segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Conselho

Você acorda todos os dias com uma espectativa, com algo em mente. Acorda esperando a hora de ir dormir e pensar no que aconteceu o dia inteiro de tão interessante, mas no final do dia você está cansado demais para sequer pensar e acaba simplesmente morrendo lá na cama.
Você acorda todos os dias e se olha no espelho. Você pensa: caralho, que cara cansada. Então você simplesmente lava o rosto, dá uma olhada a sua volta, se espreguiça, coloca a roupa do dia e sai de casa às pressas depois de tomar meia xícara de café.
No ônibus, no carro ou simplesmente na caminhada que faz até suas obrigações, você vai pensando na merda de vida que você tem, mas pensa no dinheiro que precisa no final do mês; pensa no décimo terceiro e no seu IPTU. Você pensa nas contas, nas obrigações, pensa na rotina que escolheu para a vida inteira.
Quando o final de semana chega, seu primeiro pensamento é: bom, agora vou dormir até tarde e no final do dia eu saio com alguém. Então você liga para o primeiro amigo que encontra na agenda do celular e os dois combinam de ir beber em um bar ali no centro. Seu dia termina depois de seis ou sete garrafas e você volta para a casa satisfeito com o sábado que teve.
O domingo serve apenas para você se lamentar sobre a segunda-feira que está por vir.
E esta é a sua incrível rotina. Esta é a incrível rotina de milhões de pessoas no mundo inteiro durante anos. Isto é o que você escolheu para a sua vida.
Você escolheu que no começo e final de cada dia, é somente você que vai olhar para o espelho e pensar as coisas que só você pensa mas tem medo de falar.
No final das contas você é ímpar e convive consigo mesmo a vida inteira. No final de toda essa merda é só você quem te suporta e só você quem te entende.
Depois de tudo isso, você vai se lamentar o resto da sua vida por não ter aproveitado o que devia ter aproveitado. Vai se lamentar por não ter feito amizades e por ter sido tão egocêntrico. Você vai se culpar até o final, vai culpar você e o seu dinheiro. Vai culpar o tempo que não teve. Vai se arrepender de não ter bebido muito, não ter dado risada, não ter conversado com qualquer um, não ter pego a contra-mão de toda essa gente. Vai se arrepender de  simplesmente ter seguido o fluxo e engolido metade do que ele pede.
Sua vida vai ser uma grande merda e você vai agradecer por esse conselho: as vezes é bom olhar pro céu, pensar um pouco e decidir dar um novo rumo na sua vida, escolher algo diferente, escolher ser alguém diferente, escolher falar não para algumas coisas.
As vezes é bom ligar o foda-se.
Em algum momento da sua vida você vai pensar nisso. Esse momento vai chegar quando você começar a preferir pensar em qualquer outra porcaria que não seja a sua vida.
Depois de algumas perguntas, você vai se sentir satisfeito em recomeçar.
Um recomeço requer coragem... um recomeço requer coragem e determinação. Requer enfrentar todos os rostos cansados e insatisfeitos.

acorda, agora

Acordem que o tempo é curto demais.

Sábado um pouco inusitado.
Mas falae: "na vida a gente ganha, se perde, faz parte".
Independente de algumas coisas, eu acho que valeu a pena. Só preciso selecionar mais quem vou levar.
Mas deixa pra lá! Não estou boa com as palavras, muito menos com atitudes (o domingo também foi inusitado).

Na verdade a minha vida inteira está bastante inusitada... Ah, deixa, deixa, deixa...

domingo, 16 de novembro de 2008

boring [963487]

i'm bored of cheap and cheerful
i want expend some sadness
hospital bills, parole
open doors to madness

i want you to be crazy
'cause you're boring baby when your straight
i want you to be crazy
'cause you're stupid baby when your sane.

sábado, 15 de novembro de 2008

Bagunça!

Eu não sei da bagunça que estou ou estão fazendo na minha vida.
Sei que está tudo meio bagunçado e que poderiam haver soluções imediatas (ou apelas para as soluções drásticas: comeu demais? Vomita. Cansou do trabalho? Larga. Cansou de alguém? mata.)
O mundo poderia ser regido por regras que nós mesmos criamos... Hoje parei e comecei a pensar sobre isso.
Quer dizer, é como me falaram "Não é uma religião, cada um paga pelos seus próprios atos. Todo mundo já é bem crescido", e as coisas são descomplicadas assim.
Ultimamente tenho feito uma quantidade excessiva de horas extras, o que desencadeia uma série de consequências. A falta de alguém, a saudade de alguém, o cansaço e a falta de tempo - ainda que fazer as horas extras tenham seu lado bom e agradável, quer dizer, é bastante agradável ficar lá até a meia noite.
Não sei dessa bagunça, mas preciso de uma solução. A solução que ninguém propõe.
Hoje é sábado e eu não vou passar o sábado aqui, esperando um sinal.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O Capitão Saiu Para o Almoço

