa
Conjutivite serve pra quê mesmo?
Serve pra dar atestado pra pessoas cansadas e torná-las desocupadas e ociosas;
Pessoas osiosas fazem absolutamente nada o dia inteiro. Dormem, comem, procuram idiotices na internet e assim por diante...
O detalhe é que logo eu fui pegar essa maldita conjutivite e tô aqui implorando pro atestado chegar ao final logo.
Serve pra dar atestado pra pessoas cansadas e torná-las desocupadas e ociosas;
Pessoas osiosas fazem absolutamente nada o dia inteiro. Dormem, comem, procuram idiotices na internet e assim por diante...
O detalhe é que logo eu fui pegar essa maldita conjutivite e tô aqui implorando pro atestado chegar ao final logo.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
hey champs
Cansaço tá criando vida própria por aqui... Vida de gente grande infelizmente não é fácil, mas recompensa.
Responsabilidade gera independência e consequentemente, independência gera a felicidade da conquista.
Ah dezembrão tá chegando de novo...
Responsabilidade gera independência e consequentemente, independência gera a felicidade da conquista.
Ah dezembrão tá chegando de novo...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
ideologias falidas
A vida infelizmente não é um livro, que ao se desesperar com o desenrolar da estória ou tédio contínuo ao longo das páginas, você pode fechar e voltar a lê-lo somente quando tiver vontade.
Decisões importantes são tomadas a cada minuto onde, na verdade, o que mais interessa é o presente, que vai influenciar gerações no futuro.
A gente se retrai com toda essa constante mudança de comportamentos e atitudes, e cria nossso próprio estilo de vida, sempre tentando ir contra a maré... Eis o maior problema: ir contra a maré.
É um tanto quanto delicado pensar nesse tipo de coisa, declarar ideologias aos quatro ventos e, por conta da maré, não segui-las fielmente como prometido a si mesmo... Surge então a hipocrisia que tanto nos/me afligem. Mais complicado do que criar ideologias e não segui-las, é contaminar dezenas de pessoas a sua volta com o ideal utópico de alguma coisa melhor - sem querer é criado uma nação de pequenos infratores da boa conduta e honestidade consigo mesmos.
Por isso mesmo eu estou na maior vibe de desapego a idelogias propostas por outros... Tô na vibe de pensar nas minhas próprias ideologias de vida e fazer acontecer do meu jeito; é o mais prático e menos prejudicial a minha saúde mental.
Quantas vezes li e reli coisas escritas por pessoas que convivem comigo no dia-a-dia e desacreditei em praticamente tudo escrito, eu sabia que nada do que estava proclamado ali era aplicado na vida real.
Pra algumas pessoas a vida existe só atrás do monitor, o mesmo acontece com as ideologias, e é justamente isso em que eu estava pensando até o CD parar de tocar e eu desistir de continuar isso aqui.
A coisa foi além do esperado.
Decisões importantes são tomadas a cada minuto onde, na verdade, o que mais interessa é o presente, que vai influenciar gerações no futuro.
A gente se retrai com toda essa constante mudança de comportamentos e atitudes, e cria nossso próprio estilo de vida, sempre tentando ir contra a maré... Eis o maior problema: ir contra a maré.
É um tanto quanto delicado pensar nesse tipo de coisa, declarar ideologias aos quatro ventos e, por conta da maré, não segui-las fielmente como prometido a si mesmo... Surge então a hipocrisia que tanto nos/me afligem. Mais complicado do que criar ideologias e não segui-las, é contaminar dezenas de pessoas a sua volta com o ideal utópico de alguma coisa melhor - sem querer é criado uma nação de pequenos infratores da boa conduta e honestidade consigo mesmos.
Por isso mesmo eu estou na maior vibe de desapego a idelogias propostas por outros... Tô na vibe de pensar nas minhas próprias ideologias de vida e fazer acontecer do meu jeito; é o mais prático e menos prejudicial a minha saúde mental.
Quantas vezes li e reli coisas escritas por pessoas que convivem comigo no dia-a-dia e desacreditei em praticamente tudo escrito, eu sabia que nada do que estava proclamado ali era aplicado na vida real.
