sábado, 13 de fevereiro de 2010

gaga uh lala

- O McQueen se matou, OMFG!
- E agora, a Lady Gaga vai vestir o quê?!

gagagagaga


Depois dos temporais em São Paulo, da garota estúpida da minha classe que diz não ter condições de gastar R$ 700,00 em uma revista mas acha digno pagar R$ 2.000,00 em um lencinho, do Alexander McQueen - um dos mais brilhantes, na minha opinião - ter se matado, e eu não ter mais paciência pra acordar tarde e abrir os olhos involuntariamente às 07h da manhã, acredito ser impossível esperar algo normal desse mês. Afinal, tenho ficado tão sem tempo que acabei por me esquecer daqui.
Tudo gira em torno dessas mudanças, e é preciso se desapegar de um monte de coisas e pessoas pra seguir em frente, conseguir traçar um rumo e focar nele.
Acho estupendo mesmo viver e ver o dia ser vivido sem frases de efeito ou moralismo, aliás, essa juventude tá precisando disso mesmo, essa arte de libertar está por aí como se significasse algo além de curtir a mesada por aí... Tá bem a mais isso.
Hoje é sábado e o Carnaval infelizmente já começou, e pelo milésimo ano consecutivo neste blog, eu preciso dizer o quanto eu odeio isso.
Mas isso eu deixo pra depois, o dia até que está agradável hoje.


break it fix it trash it change it

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

camomila distrativa

Estou desempregada, no vermelho, dura, fodida e mau paga... E o lado bom da história?
O lado bom é que eu posso dormir até tarde, olhar a chuva da janela, ver filmes às 15h e ir até a padaria comprar pães no final do dia.
Foi em uma dessas idas à padaria que eu senti o cheiro de camomila vindo dos cabelos molhados de uma mulher que passou por mim - o que me deixou profundamente irritada, não gosto desse cheiro de camomila nos cabelos que não sejam dos meus.
No segundo quarteirão passei por rostos conhecidos que fingi não reconhecer e mergulhei em um mar de nostalgia ao ver o logo daquela empresa em que trabalhei durante um ano da minha vida.
Também olhei para o céu e vi que entre as nuvens, o sol insistia em aparecer pelo primeiro minuto dentre horas que passou escondido por culpa da chuva que só fez chover nos últimos dias. Tropecei graças a distração e cheguei à padaria, pedi seis pães, paguei e saí de volta pra casa; um caminho que, repentinamente me fez lembrar de milhares de coisas: de chocolates com gostinho de amor, até o cheiro de camomila que, ao passar pelo mesmo lugar onde minutos mais cedo eu o havia sentido, todo o odor que restara vinha da gasolina de um Monza 85 dando partida para ir embora.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

change to changes

Mu.dar vt. Tomar outra forma; alterar; modificar; pôr em outro lugar; deslocar; desviar; trocar; variar.
Sinto que é um bom momento para mudanças, de todos os tipos. Ciclos se encerram e recomeçam de uma forma completamente diferente do que qualquer um pode esperar... Mas a graça é essa, a timidez do inesperado.
Muitas vezes eu mudei e desmudei e, enjoada do mesmo, mudei novamente.
Tem gente que me conheceu de um jeito e disse adeus, pra sempre afinal, eu mudei e definitivamente não sou a mesma.
Com o tempo você aprende a ver as coisas de uma outra perspectiva e espera tanto que às vezes já não sabe se quer esperar, continuar, parar ou apenas ficar.
O interessante de todas essas mudanças são as pessoas e paisagens que circulam por nossas vidas como uma figura única da qual jamais vamos nos esquecer.
Hoje sou ruiva, tatuada, faço Moda e leio Bukowski e livros de cinema nas horas vagas. Gosto de coisas inusitadas e ofereço uma carona no guarda-chuva para estranhos sem nada nos braços, quando está chovendo. Ouço New Order, Smiths, Cure... Tudo tem seu momento - embora esteja apaixonada pelo novo trabalho do 30 Seconds To Mars.
Continuo odiando filmes nacionais e admirando aquelas produções européias sem sentido algum - algumas coisas não mudam mesmo.
Tenho um amor, uma segunda família e fiz amigos sinceros - alguns de momento, outros para a vida inteira. Ainda tenho uma cadelinha chamada Fadinha, e minha coleção de Melissas só faz aumentar.
Todo esse glamour não me interessa muito... Na verdade tenho planos futuros que tem 80% de chances de darem certo e fazer muita gente engolir a língua.
Mudei conceitos, opiniões e meu jeito de falar e me expressar.
Blábláblá, essa sou eu que provavelmente vai mudar daqui um tempo mas, a essencia é sempre a mesma, e isso, só quem conheceu sabe do seu valor.

