domingo, 25 de janeiro de 2009
Não Estou Lá
Hoje assisti I'm Not There, baseado na vida do ícone que mais admiro: Bob Dylan.
Todd Haynes fez um mosaico com a história e repercussão desta lenda. O Dylan jovem admirador de Woody Guthrie, no auge do sucesso como cantor folk, o "traidor" ao colocar guitarras elétricas em suas músicas, o mulherengo com problemas familiares, o cristão e o Dylan mais velho.
Robert Allan Zimmerman foi brilhantemente descrito (salvo as frases ao longo do filme), a sinceridade nas interpretações, a maneira como o diretor lida com a ordem cronológica dos fatos. A discussão com o repórter e a apresentação em Londres na qual foi vaiado e chamado de Judas por um fã, foi o auge para mim. Ah, a cena com os Beatles foi engraçadinha e o aparecimento de Edie Sedgwick foi um tanto quanto repentino.
A maneira como influenciou e influencia gerações com sua música camaleônica - como li em algum lugar - é clara e objetiva, para aqueles que ousam entender o incompreensível; Dylan é posto como o audacioso que não tem medo de mudanças e desafia a sociedade, mas culpando-se e punindo-se por ter criado algo.
O mais incrível é o cuidado que o diretor teve com a personalidade da lenda, Bob Dylan continua sendo o mesmo que era antes do filme: um mistério.
Sem sombra de dúvidas é um daqueles filmes que por mais que eu me esforce, não vou conseguir transparecer através das palavras a satisfação de tê-lo visto - o fato de ser do meu favorito, ajuda um pouco.
Todd Haynes fez um mosaico com a história e repercussão desta lenda. O Dylan jovem admirador de Woody Guthrie, no auge do sucesso como cantor folk, o "traidor" ao colocar guitarras elétricas em suas músicas, o mulherengo com problemas familiares, o cristão e o Dylan mais velho.
Robert Allan Zimmerman foi brilhantemente descrito (salvo as frases ao longo do filme), a sinceridade nas interpretações, a maneira como o diretor lida com a ordem cronológica dos fatos. A discussão com o repórter e a apresentação em Londres na qual foi vaiado e chamado de Judas por um fã, foi o auge para mim. Ah, a cena com os Beatles foi engraçadinha e o aparecimento de Edie Sedgwick foi um tanto quanto repentino.
A maneira como influenciou e influencia gerações com sua música camaleônica - como li em algum lugar - é clara e objetiva, para aqueles que ousam entender o incompreensível; Dylan é posto como o audacioso que não tem medo de mudanças e desafia a sociedade, mas culpando-se e punindo-se por ter criado algo.
O mais incrível é o cuidado que o diretor teve com a personalidade da lenda, Bob Dylan continua sendo o mesmo que era antes do filme: um mistério.
Sem sombra de dúvidas é um daqueles filmes que por mais que eu me esforce, não vou conseguir transparecer através das palavras a satisfação de tê-lo visto - o fato de ser do meu favorito, ajuda um pouco.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
0800-Bons-Sonhos
Eu disse que ia dormir, mas eu não fui.
Obviamente só tenho vontade de escrever algo a essas horas e até que acho normal.
Acabei de ler "Eclipse" - qual a diferença se é modinha, ou não? - e gostei bastante do que li.
Devorar livros as vezes é uma boa saída. Escapar do tédio, do ócio.
Esses dias eu tive um desses sopros de imaginação que queria ter enquanto estivesse aqui, sentada na frente do computador esperando o tempo passar. Sabe, essa de sentar na frente do computador e esperar o tempo passar é uma furada.
Tem gente que passa o dia inteiro na frente do computador esperando a vida passar e quando se dão conta, tudo se perdeu no tempo. Também sou assim, talvez seja esse o ponto negativo do meu trabalho.
Bom, voltando ao sopro de imaginação... Pensei ter visto um telefone andar, ou escutado um cachorro falar. Calma, calma, não estou ficando louca. O problema é que o sopro de imaginação vem quando estou dormindo! Taí o porquê de tanto bloqueio.
Ultimamente meus sonhos tem sido um tanto quanto esquisitos... Ontem mesmo sonhei que estava em um estacionamento de caminhões na beira do mar no qual existiam mundos diferentes dentro de cada caminhão (em um deles, por exemplo, existia todo o interior de uma pirâmide e no outro, existia todo o Império Romano). Anteontem mesmo eu sonhei que estava perdida em um lago que tinha saída para uma trilha que finalmente passava por um campo da Idade Média onde, no final, tinha botes de passeio marítimo que suportavam até três pessoas e o meu amado por sinal era o garoto mais Joselito que eu já tinha visto. Antes de anteontem eu sonhei com cavalos, bruxas, 0800 e muitos chaveiros...
Ah, eu só sei que as vezes as idéias se extraviam da minha cabeça como uma carta pode se extraviar no meio de um milhão de cartas. Talvez, no momento, esta seja a coisa que mais está me deixando frustrada: ter algo para escrever mas não conseguir fazê-lo.
Bons Sonhos.
Obviamente só tenho vontade de escrever algo a essas horas e até que acho normal.
