domingo, 20 de julho de 2008

- Não é como se nós mostrássemos, retirando os móveis, que renunciamos a qualquer esperança de melhora e o abandonamos a própria sorte, sem nenhuma consideração? Creio que o melhor seria tentarmos conservar o quarto exatamente no mesmo estado em que estava antes, a fim de que Gregor, ao voltar outra vez para nós, encontre tudo como era e possa desse modo esquecer mais facilmente o que aconteceu no meio tempo.

A Metamorfose, Franz Kafka.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

10 MILÍMETROS MANO! MINHA ORELHA TÁ DOENDO, BEIJÃO.

sábado, 12 de julho de 2008

início

Gosto porque somos parecidos.
Gosto porque me atrapalho na hora de achar uma livraria e você fica reclamando por quase três horas. Gosto porque você é mal acostumado e não sabe andar em São Paulo. Gosto pela cerveja. Gosto das risadas que você me arranca. Gosto pelos detalhes.
Gosto porque você é você. É o que procurei em outros corpos mas não havia encontrado.
E sinto que é o início de algo que vai durar por um bom tempo.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Não sei mas o planeta me parece girar em perfeita sintonia com o Universo.

it's called Love.

sábado, 5 de julho de 2008

pecado incabível de origem infundada

As vezes penso se você tem mesmo todo esse cérebro que finge ter.
O que te faz ser alguém de verdade não é seu perfil em um site de relacionamento, muito menos as comunidades que você entra para impressionar os idiotas que acreditam no que veem.
Ninguém precisa saber quantos livros você já leu. Ninguém precisa saber que você gosta de Arte Moderna ou se gosta de caras inteligentes. Isso não atrai caras inteligentes.
Na verdade, ninguém precisa saber nada a seu respeito. Nem mesmo os próximos (até porque raramente sabem algo considerável). Ninguém precisa saber que você é um ser humano extremamente carente de atenção e respeito.
As pessoas não precisam se impressionar com seu goddamnfuckingorkut, porque afinal, ele não mostra realmente o quão inteligente você é ou o quanto você inspira sua originalidade em uma pessoa que não existe realmente.
Suas opiniões baseadas no nada, sua vida baseada no ócio e seu compromisso com pessoas que não se importam, só mostram que sua necessidade de provar o quão você é (pseudo)cult para todos é grande. É relativamente grande para você, incabível pecado de origem duvidosa.
Eu tenho pena de você. Pena.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nictofobia

E tipo NOSSA! Eu já falei que sou nictofóbica? Pois bem, sou nictofóbica.
Daquelas que se ficar mais de 20segundos no escuro, tropeça, cai e chora. Mas assim, chora de medo.
Hoje lá estava eu descendo as escadas pra ir embora (tudo isso porque o elevador demora demais), quando chego no 1º andar, lá pertinho da saída, a luz apagou.
1º imagine a escadaria mais escura que você puder imaginar
2º agora calcule o meu medo
A princípio, fiquei paralisada. Depois me agarrei no corrimão e desci pisando em ovos.
Não rolei as escadas por sorte.
Foi terrível.
Ninguém acredita que sou nictofóbica... ninguém.



Nictofobia: Consiste no medo do escuro ou da noite. Comum em crianças, um pouco mais raro em adultos, geralmente é causado pelo fato de que a pessoa não pode ver no escuro e ela teme o que não pode ver. E, em lugares mal iluminados, as coisas parecem ser o que não são. Mesmo a ciência afirmando que o medo é irracional e o que se teme não é real, não alivia o pânico.

tia da limpeza

Cinco dias por semana eu bato cartão no quinto andar daquele prédio.
Todos os cinco dias, passo ao lado de pessoas que acabam se tornando íntimas apenas pela convivência. Mas elas não sabem. Elas não sabem que eu sei.
Uma vez me disseram que passei do lado de uma garota, e não cumprimentei-a. Mas ok, aquelas pessoas que encontro todos os dias também não o fazem.
São pessoas de todos os estilos, gostos, nomes, olhos, roupas e trabalhos. O que me interessa é teorizar suas vidas, hipotetizar suas escolhas e sintetizá-las para alguém (vamos fingir que eu sintetizo tudo para alguém).
As pessoas me chamam muito a atenção. Talvez eu as entenda em dois segundos. Talvez eu esteja completamente errada e esteja em uma bela de uma viagem cósmica ao invés disso que costumo chamar de vida.
O pretérito, o presente e o futuro sempre me interessaram muito. Demasiadamente, eu diria.
Mas o que mais me chama a atenção é de fato a tiazinha da limpeza. Ela sim merece a minha atenção.
Cinco dias por semana. Três vezes ao dia (no período de seis horas que eu passo confinada naquele prédio espelhado), ela entra no Depto. de Carro Reserva, e passa despercebida aos olhos de todos os Analistas que estão ali, concentrados demais para um Bom Dia.
E eu ainda imagino o que ela pensa de tudo isso.

terça-feira, 1 de julho de 2008

"what the hell is happening
i can't think of everything
i don't know what day it is
or who i'm talking to

but i know that i'm ok
'cause you're here with me today
i haven't got a single problem
now that i'm with you"

domingo, 29 de junho de 2008

A propósito... agora tenho 8mm na orelha direita.
Boa Noite

Sábadásso.

O alargador. O piercing. A caminhada. As risadas. As conversas. O encontro. O código de encontro (rs). A primeira conversa. O bombom. O bilhete do cinema. A pipoca extra GG. A entrada dos filmes. Os traillers. O filme. Os sustos do filme. O ar-condicionado pós-filme. A cerveja. O Dreher com mel. As risadas. Os pontos de vista. A conversa. As conclusões compatíveis. A batata do Mc. O olhar.
(?) Meu sábado.

