sábado, 28 de fevereiro de 2009

GIVE UP

Cansei de gente querendo meu bem, dizendo palavras bonitas que não fazem sentido algum.
Ninguém sabe o quão cansativo é essa droga toda.
Queria mesmo ir pra Lua. Ao menos lá ninguém vai me incomodar com conselhos e palavras de afeto sem nexo.
Como se tudo isso fosse muito fácil - ninguém disse que era fácil, mas sozinha é mais complicado.
Não dá pra fazer isso. Não dá pra falar dos problemas desse jeito e procurar uma solução. A solução nunca vem quando é esperada - ainda mais quando esperamos sozinhos.
Mas deixa estar, deixa que o tempo passa e altera a configuração desse filme. Um dia a coisa toda muda e eu quero só ver.
"Mas nem puxe a arma se não for atirar."
Eu quero que tudo vá pros ares, agora.
Voltar a ser o que era de vez em quando - até lá eu espero sem ar.

Rancor, dor. Consciência, impaciência da consciência. Distração, maldição.
Jutiça e injustiça.
Aqui reina um império de insatisfação. Prazer, Coração.
Beleza, impureza. Alegria, alergia da alegria. Correto, discreto.
Bem e desdém.
Aqui jaz uma infinidade de (des)afeição. Prazer, Coração.


Odeio sábado.
Odeio muito tudo isso.

Negociações Falhas

Silêncio, afinal.
Ninguém ouve.
Ninguém aparece.
Ninguém é capaz de fazer algo por alguém.
Maldito mundo egoísta, estúpido e desnecessário.
Talvez se interferisse na vida de alguém, esse alguém se importaria.
Se importaria de verdade.
(...)
Hipótese.
É assim, a vida é assim.
Vida onde crianças lutam em guerras.
Vida onde o pai mata a família.
Vida maravilhosa onde ladrão rouba ladrão.
Vida explêndida e cheia de natureza e saúde, onde animais morrem sem razão.
Onde pessoas morrem sem razão.
(...)
Ah, a beleza das cidades grandes.
Cidades onde as flores dão lugar a fumaça cinza.
Cidades onde ônibus superlotados são apenas detalhes nas avenidas congestionadas.
Arranha céus.
Modernidade.
É o futuro.
O futuro é agora.
(...)
Alguém se importa?
Talvez se o futuro fosse alterado, alguém se importaria.
Maldito futuro egoísta, estúpido e desnecessário.
Ninguém pode ser capaz de fazer algo por alguém.
Ninguém pode aparecer.
Ninguém pode ouvir.
Silêncio, enfim.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval 2009

Carnaval = Promiscuidade + Pornografia + Bêbados + Brasileiros + Dinheiro Sujo - Dignidade
Etecéteras. Etecéteras. Etecéteras. A equação nunca termina.
Eu nem me lembro do que falei no ano passado sobre o Carnaval - me lembro que foi algo negativo... como qualquer brasileiro que antipatiza com essa festa toda. Lembro que concluí que Carnaval é coisa de gente estúpida e que eu não faço parte disso nem que eu receba algo em troca.
Este ano, mantenho a palavra.
Ano passado, não lembro o que fiz no final de semana de Carnaval.
Este ano, passei o final de semana de Carnaval no sofá com o namorado vendo filme.

Na ordem cronológica:
1º O Pianista - ótimo;
2º Shine A Light - bom;
3º A Liga da Injustiça - péssimo;
4º El Orfanato - razoável;

Eu ia fazer uma enorme resenha do meu final de semana mas, como sempre, prefiro deixar na nossa memória. Intocável pelo tempo.
Conclusão: Carnaval é coisa de gente estúpida e eu não faço parte disso nem que receba algo em troca - se é que isso é imaginável -, detesto comédias escrachadas americanas, ser polonês e tocar piano na 2ª Guerra Mundial era de grande valhia e meu amado namorado é a melhor companhia pra filmes ótimos, bons, péssimos ou razoáveis; nesta data tão idolatrada por nós dois.

Ah, o Carnaval...Justificar

Boa Noite.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Amigas?

