segunda-feira, 6 de julho de 2009

Desenferrujando 1

Tudo muda, fato.
É estranho ler e reler coisas que escrevi em 2007, parece que uma eternidade inteira se passou e muita coisa aconteceu.
Tá certo, muita coisa aconteceu mesmo... Nada previsto.
Há cinco anos atrás, eu ficava imaginando como seria a minha vida neste período... E não imaginei nada disso que aconteceu; não imaginei que ia trabalhar durante um ano inteiro em uma empresa megalomaníaca, tampouco que encontraria amigas de verdade nesta empresa e sair dela antes dos dezoito; não passou pela minha cabeça que encontraria o amor da minha vida tão cedo, muito menos que veria valores sendo fragmentados pela própria família, da maneira que vi. Citar tudo é bobagem, quem sabe um dia eu não escreva um livro?
A verdade é que a gente sempre faz planos pro futuro sem ter certeza dele e, sempre que faz planos, acontece tudo diferente do planejado. Um amigo me disse uma vez que a solução era não fazer planos e se jogar nas oportunidades, sem plano B, já que o mesmo acontecia com ele e sempre se decepcionou com o resultado - ele só se esqueceu que o conselho estava sendo direcionado pra mim e, querendo ou não, isso muda uma série de fatores possíveis e impossíveis.
A desvantagem de não trabalhar é exatamente essa: ficar horas pensando no passado e misturando os fatos e probabilidades. Minha avó dizia que cabeça vazia era oficina do diabo, vai ver isso é verdade mesmo, e cada vez que ficamos desocupados, com a companhia do ócio, descobrimos coisas demais sobre nós mesmos antes do tempo.
Não que ficar desocupada só traga desvantagem, afinal, quem mais veria o pôr-do-sol do centro da cidade, em plena segunda-feira, daqui do terceiro andar, a não ser eu? Quem veria sessão da tarde em uma quarta-feira e ouviria os CD's preferidos a toda altura, em um dia chuvoso de inverno, a não ser eu? Depois de tudo o que aconteceu, no meu caso, estes são privilégios do seguro-desemprego apenas... Mas não posso discordar: descansar depois de todo esse tempo é recompensador.
Não pensei em um plano B, fiz um pacto com a felicidade.
Também não estou de mãos atadas, tampouco vencida pelo cansaço. Tenho chances e momentos certos e aproveitá-los é tudo o que posso fazer no momento.

sábado, 4 de julho de 2009

paz

quinta-feira, 2 de julho de 2009

GET BACK

Voltei pra civiliação (internet de volta).
O LBC voltou.



Aqui jaz uma sede imensa de palavras!

WAKE UP

Qualquer tipo de mudança real leva mais tempo e dá mais trabalho do que mudar os canais de sua TV.

A galera tá viajando nessa de ser livre. Todo mundo ansiando uma coisa que existe para poucos.
Liberta-te de ti mesmo, antes de tudo.
Sempre fui a favor de defender aquilo que quero, com unhas e dentes; sempre defendi um objetivo mais do que coleguismos (amizade existe para poucos, também). O que nunca me agradou foi a criançada crescida cagando e andando pro que acontece no mundo, sem consciência e ética, se atirando na vida sem refletir sobre nada além de seu egocentrismo.
Falso moralismo e ideais sem sentido compatíveis, mostram o quão estúpida essa juventude está sendo e a velocidade com que as coisas se afundam.
Ninguém liga pra mais nada.
E a mudança?


Ps.: vale lembrar que este é um blog pessoal.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ansiedade repentina.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

É tão difícil perceber?





Engolir a palavras não faz bem, mas neste momento até parece o mais sensato a se fazer.
(des)motivação.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O ciclo vicioso faz com que mudanças aconteçam, e no meu caso elas são positivas. Descobri que fases são apenas fases e, ainda que atitudes e conceitos se complementem, nada do passado se altera na memória.
Respeitar o diferenciado não é desafio nenhum por aqui.
Hipocrisia nunca me agradou e a evolução parte de cada um.




Sinto falta de escrever. Montar portifólio ou criar pastas cheias de textos no computador não substitui o velho hábito de escrever aqui de madrugada quando der vontade... Ô complicação.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Continuo não gostando de quando isso aqui se torna o jornal da manhã de alguns.
Algumas coisas continuam me desagradando, assim como era.
Atitudes mudam; conceitos, não.
Espero que nada se altere e se torne desnecessário.
Gente chata e sem graça ainda me desinteressa.
Tem coisas que a gente simplesmente não faz questão e não muda.