"Não há nada a lamentar sobre a morte, assim como não há nada a lamentar sobre o crescimento de uma flor. O que é terrível não é a morte, mas as vidas que as pessoas levam ou não levam até a sua morte. Não reverenciam suas próprias vidas, mijam em suas vidas. As pessoas as cagam. Idiotas fodidos. Concentram-se demais em foder, cinema, dinheiro, família, foder. Suas mentes estão cheias de algodão. Engolem Deus sem pensar, engolem o país sem pensar. Esquecem logo como pensar, deixam que os outros pensem por elas. Seus cérebros estão entupidos de algodão. São feios, falam feio, caminham feio. Toque para elas a maior música de todos os tempos e elas não conseguem ouvi-la. A maioria das mortes das pessoas é uma empulhação. Não sobra nada para morrer."


12/09/1991 23:19
Charles Bukowski.

domingo, 9 de novembro de 2008

i know no words to fix my killing

É tanta porcaria para falar, comentar, discutir.
São tantas idiotices para dissertar que eu nem sei por onde começar. É tanta besteira, tanta perda de tempo que parece tudo planejado... Quer dizer, sempre é meio planejado.
Estou cansada. Estou cansada de andar, cansada de falar, cansada de debater.
Cansei de ser eu mesma, sendo assim, posso no mínimo voltar a ser quem eu era, ou pensei que fosse. Talvez eu não fosse nada. Talvez eu fosse só mais um átomo que merecia morrer afogado no próprio plasma de tanto egoísmo.
Talvez fosse tudo besteira e eu sou uma inatingível muralha egoísta.
Egoísmo é tudo o que vejo aqui, e eu quero tanto mudar. Mudar apenas, não garanto que será positivo.
Estou meio desnorteada, meio perdida. Não sei o que vou fazer em dois anos, não sei o que vou fazer na semana que vem. Tenho certeza de poucas coisas mas as vezes isso também me testa. A vida é quase um teste.
Matar a sede com cerveja ou apenas brincar de esconde-esconde às 01h30 da manhã.
A vida é uma caixinha de surpresas? Não, não. Você tem de planejar tudo para que tudo saia nos conformes, você não pode correr riscos muito menos se surpreender.
Estou me desacostumando com as surpresas também... Não é mais tão comum. Coisas sobre alguém ou sobre eu mesma, objetos ou filmes.
As vezes parece tudo um grande plano, que eu criei e executo todos os dias.
Tanto faz, amanhã já vou estar pensando de outra forma mesmo.

Acho que isso se chama rotina, ou cansaço.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Praticidade

Muros, pilastras, pontes. Escadas rolantes, elevadores, saídas de emergência. Tubulação, fios elétricos, canos de esgoto.
Paredes pintadas com avisos de "cuidado" e "entrada e saída de veículos". Portões automáticos, botões, alarmes. O conforto, o inventado, o fabricado.
O ser humano se acostumou com o conforto. Utiliza escadas rolantes, elevadores, carros, portões que abrem com um clique... Depois vai para a academia queimar mil calorias. Concordo plenamente sobre algo que li esses dias: "o homem está ficando cada vez mais preguiçoso, daqui há mil anos vai se arrastar sobre a bunda pois suas pernas não terão mais utilidade e vai acabar igual os dinossauros: comeram uns aos outros e o único que sobrou morreu de fome".
Uma coisa que ainda vai acabar com o orgulho humano é a sua própria futilidade, sua própria necessidade de usufruir cada vez mais do que inventa. São objetos completamente inúteis e sem valor que tentam superar as próprias capacidades humanas.
Hoje vi um comercial sobre uma esponja que massageia em movimentos circulares o corpo, a princípio me pareceu um objeto engenhoso, depois descobri que o desconforto que aquilo deve causar... deve ser no mínimo suportável apenas pelo fato de ter sido super inventado para facilitar a vida. E para facilitar a vida, o ser humano sempre está aberto a sugestões e invenções.
É assim que os homens evoluem, coisificando a vida, deixando pra lá seus mecanismos, suas origens, seus valores. Sempre esquecendo-se que pra ser algo é preciso fazer algo, pensar algo.
Cérebros preguiçosos estão ligados a corpos preguiçosos, e estes levam um ser humano a ociosidade facilmente. É preciso apenas estar disposto e aberto à novas experiências, novos horizontes, novas espectativas - sem se esquecer que é um indivíduo único e capaz de aceitar outras opiniões e ter suas próprias utilidades e crenças.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

crash and burn (girl)

you sould have a sticker on you
saying warning keep out

crash and burn girl, going down
you don't mind the fall untill
your face hits the ground.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Idiota e Meio