As amizades entre garotas se resumem mais ou menos assim: quem tem o cabelo mais legal, as roupas mais legais, o sapatos mais legais e os amigos mais bonitos. De verdade mesmo, é quase isso.
Não estou dizendo que não existam amizades verdadeiras mas o mais comum hoje em dia é o citado acima.
Começa uma eterna disputa ideológica sobre qual banda é melhor ou sobre qual vocalista é mais bonito - e qual vai ser a primeira a arrancar um suspiro do vocalista, guitarrista, baixista ou até mesmo o baterista de uma banda qualquer.
Então é chegada a hora das compras. Afinal, quem melhor que a melhor amiga pra acompanhar nesta tarefa indecisa? Circulam pelo shopping inteiro até uma delas encontrar uma peça que gostou e a amiga dizer: "Não, você ficou gordinha com essa. Deixa ela aí", e o mais divertido é que a amiga crítica vai buscar a mesma peça no shopping dois dias depois - pra ela usar.
Existem muitos tipos de amigas. Amigas de copo, suponhamos que essas sejam as melhores pois quando bebem, ficam sinceras. Amigas de compras, afirmaremos aqui que estas são egoístas. Amigas de colégio ou faculdade, obviamente essas são as mais perigosas - e nem me perguntae o por quê.
Tanto faz, o que ocorreu comigo foi que começou uma incrível discussão sobre o Pete Doherty. É, aquele drogado esquisito do já acabado Libertines e também terminado e esquecido Babyshambles e sabe-se lá quais bandas mais.
A questão, meus caros é que isso se torna tão frequente que nos acostumamos e, quando isso ocorre percebemos que amizades de pré-escola e primário ficaram lá, perdidas no tempo e que nessa vida vence a mais bonita, popular e rica.
Me assumo ignorante e mal-agradecida mas que atire a primeira pedra aquela que nunca teve uma amiga dessas.

Ps.: E se por ventura você nunca teve uma amiga dessas, segue o conselho: olhe pras pessoas a sua volta.
Ps.²: Se você nunca teve uma amiga dessas, olhou a sua volta e ainda assim não viu nada, prepare-se pois elas sempre aparecem.
Ps.³: Caso você tenha discordado do fato que um dia elas vão aparecer, me desculpe mas você nunca terá amigas de verdade pois essas, acredite ou não, são as melhores.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Interiormente Falando

A parte que eu falo que gosto do silêncio? Sim, bastante.
Gosto do silêncio pra escrever, principalmente. Talvez eu já tenha dito aqui que tenho mil coisas vagando pela mente enquanto as outras mil coisas se esvaem, saem por aí, sem dono ou objetivo, até que o primeiro perdido as encontre e faça bom proveito.
Eu gosto mesmo do silêncio, da paz que ele passa.
Não gosto do escuro, tenho medo de escuro. Escuro sozinha, é claro.
Silêncio passa impressão de quietude, simplicidade. Simplicidade sem aquela baboseira de quem fala mais ou quem tem mais histórias para contar.
Escuro passa impressão de solidão, cumplicidade. Cumplicidade entre você, o escuro e a sua mente.
Eu nunca falei sobre a confusão toda e a cumplicidade após, entre a minha mente e o meu escuro. Meu escuro que ninguém conhece tão bem quanto eu.
Escuro pessoal. Escuro pessoal que todo mundo tem. Inclusive você, o deputado e o gari.
Uma Brahma. Duas, três, quatro. O copo nunca está vazio com elas. O assunto nunca acaba e com um olhar a gente se entende e dá risada por dentro.
Ah, as risadas interiores tão comuns e presentes feito o ar, nas nossas conversas de bar.
Me deixa insatisfeita um cara ouvindo Iggy Pop vir puxar assunto no Messenger porque me viu no bar e me achou bonitinha desde a última vez. Isso me deixa insatisfeita. Quase como naquela música do Cachorro Grande "Insatisfeito eu fico, insatisfeito eu vivo, eu sou impaciente. O que eu vou fazer?"
Hoje ouvi Adriana Calcanhoto - aquela música do Buchecha sem Claudinho. Não gostei do que ouvi. Ouvi também The Strokes. Comum.
Hoje vimos um prototipo do Axl Rose. Rimos.
Certas coisas não mudam, não é mesmo? A vida é dele, se pra ele fez sentido... Não me resta o que fazer.
Andei, andei, andei e voltei para o mesmo lugar.
São coisas tão patéticas e poéticas que se confundem meio a tanta indiscrição. Soberbo frente a tanta igualdade.
Voltando aos escuros e aos silêncios interiores... Bom, esqueci o que ia dizer. Acho que não era importante.