Pra algumas pessoas a vida existe só atrás do monitor, o mesmo acontece com as ideologias, e é justamente isso em que eu estava pensando até o CD parar de tocar e eu desistir de continuar isso aqui.
A coisa foi além do esperado.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Carta ao Leitor
Bom, tem gente lendo demais isso aqui... Mais do que eu imaginava.
Gente que eu não gosto, não faço questão e pensa que devo alguma satisfação qualquer. Pois bem, a coisa não funciona bem assim, meus caros.
A coisa por aqui funciona do jeito que eu quiser que funcione, afinal, a vida é minha e sou bem capaz de tomar minhas decisões - principalmente se elas se tratam de vocês.
Tô bem cansada de gente que me diz que eu estou errada, quando na verdade eu não estou e os errados são eles.
Tô saturada de gente patética sem plano de vida me enchendo o saco por nada interessante.
Tô explodindo de raiva de gente fofoqueira e hipócrita que não olha pro próprio rabo e aponta o dedo aos demais.
Eu sinceramente quero é sumir da vida de toda essa gente medíocre que não acrescenta nada na minha vida e não se importa se estou viva ou morta, apenas se estou pecando.
Vocês não me fazem a mínima falta, não faço questão, não quero e não vou.
Não sou assim como vocês, sou bem diferente do que pensam - e isso felizmente me torna uma pessoa melhor a cada dia.
Tá dado o meu recado.
Do fundo do meu coração: esqueçam que existo, ou melhor, morram.
Gente que eu não gosto, não faço questão e pensa que devo alguma satisfação qualquer. Pois bem, a coisa não funciona bem assim, meus caros.
A coisa por aqui funciona do jeito que eu quiser que funcione, afinal, a vida é minha e sou bem capaz de tomar minhas decisões - principalmente se elas se tratam de vocês.
Tô bem cansada de gente que me diz que eu estou errada, quando na verdade eu não estou e os errados são eles.
Tô saturada de gente patética sem plano de vida me enchendo o saco por nada interessante.
Tô explodindo de raiva de gente fofoqueira e hipócrita que não olha pro próprio rabo e aponta o dedo aos demais.
Eu sinceramente quero é sumir da vida de toda essa gente medíocre que não acrescenta nada na minha vida e não se importa se estou viva ou morta, apenas se estou pecando.
Vocês não me fazem a mínima falta, não faço questão, não quero e não vou.
Não sou assim como vocês, sou bem diferente do que pensam - e isso felizmente me torna uma pessoa melhor a cada dia.
Tá dado o meu recado.
Do fundo do meu coração: esqueçam que existo, ou melhor, morram.
Com Carinho, Flávia ALVES - somente Alves.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
salgados ou não:
Eu estava aqui pensando com meus botões.
Pensei sobre os legumes do jantar, nas palavras do velho safado Bukowski e nas pirações da dona de casa angustiada Clarice Lispector. Tive altos e baixos e caí em profunda nostalgia depois de relembrar filmes que assisti cerca de dois anos atrás.
As vezes isso acontece mesmo, pro bem ou pro mal, sabe-se lá o por quê, sempre acontece comigo.
Uma amiga escreveu algo sobre ciclo vicioso, dizendo que estava cansada da rotina que levava à meses e que queria sossego; isso me fez lembrar de coisas que escrevi aqui meses atrás. Eu dizia que estava cansada da rotina, do trabalho, da escola e dos amigos - e quando saía dessa rotina, trocava de trabalho, escola, e amigos, me cansava da mesma forma. Eu sou assim, enjoo fácilmente das coisas óbvias e das pessoas chatas. Me apego ao verdadeiro, deixo claro, e o verdadeiro é eterno.
Rolou um momento de identificação com essa amiga, por causa desse texto, afinal, ela tem alguns pensamentos compatíveis aos meus... E me vi ali, na mesma situação que ela está agora, meses atrás - e foi esse o motivo do princípio da sessão nostalgia.
