segunda-feira, 16 de março de 2009

Liberdade Criativa?
País louco.

sexta-feira, 13 de março de 2009

-

Eu percebi tenho existido; isso não basta, agora eu quero viver.
Apenas respirar sobre a pressão posta por falsos... Não quero isso pra mim, não da mais pra aguentar a babilônia liderada pelo mal.
Correr atrás do vento não é pra mim.

"VAIDADE É MISÉRIA, POIS DA TERRA NADA SE LEVA. O SENTIMENTO VALE MAIS QUE A MATÉRIA, AO PASSO QUE O MATERIALISTA REALIZADO SENTE A FELICIDADE. ENTÃO, QUAL O LIMITE DO SENTIMENTO? QUAl O LIMITE DO RACIONAL?"

Porque tem que ser sempre assim, ir mas voltar.
Essa é minha forma... Minhas escolhas.

Correr atrás!

Life To Live - Hastes

terça-feira, 10 de março de 2009

holden?

- Êi, Sally - falei.
- O que é? - ela perguntou. Estava olhando para uma garota do outro lado da sala.
- Você já se sentiu alguma vez cheia de tudo? - perguntei. - Quer dizer, você alguma vez na vida já ficou com medo de que tudo vai dar errado, a menos que você faça alguma coisa? Quer dizer, você gosta do colégio e desse negócio todo?
- É uma chatura.
- Quer dizer, você detesta o colégio? Sei que é uma chatura, mas estou perguntando se você detesta mesmo.
- Bem, detestar mesmo, não detesto. Você vive sempre...
- Bom, eu odeio a escola. Poxa, como detesto o troço - falei. - E não é só isso. É tudo. Detesto viver em Nova York e tudo. Táxis, ônibus da Avenida Madison, com os motoristas gritando sempre para a gente sair pela porta de trás, e ser apresentado a uns cretinos que chamam os Lunts de anjos, e subir e descer em elevadores quando a gente só quer sair, e os sujeitos ajustando as roupas da gente nas lojas, e as pessoas sempre...
- Não grita, por favor - Sally falou. O que era muito engraçado, porque eu nem estava gritando.
- Os carros, por exemplo - eu disse. E falei numa voz muito calma. - A maioria das pessoas são todas malucas por carros. Ficam preocupadas com um arranhãozinho neles, e estão sempre falando de quantos quilômetros fazem com um litro de gasolina e, mal acabam de comprar um carro novo, já estão pensando em trocar por outro mais novo ainda. Eu não gosto nem de carros velhos. Quer dizer, nem me interesso por eles. Eu preferia ter uma droga dum cavalo. Pelo menos o cavalo é humano, poxa. Pelo menos, o cavalo você pode...
- Não sei nem de que é que você está falando. Você pula de uma coisa...
- Sabe de um troço? - perguntei. - Só estou agora aqui em Nova York por tua causa. Se você não estivesse por aqui, eu provavelmente estaria numa porcaria dum lugar qualquer, lá pro fim do mundo. No mato ou em qualquer outra droga de lugar. Praticamente só estou aqui por tua causa.
- Você é um amor - ela disse. Mas via-se que ela estava querendo que eu mudasse de assunto.


O Apanhador No Campo de Centeio

segunda-feira, 9 de março de 2009

bleh

Cuspir no prato que comeu é uma coisa esquisita. Por isso que eu não minto nem omito meu passado.
Tudo aquilo que ouvi e cantei faz parte do que sou hoje... É bem por aí. Cuspir no prato que comi não é do meu feitio.
A gente percebe quando não é sincero e, o sincero do não-sincero é notável.
Tipo "quem é de verdade sabe quem é de mentira", ou sei lá.
Assumo o que fui e o que gosto. Gosto mesmo, com o maior orgulho.
Pra cada um tem um significado e pra mim é talvez um dos mais importantes.
Fale o que quiser, pense o que bem entender e faça cara feia quantas vezes tiver vontade. É assim, sou assim - e se pudesse escolher, seria exatamente como sou (talvez um composto de versos que fazem sentido pra quem gosta).
Repito: sinto orgulho, orgulho!