A cria que se crie, a dona que se dane
Os insetos interiores proliferam-se assim
Na morte e na merda
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago
Uma sensação de...
... o quê mesmo que se passa?
Um certo estado de conformação conformado.

PROIBINDO

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sigo o coração.

Se for pra ver você me dar um sorriso eu fico horas na chuva. Por mim tudo bem, não importa.
Não sei o correto e já não sou tão certo. Sigo o coração que diz que não sabe - mas é segredo.


{Faz a vida ser bela a infinita e diz que não somos grandes demais pra pensar que tudo foi perdido, que nada é como antes. E como já foi dito, toda criança sensível saberá o que estou dizendo.}

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Avaliando

Eu avalio o que você é pelo que você come. Eu avalio o que você é pelo que você escuta.
Eu avalio o que você é, olhando pras pessoas que você anda.
Hoje estava voltando para casa - trólebus lotado pra variar um pouco - entretida com meu próprio tédio - ouvindo pela 5º vez a mesma música de sempre - quando me perdi em devaneios e cá estou, escrevendo sobre isso depois de ler o lembrete em um papel de chiclete que encontrei na bolsa. Estava escrito: a gente avalia.
Tem gente que se satisfaz com de sempre: enche a cara de jurupinga com a mesada da mãe, faz ceninha na frente da galera descolada e depois pensa com os músculos. Sabe, uma coisa que eu sempre achei engraçada foi essa de ver as pessoas pensando com os músculos. Parecem um bando de babuínos brigando por uma causa falida. Se chutam, se socam, se rasgam, se fodem juntos. Acho isso uma grande idiotice.
Então eu escutei alguém me dizer: "Nossa, fazia tempo que eu não vinha aqui. Obrigado por me trazer e me fazer lembrar o porquê que eu não venho mais, heh". Pensei por dois minutos depois continuei a olhar. Eu acho isso uma grande idiotice.
Adolescentes primatas idiotas. Filhos da puta sem destino, rumo ou direção.
Eu dou risada disso... Até me inspiro - também me orgulho por não fazer parte dessa merda toda - e me comovo. Sim, fico com pena da mãe de cada garota ali. Devia estar assistindo O Fantástico achando que a filha tinha ido ao cinema com as amigas. Coitadas das mães.
A sensação de abandono é meio evidente - mas que se foda. O que me irritou de verdade foram aquelas bixas no trólebus cantando e dançando algo inaudível para mim - devia ser Cher ou qualquer outra coisa GLS que os fizessem pensar que eram um teen group -, aquilo me irritou de verdade. Sabe, eu não tenho nada contra esse pessoal, até conheço alguns do tipo, mas quando exigem a atenção alheia, exibindo algo que não existe, eu fico irritada. Porcos imundos - e purpurinados. Por quê diabos eles sempre querem a atenção toda para eles? Independente de onde estejam, eles sempre chegam fazendo isso: cantando, dançando e gesticulando coisas desagradáveis. Eu até me disponibilizo a jogar uma moeda de cinquenta centavos pra ver se eles se atiram ao chão (onde deviam estar). Eu fico irritada com essa gente.
Fico irritada com muitas coisas. Ultimamente com mais coisas que o normal (normal?).
Uma das coisas mais desconcertantes é quando o bruta montes te mede dos pés a cabeça. Isso me tira do sério. Odeio essa palhaçada de tratar mulher - inclusive a alheia - como pedaço de carne. Acho que ninguém gosta - mas quem é que vai ser o corajoso e falar isso pro filho da puta?
Tem vezes que a gente é paciente e até tenta ser diferente mas não dá. Essa de ser sempre a paciente irrita bastante também. Eu é que não vou gastar saliva explicando tudo para as palavras entrarem por um ouvido e sairem pelo outro.
Hoje eu acordei com vontade de voltar pra março de 2008. Me lembro que todas as terças e quintas eram destinadas a algo que me fazia um bem danado. Hoje em dia a coisa toda mudou.
Enquanto eu escrevo essa porcaria tento matar os bichinhos que ficam andando na tela do monitor. Não sei se acontece só comigo, mas sempre tem uns mosquitinhos andando na tela do meu monitor.
Ah, a sensação de abandono é meio repentina. Parece insignificante - tanto que ninguém percebe - mas acontece as vezes. Me vem aquela sensação de saudade de algo que não existe, pego o celular pra me distrair e na agenda encontro três pessoas. As três distintas e qualificadas pra ocupar o melhor lugar no podium mas, nenhuma respondeu a mensagem. Afinal, quem vai responder mensagens as 2h da manhã?
Uma tarde inteira na frente do computador, escutando velhas fofoqueiras falarem até sobre a roupa da nova funcionária pode ser esmagadora. Mais esmagadora ainda quando você está morrendo de vontade de ler um livro e não consegue se concentrar porque as vadias estão falando sem parar. Falam, falam, falam e nunca se cansam de falar. Isso também me irrita, mulheres que falam demais e nunca se cansam de falar, nunca sabem a hora certa de calar a boca por um minuto que seja.
E eu fico pensando no silêncio aqui de casa, enquanto martelo no teclado. Tá um silêncio dos infernos aqui. Eu gosto do silêncio mas ao meu ver, silêncio e escuro não é uma combinação muito interessante. Existem coisas que me assombram quando estes dois estão juntos. Eu não gosto disso.
Esses bichinhos estão me irritando de verdade.
Um dia eu quero escrever tudo que estiver na minha cabeça. Tudinho de verdade mesmo.
Um dia vou escrever sobre todas as avaliações, filhos da puta, bichinhos, cigarros, becos, trólebus, direções, rumos, assombrações, medos, abandonos e destinos. Sim, destinos.
Um dia vou escrever o livro de toda a minha vida, e trocarei os manuscritos por beijos e carinhos pagos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