Sumida, bem.
Adiós.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Depende

As vezes sinto saudades daqui, as vezes não sinto.



É muito relativo.
Escrever sobre detalhes da mente faz com que algumas coisas aconteçam - e na maioria das vezes, elas não são tão desejadas assim.



Ampliar horizontes em função do bem estar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

reconstruir?

Tudo aqui é tão meu que nem sei dizer. Aquilo que me sufocou, prendeu, angustiou, confrontou e desfibrilou, se perde no espaço/tempo que fica entre um adeus e outro.
As paredes camomila não falam. O guarda-roupas de mogno não fala. O espelho velho não mente: consta um emaranhado de incertezas e decisões no reflexo, mil vezes por dia.
Em breve serão apenas lembranças que também se perderão no tempo.
Destruir e reconstruir paredes.
Renovar uma vida e transformar em vinho toda essa água suja a minha volta.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

250 postagens

Tantas frases sem fim, filosofia circular ♪

Em 2007 fiz esse Blog com o intuito de escrever para mim. Única e exclusivamente.
Incrível que funciona.
Lê quem quer. Reclama quem quer.
Elogia quem acha que deve.

Ninguém aqui é forçado a nada.
Escrevo porque me faz bem - e porque não faz sentido pensar tanto e não me expressar.
Expresso minha raiva, angústia, decepção, alegria, amor.
Expresso meus pensamentos e sentimentos em palavras nem sempre publicadas aqui.
Palavras são para sempre.


(não é grande coisa mas pra quem duvidou que o primeiro texto seria único, é algo significante)

Viva La (...) ?

Aceitamos. Nos rendemos. Fingimos que nos faz bem viver em um mundo que não nos pertence.
Não.
Não aceito e não me rendo. Parece que o Sol gira em torno da Terra. As coisas se complicam e ninguém faz nada.
Alguns nascem com a mesma frequência que outros morrem, e o Sol ainda parece girar em perfeita sintonia com a Terra.
Descobriu-se então que a Terra nada mais era que um entre nove planetas a girar em torno do Sol.
Existe algo mais e ninguém parece ver. Não falo de religião ou política, falo de realidade. Pés no chão.
É preciso fazer a diferença em alguns momentos e por incrível que pareça, a maioria não sabe diferenciar uma coisa da outra e, ainda é como se a Terra fosse o centro do Universo

segunda-feira, 30 de março de 2009

bad day

Tosse. Tontura. Falta de ar. Calafrios.
O cansaço e a indisposição transformam a paciência em resistência.
Descaso.
Desistência.
Tanto faz, às 16h da tarde.
Às 19h tudo piora. Sempre piora.
O andar devagar dispensa diagnósticos. Resolver ir de ônibus talvez fosse a melhor opção.
Foda-se. Quem liga pras opções? Até pegaria um táxi.
Mas não. Não é necessário.
Chegada. Espera. Febre.
Treze pacientes na espera e dois incompetentes no atendimento.
Os olhos lacrimejam sem querer água fervente.
Frente ao cérebro que quase explode a cada sopro contraditório, tossir é desconcertante.
Mais espera.
(...)
Um dia me chamam.
(...)
Tylenol. Desligo o aparelho de inalação, coisa inútil. Só faz barulho irritante.
(...)
Tira a chapa. Entrega o Raio-X ao "Doutor".
- Os piercings não saem mesmo.
- Tá.
(...)
- Acho que você tem bronquite...
- Você ACHA que tenho bronquite, ou eu realmente TENHO bronquite?
- É, você tem bronquite.
(...)
Três remédios que de nada servirão.
Indignação.
Dez da noite e o ônibus não passa.
Segunda-feira.