Tanto faz, é como dizem, todo tipo de mudança é positiva, seja ela boa ou ruim.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

assistindo de camarote

Nos últimos dias eu estive bem inspirada pra escrever sobre dezenas de coisas que aconteceram e me deixaram com vontade de fazê-lo.
Uma delas é a hipocrisia de um bando de pastores que prega a boa conduta sobre uma determinada coisa, mas cai em contradição em outra.
Pra quê usar roupas e tênis de marca, por exemplo, por puro modismo, quando se defende toda a política do simples e livre de exploração? Caso ninguém saiba (o que eu acho difícil), existe uma exploração bem grande tratando-se de marcas globalizadas e caras - e a exploração nem precisa ser animal pra que exista.
Todo esse policiamento se resume em uma festinha para amigos onde não existem convidados além dos que a frequentam por mais de meses/anos, que propõe músicas que tratam das mesmas coisas de sempre. Mas a questão é: pra quê diabos fazer músicas e cantá-las como um hino, se tudo cai por terra quando, no dia-a-dia a colaboração pra máquina funcionar é mútua? Cada um participa do sistema porque precisa dele, e a negação desse fato é cantada e exposta da forma mais crua e patética que eu jamais imaginei ver.
Sou fã do faça você mesmo, quando ele realmente acontece... E não falo de hinos tampouco de militância. Falo da vida real que cada um leva fora dessa merda toda, e é nessas horas que eu entendo quem não faz parte disso.
Como expectadora, infelizmente, é só isso que eu tenho assistido - o que contribui pra minha crença de que cada um deve ter sua própria conduta, tal que, deve ser consequência do livre arbítrio que o ser humano possui, e parar com hábitos ruins por decisão própria, pra ser uma pessoa melhor e permanentemente; não por amigos, pra impressionar e passar a imagem de algo que não é, temporariamente.

Tudo tem sua exceção, e por mais que existam pessoas motivadas de verdade, a bandeira se queima por conta da falsa moral de alguns.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

trabalhador brasileiro

Juro que queria escrever muito aqui e usufruir um pouquinho desse cérebro que eu tenho mas, outras coisas devem ser priorizadas.
Um breve resumo? Ok.
- O ano de 2009 terminou muito bem, obrigada - a vida sempre é um aprendizado e cada ano que ganhamos serve de lição para o próximo que está por vir, é um ciclo vicioso, não tem jeito -; 2010 começou ao lado do meu amor mais uma vez, ou seja, começou muito bem - faculdade, emprego melhor que gera salário melhor... Também faz parte do ciclo vicioso de alguns seres humanos e infelizmente, estou incluída nessa classe desfavorecida da sociedade.
Meus planos para 2010 são meus, a promessa do blog é tentar escrever com mais frequencia e deixar de lado essa desculpa de não ter tempo e consequentemente ler mais também.
Mas vamo lá... Que o ano já começou e eu bem queria ter uma vida boa e curtir as férias de janeiro, mas eu me fodi e acordo cedo amanhã.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

conjutivite ociosa

Conjutivite serve pra quê mesmo?
Serve pra dar atestado pra pessoas cansadas e torná-las desocupadas e ociosas;
Pessoas osiosas fazem absolutamente nada o dia inteiro. Dormem, comem, procuram idiotices na internet e assim por diante...
O detalhe é que logo eu fui pegar essa maldita conjutivite e tô aqui implorando pro atestado chegar ao final logo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eu só queria abrir a minha mente, mas junto com o ânimo se foi a vontade de escrever.

sábado, 28 de novembro de 2009

hey champs

Cansaço tá criando vida própria por aqui... Vida de gente grande infelizmente não é fácil, mas recompensa.
Responsabilidade gera independência e consequentemente, independência gera a felicidade da conquista.
Ah dezembrão tá chegando de novo...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ideologias falidas