Sempre que me deparo com a visão extraordinária de qualquer ser humano se passando pelo ridículo, não contenho a risada. Eu não sei se isto é bom ou ruim, mas sei que a risada é inevitável.
As pessoas que costumavam ser idiotas, hoje se passam por fortes e experientes, afirmando coisas absurdas como se as experiências patéticas delas as tivessem mostrado uma nova perspectiva de vida. Claro, isso é bem possível, visto que alguns não tinham perspectiva de vida alguma...
Quando uso o termo idiota, quero dizer patético, ridículo, falso ou forçado. Idiota é aquele que tenta impressionar alguém com as roupas ou com performance sexual, da mesma maneira que aquele que surpreende com o limite do cartão de crédito ou com um celular iPhone 3G, também é.
Ter cérebro grande nessas horas também não é de muita valhia, quer dizer, você pode ter um crânio enorme mas se seu cérebro é meio inativo, meu caro... desiste.

Eu realmente acho que ser um imbecil ou não, de forma alguma está ligado ao fato de pessoas próximas também serem imbecis, ou não. De forma alguma a criação influencia em atitudes falhas e em estilo de vida. Cada um é cada um. Cada um é um indivíduo capaz de pensar sozinho e tirar suas próprias conclusões sozinho, sem se deixar influenciar por seres a sua volta, independente de ter sido criado ou estar rodeado por imbecis.
A vida é explêndida aos olhos de cada um. Mas fazer o quê se para alguns felicidade é ter em mãos um cartão de crédito, um iPhone 3G ou impressionar com roupas e performance sexual, ao invés de impressionar com performance intelectual, não é mesmo?


Eu vou ficar louquinha um dia de tanto me intrigar com a espécie humana.
Nessas horas, cães são mais fiéis e confiáveis e lontras são mais inteligentes. Fazer o quê, não é mesmo?

(É, eu voltei. Eu sempre volto)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Flávia, a estranha.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Verdade Individual

41 - Perante nós mesmo devemos prestar contas para demonstrar que nascemos para a independência e para o comando. E devemos fazê-lo em tempo. A essas provas não devemos fugir, conquanto sejam talvez o jogo mais perigoso que se pode jogar e embora sejam apenas provas de que somos únicas testemunhas e de que mais ninguém é juiz. Para não se ficar preso a uma pessoa, mesmo que seja a mais amada, pois toda pessoa é uma prisão e também um recanto. Jamais ficar preso a uma pátria, mesmo que se trate da mais sofredora e da mais carente de ajuda. Pois é mais fácil desligar o coração de uma pátria vitoriosa. Não se ficar preso a um sentimento de piedade, mesmo que ele se dirija a homens superiores, cujo martírio e desamparo o acaso nos deixou observar. Não se ficar preso a uma ciência, por mais sedutora que se nos apresente, com achados preciosos que parecem reservados precisamente para nós. Não se ficar preso ao próprio desprendimento, a essa distância e alheamento voluptuosos da ave que foge sempre mais alto, para poder vislumbrar sob si um panorama cada vez maior. Cuidado com perigo do que voa. Não se ficar preso às próprias virtudes e ser vítima, por completo, de uma das nossas singularidades, como da nossa "hospitalidade". Assim é o perigo dos perigos nas almas nobres e ricas que se dissipam com prodigalidade e quase com indiferença, e desenvolvem até ao vício a virtude da liberalidade. Necessário é saber reservar-se. A prova mais forte da independência é exatamente esta.