yeah yeah yeah

Sabe quando você está no modo "soluções drásticas" online? Estou assim.
Tô sem saco pra novela, filme de comédia e Beatles - principalmente os Beatles.
Que mané She Loves You yeah yeah yeah que nada! Hoje tô afim de ouvir qualquer coisa que expresse algo mais agressivo que isso.
Na verdade, eu não estou com raiva, estou só angustiada e, quando me sinto assim, essas coisas e sorrisos falsos e frases pré-fabricadas só pioram a situação.
"Tantos passos que já nem lembramos mais a cor do asfalto"
Ontem mesmo ao voltar pra casa, vi que tinha chovido bastante - essas chuvas de verão que a essa altura do aquecimento todo só servem pra alagar a cidade - e pensei três vezes até completar a frase: "Nossa! Que dia bonito! Que cheiro de chuva... E asfalto molhado". Daí eu percebi que sentia falta dos verões que passei na casa da minha avó, no interior.
A gente sempre sente falta de algo fora do padrão - nossos malditos padrões - e o interior é algo fora do padrão pra qualquer paulistano que viva no meio desse trânsito, dessa poluição, desse caos maldito. O paulistano pode até falar: adoro asfalto, correria, barulho mas aposto que assim como eu, não dispensa férias no interior.
Me lembro como ontem que nas férias de verão ficava até tarde brincando de pega-pega, mãe-da-rua, esconde-esconde, amarelinha - essas brincadeiras de criança - na rua e essa de violência nem era existente no interior do interior. As coisas eram perfeitas demais. Na verdade quando somos crianças tudo é perfeito demais, crianças não vêem maldade ou falhas em nada e talvez seja por isso que a preocupação seja desnecessária.
Voltando a parte em que eu estou de saco cheio de Beatles, é verdade.
Veja bem, você sintoniza a televisão em um canal de música e tudo o que escuta é decorrente de algo que já passou. Os Beatles por exemplo. Estava vendo aquele programa tosco "Lobão ao Mar" com o Cachorro Grande e a Mallu Magalhães - um dia falo algo sobre essa menina, não esperem todas as positive vibrations - e tudo o que ouvi foi Beatles, Lennon e Dylan. O que não era propriamente isso, foi decorrente disso. Daí eu ainda tenho que ouvir algo do tipo: "É cara, tô louco pra ouvir aquela música 'nova' deles, na verdade o cara soltou esses dias por aí... Uma relíquia do Peppers... Daquela época psicodélica dos Beatles. Bom, tudo o que fizerem relativo a isso vai ser bom, pode passar o tempo que passar". Tá! Eu entendo que milhões de pessoas dariam a vida por isso e não nego que pra essas pessoas vai continuar a ser bom, mas eu acho insignificante demais, cara.
Tá certo que quando tudo era cinza, os Beatles apareceram mas isso não quer dizer que eles são eternamente os caras mais fodas do Universo. Isso só quer dizer que foi uma banda - fabricada, perdoem-me - que deixou músicas bonitinhas (grande parte) e uma legião de fãs. Afinal quando tinha uma porrada de idiotice acontecendo no planeta eles estavam cantando "Ela te ama, yeah yeah yeah". E isso não quer dizer que não tenha existido, existe ou venha a existir banda melhor ou coisa que o valha.
Não vivi aquela época. Estou bem em 2009, obrigada. Desculpem minha ignorância mas quando se está angustiado, Beatles não muda droga nenhuma.
Música é isso: quando é boa, altera até o estado de espírito de qualquer mortal e se não tem efeito nenhum, só me resta publicar em um blog pessoal (que fique bem claro) minha insatisfação.