A vida infelizmente não é um livro, que ao se desesperar com o desenrolar da estória ou tédio contínuo ao longo das páginas, você pode fechar e voltar a lê-lo somente quando tiver vontade.
Decisões importantes são tomadas a cada minuto onde, na verdade, o que mais interessa é o presente, que vai influenciar gerações no futuro.
A gente se retrai com toda essa constante mudança de comportamentos e atitudes, e cria nossso próprio estilo de vida, sempre tentando ir contra a maré... Eis o maior problema: ir contra a maré.
É um tanto quanto delicado pensar nesse tipo de coisa, declarar ideologias aos quatro ventos e, por conta da maré, não segui-las fielmente como prometido a si mesmo... Surge então a hipocrisia que tanto nos/me afligem. Mais complicado do que criar ideologias e não segui-las, é contaminar dezenas de pessoas a sua volta com o ideal utópico de alguma coisa melhor - sem querer é criado uma nação de pequenos infratores da boa conduta e honestidade consigo mesmos.
Por isso mesmo eu estou na maior vibe de desapego a idelogias propostas por outros... Tô na vibe de pensar nas minhas próprias ideologias de vida e fazer acontecer do meu jeito; é o mais prático e menos prejudicial a minha saúde mental.
Quantas vezes li e reli coisas escritas por pessoas que convivem comigo no dia-a-dia e desacreditei em praticamente tudo escrito, eu sabia que nada do que estava proclamado ali era aplicado na vida real.
Pra algumas pessoas a vida existe só atrás do monitor, o mesmo acontece com as ideologias, e é justamente isso em que eu estava pensando até o CD parar de tocar e eu desistir de continuar isso aqui.

A coisa foi além do esperado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Carta ao Leitor

Bom, tem gente lendo demais isso aqui... Mais do que eu imaginava.
Gente que eu não gosto, não faço questão e pensa que devo alguma satisfação qualquer. Pois bem, a coisa não funciona bem assim, meus caros.
A coisa por aqui funciona do jeito que eu quiser que funcione, afinal, a vida é minha e sou bem capaz de tomar minhas decisões - principalmente se elas se tratam de vocês.
Tô bem cansada de gente que me diz que eu estou errada, quando na verdade eu não estou e os errados são eles.
Tô saturada de gente patética sem plano de vida me enchendo o saco por nada interessante.
Tô explodindo de raiva de gente fofoqueira e hipócrita que não olha pro próprio rabo e aponta o dedo aos demais.
Eu sinceramente quero é sumir da vida de toda essa gente medíocre que não acrescenta nada na minha vida e não se importa se estou viva ou morta, apenas se estou pecando.
Vocês não me fazem a mínima falta, não faço questão, não quero e não vou.
Não sou assim como vocês, sou bem diferente do que pensam - e isso felizmente me torna uma pessoa melhor a cada dia.
Tá dado o meu recado.

Do fundo do meu coração: esqueçam que existo, ou melhor, morram.


Com Carinho, Flávia ALVES - somente Alves.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

salgados ou não:

Eu estava aqui pensando com meus botões.
Pensei sobre os legumes do jantar, nas palavras do velho safado Bukowski e nas pirações da dona de casa angustiada Clarice Lispector. Tive altos e baixos e caí em profunda nostalgia depois de relembrar filmes que assisti cerca de dois anos atrás.
As vezes isso acontece mesmo, pro bem ou pro mal, sabe-se lá o por quê, sempre acontece comigo.
Uma amiga escreveu algo sobre ciclo vicioso, dizendo que estava cansada da rotina que levava à meses e que queria sossego; isso me fez lembrar de coisas que escrevi aqui meses atrás. Eu dizia que estava cansada da rotina, do trabalho, da escola e dos amigos - e quando saía dessa rotina, trocava de trabalho, escola, e amigos, me cansava da mesma forma. Eu sou assim, enjoo fácilmente das coisas óbvias e das pessoas chatas. Me apego ao verdadeiro, deixo claro, e o verdadeiro é eterno.
Rolou um momento de identificação com essa amiga, por causa desse texto, afinal, ela tem alguns pensamentos compatíveis aos meus... E me vi ali, na mesma situação que ela está agora, meses atrás - e foi esse o motivo do princípio da sessão nostalgia.
Fico feliz em me lembrar de tempos que se foram e de pessoas que ficaram lá, no passado... Algumas delas marcaram uma época da minha vida e todas as memórias são guardadas - com carinho ou não.
Sempre fui a mais velha do grupo, até o grupo em questão não ser mais suficiente, pensamentos não serem tão compatíveis assim e uma série de pisadas na bola por ambas as partes nos separarem. Mas tudo bem, a questão é que depois de toda essa confusão, sempre fui a caçula dos outros grupos - tanto que, me chamavam e chamam de "Flavinha", como demonstração de afeto e apreço por eu ser a mais nova.
Apelidos a parte, ser a mais nova nunca foi problema, afinal, sempre me trataram de igual pra igual e sempre se impressionaram com minha forma de pensar e agir. É disso que me orgulho: pessoas desconhecidas reconhecendo o desconhecido-óbvio, mas seja lá qual for o nome disso, eu sei o que é.
Tenho orgulho da pessoa que sou. Escrevo meus textos, tenho minhas falas, meus pensamentos, minha forma de agir e reagir, sou eu a pessoa por trás de todos os meus atos e todas as consequencias são minhas.
Tenho orgulho das minhas convicções e das conclusões que tiro sozinha. Tenho orgulho dos conselhos que distribuo por aí, e das pessoas que passam pela minha vida.
Afinal, a vida é um aprendizado, e esse meu ciclo vicioso não tem fim.
Depois de ter pensado em todas essas coisas, concluí que os legumes do jantar estavam salgados, que Charles Bukowski foi meu companheiro e suas palavras frias e sujas por muitas vezes serviram de escudos, e que Clarice Lispector me cansa mais do que qualquer outra coisa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