Acabei de ler "Eclipse" - qual a diferença se é modinha, ou não? - e gostei bastante do que li.
Devorar livros as vezes é uma boa saída. Escapar do tédio, do ócio.
Esses dias eu tive um desses sopros de imaginação que queria ter enquanto estivesse aqui, sentada na frente do computador esperando o tempo passar. Sabe, essa de sentar na frente do computador e esperar o tempo passar é uma furada.
Tem gente que passa o dia inteiro na frente do computador esperando a vida passar e quando se dão conta, tudo se perdeu no tempo. Também sou assim, talvez seja esse o ponto negativo do meu trabalho.
Bom, voltando ao sopro de imaginação... Pensei ter visto um telefone andar, ou escutado um cachorro falar. Calma, calma, não estou ficando louca. O problema é que o sopro de imaginação vem quando estou dormindo! Taí o porquê de tanto bloqueio.
Ultimamente meus sonhos tem sido um tanto quanto esquisitos... Ontem mesmo sonhei que estava em um estacionamento de caminhões na beira do mar no qual existiam mundos diferentes dentro de cada caminhão (em um deles, por exemplo, existia todo o interior de uma pirâmide e no outro, existia todo o Império Romano). Anteontem mesmo eu sonhei que estava perdida em um lago que tinha saída para uma trilha que finalmente passava por um campo da Idade Média onde, no final, tinha botes de passeio marítimo que suportavam até três pessoas e o meu amado por sinal era o garoto mais Joselito que eu já tinha visto. Antes de anteontem eu sonhei com cavalos, bruxas, 0800 e muitos chaveiros...
Ah, eu só sei que as vezes as idéias se extraviam da minha cabeça como uma carta pode se extraviar no meio de um milhão de cartas. Talvez, no momento, esta seja a coisa que mais está me deixando frustrada: ter algo para escrever mas não conseguir fazê-lo.
Bons Sonhos.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Filosofia Circular
Quantos dentes tem sua honestidade?
Confusão. Alusão. Desperdício. Perdição. Desordem.
Confusão.
Quantos dentes tem sua mentira?
A maioria das vezes o motivo da confusão é a liberdade (ou a falta dela). Alguns momentos são tomados pelos minutos decisivos do qual você é obrigado a participar. Sua liberdade é posta em jogo. São nesses momentos que você pode ter a opção de dizer sim ou não, de calar ou silenciar.
Eu acho que já falei algo aqui sobre calar ou silenciar, bom, não sei, são tantos textos inúteis, mal-escritos e sem sentido algum.
A verdade é que algo aqui sente falta dos carros, do movimento, das pessoas, da música alta, da exaustão. Ultimamente as coisas andam bem ociosas. Creio eu que é a minha alma que sente falta de tudo isso mas, pensando bem, vender uma alma livre em troca da liberdade soa meio hipócrita... Olha o foco.
Talvez seja isso mesmo, sinto falta da liberdade. Tal liberdade que tinha quando contrariava algumas opções impostas por alguém que tinha e não tinha o direito de fazer isso.
A vontade é de sair por aí, sem rumo. Andar pelas ruas, pensar na vida. Pensar no que eu perdi, no que eu desperdicei ou até mesmo no que eu dispensei.
Hoje voltando do lugar - que por acaso tenho suportado tão bem quanto a vontade de pedir as contas - que adoro, senti o ar entrando em meus pulmões junto com o aroma de asfalto molhado que me trouxe um momento inconfundível de nostalgia. O verão sempre me é nostálgico.
Lembranças de verão me fazem estremecer por alguns minutos, me trazem algo de bom e ruim. Me lembro daquelas tardes e das músicas, principalmente das músicas. Me lembro bem de como foi bom o início do ano - é uma pena que todo o resto tenha sido meio catastrófico - e todo o resto.
Talvez meu problema seja o mesmo que um amigo apontou uma vez: sou imediatista; quando quero algo, quero tudo de uma vez, a qualquer custo. Mas pensando bem, isso não é um problema, pensando bem, um dia vou me orgulhar dessa mente imunda pois vai ser ela o molde pro meu futuro. Sei bem que com ela vou muito além, sei bem que não me resta nada a perder e que ainda que eu seja persistente, a solução é começar algumas coisas do zero, do jeito que estou fazendo.
Esse ano, eu quero muitas coisas novas. Esse ano eu quero cair muito e aprender de verdade com isso. Esse ano eu quero a felicidade de verdade.
Quero sair dessa filosofia circular, frases sem fim, essa distração sem sentido.
Confusão. Aleatoriedade. Caminhar. Renovar.
Confusão.
Opção de mudar. Opção de ser e fazer algo.
Quantos dentes tem sua mentira?
São muitos planos (...)
Confusão. Alusão. Desperdício. Perdição. Desordem.
Confusão.
Quantos dentes tem sua mentira?
A maioria das vezes o motivo da confusão é a liberdade (ou a falta dela). Alguns momentos são tomados pelos minutos decisivos do qual você é obrigado a participar. Sua liberdade é posta em jogo. São nesses momentos que você pode ter a opção de dizer sim ou não, de calar ou silenciar.