Para Além do Bem e do Mal, prelúdio a uma filosofia do futuro
Friedrich Nietzsche

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Em Breve

É, foi isso. Perdi o tesão que tinha em escrever (ainda que fosse qualquer baboseira clichê).
Eu simplesmente perdi o tesão pelo blog e por essas coisas.
Não tenho inspiração, cara. Não tenho mesmo.
A gente só consegue escrever quando se sente mal, precisa colocar a razão em ordem e então tem muita, muita inspiração. Muito, muito sobre o que escrever.
Eu até procuro, lá no fundo do fundo do fundo da coragem mas eu páro e penso: não, não vou escrever sobre isso. Então eu deixo pra lá.
Deixando pra lá e vivendo bem.
Vivendo bem entre uma cerveja e outra, uma discussão infundada e outra, um filme e outro.
Estou bem, até.
Talvez o atraso esteja aqui, na minha mente. Talvez não haja atraso algum, deve ser tudo psicológico mesmo... Tanto faz. Não importa.
Não devia importar mas... Eu sei que importa.
Acho que estou dedicando mais do meu tempo para mim. 
Sendo esta a maldita chave para a solução do meu atraso, lá vou eu e, desta vez, afirmo que só preciso deste blog quando estou sem palavras, sem ação ou reação e preciso me expressar de alguma forma (não acho interessante falar sobre meu dia-a-dia, a coisa toda fica entediante).
Tanto faz mesmo... Tanto faz.
Volto em breve, esses momentos sempre voltam mesmo.
Até lá, cretinos.



Atenciosamente,
Diamond G.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cansada demais pra discussões utópicas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

i need a freak

É, é disso que eu preciso.
Preciso ser menos responsável, menos chata, menos velha. Preciso fazer mais coisas sem pensar, preciso fazer mais amigos bebendo, preciso de uns lugares estranhos, preciso de algo novo.
Talvez eu realmente deva ser menos responsável, quer dizer, tenho minhas coisas, tenho meu trabalho, tenho a escola mas... parece que não tenho dezessete anos, parece que tenho trinta e sete. Me sinto velha às vezes. Talvez seja o momento... mas, pensando bem, um momento de seis meses é meio longo...
Não sei, preciso de um momento de loucura. Talvez precise mesmo perder as estribeiras, perder a noção, perder a razão.
É a tal teoria do caos¹ e, preciso de uma total destruição agora.
Pessoas, situações, esquecimento. Esqueço que tenho dezessete anos, oitenta por cento do meu tempo. Ainda falta tempo pra decidir o que eu quero da vida, falta tempo pra assumir algumas responsabilidades e, eu devia aproveitar enquanto posso.
Me sentir velha por dentro não é legal. Ser responsável as vezes é legal mas... ser responsável o tempo inteiro é chato.
Preciso de mais irresponsabilidade... ninguém entende (as vezes até pensam que tenho mais que dezessete, mas eu não quero isso sempre), absolutamente ninguém.
E nem vai entender.
Deixa pra lá.
I need a freak every day and every night.
¹; há ordem na desordem e desordem na ordem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dezessete

Pois é, sou obrigada a concordar que parece que foi ontem que estavam me dando uma festa surpresa e eu super feliz por fazer dezesseis anos.
Eis que o dia 8 de Outubro até já se foi e estou aqui, com dezessete anos nas costas (vamos fingir que é um peso incomparável e inconfundível de quem tem dezessete anos).
Os dias passam rápido demais, os meses passam rápido demais e quando percebo, mais um ano se passou e frente à isso, de mãos atadas, não posso fazer absolutamente nada. Apenas assistir.
É como diz aquela propaganda de um tal veículo aí: "O tempo é igual para todos, o que importa é o que você faz com ele", e veja então uma das grandes verdades.
Todos nós temos o poder de decidir o que vamos fazer com nosso tempo. São nossas únicas e exclusivas escolhas, podendo assim, optar por ocupar o tempo com algo que nos agrade, ou enganar todos à nossa volta fingindo que somos ocupados o suficiente para que não sobre tempo vago quando na verdade, não sabemos o que fazer com tanto tempo e acabamos por fazer tudo ao mesmo tempo.
O tempo é igual para todos. Os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses e os anos são únicos e imutáveis. Torná-los inesquecíveis ou indiferentes depende única e exclusivamente de nós.
O meu tempo? Mal vi dois mil e sete acabar, mal vi dois mil e oito passar e cá estou novamente, falando sobre minha velhice precoce e já sentindo falta do que está por vir.