"Ah, tenta não ligar pra essa gente chata e sem graça.
São tolos demais
esses mortos, cegos e adultos.

Ah, deixa isso pra lá, que esse mundo é todo errado."

sábado, 7 de março de 2009

Fraqueza

É incrível como um texto pode acabar com o meu humor e a minha paciência. Uma droga de um texto escrito por alguém em algum canto da Terra. Isso acaba com meu dia, de verdade.
Gente pobre de espírito e cérebro, alegando ter uma alma pra lavar. Alma? Que alma? A vitalidade dessa gente toda vem lá do bolso dos pais.
Não sei o que acontece mas é assim, acontece. Me decepciono facilmente. Meia dúzia de palavras são mais do que suficientes pra uma simples compreensão da presente situação.
Talvez seja em vão. Talvez o texto tenha sido em vão.
Espero que os fantasmas do passado não assombrem mais ninguém por aqui ou por ali. Na verdade eu espero que alguém um dia te olhe nos olhos e veja que seus castelos são de areia, daqueles que desmancham com a primeira onda e se misturam com tantos outros castelos idiotas.
Felizmente ainda me resta a percepção dos fatos - que eu muitas vezes desejei não ter - e minha própria definição de bom ou mal, correto ou atrevido - verdades impostas por alguém sempre são chatas. Felizmente ou infelizmente.
Me resta também o que sou, hoje.
Sempre acredito no que leio, e embora tenha acabado com meu humor, nao acreditei no que li hoje.
Gente fraca me enoja.
Gente pobre de espírito me provoca nojo, me prova o quão diferente as coisas são e desperta o pior sentimento a se sentir por alguém: pena.



A mudança vem de cada um e a tendência é que a pessoa podre que cada um tem sido, continue sendo podre - a menos que cada um comece a olhar pro próprio umbigo antes de declarar verdades ao mundo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

bloguxospot?

Se existe uma coisa engraçada, é ver todas as meninas de 14 anos com um blogspot cor de rosa e lilás. As cores e as confissões pré-adolescentes. Ah, o blogspot pré-adolescente.
Ok. Escrevo sobre qualquer coisa não-interessante aqui - o primeiro passo é assumir a ignorância, não? - , mas esses blogs alheios me parecem um tanto quanto bizarros divertidos.
A começar pela concordância e terminar pelas confissões do tipo: "Sabe, eu queria mesmo que as coisas fossem pros seus lugares mais a gente nao pode manda no coraçao, sabe? Agente se decepsiona dimais com as pessoas e elas provao que so tem cabeça pra penssar em coisas de futilidade..."
Levando em consideração que a maioria está na oitava série... Ah, não. Mentira.
Infelizmente me deparo com bloguxos de gente grande o tempo todo. É verdade.
Então, eu paro e penso: Oras, se eu até falei com um dos maiores corruptos de Brasília no telefone - emprego maldito - por quê não parar pra ler essas coisas? Resposta: razões óbvias.

Um dia invento um Gossip Girl brasileiro... Com as novidades quentíssimas vindas direto das Escolas Estaduais do Estado de São Paulo - com muito orgulho.
Vai ferver no mundo bloguxístico, juro muito.

Ps.: Apenas detalho a parte em que ele se apresentou "Meu nome é xxxxxx xxxxxxxxx, não-sei-o-que-lá da Câmara Federal, de Brasília, pois não?" e em seguida a parte que saiu um balãozinho da minha cabeça, tipo: "E DAÍ?"
Ps.²: O littlebitclementine vai criar teias de aranha, nos próximos dias - não que eu me importe com isso.

au revoir

segunda-feira, 2 de março de 2009

pft

Cara, eu tô cansada demais pra escrever ou sequer reclamar de alguma coisa.

dorme

Preciso acordar daqui 4h27 e cá estou insone, ouvindo Bob Marley e vendo meu cachorro dormir.

domingo, 1 de março de 2009


Mimimi.

Passou

Defina seu sábado: it sucks.