Vou lá ouvir qualquer coisa gritada/berrada/agitada, que passe qualquer sentimento sincero.


Justificar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Três do Dois

Tá certo. Juro que queria escrever sobre algo aqui e que estava animada com a idéia de chegar em casa e escrever mas, mas, mas... Meu namorado me ligou e passaram-se cinquenta minutos desde então. Portanto, acho que agora é mais ou menos impossível escrever sobre qualquer baboseira que não se trate de nós dois.
Há alguns meses atrás chamou minha atenção até que eu, descaradamente puxei assunto:"Ei, você que é o Rafael que olha meu Orkut todos os dias?", "Sou". Parece até pequeno, mas desde esse dia, vem chamando a minha atenção minuto após minuto, ato após ato, olhar após olhar, abraço após abraço... Enfim, desde então vem conquistando de uma maneira única aos poucos, algo inconquistável desde sempre: meu coração.
Sabe, nós sempre esperamos alguém que nos complete e corresponda a todas as nossas expectativas e nos decepcionamos quando um certo tempo se passa e esse alguém não aparece. Então, nos desiludimos com toda essa idiotice de amor e nos tornamos muralhas inatingíveis.
Eu que nunca pensei que fosse encontrar alguém que realmente me completasse e correspondesse a todas as minhas expectativas, hoje declaro: isso é incrivelmente possível. Este alguém existe e está bem ao meu lado para todos os efeitos.
Essa coisa toda de amor é meio esquisita... Crescemos com a imagem da coisa toda perfeita projetada na mente...
Sim, me sinto assim: completamente apaixonada e confiante de que tudo isso é real.
Eu me rendo.
Há um mês atrás eu disse sim, e tenho certeza que o sorriso e a felicidade serão constantes por um longo tempo na mesma intensidade/proporção que estão sendo.

"Eu que nunca pensei em nada, hoje te dou meu coração. E te prometo estar sempre por aqui"
{♥}