Eu acho que já falei algo aqui sobre calar ou silenciar, bom, não sei, são tantos textos inúteis, mal-escritos e sem sentido algum.
A verdade é que algo aqui sente falta dos carros, do movimento, das pessoas, da música alta, da exaustão. Ultimamente as coisas andam bem ociosas. Creio eu que é a minha alma que sente falta de tudo isso mas, pensando bem, vender uma alma livre em troca da liberdade soa meio hipócrita... Olha o foco.
Talvez seja isso mesmo, sinto falta da liberdade. Tal liberdade que tinha quando contrariava algumas opções impostas por alguém que tinha e não tinha o direito de fazer isso.
A vontade é de sair por aí, sem rumo. Andar pelas ruas, pensar na vida. Pensar no que eu perdi, no que eu desperdicei ou até mesmo no que eu dispensei.
Hoje voltando do lugar - que por acaso tenho suportado tão bem quanto a vontade de pedir as contas - que adoro, senti o ar entrando em meus pulmões junto com o aroma de asfalto molhado que me trouxe um momento inconfundível de nostalgia. O verão sempre me é nostálgico.
Lembranças de verão me fazem estremecer por alguns minutos, me trazem algo de bom e ruim. Me lembro daquelas tardes e das músicas, principalmente das músicas. Me lembro bem de como foi bom o início do ano - é uma pena que todo o resto tenha sido meio catastrófico - e todo o resto.
Talvez meu problema seja o mesmo que um amigo apontou uma vez: sou imediatista; quando quero algo, quero tudo de uma vez, a qualquer custo. Mas pensando bem, isso não é um problema, pensando bem, um dia vou me orgulhar dessa mente imunda pois vai ser ela o molde pro meu futuro. Sei bem que com ela vou muito além, sei bem que não me resta nada a perder e que ainda que eu seja persistente, a solução é começar algumas coisas do zero, do jeito que estou fazendo.
Esse ano, eu quero muitas coisas novas. Esse ano eu quero cair muito e aprender de verdade com isso. Esse ano eu quero a felicidade de verdade.
Quero sair dessa filosofia circular, frases sem fim, essa distração sem sentido.
Confusão. Aleatoriedade. Caminhar. Renovar.
Confusão.
Opção de mudar. Opção de ser e fazer algo.
Quantos dentes tem sua mentira?
São muitos planos (...)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
verão 2009
Olha, eu até entendo que a galera gosta de praia, piscina, sorvete, cerveja gelada, verão; mas este calor de início de ano está uma loucura.
Por que será que São Paulo sempre sofre primeiro? Ok, eu sei que é por causa da tal poluição mas poxa, assim não dá.
No ônibus, nas ruas, no trabalho, e até mesmo em casa a situação é apreensiva. Ventilador e ar-condicionado ligados no máximo pra amenizar essa onda de calor.
Enquanto lá no Sul a coisa fica molhada, aqui a coisa fica derretida.
Todos reclamam. As pessoas derretem só de ficar no ponto de ônibus, as crianças estão em casa com preguiça do Sol, os homens da casa vão pro bar apreciar a cervejinha enquanto as mulheres vão fofocar com as vizinhas enquanto colocam a roupa no sol - por tempo controlado é claro, estão correndo o risco das roupas ficarem duras como concreto se ficarem por mais de 1h no sol -, e os jornais anunciam mais chuvas e mais calor, dizendo que o problema seria solucionado se tivessem mais árvores na grande metrópole; faça-me o favor!
Tenho pena dos meus cachorros, deitados no chão gelado na esperança frustrada de um breve refresco. Eu imagino como seria se fôssemos como os cães... pensando bem, não, não imagino (ao menos se fôssemos como nossos companheiros, o governo ia pensar duas vezes antes de desmatar uma grande área em região manancial pra construir um rodoanel sem sentido).
Por isso eu recomendo protetor solar, água, um ventilador portátil e muito, mas muito repelente.
Por isso eu prefiro a primavera ao verão.
PS: dear friends, o bloqueio mental está me matando.
Por que será que São Paulo sempre sofre primeiro? Ok, eu sei que é por causa da tal poluição mas poxa, assim não dá.
No ônibus, nas ruas, no trabalho, e até mesmo em casa a situação é apreensiva. Ventilador e ar-condicionado ligados no máximo pra amenizar essa onda de calor.
Enquanto lá no Sul a coisa fica molhada, aqui a coisa fica derretida.
Todos reclamam. As pessoas derretem só de ficar no ponto de ônibus, as crianças estão em casa com preguiça do Sol, os homens da casa vão pro bar apreciar a cervejinha enquanto as mulheres vão fofocar com as vizinhas enquanto colocam a roupa no sol - por tempo controlado é claro, estão correndo o risco das roupas ficarem duras como concreto se ficarem por mais de 1h no sol -, e os jornais anunciam mais chuvas e mais calor, dizendo que o problema seria solucionado se tivessem mais árvores na grande metrópole; faça-me o favor!