1º Menina de Ouro
2º Kong Fu Panda
3º overdose de Friends

Conclusão: nunca mais passo o sábado em casa.
Tudo passa, até uva passa.

Espectativa para o domingo: menos pior.
Espectativa para a segunda feira: escola nova, de volta ao trabalho.
Não é fácil, não.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

GIVE UP

Cansei de gente querendo meu bem, dizendo palavras bonitas que não fazem sentido algum.
Ninguém sabe o quão cansativo é essa droga toda.
Queria mesmo ir pra Lua. Ao menos lá ninguém vai me incomodar com conselhos e palavras de afeto sem nexo.
Como se tudo isso fosse muito fácil - ninguém disse que era fácil, mas sozinha é mais complicado.
Não dá pra fazer isso. Não dá pra falar dos problemas desse jeito e procurar uma solução. A solução nunca vem quando é esperada - ainda mais quando esperamos sozinhos.
Mas deixa estar, deixa que o tempo passa e altera a configuração desse filme. Um dia a coisa toda muda e eu quero só ver.
"Mas nem puxe a arma se não for atirar."
Eu quero que tudo vá pros ares, agora.
Voltar a ser o que era de vez em quando - até lá eu espero sem ar.

Rancor, dor. Consciência, impaciência da consciência. Distração, maldição.
Jutiça e injustiça.
Aqui reina um império de insatisfação. Prazer, Coração.
Beleza, impureza. Alegria, alergia da alegria. Correto, discreto.
Bem e desdém.
Aqui jaz uma infinidade de (des)afeição. Prazer, Coração.


Odeio sábado.
Odeio muito tudo isso.

Negociações Falhas

Silêncio, afinal.
Ninguém ouve.
Ninguém aparece.
Ninguém é capaz de fazer algo por alguém.
Maldito mundo egoísta, estúpido e desnecessário.
Talvez se interferisse na vida de alguém, esse alguém se importaria.
Se importaria de verdade.
(...)
Hipótese.
É assim, a vida é assim.
Vida onde crianças lutam em guerras.
Vida onde o pai mata a família.
Vida maravilhosa onde ladrão rouba ladrão.
Vida explêndida e cheia de natureza e saúde, onde animais morrem sem razão.
Onde pessoas morrem sem razão.
(...)
Ah, a beleza das cidades grandes.
Cidades onde as flores dão lugar a fumaça cinza.
Cidades onde ônibus superlotados são apenas detalhes nas avenidas congestionadas.
Arranha céus.
Modernidade.
É o futuro.
O futuro é agora.
(...)
Alguém se importa?
Talvez se o futuro fosse alterado, alguém se importaria.
Maldito futuro egoísta, estúpido e desnecessário.
Ninguém pode ser capaz de fazer algo por alguém.
Ninguém pode aparecer.
Ninguém pode ouvir.
Silêncio, enfim.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval 2009

Carnaval = Promiscuidade + Pornografia + Bêbados + Brasileiros + Dinheiro Sujo - Dignidade
Etecéteras. Etecéteras. Etecéteras. A equação nunca termina.
Eu nem me lembro do que falei no ano passado sobre o Carnaval - me lembro que foi algo negativo... como qualquer brasileiro que antipatiza com essa festa toda. Lembro que concluí que Carnaval é coisa de gente estúpida e que eu não faço parte disso nem que eu receba algo em troca.
Este ano, mantenho a palavra.
Ano passado, não lembro o que fiz no final de semana de Carnaval.
Este ano, passei o final de semana de Carnaval no sofá com o namorado vendo filme.

Na ordem cronológica:
1º O Pianista - ótimo;
2º Shine A Light - bom;
3º A Liga da Injustiça - péssimo;
4º El Orfanato - razoável;

Eu ia fazer uma enorme resenha do meu final de semana mas, como sempre, prefiro deixar na nossa memória. Intocável pelo tempo.
Conclusão: Carnaval é coisa de gente estúpida e eu não faço parte disso nem que receba algo em troca - se é que isso é imaginável -, detesto comédias escrachadas americanas, ser polonês e tocar piano na 2ª Guerra Mundial era de grande valhia e meu amado namorado é a melhor companhia pra filmes ótimos, bons, péssimos ou razoáveis; nesta data tão idolatrada por nós dois.