Fico feliz em me lembrar de tempos que se foram e de pessoas que ficaram lá, no passado... Algumas delas marcaram uma época da minha vida e todas as memórias são guardadas - com carinho ou não.
Sempre fui a mais velha do grupo, até o grupo em questão não ser mais suficiente, pensamentos não serem tão compatíveis assim e uma série de pisadas na bola por ambas as partes nos separarem. Mas tudo bem, a questão é que depois de toda essa confusão, sempre fui a caçula dos outros grupos - tanto que, me chamavam e chamam de "Flavinha", como demonstração de afeto e apreço por eu ser a mais nova.
Apelidos a parte, ser a mais nova nunca foi problema, afinal, sempre me trataram de igual pra igual e sempre se impressionaram com minha forma de pensar e agir. É disso que me orgulho: pessoas desconhecidas reconhecendo o desconhecido-óbvio, mas seja lá qual for o nome disso, eu sei o que é.
Tenho orgulho da pessoa que sou. Escrevo meus textos, tenho minhas falas, meus pensamentos, minha forma de agir e reagir, sou eu a pessoa por trás de todos os meus atos e todas as consequencias são minhas.
Tenho orgulho das minhas convicções e das conclusões que tiro sozinha. Tenho orgulho dos conselhos que distribuo por aí, e das pessoas que passam pela minha vida.
Afinal, a vida é um aprendizado, e esse meu ciclo vicioso não tem fim.
Depois de ter pensado em todas essas coisas, concluí que os legumes do jantar estavam salgados, que Charles Bukowski foi meu companheiro e suas palavras frias e sujas por muitas vezes serviram de escudos, e que Clarice Lispector me cansa mais do que qualquer outra coisa.
Pensei sobre os legumes do jantar, nas palavras do velho safado Bukowski e nas pirações da dona de casa angustiada Clarice Lispector. Tive altos e baixos e caí em profunda nostalgia depois de relembrar filmes que assisti cerca de dois anos atrás.
As vezes isso acontece mesmo, pro bem ou pro mal, sabe-se lá o por quê, sempre acontece comigo.
Uma amiga escreveu algo sobre ciclo vicioso, dizendo que estava cansada da rotina que levava à meses e que queria sossego; isso me fez lembrar de coisas que escrevi aqui meses atrás. Eu dizia que estava cansada da rotina, do trabalho, da escola e dos amigos - e quando saía dessa rotina, trocava de trabalho, escola, e amigos, me cansava da mesma forma. Eu sou assim, enjoo fácilmente das coisas óbvias e das pessoas chatas. Me apego ao verdadeiro, deixo claro, e o verdadeiro é eterno.
Rolou um momento de identificação com essa amiga, por causa desse texto, afinal, ela tem alguns pensamentos compatíveis aos meus... E me vi ali, na mesma situação que ela está agora, meses atrás - e foi esse o motivo do princípio da sessão nostalgia.
Fico feliz em me lembrar de tempos que se foram e de pessoas que ficaram lá, no passado... Algumas delas marcaram uma época da minha vida e todas as memórias são guardadas - com carinho ou não.
Sempre fui a mais velha do grupo, até o grupo em questão não ser mais suficiente, pensamentos não serem tão compatíveis assim e uma série de pisadas na bola por ambas as partes nos separarem. Mas tudo bem, a questão é que depois de toda essa confusão, sempre fui a caçula dos outros grupos - tanto que, me chamavam e chamam de "Flavinha", como demonstração de afeto e apreço por eu ser a mais nova.
Apelidos a parte, ser a mais nova nunca foi problema, afinal, sempre me trataram de igual pra igual e sempre se impressionaram com minha forma de pensar e agir. É disso que me orgulho: pessoas desconhecidas reconhecendo o desconhecido-óbvio, mas seja lá qual for o nome disso, eu sei o que é.
Tenho orgulho da pessoa que sou. Escrevo meus textos, tenho minhas falas, meus pensamentos, minha forma de agir e reagir, sou eu a pessoa por trás de todos os meus atos e todas as consequencias são minhas.