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Plenos Pulmões

Se tem algo que me enche satisfação mais que ver um filme esperado e aclamado, é faltar no trabalho para ir a um show e voltar dele com as energias revigoradas. Isso só acontece nesse show, em específico.
Tudo bem que sempre tem a galerinha super duper cool chamando a atenção no bar, cantando músicas ridículas fingindo uma embriaguez - que apesar de tudo nos rendem boas risadas (chupa e engole, chupa e engole, chupa e engole). Tudo bem que esconder uma cerveja no pé-da-mesa aliviou a conta e existe uma tênue diferença entre a Premium e a Pilsen. Também não interessa muito quantas vezes o cinzeiro foi esvaziado nem quantas pessoas iguais eu vi ali. Não importa.
Por mais que existam pessoas aparentemente iguais... Ali, na hora da banda tocar, essas tolices são postas de lado e todos viram um só, com um único propósito: deixar de lado toda essa babaquice da atualidade e acordar - já que o mundo ainda não escuta suas vozes.
É exatamente nesse momento que eu pulo, grito, me descabelo, derreto. É bem nessa hora que eu e mais uma porção de desconhecidos viramos um só. É a paixão pela sinceridade contida ali, naquelas letras, que torna tudo um belo mix de vozes e olhares deslumbrados. Quando a banda que toca e a galera que assiste também se tornam um.
Uma coisa complementa a outra e é nessa hora que esse mundo já bastante bagunçado vira do avesso e dispara alarmes que só nós podemos ouvir.

Uma estação de trem pode te trazer muitas lembranças ou simplesmente te fazer pensar em qualquer outra coisa que traga distração... Um filme, talvez.
Pessoas movidas pela paixão de escrever e redescobrindo um ideal também podem ser bem interessantes. Um mundo inteiro de possibilidades ao alcance de cada um e o querer-fazer-acontecer motivando e enchendo os pulmões a cada trago.

São essas coisas e mais um infinito de detalhes que marcam um dia na memória da gente.
Essa é a Dança dos Dias enchendo nossos pulmões - não a cada trago, mas sim a cada verso cantado.Justificar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

i said

Nunca passou pela minha cabeça que a minha vida fosse dar todas essas voltas.
Tinha me acostumado com as paredes camomila, a janela de madeira, as escadas, o salão com vista pro incrível bairro parado, a sala de estar e as grades. Me acostumei com tudo isso a minha volta e de repente, as coisas não são mais como costumavam ser. O fato não é que eu me importo com esses detalhes, mas a questão é: será que me acostumo ao novo lugar?
O mais incrível de tudo isso é que essa mudança toda veio na hora certa.
Não sei pra onde vou, nem sei o que vai acontecer daqui pra frente mas uma coisa é certa: a mudança é positiva.
A mudança por mais drástica que seja, sempre é positiva.

What's done is done.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

open your fuckin' mind

domingo, 25 de janeiro de 2009

Não Estou Lá





Hoje assisti I'm Not There, baseado na vida do ícone que mais admiro: Bob Dylan.
Todd Haynes fez um mosaico com a história e repercussão desta lenda. O Dylan jovem admirador de Woody Guthrie, no auge do sucesso como cantor folk, o "traidor" ao colocar guitarras elétricas em suas músicas, o mulherengo com problemas familiares, o cristão e o Dylan mais velho.
Robert Allan Zimmerman foi brilhantemente descrito (salvo as frases ao longo do filme), a sinceridade nas interpretações, a maneira como o diretor lida com a ordem cronológica dos fatos. A discussão com o repórter e a apresentação em Londres na qual foi vaiado e chamado de Judas por um fã, foi o auge para mim. Ah, a cena com os Beatles foi engraçadinha e o aparecimento de Edie Sedgwick foi um tanto quanto repentino.
A maneira como influenciou e influencia gerações com sua música camaleônica - como li em algum lugar - é clara e objetiva, para aqueles que ousam entender o incompreensível; Dylan é posto como o audacioso que não tem medo de mudanças e desafia a sociedade, mas culpando-se e punindo-se por ter criado algo.
O mais incrível é o cuidado que o diretor teve com a personalidade da lenda, Bob Dylan continua sendo o mesmo que era antes do filme: um mistério.
Sem sombra de dúvidas é um daqueles filmes que por mais que eu me esforce, não vou conseguir transparecer através das palavras a satisfação de tê-lo visto - o fato de ser do meu favorito, ajuda um pouco.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