Ah, o Carnaval...Justificar

Boa Noite.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Amigas?

As amizades entre garotas se resumem mais ou menos assim: quem tem o cabelo mais legal, as roupas mais legais, o sapatos mais legais e os amigos mais bonitos. De verdade mesmo, é quase isso.
Não estou dizendo que não existam amizades verdadeiras mas o mais comum hoje em dia é o citado acima.
Começa uma eterna disputa ideológica sobre qual banda é melhor ou sobre qual vocalista é mais bonito - e qual vai ser a primeira a arrancar um suspiro do vocalista, guitarrista, baixista ou até mesmo o baterista de uma banda qualquer.
Então é chegada a hora das compras. Afinal, quem melhor que a melhor amiga pra acompanhar nesta tarefa indecisa? Circulam pelo shopping inteiro até uma delas encontrar uma peça que gostou e a amiga dizer: "Não, você ficou gordinha com essa. Deixa ela aí", e o mais divertido é que a amiga crítica vai buscar a mesma peça no shopping dois dias depois - pra ela usar.
Existem muitos tipos de amigas. Amigas de copo, suponhamos que essas sejam as melhores pois quando bebem, ficam sinceras. Amigas de compras, afirmaremos aqui que estas são egoístas. Amigas de colégio ou faculdade, obviamente essas são as mais perigosas - e nem me perguntae o por quê.
Tanto faz, o que ocorreu comigo foi que começou uma incrível discussão sobre o Pete Doherty. É, aquele drogado esquisito do já acabado Libertines e também terminado e esquecido Babyshambles e sabe-se lá quais bandas mais.
A questão, meus caros é que isso se torna tão frequente que nos acostumamos e, quando isso ocorre percebemos que amizades de pré-escola e primário ficaram lá, perdidas no tempo e que nessa vida vence a mais bonita, popular e rica.
Me assumo ignorante e mal-agradecida mas que atire a primeira pedra aquela que nunca teve uma amiga dessas.

Ps.: E se por ventura você nunca teve uma amiga dessas, segue o conselho: olhe pras pessoas a sua volta.
Ps.²: Se você nunca teve uma amiga dessas, olhou a sua volta e ainda assim não viu nada, prepare-se pois elas sempre aparecem.
Ps.³: Caso você tenha discordado do fato que um dia elas vão aparecer, me desculpe mas você nunca terá amigas de verdade pois essas, acredite ou não, são as melhores.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Interiormente Falando

A parte que eu falo que gosto do silêncio? Sim, bastante.
Gosto do silêncio pra escrever, principalmente. Talvez eu já tenha dito aqui que tenho mil coisas vagando pela mente enquanto as outras mil coisas se esvaem, saem por aí, sem dono ou objetivo, até que o primeiro perdido as encontre e faça bom proveito.
Eu gosto mesmo do silêncio, da paz que ele passa.
Não gosto do escuro, tenho medo de escuro. Escuro sozinha, é claro.
Silêncio passa impressão de quietude, simplicidade. Simplicidade sem aquela baboseira de quem fala mais ou quem tem mais histórias para contar.
Escuro passa impressão de solidão, cumplicidade. Cumplicidade entre você, o escuro e a sua mente.
Eu nunca falei sobre a confusão toda e a cumplicidade após, entre a minha mente e o meu escuro. Meu escuro que ninguém conhece tão bem quanto eu.
Escuro pessoal. Escuro pessoal que todo mundo tem. Inclusive você, o deputado e o gari.
Uma Brahma. Duas, três, quatro. O copo nunca está vazio com elas. O assunto nunca acaba e com um olhar a gente se entende e dá risada por dentro.
Ah, as risadas interiores tão comuns e presentes feito o ar, nas nossas conversas de bar.
Me deixa insatisfeita um cara ouvindo Iggy Pop vir puxar assunto no Messenger porque me viu no bar e me achou bonitinha desde a última vez. Isso me deixa insatisfeita. Quase como naquela música do Cachorro Grande "Insatisfeito eu fico, insatisfeito eu vivo, eu sou impaciente. O que eu vou fazer?"
Hoje ouvi Adriana Calcanhoto - aquela música do Buchecha sem Claudinho. Não gostei do que ouvi. Ouvi também The Strokes. Comum.
Hoje vimos um prototipo do Axl Rose. Rimos.
Certas coisas não mudam, não é mesmo? A vida é dele, se pra ele fez sentido... Não me resta o que fazer.
Andei, andei, andei e voltei para o mesmo lugar.
São coisas tão patéticas e poéticas que se confundem meio a tanta indiscrição. Soberbo frente a tanta igualdade.
Voltando aos escuros e aos silêncios interiores... Bom, esqueci o que ia dizer. Acho que não era importante.