Tenho orgulho das minhas convicções e das conclusões que tiro sozinha. Tenho orgulho dos conselhos que distribuo por aí, e das pessoas que passam pela minha vida.
Afinal, a vida é um aprendizado, e esse meu ciclo vicioso não tem fim.
Depois de ter pensado em todas essas coisas, concluí que os legumes do jantar estavam salgados, que Charles Bukowski foi meu companheiro e suas palavras frias e sujas por muitas vezes serviram de escudos, e que Clarice Lispector me cansa mais do que qualquer outra coisa.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
w o r d s
A frase que sempre me inspira a escrever alguma coisa aqui, desde que criei esse blog, é " openyour fuckin' mind" - o que muitas vezes deixo de fazer e acabo escrevendo qualquer merda.
Estava eu aqui pensando com meus botões: "É, eu devia mesmo abrir a minha mente e escrever sobre o que eu realmente queira, às vezes...", e infelizmente tenho um certo bloqueio com essas coisas de escrever o que sinto, acho limitado... Afinal, o que eu sinto, simplesmente sinto e não tenho o dever de ficar escrevendo e escrevendo até as palavras se esgotarem. É meio complicado.
Mas aí lá me ponho a me contradizer, aliás, dizer verdades que se opõem a outras verdades absolutas. Escrever faz bem pra pele, pros cabelos, pra vitalidade e pra mente. Escrever é mais do que apenas usar frases de efeito pra demonstrar um certo nível de (pseudo) intelectualidade.
Escrever, para mim, é sentir as palavras mais do que o próprio sentimento que elas tentam traduzir. Ah, se eu completasse todos os textos, com os quais passei horas e horas a fio; se eu continuasse com aquela série que comecei em 2007, ou se concluísse aquela página onde a bruxa velha encontrou um bezouro que lhe dizia e consentia sete desejos pecaminosos...
Palavras são mágicas e trágicas, para mim. Veja bem, com uma frase mal interpretada nos vemos em apuros e caímos no desespero sem mais olhar pra trás ou prestar atenção na frase dita posteriormente. Palavras quando ditas e escritas com honestidade, comigo tem a mais irredutível confiança - e o maior dom por aqui, é interpretá-las da maneira como devem ser feitas.
Textos, frases, palavras, rascunhos... Estórias e contos.
Existe magia e tragédia e, para mim, elas não estão em nenhum tipo de arte onde com meia lata de tinta óleo e um pincel, ou meio metro de cetim e uma máquina de costura, se resolvem.
Arte é a mais pura expressão do sentimento inexistente, incompleto, insatisfatório - palavras o fazem.
W O R D S
and it's all about them.
Estava eu aqui pensando com meus botões: "É, eu devia mesmo abrir a minha mente e escrever sobre o que eu realmente queira, às vezes...", e infelizmente tenho um certo bloqueio com essas coisas de escrever o que sinto, acho limitado... Afinal, o que eu sinto, simplesmente sinto e não tenho o dever de ficar escrevendo e escrevendo até as palavras se esgotarem. É meio complicado.
Mas aí lá me ponho a me contradizer, aliás, dizer verdades que se opõem a outras verdades absolutas. Escrever faz bem pra pele, pros cabelos, pra vitalidade e pra mente. Escrever é mais do que apenas usar frases de efeito pra demonstrar um certo nível de (pseudo) intelectualidade.
Escrever, para mim, é sentir as palavras mais do que o próprio sentimento que elas tentam traduzir. Ah, se eu completasse todos os textos, com os quais passei horas e horas a fio; se eu continuasse com aquela série que comecei em 2007, ou se concluísse aquela página onde a bruxa velha encontrou um bezouro que lhe dizia e consentia sete desejos pecaminosos...
Palavras são mágicas e trágicas, para mim. Veja bem, com uma frase mal interpretada nos vemos em apuros e caímos no desespero sem mais olhar pra trás ou prestar atenção na frase dita posteriormente. Palavras quando ditas e escritas com honestidade, comigo tem a mais irredutível confiança - e o maior dom por aqui, é interpretá-las da maneira como devem ser feitas.