0800-Bons-Sonhos

Eu disse que ia dormir, mas eu não fui.
Obviamente só tenho vontade de escrever algo a essas horas e até que acho normal.
Acabei de ler "Eclipse" - qual a diferença se é modinha, ou não? - e gostei bastante do que li.
Devorar livros as vezes é uma boa saída. Escapar do tédio, do ócio.
Esses dias eu tive um desses sopros de imaginação que queria ter enquanto estivesse aqui, sentada na frente do computador esperando o tempo passar. Sabe, essa de sentar na frente do computador e esperar o tempo passar é uma furada.
Tem gente que passa o dia inteiro na frente do computador esperando a vida passar e quando se dão conta, tudo se perdeu no tempo. Também sou assim, talvez seja esse o ponto negativo do meu trabalho.
Bom, voltando ao sopro de imaginação... Pensei ter visto um telefone andar, ou escutado um cachorro falar. Calma, calma, não estou ficando louca. O problema é que o sopro de imaginação vem quando estou dormindo! Taí o porquê de tanto bloqueio.
Ultimamente meus sonhos tem sido um tanto quanto esquisitos... Ontem mesmo sonhei que estava em um estacionamento de caminhões na beira do mar no qual existiam mundos diferentes dentro de cada caminhão (em um deles, por exemplo, existia todo o interior de uma pirâmide e no outro, existia todo o Império Romano). Anteontem mesmo eu sonhei que estava perdida em um lago que tinha saída para uma trilha que finalmente passava por um campo da Idade Média onde, no final, tinha botes de passeio marítimo que suportavam até três pessoas e o meu amado por sinal era o garoto mais Joselito que eu já tinha visto. Antes de anteontem eu sonhei com cavalos, bruxas, 0800 e muitos chaveiros...
Ah, eu só sei que as vezes as idéias se extraviam da minha cabeça como uma carta pode se extraviar no meio de um milhão de cartas. Talvez, no momento, esta seja a coisa que mais está me deixando frustrada: ter algo para escrever mas não conseguir fazê-lo.
Bons Sonhos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Filosofia Circular

Quantos dentes tem sua honestidade?
Confusão. Alusão. Desperdício. Perdição. Desordem.
Confusão.
Quantos dentes tem sua mentira?
A maioria das vezes o motivo da confusão é a liberdade (ou a falta dela). Alguns momentos são tomados pelos minutos decisivos do qual você é obrigado a participar. Sua liberdade é posta em jogo. São nesses momentos que você pode ter a opção de dizer sim ou não, de calar ou silenciar.
Eu acho que já falei algo aqui sobre calar ou silenciar, bom, não sei, são tantos textos inúteis, mal-escritos e sem sentido algum.
A verdade é que algo aqui sente falta dos carros, do movimento, das pessoas, da música alta, da exaustão. Ultimamente as coisas andam bem ociosas. Creio eu que é a minha alma que sente falta de tudo isso mas, pensando bem, vender uma alma livre em troca da liberdade soa meio hipócrita... Olha o foco.
Talvez seja isso mesmo, sinto falta da liberdade. Tal liberdade que tinha quando contrariava algumas opções impostas por alguém que tinha e não tinha o direito de fazer isso.
A vontade é de sair por aí, sem rumo. Andar pelas ruas, pensar na vida. Pensar no que eu perdi, no que eu desperdicei ou até mesmo no que eu dispensei.
Hoje voltando do lugar - que por acaso tenho suportado tão bem quanto a vontade de pedir as contas - que adoro, senti o ar entrando em meus pulmões junto com o aroma de asfalto molhado que me trouxe um momento inconfundível de nostalgia. O verão sempre me é nostálgico.
Lembranças de verão me fazem estremecer por alguns minutos, me trazem algo de bom e ruim. Me lembro daquelas tardes e das músicas, principalmente das músicas. Me lembro bem de como foi bom o início do ano - é uma pena que todo o resto tenha sido meio catastrófico - e todo o resto.
Talvez meu problema seja o mesmo que um amigo apontou uma vez: sou imediatista; quando quero algo, quero tudo de uma vez, a qualquer custo. Mas pensando bem, isso não é um problema, pensando bem, um dia vou me orgulhar dessa mente imunda pois vai ser ela o molde pro meu futuro. Sei bem que com ela vou muito além, sei bem que não me resta nada a perder e que ainda que eu seja persistente, a solução é começar algumas coisas do zero, do jeito que estou fazendo.
Esse ano, eu quero muitas coisas novas. Esse ano eu quero cair muito e aprender de verdade com isso. Esse ano eu quero a felicidade de verdade.
Quero sair dessa filosofia circular, frases sem fim, essa distração sem sentido.
Confusão. Aleatoriedade. Caminhar. Renovar.
Confusão.
Opção de mudar. Opção de ser e fazer algo.
Quantos dentes tem sua mentira?