A cria que se crie, a dona que se dane
Os insetos interiores proliferam-se assim
Na morte e na merda
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago
Uma sensação de...
... o quê mesmo que se passa?
Um certo estado de conformação conformado.

PROIBINDO

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sigo o coração.

Se for pra ver você me dar um sorriso eu fico horas na chuva. Por mim tudo bem, não importa.
Não sei o correto e já não sou tão certo. Sigo o coração que diz que não sabe - mas é segredo.


{Faz a vida ser bela a infinita e diz que não somos grandes demais pra pensar que tudo foi perdido, que nada é como antes. E como já foi dito, toda criança sensível saberá o que estou dizendo.}

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Avaliando

Eu avalio o que você é pelo que você come. Eu avalio o que você é pelo que você escuta.
Eu avalio o que você é, olhando pras pessoas que você anda.
Hoje estava voltando para casa - trólebus lotado pra variar um pouco - entretida com meu próprio tédio - ouvindo pela 5º vez a mesma música de sempre - quando me perdi em devaneios e cá estou, escrevendo sobre isso depois de ler o lembrete em um papel de chiclete que encontrei na bolsa. Estava escrito: a gente avalia.
Tem gente que se satisfaz com de sempre: enche a cara de jurupinga com a mesada da mãe, faz ceninha na frente da galera descolada e depois pensa com os músculos. Sabe, uma coisa que eu sempre achei engraçada foi essa de ver as pessoas pensando com os músculos. Parecem um bando de babuínos brigando por uma causa falida. Se chutam, se socam, se rasgam, se fodem juntos. Acho isso uma grande idiotice.
Então eu escutei alguém me dizer: "Nossa, fazia tempo que eu não vinha aqui. Obrigado por me trazer e me fazer lembrar o porquê que eu não venho mais, heh". Pensei por dois minutos depois continuei a olhar. Eu acho isso uma grande idiotice.
Adolescentes primatas idiotas. Filhos da puta sem destino, rumo ou direção.
Eu dou risada disso... Até me inspiro - também me orgulho por não fazer parte dessa merda toda - e me comovo. Sim, fico com pena da mãe de cada garota ali. Devia estar assistindo O Fantástico achando que a filha tinha ido ao cinema com as amigas. Coitadas das mães.
A sensação de abandono é meio evidente - mas que se foda. O que me irritou de verdade foram aquelas bixas no trólebus cantando e dançando algo inaudível para mim - devia ser Cher ou qualquer outra coisa GLS que os fizessem pensar que eram um teen group -, aquilo me irritou de verdade. Sabe, eu não tenho nada contra esse pessoal, até conheço alguns do tipo, mas quando exigem a atenção alheia, exibindo algo que não existe, eu fico irritada. Porcos imundos - e purpurinados. Por quê diabos eles sempre querem a atenção toda para eles? Independente de onde estejam, eles sempre chegam fazendo isso: cantando, dançando e gesticulando coisas desagradáveis. Eu até me disponibilizo a jogar uma moeda de cinquenta centavos pra ver se eles se atiram ao chão (onde deviam estar). Eu fico irritada com essa gente.