w o r d s

A frase que sempre me inspira a escrever alguma coisa aqui, desde que criei esse blog, é " openyour fuckin' mind" - o que muitas vezes deixo de fazer e acabo escrevendo qualquer merda.
Estava eu aqui pensando com meus botões: "É, eu devia mesmo abrir a minha mente e escrever sobre o que eu realmente queira, às vezes...", e infelizmente tenho um certo bloqueio com essas coisas de escrever o que sinto, acho limitado... Afinal, o que eu sinto, simplesmente sinto e não tenho o dever de ficar escrevendo e escrevendo até as palavras se esgotarem. É meio complicado.
Mas aí lá me ponho a me contradizer, aliás, dizer verdades que se opõem a outras verdades absolutas. Escrever faz bem pra pele, pros cabelos, pra vitalidade e pra mente. Escrever é mais do que apenas usar frases de efeito pra demonstrar um certo nível de (pseudo) intelectualidade.
Escrever, para mim, é sentir as palavras mais do que o próprio sentimento que elas tentam traduzir. Ah, se eu completasse todos os textos, com os quais passei horas e horas a fio; se eu continuasse com aquela série que comecei em 2007, ou se concluísse aquela página onde a bruxa velha encontrou um bezouro que lhe dizia e consentia sete desejos pecaminosos...
Palavras são mágicas e trágicas, para mim. Veja bem, com uma frase mal interpretada nos vemos em apuros e caímos no desespero sem mais olhar pra trás ou prestar atenção na frase dita posteriormente. Palavras quando ditas e escritas com honestidade, comigo tem a mais irredutível confiança - e o maior dom por aqui, é interpretá-las da maneira como devem ser feitas.
Textos, frases, palavras, rascunhos... Estórias e contos.
Existe magia e tragédia e, para mim, elas não estão em nenhum tipo de arte onde com meia lata de tinta óleo e um pincel, ou meio metro de cetim e uma máquina de costura, se resolvem.
Arte é a mais pura expressão do sentimento inexistente, incompleto, insatisfatório - palavras o fazem.

W O R D S
and it's all about them.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

TODOS IGUAIS

As revistas ditam como as meninas devem se vestir,
As novelas educam como os meninos devem agir

Todos iguais!

Tudo funciona perfeitamente no mundo do consumo,
E será que você é mesmo diferente de toda essa merda?

Todos iguais!

As mesmas tatuagens,
As mesmas frases feitas,
Os mesmos cortes de cabelo,
As mesmas bandas da moda,
O mesmo comportamento,
A mesma sede de consumo,
Mesmas vontades e julgamentos
E um comportamento único...

Todo iguais!


É a sempre a mesma merda
Com gente velha ou com gente nova, nos lugares velhos ou nos lugares novos
É sempre a mesma merda.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

destrói

Sempre digo que não vou, mas não consigo evitar;
Sou assim, tem coisas que a gente não escolhe.