Tenho pena dos meus cachorros, deitados no chão gelado na esperança frustrada de um breve refresco. Eu imagino como seria se fôssemos como os cães... pensando bem, não, não imagino (ao menos se fôssemos como nossos companheiros, o governo ia pensar duas vezes antes de desmatar uma grande área em região manancial pra construir um rodoanel sem sentido).
Por isso eu recomendo protetor solar, água, um ventilador portátil e muito, mas muito repelente.
Por isso eu prefiro a primavera ao verão.
PS: dear friends, o bloqueio mental está me matando.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
manuscritos?
Ultimamente estou com aquele tal bloqueio mental - não que eu realmente escreva algo quando não estou com ele mas, sabe como é, né?
As vezes quando estamos 99% bem acontece isso, é o que dizem. Escrevemos bem quando não estamos bem. Que isso me traga um sopro de imaginação, então.
Vai ver estou precisando trabalhar isso aí mesmo: a imaginação.
Coelhos brancos, varinhas de condão, carruagens de abóbora, unicórnios, vampiros, animais que falam, bruxas, doendes, super-heróis, o sombra, histórias que acontecem e tudo o mais. Ah, se a vida fosse um conto de fadas.
Bom, com certeza se a vida fosse um conto de fadas as coisas seriam bem diferentes.
Eu não quero entrar em detalhes. Não quero dissertar sobre o meu bloqueio mental nem mostrar o quão decepcionada eu fico quando o sopro de imaginação vem quando ando na rua, me perco nos meus próprios pensamentos e até chegar em casa e passar tudo pro papel a coisa se perde no ar. Não quero isso.
Mas quero continuar bem. Isso eu quero.
As vezes quando estamos 99% bem acontece isso, é o que dizem. Escrevemos bem quando não estamos bem. Que isso me traga um sopro de imaginação, então.
Vai ver estou precisando trabalhar isso aí mesmo: a imaginação.
Coelhos brancos, varinhas de condão, carruagens de abóbora, unicórnios, vampiros, animais que falam, bruxas, doendes, super-heróis, o sombra, histórias que acontecem e tudo o mais. Ah, se a vida fosse um conto de fadas.
Bom, com certeza se a vida fosse um conto de fadas as coisas seriam bem diferentes.
Eu não quero entrar em detalhes. Não quero dissertar sobre o meu bloqueio mental nem mostrar o quão decepcionada eu fico quando o sopro de imaginação vem quando ando na rua, me perco nos meus próprios pensamentos e até chegar em casa e passar tudo pro papel a coisa se perde no ar. Não quero isso.
Mas quero continuar bem. Isso eu quero.
domingo, 4 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Happy New Year!
É, 2008 já se foi.
Muita coisa aconteceu em 2008, mas vou guardar as lembranças e aprendizados pra mim.
Em 2009, espero que algumas coisas sejam diferentes e outras total e completamente novas. Espero que os planos dêem certo e que eu passe no vestibular, tire a CNH, faça novas amizades, escreva algo, conheça novos lugares e seja muito, muito feliz. Sou ambiciosa e isso aí é um doze avos do que eu espero.
Ano Novo, Vida Nova.
A propósito, meu Ano Novo foi calmo, precioso.
Muita coisa aconteceu em 2008, mas vou guardar as lembranças e aprendizados pra mim.
Em 2009, espero que algumas coisas sejam diferentes e outras total e completamente novas. Espero que os planos dêem certo e que eu passe no vestibular, tire a CNH, faça novas amizades, escreva algo, conheça novos lugares e seja muito, muito feliz. Sou ambiciosa e isso aí é um doze avos do que eu espero.
Ano Novo, Vida Nova.
A propósito, meu Ano Novo foi calmo, precioso.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Irritante
Uma das coisas mais irritantes para mim é ver toda essa gente chata e sem graça fingindo entender algo da vida. Passam a vida em busca de algo que não existe e declaram sua rebeldia sem razão para Deus e o mundo. Isso é irritante, sim.
Pessoas mimadas que sempre tiveram tudo porque os pais sempre fizeram de bom grado (talvez fosse para evitar isso aí que acontece a luz do dia), e quando chegam no limite, destroem tudo e fingem recomeçar quando na verdade só estão provando a si mesmas que não valem merda nenhuma.
Essas pessoas chatas, sem graça, mimadas e imediatistas me irritam.
Não sei o por quê, mas de certa forma me irrita ver essas crianças de duas décadas de idade fazendo birra, gritando, implorando por atenção quando o mais precioso que podem conseguir é pena e alguns trocados dos pais.
Se coloque no meu lugar: dezessete anos, alguns objetivos, uma independência incomum e ainda perco o tempo pensando em todas essas atitudes. Eu devia realmente repensar meus objetivos, talvez devesse virar terapeuta de adolescentes e colocar juízo na mente dessas crianças aí, mas juízo não se compra - também.
Nasci sim na década errada e isso me constrange na mesma proporção que me orgulha; é bom saber que não sou assim e que por mais idiota que tenha sido, hoje não sou assim, aos dezessete não sou mais assim.