Quem lê assim pensa que não foi muita coisa. Mas enfim, foi um bom sábado.
Sua infantilidade, meu desprezo. Seu rolê, minha cerveja. Seus traumas, minhas alegrias. Sua chantagem e mania de opressão, minha inteligência e percepção dos fatos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

novidades

Tá tudo tão legal. Tudo é tão novo.
E você ainda insiste em pensar que meu mundo gira em torno do seu, não é assim. Na verdade nunca foi e eu não me importo realmente.
Sinto que o rumo está mudando, e isso é bom.

Friozinho me dá preguiça de escrever (mentira, na verdade é só uma desculpa nova já que a de que não tenho tempo ficou repetitiva).

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Preguiça

Eu tenho tanto sobre o que escrever. Contar meu final de semana, talvez.
Mas se tem algo que me deixa mais injuriada que ver o que não quero, é ouvir o que não quero.
Tem gente que se sente a última bolacha do pacote, e isso me irrita demais.

Outra coisa que me irrita é saber que eu posso escrever incrivelmente bem e, devido minhas companhias ou lugares que frequento, não escrevo.
Talvez seja preguiça mesmo.
Preguiça de usar o cérebro.
Preguiça do mundo.

domingo, 22 de junho de 2008

Oi

é, oi

o trampo ta dahora
vida ta dahora
ta tudo dahora e eu to bem loca só pode...preciso dormir

beijos

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Alfinetadas mal planejadas?

Acho incrível a quantidade de pessoas cuidando da minha vida.
Mais incrível ainda é o fato de conhecerem todos os detalhes. Como se impor uma verdade a torna realmente verdade comprovada, entende?
Ouvi dizer que para uma hipótese virar teoria, ela deve ser provada.
Alguém provou?
Mas este assunto eu deixo pra mais tarde.
Da minha vida cuido eu, estou indo trabalhar.

Boa Tarde.

sábado, 14 de junho de 2008

presente/futuro

A nossa relação com o futuro é que devemos viver nosso presente pois, o que somos no futuro é resultado do que fomos no presente. Entende?
Hoje o garoto compreensivo dos conselhos delicados mas impactantes, me disse isso pela vigésima vez.
Hoje percebi o quanto devo viver meu presente. O quanto devo fazer as coisas acontecerem. O quanto nós não precisamos, nós apenas devemos fazer sem esperar demais.
Hoje talvez eu tenha entendido essa relação.
Hoje vou dormir mais tarde pensando nisto.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

"Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care
For the people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves

This is our last dance
This is ourselves."

truth lies

Blog entregue as moscas. O que é uma pena, é claro.
Para os interessados, a minha vida está um tanto quanto interessante. Pessoas novas, lugares novos, aprendizados novos, tudo novo! Tá... nem tudo.
Hoje é Dia dos Namorados e eu volto a afirmar que até o presente momento, esta data nunca me trouxe nada demais. Não sou tão seca... ok. Mas sou sincera, e preciso dizer que esta data nunca me foi vista com bons olhos.
Eu até tento me distrair, mas fico a pensar em como seria meu Dia dos Namorados caso eu tivesse um. Ok, eu calo a boca e não falo mais de namorado.
Eu sou assim, é quase um defeito.
Pois bem, cá estou a refletir sobre o verdadeiro Dia dos Namorados, junto com minhas paredes camomila, minhas cortinas verde-petróleo e o porta-trecos da Marilyn Monroe. O verdadeiro Dia dos Namorados que ninguém mais vê. Parece que hoje em dia é tudo comercial...
Durante todo o dia, apenas ouvi comentários sobre presentes e preços. Não se fala mais em carinho, ou qualquer outro sentimento afetivo (que já seria um belo de um presente, hah). As pessoas vão a fast foods comemorar a data e vão ao cinema ver filmes de ação.
Ah, o romantismo.
Ah, o verdadeiro Dia dos Namorados.
Essas pessoas tem muito o que aprender e eu com certeza sou a última pessoa do mundo com qualificação para ensiná-los.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

saudade

Ao ouvir as músicas que ouvíamos antigamente, sinto saudade.
Sinto saudade das risadas, das conversas, das brincadeiras e da confiança que cada um depositou no outro. Sinto falta dos roles, e sinto falta da amizade. Foi uma boa época.
Hoje, cada um foi para um lado.
Está sendo exatamente como diriam que seria.
Um casalzinho continua sua vida caseira e entediante, dois melhores amigos continuam com a falsidade, uma ótima companhia seguiu um caminho que naqueles tempos jamais seguiria, um companheiro de copo virou um junkie. E aquele que já estava presente na minha vida como o protagonista há cinco anos, continuou do meu lado.
O que é de verdade não acaba. Nem tira folga e etecéteras etal.
Hoje eu vejo o quão boa foi aquela época, aquele final de ano. Hoje sinto saudades.

Diamond Girl.
"i came here to make you dance tonight
i don't care about my guilty pleasure for you
shut up, cause we won't stop
we're getting down till the suns coming up"

domingo, 1 de junho de 2008

helps me breathe

Isso me ajuda a respirar.
Meu jeito mais sincero me ajuda a respirar.
As vezes eu desejo não deduzir as coisas, talvez assim eu me sinta menos pior, menos traiçoeira.
Será que eu sou mesmo traiçoeira?
As pessoas se acostumam a falar umas das outras e acabam se esquecendo da própria vida. Se esquecem que são tão miseráveis quanto o tempo que perdem cuidando do que não é de seus respectivos endereços.
Mas eu não me importo. Ao menos gosto de dizer não me importar... já devo ter dito isto aqui.
Agora as coisas serão bem diferentes, meu bem.