Os dias vão se arrastando. Eu até me esforcei, tentei ser comum e me manter sempre com um falso sorriso no rosto, mas não adianta. Prefiro mil vezes a miséria e o bem estar, do que hipocrisia em prol do falso bem estar. Simplesmente odeio esse tipo de coisa, e isso me persegue, como uma cruz que eu carrego na minhas costas.
Família é uma coisa extremamente delicada e alguns tem a sorte de possuir alguma coisa equilibrada - o que não é o meu caso.
Foda-se, é o que eu realmente quero dizer no momento.
Tô cansada dessa hipocrisia e lições de moral dadas por pessoas que não possuem 10% da dignidade que dizem ter. Cansei de adoradores de imagem e religião dizendo que a única coisa que salva é a porcaria dos seus deuses, afinal "não há nada além de tinta e sangue em tuas escrituras".
Peço o perdão pagão, mas tenho desejado coisas que prefiro não citar aqui e, não sei o que seria de mim sem o amor, do meu amor.

Falar sobre amor e sobre ódio, a maior contradição da minha vida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

eu chamo de "do it yourself"

Tô emperrada, presa, impossibilitada de escrever aqui, por vontade própria... Isso acontece às vezes e, por bem ou por mal, acabo me jogando nos livros e nas oportunidades.
Amanhã mais um capítulo dessa história começa; mais um capítulo da minha história.
Finalmente encontrei algo agradável e assim como já fiz anteriormente, vou mesmo é me entregar de coração e dar o meu melhor, desmerecendo o desdém desnecessário, de cabeça erguida, sempre com o apoio de quem mais amo e me faz feliz.

Boa sorte pra mim.
Ah, e quando a vontade vier, escrevo qualquer coisa - só por escrever mesmo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

sexta-feira, 11

Me pego pensando no futuro.
Chego a conclusões incitáveis.

Prefiro mesmo passar por tudo e começar do zero de verdade, a ser financiada por terceiros. Prefiro mesmo fazer o que gosto, o que me agrada, a ser induzida por sonhos que não são de meu interesse.

Afinal, a vida é minha e os planos por aqui são totalmente meus.
Já tenho em quem me inspirar no certo e no errado. Já sei o que faz bem e o que faz mal - embora adore o frio na barriga.
Amo o que sou.
Amo o que gosto.
Críticas construtivas são bem aceitas e nem todas vão para o lixo.

Meus desejos, meus planos, meus anseios.
Com a minha felicidade posso ser egoísta sim.

"eu cresci assim, genioso e impulsivo, e acho que gosto desse meu jeito"
E muitas vezes tiro minhas forças das músicas daquela banda que muita gente não gosta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Planeta Água

Acordei com a chuva batendo na janela.
Altos índices de lentidão e trânsito complicadíssimo na cidade, 118km às 13h, aproximadamente 47 pontos de alagamento distribuídos por toda a São Paulo, desabamentos, falta de eletrecidade e telefonia, ressaca do mar em Santos, deslizamentos nas estradas, e mais pessoas em regiões menos favorecidas perdem seus móveis, tapeçaria, eletrodomésticos e esperança ao ver o nível da água subir nas suas casas.
Crianças de rua se escondem debaixo dos viadutos e idosos vêem a doença se espalhar com a chuva, já acostumados com a cena. Cães e gatos se aconchegam em qualquer buraco menos úmido que encontram, e ratos e animais peçonhentos descobrem seus lugares pelos ralos e boeiros debaixo dos nossos pés.
Ao mesmo tempo que é uma "benção" em certos Estados, aqui a chuva é uma desgraça pra muita gente. O clima só faz ficar cada vez mais dificultoso para todos, um dia chove e no outro faz calor de 34º - digo literalmente, a cinco dias vejo esse zigue-zague climático.
Mas o que você tem a ver com tudo isso?
A pergunta certa é "o que todos nós temos a ver com tudo isso?". Qual a influência da raça humana na natureza? Qual o limite do nosso egocentrismo, racionais meros mortais que, ironicamente, sem pensar nas consequências, destruímos nosso lar?
É difícil pensar que ainda existam florestas, rios, e animais selvagens convivendo harmoniosamente com a natureza em qualquer canto isolado do mundo quando tudo isso acontece no nosso dia-a-dia. É uma difícil tarefa acreditar que tenhamos e soframos , de fato, influências nas mutações do planeta em que vivemos.
A calamidade natural acontece todos os dias e nós e nossas fórmulas científicas, somos os culpados.