Tenho pena e nada mais. Espero que a birra, os gritos, a melancolia e depressão imaginária se extraviem da mesma forma que a beleza, a sinceridade e a pureza se extraviaram.
Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.
Pessoas mimadas que sempre tiveram tudo porque os pais sempre fizeram de bom grado (talvez fosse para evitar isso aí que acontece a luz do dia), e quando chegam no limite, destroem tudo e fingem recomeçar quando na verdade só estão provando a si mesmas que não valem merda nenhuma.
Essas pessoas chatas, sem graça, mimadas e imediatistas me irritam.
Não sei o por quê, mas de certa forma me irrita ver essas crianças de duas décadas de idade fazendo birra, gritando, implorando por atenção quando o mais precioso que podem conseguir é pena e alguns trocados dos pais.
Se coloque no meu lugar: dezessete anos, alguns objetivos, uma independência incomum e ainda perco o tempo pensando em todas essas atitudes. Eu devia realmente repensar meus objetivos, talvez devesse virar terapeuta de adolescentes e colocar juízo na mente dessas crianças aí, mas juízo não se compra - também.
Nasci sim na década errada e isso me constrange na mesma proporção que me orgulha; é bom saber que não sou assim e que por mais idiota que tenha sido, hoje não sou assim, aos dezessete não sou mais assim.
Tenho pena e nada mais. Espero que a birra, os gritos, a melancolia e depressão imaginária se extraviem da mesma forma que a beleza, a sinceridade e a pureza se extraviaram.
Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Qual é o seu lugar?
São tolices, idéias falidas que nada dizem de bom.
Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Não tem nada aqui.
Olha pra esses homens sérios e seus futuros perfeitos, eles vivem e não vivem.
Olha pra esse povo todo com asas de cera se atirando dos prédios.
Toda essa gente correndo atrás de nada.
E olha pra você. Qual é o seu lugar?
A gente está na beira do abismo e pedem pra gente pular.
Mas aqui em cima tem grama, paz, comida, abrigo. Qual o seu lugar?
Todo esse mundo correndo sem rumo.
E olha pra você.Qual é o seu lugar?
Eu digo que a gente tem que estar com o coração, que estar feliz com a canção.
Tem que plantar e colher outros caminhos e não somente espinhos.
Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.
Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Qual é o seu lugar?
Qual o seu lugar?
Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Não tem nada aqui.
Olha pra esses homens sérios e seus futuros perfeitos, eles vivem e não vivem.
Olha pra esse povo todo com asas de cera se atirando dos prédios.
Toda essa gente correndo atrás de nada.
E olha pra você. Qual é o seu lugar?
A gente está na beira do abismo e pedem pra gente pular.
Mas aqui em cima tem grama, paz, comida, abrigo. Qual o seu lugar?
Todo esse mundo correndo sem rumo.
E olha pra você.Qual é o seu lugar?
Eu digo que a gente tem que estar com o coração, que estar feliz com a canção.
Tem que plantar e colher outros caminhos e não somente espinhos.
Vê essa tristeza nos olhos de seus pais? Vamos ter filhos também.
Não tem nada aqui pra mim nem pra você.
Qual é o seu lugar?
Qual o seu lugar?
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
get over it!
Vida Nova antes mesmo do Ano Novo. Não ligo, daqui pra frente vai ser tudo diferente.
Passei a acreditar no que faz bem e dispensar todo o esquisito, arrogante, mundano, estúpido, fútil e desnecessário.
Passei a acreditar no que faz bem e dispensar todo o esquisito, arrogante, mundano, estúpido, fútil e desnecessário.
Já disse que sou uma metamorfose ambulante.
Mas né, achei tão sem sal a última Rolling Stone do ano.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Brand New Start
Recomeço.
Distração tem reparo e hoje declaro que organizar e por tudo em prateleiras pode ser algo bom.
Que vá pros ares toda essa gente chata e sem graça! Recomeço.
Me disseram ontem: "Quando uma falha ocorre, há apenas o atraso, não a derrota. É um desvio temporário, não um beco sem saída."
Correção.
Distração tem reparo e hoje declaro que organizar e por tudo em prateleiras pode ser algo bom.
Que vá pros ares toda essa gente chata e sem graça! Recomeço.
Me disseram ontem: "Quando uma falha ocorre, há apenas o atraso, não a derrota. É um desvio temporário, não um beco sem saída."
Correção.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Tesouras

Foi mais ou menos assim: Uma pessoa estranha, um lugar estranho, uma frase estranha, um sorriso estranho e por fim, um abraço estranho. Inconsequência. Distração.
O mundo todo já ouviu e já sentiu. É diferente, inovador.
Insanidade ou normalidade.
A vontade que tenho é de pegar a linha desconhecida e andar sem direção. Tem algo de errado.
Estou falando daquele castelo de cartas... As coisas mudaram. O castelo desabou assim, sem mais nem menos. Não sei a palavra certa quiçá o sentimento certo.
Não sei, eu quero mesmo é que tudo vá para os ares, sem satisfação ou questão de ninguém. Bom, vou explicar: antes, eu fazia questão de algumas coisas; agora, não faço questão de quase nada. As pessoas me decepcionam constantemente.