sexta-feira, 27 de março de 2009

válvula de escape

Hoje fiquei irritada na aula de Matemática.
Devo ter escrito três páginas de versos estagnados em minha própria loucura.
Acontece que me irrita o fato de velhas fracassadas darem aula em escolas onde ninguém cobra nada de ninguém, então ninguém faz absolutamente nada e engole o que lhes ordenam.
Velhas chatas que estão ali pra cumprir um horário escolar, como se estivessem a passeio e todos ali fossem micro-bactérias incondicionais e imorais seres desprovidos de massa cinzenta.
Hoje me desencantei com os numerais e me encantei mais com a poesia, a literatura, o falado, o audível e ensurdecedor. Me perdi em devaneios ao olhar uma folha de jornal bailar no ar e me desconcentrei com o reflexo da janela.
Mais do que nunca não sei o que quero pro meu futuro - além de uma família? -, mas sei o que não quero. Sei que teto de vidro não me agrada, usuários de máscaras não me agradam e defensores de falsa-imagem me agradam menos ainda.
Patética dialética falida. Niguém entende nada. Tudo é em vão.
Hoje declaro-me mais do que nunca, eterna defensora das palavras e suas incríveis possibilidades. Minha válvula de escape para todos os momentos da minha vida - minha e de milhares de pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

and you'll find

Muitas coisas acontecem por aqui.
Alguma coisa acontece no meu coração exatamente quando o abraço se conclui e um beijo começa. Interminável dependente de nós dois. Posso sentir a kilômetros de distância.
Amor é uma face sorrindo e dois corações batendo juntos, acelerando juntos, amando juntos; na mesma sintonia. Amor é a falta de fôlego por um simples respirar no ouvido e o bem querer de um conto de fadas de quem ama demais e quer ver e sentir seu bem querer, estar melhor do que qualquer outro em todo o planeta.
Quando amamos temos essa certeza e descobrimos a diferença de amar e se apaixonar por alguém. É bem simples: quando amamos, nos apaixonamos com a mesma intensidade a cada olhar e carinho, como se fosse o primeiro - ainda que se passem meses e você diz ser eterno com a mesma convicção que disse "sim" como resposta aquele pedido.
Amar é sentir no outro as alegrias e tristezas e sentir que pode e sempre vai fazer tudo mudar pra melhor. Amar é enxergar com seus próprios olhos o que ninguém jamais conseguiu ver e fazer o outro crer que todo esse sentimento é verdadeiro, mesmo quando os dois já estavam cansados demais pra continuar a acreditar em algo que jamais lhes pareceu real - uma vez que (in)completos por outros corações.
Amar e ter a recíproca é inexplicavelmente significante. Faz com que tudo tenha sentido e seja mais bonito. Faz a felicidade transbordar por boca, olhos e coração.
Frente a isso sou incapaz de traduzir qualquer mera explicação do que seja o amor, em palavras meramente inteligíveis. Apenas sinto enquanto o presente me permite.
Sinto e amo.

"Você, meu motivo pra sorrir/caminho certo pra seguir/saibas que é só teu, o meu verdadeiro amor"

terça-feira, 24 de março de 2009

what again

Não vou saber dizer o que há. Eu não vou poder jamais explicar.
Dias que pensei ter respostas para tudo, fingindo ser forte, e negar que eu nem sei se eu quero saber se amanhã vai ser igual, porque me assusta tanto não ter histórias pra te ouvir contar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