Fico irritada com muitas coisas. Ultimamente com mais coisas que o normal (normal?).
Uma das coisas mais desconcertantes é quando o bruta montes te mede dos pés a cabeça. Isso me tira do sério. Odeio essa palhaçada de tratar mulher - inclusive a alheia - como pedaço de carne. Acho que ninguém gosta - mas quem é que vai ser o corajoso e falar isso pro filho da puta?
Tem vezes que a gente é paciente e até tenta ser diferente mas não dá. Essa de ser sempre a paciente irrita bastante também. Eu é que não vou gastar saliva explicando tudo para as palavras entrarem por um ouvido e sairem pelo outro.
Hoje eu acordei com vontade de voltar pra março de 2008. Me lembro que todas as terças e quintas eram destinadas a algo que me fazia um bem danado. Hoje em dia a coisa toda mudou.
Enquanto eu escrevo essa porcaria tento matar os bichinhos que ficam andando na tela do monitor. Não sei se acontece só comigo, mas sempre tem uns mosquitinhos andando na tela do meu monitor.
Ah, a sensação de abandono é meio repentina. Parece insignificante - tanto que ninguém percebe - mas acontece as vezes. Me vem aquela sensação de saudade de algo que não existe, pego o celular pra me distrair e na agenda encontro três pessoas. As três distintas e qualificadas pra ocupar o melhor lugar no podium mas, nenhuma respondeu a mensagem. Afinal, quem vai responder mensagens as 2h da manhã?
Uma tarde inteira na frente do computador, escutando velhas fofoqueiras falarem até sobre a roupa da nova funcionária pode ser esmagadora. Mais esmagadora ainda quando você está morrendo de vontade de ler um livro e não consegue se concentrar porque as vadias estão falando sem parar. Falam, falam, falam e nunca se cansam de falar. Isso também me irrita, mulheres que falam demais e nunca se cansam de falar, nunca sabem a hora certa de calar a boca por um minuto que seja.
E eu fico pensando no silêncio aqui de casa, enquanto martelo no teclado. Tá um silêncio dos infernos aqui. Eu gosto do silêncio mas ao meu ver, silêncio e escuro não é uma combinação muito interessante. Existem coisas que me assombram quando estes dois estão juntos. Eu não gosto disso.
Esses bichinhos estão me irritando de verdade.
Um dia eu quero escrever tudo que estiver na minha cabeça. Tudinho de verdade mesmo.
Um dia vou escrever sobre todas as avaliações, filhos da puta, bichinhos, cigarros, becos, trólebus, direções, rumos, assombrações, medos, abandonos e destinos. Sim, destinos.
Um dia vou escrever o livro de toda a minha vida, e trocarei os manuscritos por beijos e carinhos pagos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