Sabe, eu queria voltar a ser criança. Queria voltar a ser aquela menininha quieta e medrosa que ficava brincando com a chuva gotilhando na grade da janela da sala de estar. Queria muita coisa, mas o que mais me faz falta é a infância.
Na infância tudo é inocente. Não existe maldade, tudo se resolve dando os dedinhos ou então fingindo o "belém-belém-nunca-mais-tô-de-bem-até-o-ano-que-vem" e nada é assim, tão complicado e confuso.
Logo eu que sempre desejei tanto essa independência imbecil.
O mundo é meu! Meu mundo é meu e eu vou mesmo é levantar a cabeça e construir outro, já que ele sempre desaba junto com o meu castelo de cartas e sempre tenho de reconstruir tudo.
Tem algo de errado, eu sei que tem.
Essa nostalgia não é comum. Esse desgosto não é comum. Essa distração não era comum.
"Sonhos nos mantém nas horas difíceis", ouvi hoje antes de me perguntar pela centésima vez sobre o meu sonho e sobre o meu lugar e ouvir o eco responder.
O mundo todo já ouviu e já sentiu. É diferente, inovador.
Insanidade ou normalidade.
A vontade que tenho é de pegar a linha desconhecida e andar sem direção. Tem algo de errado.
Estou falando daquele castelo de cartas... As coisas mudaram. O castelo desabou assim, sem mais nem menos. Não sei a palavra certa quiçá o sentimento certo.
Não sei, eu quero mesmo é que tudo vá para os ares, sem satisfação ou questão de ninguém. Bom, vou explicar: antes, eu fazia questão de algumas coisas; agora, não faço questão de quase nada. As pessoas me decepcionam constantemente.
Sabe, eu queria voltar a ser criança. Queria voltar a ser aquela menininha quieta e medrosa que ficava brincando com a chuva gotilhando na grade da janela da sala de estar. Queria muita coisa, mas o que mais me faz falta é a infância.
Na infância tudo é inocente. Não existe maldade, tudo se resolve dando os dedinhos ou então fingindo o "belém-belém-nunca-mais-tô-de-bem-até-o-ano-que-vem" e nada é assim, tão complicado e confuso.
Logo eu que sempre desejei tanto essa independência imbecil.
O mundo é meu! Meu mundo é meu e eu vou mesmo é levantar a cabeça e construir outro, já que ele sempre desaba junto com o meu castelo de cartas e sempre tenho de reconstruir tudo.
Tem algo de errado, eu sei que tem.
Essa nostalgia não é comum. Esse desgosto não é comum. Essa distração não era comum.
"Sonhos nos mantém nas horas difíceis", ouvi hoje antes de me perguntar pela centésima vez sobre o meu sonho e sobre o meu lugar e ouvir o eco responder.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Castelo de Cartas
"É engraçado como felicidade é um castelo de cartas. A gente parece ter tudo na mão, parece que as coisas estão todas no lugar certo, mas basta um ventinho de nada para embaralhar, colocar tudo de cabeça para baixo.Parece que abriu um buraco, um buraco enorme e eu nao estou sentindo o chão debaixo dos meus pés. Tô com a sensaçao de que eu estou caindo, caindo... eu não tenho a menor idéia de onde eu vou parar."
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
importância altamente opcional
Basta ocupar-me por três dias consecutivos pra me desligar disto tudo aqui.
Tenho andado tão confusa que ninguém pode ousar querer saber me entender.
A vontade e voracidade com que as palavras saem em alguns momentos já não são tão satisfatórias como antes. Aprendi que as vezes as palavras são em vão, bem como outras raras vezes não são.
Você fala "respeito" mas não pode entender: eu seria qualquer coisa, mas não seria você.
Cansei de procurar respostas e me sentir uma idiota. Cansei de ficar cansada.
Você anda sozinho, ouve música e fuma um cigarro depois de um dia longo e cansativo do qual andou por ruas desconhecidas e vagões imoralmente pixados. Você só precisa de um tempo para você. Para você e ninguém mais.
Então você descobre que tudo tem seu momento, inclusive o precioso momento em que você pára e usufrui da sua própria companhia e depois de tudo isso, toma chuva por deslize, só para lavar a alma.
S o u A l g u é m.
Com pensamentos, ideias, críticas, sentimentos e ações compreensíveis.
Não sou do tipo "pé na porta e soco na cara" 24h do meu dia como me disseram. Não sou.
S o u A l g u é m.
Mesmo que desapareça e reapareça algumas semanas depois.
Continuo a mesma garota que um dia amou tanto.
Devo estar mesmo sob influência de um dos meus maiores orgulhos. Encher os pulmões e cantar alto; caminhar na chuva de propósito ou por deslize ou até mesmo olhar as luzes dos carros passarem tão devagar quanto imaginar.
Devo estar sob influência do concreto, da correria, do barulho.
Cansei de procurar respostas e me sentir uma idiota. Cansei de ficar cansada.
Você anda sozinho, ouve música e fuma um cigarro depois de um dia longo e cansativo do qual andou por ruas desconhecidas e vagões imoralmente pixados. Você só precisa de um tempo para você. Para você e ninguém mais.