Enquanto isso, pessoas que nem fazem idéia da culpa, sofrem e pensam que o desastre natural é obra do Diabo, e simplesmente rezam e pedem a salvação de seus lares fazendo promessas que nunca irão cumprir para um Deus que nunca salvaria metade de seus móveis.
A natureza tarda mas não falha.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

exatamente o contrário

Ontem li no arquivo da Rolling Stone do mês passado uma entrevista com o Woody Allen e, algo que ele disse me chamou a atenção: "Sou filho das ruas da cidade e me sinto em casa com os dois pés plantados no chão". A princípio não fez sentido, visto que o propósito dele era dizer que adora sua cidade agitada e se sente um peixe fora d'água em Connecticut.
A questão é todo aquele lenga-lenga que a maioria das adolescentes sonhadoras declara por ter visto em uma série de televisão onde a protagonista abraça a cidade mais louca do país e quer tudo ao mesmo tempo - Alice, série exibida ano passado pela HBO onde a personagem vinda de outro Estado, descobre nossa encantadora e arrasadora São Paulo -, não me lembro de já ter falado desse incomodo que eu sinto sempre que leio isso mas, é mais ou menos assim: "Mais vale uma Alice voando do que mil Alices com os pés no chão", e é sempre a mesma coisa, o mesmo blá blá blá de adolescência vivida ao máximo.
Entrei em contradição por cinco ou seis minutos depois de interpretar a frase do Woody da minha maneira e cheguei a seguinte conclusão: "Sou filha das ruas da cidade e me sinto em casa com os dois pés plantados no chão", porque sou assim. A verdade nunca foi posta em jogo, o real e irreal sempre foram coisas distintas e, para mim, fugir da realidade nunca foi uma boa opção, quer dizer, encarar os problemas dessa vida de cabeça erguida, buscando sempre o melhor estado de espírito sempre foi a melhor coisa a se fazer. Alienação e inconsequência não fazem parte da pessoa que sou.
Portanto, a coisa toda muda: "Mais vale uma Flávia com os pés no chão do que mil Flávias voando" afinal, é preciso manter a sanidade pra continuar vivendo nessa selva de pedra denominada realidade.
Depois de toda essa baboseira intelectual em que viajei, fechei a revista e fui assistir Law & Order - SVU.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

run

Quanta gente sem nada pra fazer.
Quanta gente sem nada pra pensar.
Quanta gente incerta de tanta coisa.
Estupidez, insensatez, impulsos e chuva.
Garoa faz a dor de cabeça triplicar no dia seguinte... Bando de filho da puta sem objetivos.
Não tenho nada a ver com essa auto-destruição maldita em que centenas de idiotas acreditam e desanimador mesmo é ver o diabo acontecer do seu lado.

run my baby, run my baby, run

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

i'm still alive

Acordei no sábado feliz demais pra ver o dia ser jogado fora - aquele beijo de bom dia e o carinho no rosto carimbaram o início de um ótimo final de semana.
O relógio marcava 08h05 e a minha mente já estava a mil. O que fazer? O que decidir? O que eu realmente queria pra mim? Foi exatamente aí que eu decidi que trabalhar em loja fashionista pra pessoas megalomaníacas, definitivamente não era pra mim - não entendi ainda a razão de ter insistido, trabalho é uma coisa séria e tenho sérios problemas com chefes: ou eles são humanos, ou não; e dona da loja não era lá tão humana assim -, e que eu estava me demitindo de toda essa bobagem.
A retórica era verdadeira, aquele não era o meu mundo. Gosto de gente humilde que admite os próprios erros, que não passa por cima de ninguém por dinheiro e não abusa da pouca autoridade que lhe é designada. Gosto de pessoas simples e inteligentes o suficiente pra que façam suas próprias escolhas, que não são escravas do espelho e da moda.
Aquele não era o meu mundo e, por isso, nesse sábado ensolarado, enquanto um alguém brincava com meus cabelos, simplesmente me dizia que enquanto tivéssemos escolhas, poderíamos escolher.
A minha escolha no momento não é fazer tudo o que quero, mas sim não fazer tudo o que não quero. Respeitar o próximo, amar e ser feliz; ser livre pra escolher.

Por que não tirar mais um cochilo? A manhã estava linda e tudo o que mais me importava estava bem ali do meu lado.
O sábado foi ótimo.