yeah yeah yeah

Sabe quando você está no modo "soluções drásticas" online? Estou assim.
Tô sem saco pra novela, filme de comédia e Beatles - principalmente os Beatles.
Que mané She Loves You yeah yeah yeah que nada! Hoje tô afim de ouvir qualquer coisa que expresse algo mais agressivo que isso.
Na verdade, eu não estou com raiva, estou só angustiada e, quando me sinto assim, essas coisas e sorrisos falsos e frases pré-fabricadas só pioram a situação.
"Tantos passos que já nem lembramos mais a cor do asfalto"
Ontem mesmo ao voltar pra casa, vi que tinha chovido bastante - essas chuvas de verão que a essa altura do aquecimento todo só servem pra alagar a cidade - e pensei três vezes até completar a frase: "Nossa! Que dia bonito! Que cheiro de chuva... E asfalto molhado". Daí eu percebi que sentia falta dos verões que passei na casa da minha avó, no interior.
A gente sempre sente falta de algo fora do padrão - nossos malditos padrões - e o interior é algo fora do padrão pra qualquer paulistano que viva no meio desse trânsito, dessa poluição, desse caos maldito. O paulistano pode até falar: adoro asfalto, correria, barulho mas aposto que assim como eu, não dispensa férias no interior.
Me lembro como ontem que nas férias de verão ficava até tarde brincando de pega-pega, mãe-da-rua, esconde-esconde, amarelinha - essas brincadeiras de criança - na rua e essa de violência nem era existente no interior do interior. As coisas eram perfeitas demais. Na verdade quando somos crianças tudo é perfeito demais, crianças não vêem maldade ou falhas em nada e talvez seja por isso que a preocupação seja desnecessária.
Voltando a parte em que eu estou de saco cheio de Beatles, é verdade.
Veja bem, você sintoniza a televisão em um canal de música e tudo o que escuta é decorrente de algo que já passou. Os Beatles por exemplo. Estava vendo aquele programa tosco "Lobão ao Mar" com o Cachorro Grande e a Mallu Magalhães - um dia falo algo sobre essa menina, não esperem todas as positive vibrations - e tudo o que ouvi foi Beatles, Lennon e Dylan. O que não era propriamente isso, foi decorrente disso. Daí eu ainda tenho que ouvir algo do tipo: "É cara, tô louco pra ouvir aquela música 'nova' deles, na verdade o cara soltou esses dias por aí... Uma relíquia do Peppers... Daquela época psicodélica dos Beatles. Bom, tudo o que fizerem relativo a isso vai ser bom, pode passar o tempo que passar". Tá! Eu entendo que milhões de pessoas dariam a vida por isso e não nego que pra essas pessoas vai continuar a ser bom, mas eu acho insignificante demais, cara.
Tá certo que quando tudo era cinza, os Beatles apareceram mas isso não quer dizer que eles são eternamente os caras mais fodas do Universo. Isso só quer dizer que foi uma banda - fabricada, perdoem-me - que deixou músicas bonitinhas (grande parte) e uma legião de fãs. Afinal quando tinha uma porrada de idiotice acontecendo no planeta eles estavam cantando "Ela te ama, yeah yeah yeah". E isso não quer dizer que não tenha existido, existe ou venha a existir banda melhor ou coisa que o valha.
Não vivi aquela época. Estou bem em 2009, obrigada. Desculpem minha ignorância mas quando se está angustiado, Beatles não muda droga nenhuma.
Música é isso: quando é boa, altera até o estado de espírito de qualquer mortal e se não tem efeito nenhum, só me resta publicar em um blog pessoal (que fique bem claro) minha insatisfação.

Vou lá ouvir qualquer coisa gritada/berrada/agitada, que passe qualquer sentimento sincero.


Justificar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Três do Dois

Tá certo. Juro que queria escrever sobre algo aqui e que estava animada com a idéia de chegar em casa e escrever mas, mas, mas... Meu namorado me ligou e passaram-se cinquenta minutos desde então. Portanto, acho que agora é mais ou menos impossível escrever sobre qualquer baboseira que não se trate de nós dois.
Há alguns meses atrás chamou minha atenção até que eu, descaradamente puxei assunto:"Ei, você que é o Rafael que olha meu Orkut todos os dias?", "Sou". Parece até pequeno, mas desde esse dia, vem chamando a minha atenção minuto após minuto, ato após ato, olhar após olhar, abraço após abraço... Enfim, desde então vem conquistando de uma maneira única aos poucos, algo inconquistável desde sempre: meu coração.
Sabe, nós sempre esperamos alguém que nos complete e corresponda a todas as nossas expectativas e nos decepcionamos quando um certo tempo se passa e esse alguém não aparece. Então, nos desiludimos com toda essa idiotice de amor e nos tornamos muralhas inatingíveis.
Eu que nunca pensei que fosse encontrar alguém que realmente me completasse e correspondesse a todas as minhas expectativas, hoje declaro: isso é incrivelmente possível. Este alguém existe e está bem ao meu lado para todos os efeitos.
Essa coisa toda de amor é meio esquisita... Crescemos com a imagem da coisa toda perfeita projetada na mente...
Sim, me sinto assim: completamente apaixonada e confiante de que tudo isso é real.
Eu me rendo.
Há um mês atrás eu disse sim, e tenho certeza que o sorriso e a felicidade serão constantes por um longo tempo na mesma intensidade/proporção que estão sendo.

"Eu que nunca pensei em nada, hoje te dou meu coração. E te prometo estar sempre por aqui"
{♥}