Então você descobre que tudo tem seu momento, inclusive o precioso momento em que você pára e usufrui da sua própria companhia e depois de tudo isso, toma chuva por deslize, só para lavar a alma.
S o u A l g u é m.
Com pensamentos, ideias, críticas, sentimentos e ações compreensíveis.
Não sou do tipo "pé na porta e soco na cara" 24h do meu dia como me disseram. Não sou.
S o u A l g u é m.
Mesmo que desapareça e reapareça algumas semanas depois.
Continuo a mesma garota que um dia amou tanto.
Devo estar mesmo sob influência de um dos meus maiores orgulhos. Encher os pulmões e cantar alto; caminhar na chuva de propósito ou por deslize ou até mesmo olhar as luzes dos carros passarem tão devagar quanto imaginar.
Devo estar sob influência do concreto, da correria, do barulho.
Então cuida dos teus que a noite vem, vou cuidar dos meus.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
lugar estranho de valores confusos
As pessoas para mim depois de tanta conversa são uma decepção, nada mais que isso.
Acho que falar, falar e falar cada vez mais mostra o que você quer ser. Já o que você faz, é o que você é.
As pessoas pedem cada vez mais compreensão, me contam seus problemas, desabafam horas de individualidades mas infelizmente não sabem que são seres incompreensíveis de valores confusos. Eu jamais vou entender cada uma delas, porque eu simplesmente desisti de tentar.
Depende muito do momento, entende? As vezes posso dizer que entendo e realmente entender naquela hora, pois eu me coloco no lugar do idiota que está a minha frente, mas depois as atitudes da mesma pessoa provam o quão incompreensível e desprezível ela é. Não que o fato de desabafar mil individualidades a torne uma pessoa imbecil mas o fato de se contradizer em atitudes pós-desabafo me surpreendem tanto que chego até a pensar que a idiota aqui sou eu por ter acreditado em palavras por apenas algumas horas.
Ah! São tantas pessoas, tantas situações, tantos exemplos a citar.
Mas prefiro deixar as coisas assim no ar, pra que quando alguém vier apenas ver se escrevi algo, ficar com a pulga atrás da orelha e por terceiros, tirar a dúvida sobre pra quem realmente este ou aquele texto foi.
Acho que falar, falar e falar cada vez mais mostra o que você quer ser. Já o que você faz, é o que você é.
As pessoas pedem cada vez mais compreensão, me contam seus problemas, desabafam horas de individualidades mas infelizmente não sabem que são seres incompreensíveis de valores confusos. Eu jamais vou entender cada uma delas, porque eu simplesmente desisti de tentar.
Depende muito do momento, entende? As vezes posso dizer que entendo e realmente entender naquela hora, pois eu me coloco no lugar do idiota que está a minha frente, mas depois as atitudes da mesma pessoa provam o quão incompreensível e desprezível ela é. Não que o fato de desabafar mil individualidades a torne uma pessoa imbecil mas o fato de se contradizer em atitudes pós-desabafo me surpreendem tanto que chego até a pensar que a idiota aqui sou eu por ter acreditado em palavras por apenas algumas horas.
Ah! São tantas pessoas, tantas situações, tantos exemplos a citar.
Mas prefiro deixar as coisas assim no ar, pra que quando alguém vier apenas ver se escrevi algo, ficar com a pulga atrás da orelha e por terceiros, tirar a dúvida sobre pra quem realmente este ou aquele texto foi.
[Deixa estar. Faça o que julga certo.
Olhe, ande, sorria, teime, pense, brigue, defenda, cuspa, tenha orgulho, valorize, crie, feche os olhos, cante, grite, conscientize, utilize, chore, gargalhe, corra, pegue a direção contrária, idealize, purifique, erre, aceite, esqueça, espere, invente, repense, entenda, vá, suma, leia, lembre, dance, pule, ame e liberte-se. Viva sua vida.]
terça-feira, 25 de novembro de 2008
about something
E a crise operacional, existencial, mental... chegou.
Acontece com todo mundo, é verdade.
Bem quando você precisa escrever ou pensar, algo acontece, ou simplesmente nada acontece, e você fica com um vácuo na mente, um chumaço de algodão no lugar do cérebro e para de executar toda e qualquer tarefa que exija grande esforço da lógica, raciocínio, criatividade... whatever.
Agora estou em uma dessas crises. Mas, devo admitir que em todo o caso, essas crises sempre vem para o bem e logo após elas, vem uma avalanche de idéias e superação. Sempre vem.
É exatamente nesta hora que a ansiedade começa a agir: quando você sabe o que vem depois e aguarda tão esperançosamente que a ansiedade toma conta e você se esquece de vivenciar sua bela crise operacional, existencial e/ou mental.
Acontece com todo mundo, é verdade.
Bem quando você precisa escrever ou pensar, algo acontece, ou simplesmente nada acontece, e você fica com um vácuo na mente, um chumaço de algodão no lugar do cérebro e para de executar toda e qualquer tarefa que exija grande esforço da lógica, raciocínio, criatividade... whatever.