tudo misturado

As vezes algumas coisas se contradizem e se perdem no ar como se nada tivesse importância, ou não fosse tão corriqueiro a ponto de nos fazer deixar pra lá.
Deixar pra lá cansa menos.
Agora a pouco por exemplo, me disseram que só sei escrever quando estou decepcionada com algum fato passado, presente ou com alguma possível consequência. Não sei se é verdade, mas me fez pensar um pouco.
Acho que também sei dar valor as coisas belas da vida. Eu tento com honestidade.
Honestidade é coisa rara. Tão rara quanto um sorriso humilde e um abraço sincero. Mas, bem como a honestidade, a sinceridade e a humildade não estão nos olhos de quem vê, mas sim no coração de quem sente e na cabeça de quem pensa.
"Algumas pessoas tem a mania de confundir 'boa' com 'boba' ", li a alguns dias atrás e me acabei. Algumas pessoas ainda pensam que "a moda é o cérebro por fora". Pensamento primitivo é uma coisa em estado bruto - mas não pode ser comparado a um diamante em estado bruto ou a qualquer outra coisa, é somente um pensamento atrasado.
Sempre gostei de gente que valorizasse as coisas simples da vida. Eis que hoje estava conversando com uma colega de trabalho e meus olhos cintilaram quando ela começou a falar sobre as coisas simples da vida que admira, com a maior honestidade visível a olhos mortais. Aquilo mudou algumas coisas em mim, mesmo.
Hoje vi que a esperança não deve morrer nunca. Existem pessoas boas; honestas, sinceras e humildes, por aí. A todo momento um sorriso se perde no ar, um abraço se confunde no tempo e a integridade se mostra ativa.
As coisas simples da vida são as mais valiosas.
Existe uma tênue diferença entre gente de verdade e gente de mentira. Quem é de verdade sabe quem é de mentira e por aí vai.
A esperança não morre, não morre.
Felicidade existe e está presente na nossa vida a todo o momento. Felicidade é consequência de generosidade, respeito, educação, igualdade; simplicidade. A vida é um eco.
Quando não estou bem, costumo escrever negativamente e meio mundo elogia; quando estou bem, escrevo igual todo mundo. O presente é uma coisa engraçada demais, brinca com a gente e nos faz escrever sobre o nosso estado de espírito, transmitindo coisas boas ou ruins.
Vai ver devo olhar pra frente e parar de me preocupar com o que não me diz respeito. Vai ver é por isso que me incomodo tanto com as pessoas, porque me preocupo demais com elas.
Aprendi com os erros de alguém e tenho como exemplo a maneira que lida com os problemas e situações.
Com os livros é quase a mesma coisa... Me transporto para a Turquia, Alemanha, Londres ou Minas Gerais. Conheço o mundo em duzentas páginas.
Minha vida é meio bagunçada assim mesmo. As coisas se confundem, se perdem por aí e eu ainda gosto.
Amo todos os meus problemas e consigo rir de mim mesma. Ou não, ou sim.
Nunca sei o que quero mas gosto da minha indecisão.
Nunca me importei muito com a visão alheia sobre algumas coisas, mas sempre me deixei levar por atitudes que dizem mais que um milhão de palavras.
Sabe, eu gosto bastante de Fanta Uva, bastante mesmo; gosto do docinho do suco artificial e do sono que me dá. Gosto dos sinos da igreja badalando ao meio dia e da luz verde neon que cintila debaixo da árvore daquele restaurante aqui na avenida, de noite. Gosto de diamantes desenhados na pele e de ursos panda protagonistas de filme da Sessão da Tarde, em uma quinta feira.
Gosto de algumas coisas singelas que fazem toda a diferença. Gosto quando alguém percebe isso e mim e torna realidade meus pensamentos sobre qualquer coisa.
Sei gostar de algumas coisas boas como sei odiar outras - a diferença é que as palavras fluem com mais facilidade quando falo de coisas ruins -, mas não é por isso que sou tudo aquilo negativo, rancoroso, maldoso. Sou um mix contemporâneo de bossa nova e rock'n roll, como diria Cazuza.
Sou um monte de coisas e nada, tudo ao mesmo tempo.
Ainda que seja toda essa confusão, ainda tenho meus valores... Minha própria definição de variação indefinida. Ainda tenho um cérebro, um coração e tarefas a cumprir.
Muitas vezes o que lemos é reflexo do que precisamos. Por isso temos sono ao ler um livro de filosofia e nos empolgamos com um livro de ficção sobre vampiros. Somos o que pensamos ser.
Penso que sou uma mistura louca de muitas coisas e acredito que um dia essas coisas vão se organizar e eu vou poder olhar pra trás e concluir: valeu a pena.

FREEDOM

quarta-feira, 18 de março de 2009

- como a mantícora aprendeu a voar

(e estive preso no espelho por tanto tempo que nem sei bem, e
mais cem anos, seis meses, três dias, tudo bem... tanto faz).

Aprendi a amar teu sorriso como se aprende a amar quem sempre diz que no final todos tem a justiça e o sentido, e todos são amigos.
Quem diria “eu amigo”... Quem diria... Eu sei...
Vou voar agora que me destes asas.
Devoro exércitos, devoro exércitos. Canto para os pássaros, corro nos desertos, nem a vontade de mil conselhos pode me deter.
Devoro exércitos, devoro exércitos. O sangue negro feito petróleo da boca escorre e me deixa mais forte. Nem São Jorge irá te proteger.
Vou chegar as crateras da lua e me tornar um deus.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Liberdade Criativa?
País louco.