Textos, frases, palavras, rascunhos... Estórias e contos.
Existe magia e tragédia e, para mim, elas não estão em nenhum tipo de arte onde com meia lata de tinta óleo e um pincel, ou meio metro de cetim e uma máquina de costura, se resolvem.
Arte é a mais pura expressão do sentimento inexistente, incompleto, insatisfatório - palavras o fazem.
W O R D S
and it's all about them.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
TODOS IGUAIS
As revistas ditam como as meninas devem se vestir,
As novelas educam como os meninos devem agir
Todos iguais!
Tudo funciona perfeitamente no mundo do consumo,
E será que você é mesmo diferente de toda essa merda?
Todos iguais!
As mesmas tatuagens,
As mesmas frases feitas,
Os mesmos cortes de cabelo,
As mesmas bandas da moda,
O mesmo comportamento,
A mesma sede de consumo,
Mesmas vontades e julgamentos
E um comportamento único...
Todo iguais!
É a sempre a mesma merda
Com gente velha ou com gente nova, nos lugares velhos ou nos lugares novos
É sempre a mesma merda.
As novelas educam como os meninos devem agir
Todos iguais!
Tudo funciona perfeitamente no mundo do consumo,
E será que você é mesmo diferente de toda essa merda?
Todos iguais!
As mesmas tatuagens,
As mesmas frases feitas,
Os mesmos cortes de cabelo,
As mesmas bandas da moda,
O mesmo comportamento,
A mesma sede de consumo,
Mesmas vontades e julgamentos
E um comportamento único...
Todo iguais!
É a sempre a mesma merda
Com gente velha ou com gente nova, nos lugares velhos ou nos lugares novos
É sempre a mesma merda.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
destrói
Sempre digo que não vou, mas não consigo evitar;
Sou assim, tem coisas que a gente não escolhe.
Os dias vão se arrastando. Eu até me esforcei, tentei ser comum e me manter sempre com um falso sorriso no rosto, mas não adianta. Prefiro mil vezes a miséria e o bem estar, do que hipocrisia em prol do falso bem estar. Simplesmente odeio esse tipo de coisa, e isso me persegue, como uma cruz que eu carrego na minhas costas.
Família é uma coisa extremamente delicada e alguns tem a sorte de possuir alguma coisa equilibrada - o que não é o meu caso.
Foda-se, é o que eu realmente quero dizer no momento.
Tô cansada dessa hipocrisia e lições de moral dadas por pessoas que não possuem 10% da dignidade que dizem ter. Cansei de adoradores de imagem e religião dizendo que a única coisa que salva é a porcaria dos seus deuses, afinal "não há nada além de tinta e sangue em tuas escrituras".
Peço o perdão pagão, mas tenho desejado coisas que prefiro não citar aqui e, não sei o que seria de mim sem o amor, do meu amor.
Falar sobre amor e sobre ódio, a maior contradição da minha vida.
Sou assim, tem coisas que a gente não escolhe.
Os dias vão se arrastando. Eu até me esforcei, tentei ser comum e me manter sempre com um falso sorriso no rosto, mas não adianta. Prefiro mil vezes a miséria e o bem estar, do que hipocrisia em prol do falso bem estar. Simplesmente odeio esse tipo de coisa, e isso me persegue, como uma cruz que eu carrego na minhas costas.
Família é uma coisa extremamente delicada e alguns tem a sorte de possuir alguma coisa equilibrada - o que não é o meu caso.
Foda-se, é o que eu realmente quero dizer no momento.
Tô cansada dessa hipocrisia e lições de moral dadas por pessoas que não possuem 10% da dignidade que dizem ter. Cansei de adoradores de imagem e religião dizendo que a única coisa que salva é a porcaria dos seus deuses, afinal "não há nada além de tinta e sangue em tuas escrituras".
Peço o perdão pagão, mas tenho desejado coisas que prefiro não citar aqui e, não sei o que seria de mim sem o amor, do meu amor.
Falar sobre amor e sobre ódio, a maior contradição da minha vida.
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