Agora estou em uma dessas crises. Mas, devo admitir que em todo o caso, essas crises sempre vem para o bem e logo após elas, vem uma avalanche de idéias e superação. Sempre vem.
É exatamente nesta hora que a ansiedade começa a agir: quando você sabe o que vem depois e aguarda tão esperançosamente que a ansiedade toma conta e você se esquece de vivenciar sua bela crise operacional, existencial e/ou mental.
Sim, estou pensando em começar a escrever algo sólido.
Algo diferente de textos pessoais. Alguma historinha da carochinha, ou não sei. Algo. Escrever algo (é claro que me falta habilidade mas estamos aqui para isso e, custe o que custar objetivos serão alcançados).
O projeto de algo foi postado recentemente "O Trem das Seis #1". Não garanto continuidade muito menos satisfação (como vê-se no título, é o primeiro).
Boa Noite
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Trem das Seis (#1)
"Foi uma fria tarde sem sol, nem chuva, onde tudo começou. A garota que havia selado horas com seu tédio, estava mais cansada que nunca. Cansada dos mesmos cigarros, das mesmas pessoas, cansada dos mesmos carros.
Não passava das cinco da tarde quando resolveu dar uma volta pelas redondezas. Em trinta minutos já estava cansada daquele lugar, resolveu então, pegar o trem e descer na última parada.
Foi uma longa viagem, ela só queria fugir para bem longe por algumas horas, poder pensar em sua vida em paz. Ela só queria fugir de 'seus próprios demônios'.
Um de seus passatempos preferidos era observar as pessoas. Para sua má sorte, haviam apenas oito passageiros naquele vagão. Destes oito, apenas três lhe chamaram realmente a atenção.
O primeiro era um cara branco com a barba mal-feita e roupas tão neutras e interessantes que aparentava ter seus vinte e três anos de vivência, talvez se não fosse por seus óculos de aro preto e o charme com que folheava a revista, a garota jamais teria reparado nele. Seu nome era Jack, ou John - foi o que suspeitei quando vi iniciais J em seu... Enfim.
Os outros dois passageiros eram uma garota que aparentava estar na casa dos vinte e um, era bastante branca e trajava roupas peculiares - um salto alto vermelho, mini-saia jeans e um casaco preto que ia até seus joelhos. Se não fosse por seus profundos olhos verdes e cabelo longo negro, a garota jamais teria reparado nela, seu nome era Vic, de Victória; e um velho homem pardo e calvo que trajava roupas típicas de um idoso, e uma boina preta... Mas carregava consigo um diário e aparentava ter muitas histórias para contar, histórias de sua época dourada. Seu nome era Charlie, e se não fosse pelo olhar de velho atrevido que Charlie lançou quando a garota passou, ela mesma jamais teria percebido que ele estava naquele remoto vagão.
Os três passageiros despertaram imenso interesse na garota de olhar cansado, interesse que rompeu suas barreiras e seus próprios limites. Ela indiscretamente não parava de olhar para o cara aparentemente interessante, a garota triste de salto alto e o velho safado.
A solidão destes passageiros lhe fez companhia por boa parte da viagem."
Não passava das cinco da tarde quando resolveu dar uma volta pelas redondezas. Em trinta minutos já estava cansada daquele lugar, resolveu então, pegar o trem e descer na última parada.
Foi uma longa viagem, ela só queria fugir para bem longe por algumas horas, poder pensar em sua vida em paz. Ela só queria fugir de 'seus próprios demônios'.
Um de seus passatempos preferidos era observar as pessoas. Para sua má sorte, haviam apenas oito passageiros naquele vagão. Destes oito, apenas três lhe chamaram realmente a atenção.
O primeiro era um cara branco com a barba mal-feita e roupas tão neutras e interessantes que aparentava ter seus vinte e três anos de vivência, talvez se não fosse por seus óculos de aro preto e o charme com que folheava a revista, a garota jamais teria reparado nele. Seu nome era Jack, ou John - foi o que suspeitei quando vi iniciais J em seu... Enfim.
Os outros dois passageiros eram uma garota que aparentava estar na casa dos vinte e um, era bastante branca e trajava roupas peculiares - um salto alto vermelho, mini-saia jeans e um casaco preto que ia até seus joelhos. Se não fosse por seus profundos olhos verdes e cabelo longo negro, a garota jamais teria reparado nela, seu nome era Vic, de Victória; e um velho homem pardo e calvo que trajava roupas típicas de um idoso, e uma boina preta... Mas carregava consigo um diário e aparentava ter muitas histórias para contar, histórias de sua época dourada. Seu nome era Charlie, e se não fosse pelo olhar de velho atrevido que Charlie lançou quando a garota passou, ela mesma jamais teria percebido que ele estava naquele remoto vagão.
Os três passageiros despertaram imenso interesse na garota de olhar cansado, interesse que rompeu suas barreiras e seus próprios limites. Ela indiscretamente não parava de olhar para o cara aparentemente interessante, a garota triste de salto alto e o velho safado.
A solidão destes passageiros lhe fez companhia por boa parte da viagem."
(continua)
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