Dezessete, agora faltam 364 dias e logo menos estou aqui novamente, contando sobre como será ter dezoito anos em dois mil e nove... ah, os dezoito.

domingo, 5 de outubro de 2008

Rain

Talvez seja apenas um conjunto de belas palavras somadas com a suposta convicção e certeza da ordem dos fatos.
Talvez não seja nada. Talvez não seja.
Talvez seja hora de esquecer as somas de belas palavras e relevar a convicção, visto que a certeza dos fatos não existe.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

VMB

Pra ser o artista mais requisitado do ano e ganhar mais prêmios aqui, deve-se ser emo e estar em uma banda de moleques. 
Nada de reconhecimento por uma banda que tem boas influências (além dos Beatles, o grande clichê), nada de glória para uma garota que toca gaita e violão (ainda que ela não seja lá essa coisa toda, vamos combinar que é mais agradável que uma banda de emos moleques) e nada de troféu pra tiazinha gordinha mega sem graça do Bonde do Rolê (heheheh).
Sobre a bandinha do  Junior,  das duas uma: ou eles arrumam um vocalista de verdade,  ou o Junior pode voltar a cantar "Splish Splash" com a Sandy porque essa sim, é mais rebelde.
Hoje em dia, acredite se quiser mas, o show de uma banda de emos gaúchos com uma dupla sertaneja consegue ser mais incrível que o show de uma banda gringa super requisitada da qual, o vocalista cai do palco e o show é regado à muitas vaias e playback.
A parte do show da bandinha de eletro-funk-alternativo-rock-pop-clash-disco-cariocation-falsification-whatever, a gente pula  (é a tal da vergonha alheia).
Convenhamos que por incrível que pareça, uma cantora de rock baiana realmente provou que tempo faz diferença, quer dizer, ela que antes usava calças largas e cinto de rebite hoje, usa mini-saia e fez tatuagem de uma quase cinta-liga... ou sei lá.
Mas o mais interessante são as piadas combinadas do apresentador e o gran finalle: a Mtv sugando furfles feelings até o final, na voz dos mesmos artistas de todos os anos.

Se bem que o Adnet representou legal... ah, não sei.
Ainda estou pasma...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fim

"Mas o mais fantástico era a nossa pedreira de gipsita. Um buraco gigantesco no meio da mata. Quase um quilômetro de comprimento por 200 metros de largura e cerca de 100 metros de profundidade. Paredes verticais. Em baixo, no fundo, era agradável, não havia vento. E nasciam plantas que não víamos em nenhum outro lugar. Esse vale das maravilhas era cortado por riachos cristalinos, cascatas brotavam da muralha. A água escura enferrujava as rochas brancas. O chão estava coberto de pedaços de pedra branca que pareciam ossos de animais pré-históricos... se não fossem de fato ossos de mamute. Escavadoras gigantes e os tratores que durante toda a semana faziam uma confusão geral pareciam, no domingo, imóveis e silenciosos há séculos. A gipsita os vestira de branco.
Ficávamos absolutamente isolados. Separados do mundo externo por abruptas muralhas brancas. Nenhum som chegava até nós. Não ouvíamos nenhum barulho a não ser o das cascatas.
Decidimos comprar a pedreira no dia em que ela não estivesse mais sendo explorada. Nós nos instalaríamos no fundo. Construiríamos cabanas, plantaríamos um imenso jardim, criaríamos animais. E dinamitaríamos o único caminho que leva à superfície.

De qualquer forma, não tínhamos nenhuma vontade de voltar lá para cima."

Christiane Vera F.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

all you need is

2) Falar. 3) Calar. 1) Ser. 6) Deixar. 4) Silenciar. 5) Gritar. 
Deixar de ser.
Deixar de falar.
Deixar de calar.
Deixar de silenciar.
Deixar de gritar.
Deixar pra lá.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lunática? Que Se Dane!

Apesar de achar que sites de relacionamento são tão estúpidos quanto as pessoas que os frequentam, sou uma frequentadora assumidamente ativa.
Nunca fui de gostar de orkut e suas ferramentas esquisitas que tentam nos prender mais a atenção mas, tenho de admitir que o bem mais valioso que mata algo que nos mata, é proveitoso.
A privacidade em prol da curiosidade. 
Não importa, mas as pessoas adoram divulgar histórias idiotas sobre o dia em que pegou fulano ou quase pegou ciclana, e sempre vão adorar. Independente do quanto elas concordem comigo, ou não. Independente do quão hipócritas elas vêm sendo, concordando com tudo o que digo, ou não.
Tanto faz, tanto faz, tanto faz... nunca fiz questão de explicações e, além do mais, essas coisas me fazem rir.
As pessoas pensam que eu não sei das coisas e quando acham que sei, acham que sei tudo devido o tal site de relacionamentos, tsc.
Deixa estar, uma hora o jogo vira. 

"Lunático, que se dane!
Sou eu que tô pagando.
Lunático, que se dane!
Sou eu que tô virando."

Captain of my life, i guess so...