São muitos planos (...)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

verão 2009



Olha, eu até entendo que a galera gosta de praia, piscina, sorvete, cerveja gelada, verão; mas este calor de início de ano está uma loucura.
Por que será que São Paulo sempre sofre primeiro? Ok, eu sei que é por causa da tal poluição mas poxa, assim não dá.
No ônibus, nas ruas, no trabalho, e até mesmo em casa a situação é apreensiva. Ventilador e ar-condicionado ligados no máximo pra amenizar essa onda de calor.
Enquanto lá no Sul a coisa fica molhada, aqui a coisa fica derretida.
Todos reclamam. As pessoas derretem só de ficar no ponto de ônibus, as crianças estão em casa com preguiça do Sol, os homens da casa vão pro bar apreciar a cervejinha enquanto as mulheres vão fofocar com as vizinhas enquanto colocam a roupa no sol - por tempo controlado é claro, estão correndo o risco das roupas ficarem duras como concreto se ficarem por mais de 1h no sol -, e os jornais anunciam mais chuvas e mais calor, dizendo que o problema seria solucionado se tivessem mais árvores na grande metrópole; faça-me o favor!
Tenho pena dos meus cachorros, deitados no chão gelado na esperança frustrada de um breve refresco. Eu imagino como seria se fôssemos como os cães... pensando bem, não, não imagino (ao menos se fôssemos como nossos companheiros, o governo ia pensar duas vezes antes de desmatar uma grande área em região manancial pra construir um rodoanel sem sentido).
Por isso eu recomendo protetor solar, água, um ventilador portátil e muito, mas muito repelente.
Por isso eu prefiro a primavera ao verão.


PS: dear friends, o bloqueio mental está me matando.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

manuscritos?

Ultimamente estou com aquele tal bloqueio mental - não que eu realmente escreva algo quando não estou com ele mas, sabe como é, né?
As vezes quando estamos 99% bem acontece isso, é o que dizem. Escrevemos bem quando não estamos bem. Que isso me traga um sopro de imaginação, então.
Vai ver estou precisando trabalhar isso aí mesmo: a imaginação.
Coelhos brancos, varinhas de condão, carruagens de abóbora, unicórnios, vampiros, animais que falam, bruxas, doendes, super-heróis, o sombra, histórias que acontecem e tudo o mais. Ah, se a vida fosse um conto de fadas.
Bom, com certeza se a vida fosse um conto de fadas as coisas seriam bem diferentes.
Eu não quero entrar em detalhes. Não quero dissertar sobre o meu bloqueio mental nem mostrar o quão decepcionada eu fico quando o sopro de imaginação vem quando ando na rua, me perco nos meus próprios pensamentos e até chegar em casa e passar tudo pro papel a coisa se perde no ar. Não quero isso.
Mas quero continuar bem. Isso eu quero.

domingo, 4 de janeiro de 2009

breathe

friso em: coração quase saltou para fora/sorriu/mais claro do que nunca/aprendeu/recomeçou.

"meu coração acelerou e desacelerou em um compasso desenfreado
sorri.
tudo mais claro do que nunca em questão de segundos
pensei, senti, recomecei junto"
ou algo assim?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Happy New Year!

É, 2008 já se foi.
Muita coisa aconteceu em 2008, mas vou guardar as lembranças e aprendizados pra mim.
Em 2009, espero que algumas coisas sejam diferentes e outras total e completamente novas. Espero que os planos dêem certo e que eu passe no vestibular, tire a CNH, faça novas amizades, escreva algo, conheça novos lugares e seja muito, muito feliz. Sou ambiciosa e isso aí é um doze avos do que eu espero.
Ano Novo, Vida Nova.
A propósito, meu Ano Novo foi calmo, precioso.